Golden retriever – Saiba tudo sobre a raça

Conheça a história e as características do golden retriever, um grande companheiro.

O golden retriever foi desenvolvido na Grã-Bretanha, especificamente para a caça de aves aquáticas. A criação da raça é creditado à ao lorde Tweedmouth (empresário escocês membro da Câmara dos Comuns de 1853 a 1880).

O objetivo deste barão da Escócia era obter um animal de porte médio, caçador hábil, obediente, calmo e dócil. O ancestral direto do golden retriever é o tweed water spaniel (uma raça extinta). Já nas primeiras gerações, foram obtidas duas variedades da raça: de trabalho e de exposição.

Atualmente, os cães da raça se destacam nas atividades policiais (eles são excelentes farejadores, bastante úteis no resgate de pessoas acidentadas) e também como acompanhantes de pessoas portadoras de deficiência, como cadeirantes e cegos.

Trata-se de um cachorro robusto, com pelagem mediana e lisa, com a característica cor dourada em diversas tonalidades. A expressão fisionômica, descrita como “meiga”, está entre os principais atributos da raça.

A história do golden retriever

O golden retriever apresenta uma história muito bem registrada. A raça foi desenvolvida em Guisachan, próximo à Tomich, na propriedade de sir Dudley Marjoribanks, o barão de Tweedmouth.

Uma lenda local afirmava que a raça descende de cães pastores russos, que chegaram ã Escócia acompanhando um trupe circense, mas esta “origem romântica” foi desmentida com a publicação, em 1952, dos registros de reprodução (1852-1890).

Lorde Tweedmouth utilizou cães d’água e spaniels nativos a ilhas britânicas.

Tomich, lar de Marjoribanks, é uma vila com arquitetura vitoriana situada nas terras altas escocesas, no noroeste do país.

No início do século 19, com o desenvolvimento tecnológico, surgiram armas de fogo de maior precisão. Isto determinou o abate de um número cada vez maior de aves, em terrenos irregulares, de acesso cada vez mais difícil. Foi aí que surgiu a ideia de um cão que aliasse a natação a um forte instinto de caça.

Golden retriever - Saiba tudo sobre a raça

Os primeiros tweed water spaniels a chegar a Tomich tinham pelagem preta. Cruzamentos seletivos incluíram cães das raças: setter irlandês, terra nova, cão d’água de Saint John e bloodhound, que definiu a cor areia da nova raça.

Em 1868, surgiram oficialmente os primeiros golden retrievers: mais fortes e poderosos do que os apontadores incluídos nos cruzamentos, mas ainda assim gentis e facilmente adestráveis.

Em 1903, a raça foi oficialmente aceita no Kennel Club da Inglaterra — eram os flat coats dourados. Dez anos depois, já com o nome atual, surgiu o primeiro clube da raça.

Em 2018, 351 golden retrievers e seus tutores de 37 países fizeram uma peregrinação para a Casa de Guisachan, em Tomich, para celebrar os 150 anos da raça.

A organização Friends of Guisachan é dedicada à manutenção dos atributos da raça. Em 2014, foi erigida uma estátua de um golden retriever, que se tornou referência turística.

O comportamento do golden retriever

O padrão oficial da raça, além de descrever as características físicas, afirma que um golden retriever deve ser “amável, amigo e confiante”. Estes cães exibem estes atributos não apenas na relação com a família e pessoas próximas, mesa até mesmo com estranhos.

De um ponto de vista exclusivamente utilitarista, este temperamento elimina o golden retriever do rol dos cães de guarda. Definitivamente, os cães da raça não nasceram para montar guarda em uma propriedade.

Eles não são bons nem mesmo para fazer soar o alarme (o que pode ser positivo para quem procura um cão silencioso, que late pouco). Quem procura amizade, por outro lado, pode escolher um golden retriever sem medo de errar.

Eles são bons companheiros para adultos, crianças e idosos. Também apreciam a presença de gatos e outros cães. Em uma palavra, são cães sociáveis. Tão sociáveis que têm sido utilizados com sucesso com cães terapeutas em hospitais, asilos e orfanatos.

Um típico golden retriever é sempre calmo, sereno, focado. Bastante inteligente, ele é também um cão sensível e obediente. Em casos de agressão, ele quase sempre usa o porte avantajado para defender a família.

