Qual o melhor lugar para o cachorro dormir?

Tudo depende do tamanho do cachorro e das regras da casa. Veja o melhor lugar para dormir.

Cada família tem as próprias peculiaridades e, respeitadas algumas condições de segurança e aconchego, não existe um lugar melhor para o cachorro dormir. Os peludos também exibem características pessoais e podem escolher alguns locais inusitados para o descanso.

O importante é que o lugar escolhido seja sempre o mesmo. Os cachorros gostam de uma rotina previsível e conseguem se adaptar rapidamente às regras da casa, desde que elas sejam estáveis, isto é, que não mudem todos os dias.

Qual o melhor lugar para o cachorro dormir?

Caso os tutores decidam que o cachorro pode dormir no sofá ou até mesmo na cama, por exemplo, os peludos entenderão, depois de algumas noites, que se trata de “um direito adquirido”, que não pode ser suspenso de forma arbitrária – ou que o cachorro entenda como uma arbitrariedade: por exemplo, um castigo por alguma “arte”.

De qualquer maneira, os tutores devem atentar a algumas condições básicas, para garantir a saúde integral, o conforto e o bem-estar dos cachorros. Os principais problemas estão nos excessos, como deixar um cachorro dormir ao relento em uma noite fria, ou estufá-lo com roupas desnecessárias, que prejudicam inclusive a locomoção.

É importante considerar que o descanso – tanto o repouso noturno quanto as muitas sonecas ao longo do dia – é uma necessidade fundamental dos cachorros. São momentos importantes em que os peludos recarregam as energias, recompõem os músculos, relaxam as funções orgânicas, etc.

Como escolher o melhor lugar para o cachorro dormir?

Para decidir o melhor lugar para o cachorro dormir, o tutor deve atentar para algumas características, necessidades e condições. O porte do animal precisa ser considerado: por exemplo, é preciso lembrar que um filhote fofinho poderá se transformar, em poucos meses, em um canzarrão imenso.

Os peludos também têm necessidades de segurança, conforto e aconchego. A temperatura corporal normal dos cães é um pouco superior à nossa e, por isso, eles sentem o frio com um pouco mais de intensidade. Por outro lado, eles têm o corpo recoberto por pelos, o que garante melhor conforto térmico.

01. As primeiras noites

O cachorrinho chegou e transformou-se no centro das atenções da família. Curioso, esperto, fofinho e um pouco desengonçado, ele passa de colo em colo e desperta os instintos de proteção e acolhimento de todos.

É preciso ter em mente, no entanto, que o filhote está um pouco amedrontado. Pela primeira vez, desde o nascimento, ele está longe da mãe e dos irmãos de ninhada, as únicas referências que ele tinha. O ambiente é diferente, os novos parentes reagem de maneiras estranhas, tudo mudou: ruídos, cheiros, até mesmo as texturas são diversas.

Qual o melhor lugar para o cachorro dormir?

Os novos tutores precisam estar dispostos a acolher o novo membro da família. Ele precisará encontrar o lugar certo para se alimentar, fazer cocô e xixi, brincar e descansar. Convenhamos, é muita informação nova para processar de uma só vez.

Mesmo cães adultos se ressentem quando são introduzidos em novos ambientes. Os filhotes podem ficar verdadeiramente apavorados. As primeiras noites são verdadeiros desafios e podem parecer intermináveis.

É possível, no entanto, atenuar a nova condição com algumas estratégias simples. Se possível, os novos tutores devem recolher um pedaço de pano com o cheiro da mãe e dos irmãos, para que o filhote evoque algumas sensações de segurança e conforto e não fique tão perdido na casa nova.

Ele está desprotegido e desorientado. Provavelmente, o filhote passará a acompanhar um único membro humano da família, que se tornou a sua nova referência. É preciso indicar onde está a comida, onde está a caminha, o lugar certo para as necessidades.

O peludo não conseguirá assimilar tudo de uma vez. Até pouco tempo atrás, comida não estava entre as suas preocupações: bastava aconchegar-se à mãe e abrir a boca. O cocô e o xixi também não eram problemas: a mãe se encarregava de retirá-los (às vezes, ela os engolia).

