Não há nada mais doloroso para uma família que tem animais de estimação do que se ver diante de uma delicada situação: decidir se o cão deve ou não ser eutanasiado. Muitas vezes o cão, que viveu toda sua vida de forma saudável e alegre, de repente é atingido por uma doença em que há poucas chances de cura e muito sofrimento. Em outros casos uma doença devastadora vai afetando o animal aos poucos, de forma que no estágio final da enfermidade o cachorro parece não mais conseguir viver confortavelmente. Seja qual for o caso, nunca é fácil decidir sobre a morte de um ser vivo, principalmente quando se trata do cão da família, que com certeza sempre esteve junto de todos nos mais variados momentos.

Sempre que o animal tiver pouquíssimas ou nenhuma chance de cura ou melhora, é dever do veterinário informar a família, que deverá então decidir sobre a eutanásia. Vale lembrar que o termo eutanásia, quando traduzido, remete a morte boa, ou morte sem dor, o que significa que o animal não sofrerá caso se opte pelo seu sacrifício, que normalmente ocorrerá com o cão dormindo.

Na hora da decisão é importante que se coloque em primeiro lugar o sofrimento do animal. É prudente avaliar se o cão conseguirá viver com dignidade sem poder se mover ou enxergar, por exemplo. E é também indicado que o amor que se tem pelo cão não se sobreponha a dor e sofrimento que ele sente.

Caso se sinta em dúvida, converse com o médico veterinário de sua confiança, tire todas as suas dúvidas a respeito de possíveis tratamentos, cirurgias e chances de recuperação. Caso seja necessário, vá atrás de uma segunda opinião e reflita também com os outros membros da família.

Se a escolha a favor da eutanásia prevalecer, com certeza ela será recheada de sofrimento e às vezes até culpa. Mas com certeza depois de algum tempo estes sentimentos serão supridos por boas lembranças e você e sua família se sentirão aliviados por terem diminuído a dor de seu animal de estimação.

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