Isto não significa, contudo, que o golden retriever seja um animal “contemplativo”. Ele é muito brincalhão, está sempre cheio de energia e precisa de muito exercício físico e de estímulos cognitivos.

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Os cães adultos continuam se mostrando ativos e tornam-se progressivamente mais pacientes, como convém a animais desenvolvidos para ficarem horas à espera de uma presa, guardando o máximo silêncio.

A raça é “espaçosa “, não gosta de lugares pequenos e precisa de liberdade para se exercitar. Os golden retrievers nunca devem ser mantidos presos, nem isolados em um quintal, por exemplo. Eles necessitam de espaço e de convivência para desenvolver todas as habilidades físicas e cognitivas.

Os golden retrievers são bons caçadores, mas a estratégia empregada não é “farejar e correr” (como fazem os beagles e outros sabujos, por exemplo). Eles utilizam principalmente a audição para encontrar aves nas proximidades.

Esta atividade original consumia um tempo considerável. Atualmente, mesmo não sendo mais utilizados para caça (a imensa maioria, pelo menos), os cães da raça continuam exibindo o mesmo comportamento tranquilo e constante.

O golden retriever é um cachorro indicado para todas as idades. A exceção fica por conta dos “exclusivamente sedentários”: para ser tutor de um destes cães, é preciso ter disposição para uma caminhada diária de 30 minutos, com direito a algumas correrias pelo trajeto.

Mesmo assim, um golden retriever também gosta de ficar simplesmente deitado ao pé ou ao lado do tutor. Sempre elegante, ele sabe se comportar em campo aberto, em um terreno pantanoso e num salão cheio de cristais e miudezas.

Se você tiver interesse, pode matricular o seu golden retriever em um curso de agility. Extremamente ágil, equilibrado e inteligente, ele pode se transformar em um campeão de adestramento.

Os cães da raça ocupam o quarto lugar no ranking de inteligência elaborado por Stanley Coren, um psicólogo americano que publicou “A Inteligência dos Cães” em 1995 e é referência no assunto. O golden retriever perde apenas para o border collie, o poodle e o pastor alemão.

A saúde do golden retriever

A vida média de um golden retriever é de dez anos, mas muitos animais atingem os 15 anos de idade com força e destreza. Apesar das diferenças climáticas, a raça adaptou-se bem ao Brasil.

Como toda raça canina, o golden retriever é suscetível a algumas doenças genéticas, como as displasias de cotovelo e coxofemoral, anomalia ortopédica que afeta a maioria dos cães de médio e grande porte.

Entre as neoplasias, existe um número considerável de golden retrievers diagnosticados com tumores cutâneos e os hemangiossarcomas, que afetam o sistema circulatório, podendo inclusive causar problemas cardíacos.

Também só relativamente os tumores ósseos e nas mamas, especialmente entre os cães americanos (animais da raça foram exportados para o Canadá ainda no início do século 20; o país responde por várias linhagens, inclui a maioria das que vieram para o Brasil).

De acordo com estudos do Golden Retriever Club of America, de 1998, o câncer é a principal causa de morte de golden retrievers jovens (com menos de sete anos). A participação no número de óbitos supera 60%.

Doenças oculares são regularmente diagnosticadas em golden retrievers. Os males mais comuns são: atrofia progressiva da retina, glaucoma, entrópio (quando a pálpebra, geralmente inferior, se dobra para dentro, provocando desconforto e lesões no globo ocular), displasia da retina e distiquíase (crescimento anormal de pelos a partir de glândulas sebáceas, formando uma espécie de segunda linha de cílios, que causa irritação e danos à córnea).

Doenças cardíacas, especialmente cardiomiopatias e estenose aórtica, e alergias (inclusive seborreia e adenite sebácea) também podem afetar os golden retrievers, que parecem ser especialmente suscetíveis à ação de parasitas, como pulgas e carrapatos.

Com o avanço da idade, as doenças ortopédicas podem se tornar comuns. Luxação da patela, ruptura do ligamento cruzado, osteocondrite (inflamação conjunta do osso e da cartilagem) e panosteíte (destruição progressiva do tecido ósseo) são condições dolorosas que podem ter de ser enfrentadas pelos cães idosos da raça (com oito anos ou mais).

Isto significa que um golden retriever requer alimentação balanceada, imunização, acompanhamento veterinário e alguns suplementos para prevenir certas enfermidades. Além disto, ele precisa de algumas atenções especiais.

