Mesmo com as campanhas de adoção de animais, muitas pessoas querem ter um “puro sangue”. Confira as características do cachorro mais caro do mundo.

Diz o ditado que o cachorro “é o melhor amigo do homem”, e não é para menos. Existem indícios de que este animal acompanha os humanos há 500 mil anos (muito antes do desenvolvimento do pastoreio), inicialmente para a caça compartilhada, uma relação de mutualismo. Atualmente, porém, muitas pessoas valorizam as raças exóticas de cães (em detrimento dos simpáticos vira-latas) e pagam verdadeiras fortunas por um exemplar.

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Atualmente, a raça de cachorro mais cara do mundo é o mastim tibetano, matriz de todos os mastiffs, como o mastiff inglês e o bull mastiff brasileiro, raça desenvolvida a partir de 1988. Originário da China, a raça foi declarada extinta e recriada pelos ingleses no início do século XIX.

No Extremo Oriente, um mastim tibetano de boa estirpe chega a ser negociado por US$ 750 mil (pela cotação atual do dólar, mais de R$ 2,35 milhões). O motivo de tanta valorização é que a raça foi criada a partir de cruzamentos com lobos e labradores, gerando cães agressivos a predadores.

O cão recordista em preço foi vendido a um empresário do ramo de carvão residente no norte da China. Detalhes do negócio milionário (dez milhões de yens, à época) não foram revelados, mas o proprietário considera a aquisição como um investimento, já que o animal pode ser “alugado” para diversos canis, como padreador.

Novos ares

Com os novos cruzamentos, os cachorros da raça, criados originalmente para a defesa de monastérios budistas e para o pastoreio nômade, se revelaram bons animais de companhia. Os mastins tibetanos são especialmente apreciados na Ásia e na Europa.

São animais adaptados a climas temperados. No Brasil, não existem canis especializados na criação da raça; os poucos espécimes que vivem aqui foram importados.

No quesito “inteligência”, no entanto, o mastim tibetano não exibe bons resultados. O etólogo americano elaborou uma tabela através de um questionário submetido a 200 juízes de campeonatos de Cinologia dos EUA e Canadá. No livro “A Inteligência dos Cães”, elaborado a partir do estudo, a raça chinesa não figura entre os 80 cães mais inteligentes do mundo.

O padrão da raça

O principal destaque do mastim tibetano – símbolo de status em diversos países do Oriente – é o tamanho, que permite classificá-lo entre os maiores cães do mundo. Trata-se de um animal molossoide (cães pesados, ossudos, sólidos e compactos, com cabeça maciça e tórax largo).

A palavra “molosso” foi criada na Grécia Antiga, em referência aos grandes cães pastores que habitavam a região ocidental da Hélade (à época, o Épiro).

Os machos da raça apresentam 66 centímetros na altura da cernelha. As fêmeas são ligeiramente menores, atingindo 61 centímetros.

Outra característica impressionante do mastim tibetano é a pelagem, espessa e volumosa, com uma espécie de juba na cabeça (não é uma característica geral e é mais comum entre os machos). O pelo é duro e senso (especialmente entre os machos) e os espécimes da raça apresentam subpelo lanoso, que os protege das baixas temperaturas.

Os olhos dos espécimes podem ser de qualquer tom de castanho, sempre acompanhando a cor dos pelos (que também podem apresentar tons de cinza e dourados). As orelhas, de tamanho médio, são caídas, de formato triangular e são coberta por pelos curtos e finos. A cauda é bem coberta, portada alta (acima do dorso, quando o animal está em estado de alerta) e enrolada.

Ao contrário das demais raças, o mastim tibetano demora para atingir o desenvolvimento completo. Enquanto um cão sem raça definida (SRD) pode gerar filhotes a partir dos dez meses de idade, os cachorros da raça mais cara do mundo levam até quatro anos para se tornar padreadores ou matrizes.

Os mastins tibetanos são territorialistas, excepcionais cães de guarda, mas também se revelam bons companheiros, inclusive para crianças, desde que criados desde pequenos em família.

Outras raças milionárias

O pharaoh hound, ou cão do faraó, é conhecido por ser a representação do deus Anúbis, no Antigo Egito. A maior parte dos cães da raça é criada em Malta, país insular do Mediterrâneo. Ele não faz frente ao mastim tibetano, mas um exemplar não sai por menos de R$ 30 mil.

O simpático pug, desenvolvido na Inglaterra, também é um cão milionário. Popularizado pelo filme “MIB: Homens de Preto” (um alienígena “incorporava” em um destes animais), os exemplares da raça dotados de pedigree custam entre R$ 20 mil e R$ 25 mil. Trata-se de uma espécie de porte pequeno, que pode se adaptar tranquilamente a apartamentos.

O buldogue inglês foi desenvolvido para ser um cão de briga (“bulldog”, em inglês significa “cão de briga com touros”). Hoje, é um cão bastante tranquilo, que só requer cuidados na procriação – as ninhadas, além de serem grandes, nascem com crânios grandes, o que pode comprometer a vida da mãe. O preço pode ultrapassar os R$ 18 mil.

O saluki é originário do Oriente Médio e provavelmente é fruto de cruzamentos seletivos entre galgos egípcios e asiáticos. É considerado uma das raças mais antigas entre os cães domésticos. Para criação, um exemplar não sai por menos de R$ 15 mil. As fêmeas são mais caras.

O terra nova (sem registro no Brasil) é um cão de trabalho nativo do Canadá (mais especificamente, da baía de Newfoundland, ou “terra nova encontrada”). São parentes próximos dos retrievers do labrador (outra península canadense). A raça é bastante rara no Brasil, o que ajuda a determina o preço: entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Ele perde apenas para o pequeno cão russo em tamanho. Medindo até 23 centímetro na altura da cernelha, o pequeno chihuahua, nativo do México, é corajoso, protetor e muito possessivo. Um exemplar pode ser adquirido por R$ 8 mi.

Os valores indicados são praticados para a aquisição de animais com pedigree, descendentes de pais e avós campeões de torneios de Cinofilia. É possível encontrar espécimes mais baratos, de acordo com a procedência. De qualquer forma, talvez valha a pena considerar a adoção de um cão SRD. Os vira-latas são obstinados, protetores e divertidos.


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