É importante acostumar o cachorrinho a dormir sozinho. Provavelmente, ele terá vários cochilos durante o dia e os tutores podem levá-lo para o local de descanso. À noite, a nova caminha já terá um cheiro característico.

O filhote sentirá frio, que pode ser amenizado com bichos de pelúcia (que também evocam a presença dos irmãos) e uma coberta leve. Se possível, a cama deve ter laterais altas, para que o peludo se encoste e tenha a sensação de estar escorado na mãe.

Mesmo assim, a solidão e a escuridão são fatores novos – e não são bem-vindos. O choro, nestas condições, é normal e esperado, mas, se o cachorrinho está agasalhado é protegido, não há necessidade de levantar-se da cama ao primeiro gemido.

Se o tutor não tem intenção de deixar o cachorro dormir com ele na cama, isto deve ser evitado desde a primeira noite. Uma providência interessante é brincar com o filhote algumas horas antes do repouso noturno, para ele gastar energias, e depois deixá-lo em atividades mais tranquilas até a hora do sono.

Deixe alguns brinquedos ao lado da cama, assim como uma vasilha com água (não é preciso deixar um “lanchinho para a madrugada”). O lugar escolhido para o cachorro dormir pode ser forrado com papel-jornal, para que ele não sinta frio caso queira se aventurar no chão.

O aprendizado, felizmente, é bastante rápido. Em poucos dias, o cachorrinho se esquece da família canina, cria vínculos com os tutores e está pronto para dar início ao adestramento. Comandos simples, como “sim” e “não”, podem começar a ser ensinados logo no primeiro dia de convivência.

02. Um lugar calmo e reservado

Naturalmente, o lugar para dormir deve ser tranquilo e reservado. Os tutores precisam organizar um espaço no qual os cães consigam se situar, apropriando-se do “pedaço”. A escolha varia bastante, de uma casinha no quintal a um cantinho na cama.

Qual o melhor lugar para o cachorro dormir?

Caso o cachorro seja mantido em ambientes externos, é preciso que eles tenham acesso a todas as áreas que devem vigiar. Os cães são guardiães naturais e estabelecerão roteiros de segurança, para inspecionar movimentos e sons estranhos.

A casinha no quintal deve ser instalada preferencialmente com a abertura voltada para o norte, de onde chegam as correntes de ar quente. O espaço não pode ser muito movimentado, ou os peludos rapidamente se transferirão para outro.

Dentro de casa, deve-se evitar instalar caminhas e colchonetes em locais muito movimentados, como os corredores, por exemplo. Um cantinho da sala, em que seja possível observar o movimento, é ideal para que o peludo possa descansar.

Alguns cachorros desenvolvem um senso peculiar de propriedade e carregam todos os seus pertences para o cantinho escolhido pelos tutores: brinquedos, agasalhos, roupas e até tigelas de ração e água.

Nos ambientes internos, é importante delimitar os lugares do quarto, do banheiro e do refeitório: a cama, o tapete higiênico (ou uma folha de papel-jornal) e o local do comedouro e bebedouro. Desta forma, fica mais fácil para o cachorro entender como deve ser a circulação na casa.

Os cachorros de pequeno e médio porte podem ser autorizados a dormir no quarto do tutor. Mais uma vez, valem as regras da casa: eles podem se acomodar no tapete ao lado da cama, aos pés do leito ou de conchinha com os seus humanos. Não existe certo ou errado, desde que as regras sejam estáveis e a higiene seja garantida.

03. Temperatura agradável

A maioria dos cachorros apresenta resistência a alterações da temperatura ambiente, mas é importante garantir o conforto térmico. Caso eles durmam fora da casa, a cama deve ser provida de alguns cobertores, especialmente nas noites mais frias.

Alguns cães são mais encalorados e dispensam os agasalhos. Mesmo assim, eles precisam ficar disponíveis, principalmente em locais com grande amplitude térmica. A casinha pode ter uma cortina para isolar os ambientes e o chão deve ser forrado com um colchonete, cobertores velhos ou mesmo caixotes de papelão. O importante é que o ambiente seja seguro e confortável, um verdadeiro refúgio onde se esconder em alguns momentos do dia.