O primeiro cuidado especial é com os pelos. A pelagem é muito densa e, especialmente nos meses mais quentes, o golden retriever pode sofrer com dermatites causadas pela umidade.

Estes cães exigem escovação dos pelos a cada dois ou três dias. O intervalo entre os banhos não pode ultrapassar 15 dias e ele deve ser seco mecanicamente, para evitar o excesso de umidade.

Isto vale também para às vezes em que o seu pet decidir mergulhar na piscina. Se você tiver uma em casa, fique atento, porque ele certamente irá querer aproveitar a água. O excesso de cloro também pode prejudicar a pele e a pelagem. Por isto, recomenda-se uma ducha depois dos mergulhos — programados ou não.

Os banhos em piscinas, aliás, podem ser um excelente complemento dos cuidados com a saúde. Além de ficar mais feliz e ajustado (e cansado, ufa!), a natação ajuda o seu pet no fortalecimento dos ossos, músculos e articulações, além de fortalecer o sistema cardiorrespiratório.

Os exercícios físicos — na água ou fora dela —, além de divertidos, também auxiliam no controle de peso. Golden retrievers não costumam ser animais gulosos, mas passam a imitar os hábitos da família com facilidade.

O padrão oficial do golden retriever

Um padrão de raça é definido de acordo com o que se espera de cada tipo de cāo. Para receber pedigree, participar de competições e exposições oficiais, por exemplo, é necessário que o animal esteja de acordo com o padrão.

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No país, os padrões são estabelecidos principalmente pela Associação Cinológica Brasileira (ACB) e pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), seguindo as determinações da Federação Cinológica Internacional (FCI), sediada na Bélgica.

O padrão

  • País de origem: Grã-Bretanha.
  • Data de publicação do padrão oficial: 28.07.2009.
  • Utilização: cão de caça.
  • Outros nomes: retriever dourado.
  • Classificação FCI: grupo 8 – retrievers, levantadores e cães d’água – seção 1 – retrievers.
  • Sujeito à prova de trabalho para campeonatos internacionais.

Aparência geral – simétrico, equilibrado, ativo, poderoso, sadio, com movimentação nivelada, com expressão doce.

Comportamento – obediente, inteligente, com habilidade natural para o trabalho, amável, amigo e confiável.

Cabeça – balanceada e bem cinzelada. O crânio é largo sem ser grosseiro, bem inserido no pescoço.

O stop é bem definido, a trufa é preferencialmente preta, o focinho é poderoso, largo e profundo, com o comprimento equivalente ao do stop até o occipital.

Os maxilares são fortes, com mordedura completa e regular em tesoura.

Os olhos são castanho-escuros, bem separados um do outro. As bordas das pálpebras são escuras.

As orelhas são de tamanho médio, inseridas aproximadamente ao nível dos olhos.

Pescoço – de bom comprimento, seco se poderoso.

Tronco – balanceado, com o dorso nivelado, o lombo forte, musculoso e curto e o peito bem descidos na região do esterno. As costelas são profundas e arqueadas.

Cauda – inserida e portada no nível do dorso, alcançando os jarretes, sem curvatura na ponta.

Membros anteriores – retos e com boa ossatura. Os braços têm comprimento igual ao da escápula, colocando as pernas bem debaixo do tronco. Os cotovelos são aderentes ao peito e as patas são redondas (pés de gato).

Membros posteriores – fortes e musculosos. Os joelhos são bem angulados e os jarretes, bem descidos (quando vistos por trás, os jarretes não se viram para dentro, nem para fora). Jarretes de vaca são altamente indesejáveis. As patas seguem a descrição dianteiras.

Movimentação – poderosa, com boa propulsão. Os membros anteriores e posteriores se movimentam em planos paralelos ao eixo do tronco. Os passos ao longos e livres, sem nenhum sinal de hackney

Pelagem – o pelo é liso ou ondulado, sempre bem franjado. O subpelo é denso e resistente à chuva e ao frio,

Cores – qualquer tom de dourado ou creme. O golden retriever não pode ser vermelho, nem mogno. Alguns pelos brancos no peito são permitidos.

Tamanho e peso – na altura da cernelha, os machos medem de 56 a 61 cm e as fêmeas, de 51 a 56 cm. Um macho atinge 34 kg e uma fêmea, 30 kg, mas nenhum cão pode parecer pesado.

Faltas – qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na proporção da gravidade e dos efeitos sobre a saúde e bem-estar do cão e em sua habilidade para executar o trabalho tradicional.

Faltas desqualificantes

Os golden retrievers podem ser desqualificados de competições oficiais caso apresentem:

  • agressividade ou timidez excessiva;
  • qualquer sinal de anomalia física ou emocional.

Os machos devem apresentar os dois testículos de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

Apenas os cães clínica e funcionalmente saudáveis e com conformação típica da raça devem ser usados para reprodução.

Dúvidas frequentes:

Qual o valor de um golden retriever?

Tudo depende da linhagem do cachorro. Canis mais tradicionais, que podem atestar a ascendência dos filhotes, costumam praticar preços mais altos. Em média, um cãozinho macho custa de R$ 1.200 a R$ 3.000, mas não é incomum encontrar golden retrievers à venda por valores acima de R$ 7.000.

As fêmeas são um pouco mais caras, mas os interessados não precisam se preocupar com o sexo: machos e fêmeas são igualmente dóceis, tranquilos e excelentes companheiros para a família inteira, dos bebês aos idosos, passando pelos convalescentes e os portadores de doenças crônicas.

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Enquanto os machos costumam ser mais curiosos, divertidos e exploradores, as fêmeas tendem a ser mais gentis e delicadas. O dimorfismo sexual – as diferenças entre os dois sexos – é muito bem estabelecido nos cães da raça.

Evidentemente, adquirir um filhote de campeões exige um investimento mais elevado. Alguns cães pertencentes a linhagens consagradas em exposições e competições têm os preços entre R$ 15.000 e R$ 20.000.

Os candidatos a tutores de golden retrievers que se interessarem por filhotes estrangeiros, especialmente da Grã-Bretanha (país que desenvolveu e é patrono da raça), podem se deparar com preços acima dos R$ 30.000, que são acrescidos de impostos, taxas e serviços de importação.

Como saber se o golden retriever é puro?

Algumas características da raça estão presentes nos filhotes ainda na fase de amamentação. Mas, antes de avaliar os pequenos, os candidatos a tutores devem avaliar os pais e avós: um macho da raça mede entre 56 cm e 61 cm (medida na cernelha). As fêmeas são menores, entre 51 cm e 56 cm. O peso é parecido, oscilando entre 25 kg e 32 kg.

Na hora da escolha, é importante saber que diversos canis (não apenas no Brasil) vêm desenvolvendo exemplares maiores, com até 70 cm de altura. Eles são muito bonitos e igualmente dóceis e inteligentes. O tamanho obviamente impressiona e atrai a atenção dos observadores.

Ainda não existem estudos definitivos, mas, em geral, os cachorros muito grandes podem ter problemas ósseos, musculares e articulares com mais frequência. Os interessados precisam analisar os ancestrais em busca de casos de displasia de quadril ou de joelho, por exemplo.

Como o próprio nome diz, o golden retriever é “dourado”: as cores variam do creme clarinho, quase branco, ao castanho brilhante (nenhuma outra tonalidade é permitida pelo padrão oficial da raça). A pelagem é sólida, podendo apresentar alguma graduação, mas sempre na mesma cartela de cores.

Os filhotes quase sempre apresentam cores mais claras. Mais uma vez, a dica é observar os pais. Os golden retrievers são oficialmente registrados como cães creme, dourado (claro, padrão e escuro) e vermelho, sempre de acordo com as tonalidades dos pais.

Alguns sinais são menos sutis. Os olhos do golden retriever, por exemplo. Eles devem ser arredondados, profundos e marrons (do âmbar ao escuro, quase preto). Se os olhos do filhote não parecerem amigáveis e calorosos, é muito provável que ele não seja um cão puro.

O “sorriso” também facilita a identificação. O golden retriever apresenta mordedura em tesoura: a face externa dos dentes superiores toca a face interna dos inferiores. A mordedura em torquês, onde há dois pontos definidos de pressão entre maxilar e mandíbula, não é uma característica da raça.

Os filhotes podem apresentar uma pelagem mais sedosa e macia, mas o golden retriever sempre tem pelos grossos e resistentes – eles precisam suportar diferenças de temperatura quando os cães mergulham em uma lagoa, por exemplo. A pelagem pode ser ondulada, mas não pode apresentar tons de preto, cinza ou marrom.