Os filhotes costumam sentir a falta da mãe e dos irmãos de ninhada, principalmente nas primeiras noites depois que são levados para o novo lar. O desconforto pode ser atenuado com almofadas, brinquedos de pelúcia e camas com laterais altas, mas os tutores precisam estar preparados para perder alguns momentos de sono.

Com relação às roupas, é preciso respeitar as preferências dos cachorros. São poucos os peludos que gostam de dormir vestidos – alguns nem mesmo aceitam cobertores sobre o corpo. Tutores que gostam de enfeitar os cães devem deixar os acessórios para outros momentos (como os passeios diários, por exemplo) e, mesmo assim, atentar para não prejudicar a locomoção ou sobrecarregar a estrutura física dos animais.

04. Do tamanho certo

Muitos tutores, especialmente os de primeira viagem, costumam adquirir verdadeiros enxovais para os cachorros. Não há nada errada nisso, desde que humanos e caninos fiquem satisfeitos e não se exponham a riscos ou desconfortos.

Vale lembrar, no entanto, que, quando se adota um filhote, ele crescerá nos meses seguintes. Esse crescimento pode ser muito rápido, especialmente entre as raças de grande porte. Para evitar as trocas, pode-se improvisar um leito confortável nos primeiros meses com cobertores velhos e adquirir a cama definitiva depois dos dez ou doze meses de idade.

Qual o melhor lugar para o cachorro dormir?

Outra questão importante: os cachorros trocam os dentes entre quatro meses e um ano de vida. Nesse período em que a dentição permanente está despontando, eles podem sentir bastante desconforto e, para aliviar os sinais, tendem a roer tudo que estive por perto.

Desta maneira, muitas camas (e roupas de cama) são perdidas com o “potencial destrutivo” dos filhotes. O ideal é não gastar muito dinheiro, até que eles se aproximem do tamanho adulto e assimilem as regras de convivência da família.

Não vale a pena oferecer camas grandes para os filhotes. Em primeiro lugar, porque eles ficarão um pouco perdidos em meio a tanto espaço. É preciso considerar também que, quanto maior, mais difícil é garantir o conforto térmico. Escolha uma cama confortável e fácil de limpar. Se precisar, improvise com cobertores e almofadas.

05. Durabilidade e resistência

Os cães de pequeno porte podem levar muito tempo para precisar trocar o local em que dormem – alguns passam a vida toda descansando no mesmo lugar, na mesma caminha. Em relação aos grandes, é preciso considerar o desenvolvimento físico e os “incidentes de percurso” até que eles se acostumem ao ambiente.

Ao escolher a cama, as cobertas e a casinha externa, é preciso optar por materiais resistentes e duráveis. Dê preferência para os forros impermeáveis, porque muitos cães usam o lugar para dormir como um verdadeiro esconderijo e acabam arrastando toda sorte de brinquedos e “tesouros”.

Os tecidos sintéticos devem ser evitados, porque podem causar reações alérgicas e facilitar o desenvolvimento de dermatites e otites. Alguns tutores têm dificuldade para resistir a itens chamativos, cheios de decorações, mas eles devem ser evitados.

Em primeiro lugar, porque certamente os cachorros serão atraídos por laços, fitas e ornamentos, e tentarão arrancá-los, danificando o visual de forma permanente. Em segundo, porque eles podem acabar engolindo algum adereço, o que pode prejudicar a saúde ou gerar uma emergência médica.

De qualquer maneira, os cachorros provavelmente subverterão os adornos e funcionalidades. Qualquer adereço pontudo ou vistoso será motivo de “inspeções” constantes: é inútil gastar muito dinheiro com itens que serão destruídos em pouco tempo.

Por outro lado, materiais duráveis e resistentes facilitam a organização doméstica. Os forros removíveis facilitam a lavagem e higienização: lembre-se de que o cachorro arrastará muitos objetos e petiscos para a cama e, além disso, desprenderá uma quantidade impressionante de pelos.

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