Por que o golden retriever gosta tanto de água?

A raça foi desenvolvida para caça em ambientes semiaquáticos. Considerando que o golden retriever surgiu na Inglaterra, isto significa que estes cães passavam muito tempo caminhando em terrenos úmidos ou encharcados, em pântanos e em lagoas.

No século 19, com o desenvolvimento das armas de fogo, tornou-se comum o abate de aves em pleno voo. Os caçadores gostavam de atirar principalmente em espécies migratórias, que voam em bandos, como marrecos e gansos.

A tarefa dos golden retrievers era acompanhar a trajetória das aves e identificar rapidamente o ponto em que elas caíam. Os caçadores davam preferência à queda em lagoas e brejos, para não prejudicar muito a carne e as plumas das aves.

Faz muito tempo que o golden retriever deixou de ser um cão de caça – em várias partes do mundo, inclusive, o abate de aves nem sequer é permitido. Mesmo assim, os cães da raça mantiveram os hábitos dos ancestrais.

Eles adoram nadar e mergulhar. Se a casa que os acolher tiver uma piscina, os tutores terão uma tarefa extra: certificar-se de que os cães, especialmente filhotes, não se aventurem na água (especialmente sem supervisão).

De qualquer forma, eles conseguem se divertir nadando em uma piscina, lagoa, bacia ou qualquer outro lugar que tenha um pouco de água. Brincadeiras com mangueiras estão entre as preferidas dos golden retrievers.

Quanto se gasta por mês com um golden retriever?

Adotar um cachorro nunca é uma decisão barata. Mesmo recebendo um animal em doação, é preciso considerar os gastos com alimentação, brinquedos e acessórios, medicamentos, vacinas e consultas, produtos de higiene e beleza, adaptações em casa e alguns extras.

Os filhotes costumam ser vermifugados e receber as primeiras doses de vacinas ainda nos canis, mas os tutores ficam responsáveis pelos reforços e pelas doses anuais de vermífugos e vacinas, no caso de animais adultos.

Doses de vacina múltipla (V8 ou V10) custam entre R$ 60 e R$ 100 e devem ser aplicadas anualmente. As três doses de vermífugo (no primeiro ano de vida) custam em média R$ 25 cada (R$ 75 no total).

Gastos com consultas veterinárias de rotina e eventuais exames laboratoriais giram em torno de R$ 600 a cada ano. É preciso considerar também que os cães podem desenvolver doenças, que exigirão mais despesas para o tratamento.

Um pacote de 12 kg de ração premium para cães de porte médio e grande custa, em média, de R$ 200 a R$ 250. Um golden retriever adulto com atividade física moderada a intensa come cerca de 10 kg de ração a cada mês.

O golden retriever exibe pelos de comprimento médio a longo que também exigem cuidados especiais. Aconselha-se um banho a cada mês (ou no máximo 45 dias). Com xampu, condicionador e antiparasitas, pode-se considerar um custo médio mensal de R$ 50, lembrando que há produtos de higiene e beleza bem mais caros.

Algumas utilidades

O golden retriever continua sendo classificado, pelas federações de cinofilia, como um cão de trabalho – apesar de a maioria dos tutores, no mundo inteiro, adotarem cães da raça principalmente para companhia.

A raça está classificada pela FCI no grupo 8, que reúne retrievers, levantadores e cães d’água (obviamente, o golden retriever está na seção 1 do grupo, exatamente a dos retrievers – ou resgatadores, em português).

Por conta desta classificação, em competições oficiais, os cães da raça estão sujeitos a provas de trabalho (e não apenas de exibição). Os golden retrievers precisam demonstrar as habilidades de caça (faro, levantamento de presas, etc.), obediência (treinabilidade, equilíbrio emocional, etc.) e desempenho na natação e no mergulho.

Hoje em dia, o golden retriever é pouco utilizado como caçador. Em compensação, esta é uma das raças mais empregadas como guias de cadeirantes e deficientes visuais, farejadores de substâncias e mercadorias ilícitas.

Mais recentemente, o golden retriever se mostrou um excelente cão terapeuta, sendo usado em visitas a hospitais, orfanatos e lares de idosos para enriquecer o cotidiano dos internos. O cão é um excelente auxiliar em tratamentos de depressão, ansiedade, transtorno do pânico e outros distúrbios emocionais.

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