10 dicas para avaliar a saúde do seu cachorro

Os tutores querem ver os cachorros felizes e com saúde. Confira como avaliar o seu peludo.

Na qualidade de tutores, todos nós queremos ver os nossos cachorros com saúde. O equilíbrio físico e emocional garante o bem-estar e a qualidade de vida. Mas, como é possível saber se eles estão saudáveis?

Com algumas dicas, os tutores podem avaliar a saúde dos cachorros, verificar se há algum transtorno, lesão ou doença, tratá-los e garantir uma convivência longa e prazerosa para todos. é importante avaliar alguns sinais, até mesmo porque, caso haja algum problema, o tratamento precoce produz resultados mais rápidos e duradouros.

Dicas para avaliar a saúde do seu cachorro

Consultas e exames

A primeira dica é sempre contar com o apoio de um veterinário. Os tratamentos de saúde muitas vezes são caros, mas os tutores podem tentar encontrar uma clínica ligada a uma faculdade de Medicina Veterinária, que oferece serviços a custos baixos – ou mesmo gratuitos.

Algumas cidades brasileiras estão implantando hospitais veterinários públicos. Por enquanto, as opções são limitadas e quase sempre fica difícil deslocar-se com o peludo até os locais de atendimento, mas vale a pena o sacrifício para garantir a saúde dos cachorros.

Igualmente importante é manter a carteira de vacinação atualizada, para evitar a infecção por doenças perigosas e até fatais, mas que podem ser prevenidas com apenas uma picadinha. Os cachorros não gostam muito, mas é para o bem deles.

Dicas para avaliar a saúde do seu cachorro

Aplicar doses regulares de vermífugos também é fundamental. Ao contrário dos gatos, que quase nunca saem de casa e, por isso, precisam de remédios para eliminar parasitas internos apenas quando são filhotes, os cachorros precisam receber doses anuais.

O motivo é que, nas caminhadas diárias, os cachorros têm o costume de “analisar” os indícios de quais outros peludos fizeram aquele trajeto. É uma forma de reconhecimento (de amigos e desconhecidos), mas que leva os cães a fuçar até mesmo nas fezes de outros animais.

Com isso, eles podem ingerir ovos e larvas de vermes que parasitam o intestino. Os mais comuns são as lombrigas e tênias, mas os excrementos também podem conter formas juvenis de ancilóstomos e vermes “chicote”.

Os sinais das verminoses mais frequentes nos cães são os seguintes:

  • perda de peso;
  • apatia;
  • vômitos (às vezes, com a presença de vermes inteiros ou em pedaços);
  • diarreias, que podem ser intensas (também com a presença de parasitas).

As dicas

Cada cachorro tem a sua personalidade própria e os tutores conseguem reconhecer com facilidade os sinais de que alguma coisa está errada. Pode ser um mal-estar passageiro, ou o peludo está tendo apenas um dia ruim.

Como regra geral, podemos dizer que alguns cachorros são mal-humorados, enquanto outros são bonachões e tranquilos, quase apáticos. O temperamento, no entanto, é individual: sempre é possível encontrar com um akita simpático ou um buldogue inglês extremamente ativo, apesar das características comuns às raças.

Quando um cachorro apresenta um comportamento diferente do esperado, isto pode significar apenas um probleminha transitório. Ele pode ter comido demais (e alguns cães são muito gulosos) ou ter tido um dia agitado e está cansado, querendo descansar. Se os sinais persistirem, no entanto, é preciso investigar mais a fundo as causas.

01. O apetite

Cachorros com saúde sempre exibem bom apetite. Eles não costumam dar muita atenção para os sabores (a espécie é dotada de poucas papilas gustativas), mas reconhecem aromas a grandes distâncias.

Quase sempre, eles conhecem os horários das refeições. Pode ser pela manhã, logo depois que o tutor abre as janelas e cortinas, na hora do almoço dos humanos ou à tardinha, quando a família volta para casa.

Os cachorros costumam dar pequenos lembretes de que está na hora da refeição. Alguns apenas choramingam ou passam a acompanhar os movimentos dos tutores, enquanto outros “batem panela”: arrastam comedouros, tentam abrir a despensa, etc.

Ao contrário do que se imagina, os cachorros não têm tendência para enjoar da ração. Pelo fato e o paladar não ser um sentido muito apurado, é possível alimentá-los com os mesmos alimentos, sem necessidade de variar o cardápio – apenas incluindo alguns petiscos e prêmios eventualmente.

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Se os adultos não enjoam facilmente, filhotes e idosos podem ter problemas. Durante a troca da dentição – a perda dos dentes de leite, substituídos pelos permanentes – os cãezinhos podem ficar manhosos e recusar comida.

Já os idosos podem estar com a dentição enfraquecida – dependendo da idade, certos cães chegam a perder alguns dentes. Em ambos os casos, os tutores podem amolecer os grãos de ração com água morna, para facilitar a mastigação e deglutição.

Mas a falta de apetite indica que algo está errado. Obviamente, o cachorro pode ter se empanturrado algumas horas antes. Alguns peludos também desenvolvem estratégias para ganhar comida de vários membros da família – e, na segunda oferta, eles não parecem tão vorazes como habitualmente.

02. O calor

Nos dias muito quentes, a redução do apetite é relativamente comum. Os cachorros devem ter água fresca à disposição e ambientes menos aquecidos. A atividade física também é reduzida em intensidade e frequência.

Os cães de pelagem longa podem ter os pelos tosados. A providência é importante especialmente para os “cachorros que vieram do frio”, como samoiedas, huskies siberianos e malamutes do Alasca. Mesmo já adaptados, durante gerações, ao clima brasileiro, eles sofrem com o calor excessivo.

Os animais muito encalorados podem precisar de formas especiais de refrigeração. Para alguns, um ventilador posicionado no chão proporciona um grande alívio. Outros simplesmente se deitam em pisos frios.

Os tutores podem providenciar brincadeiras com água. Não é preciso ter uma piscina à disposição; basta usar a criatividade. Um tubo de spray com água e mesmo uma esponja saturada fazem a festa dos cachorros. Em quintais e jardins, um banho de mangueira é divertido: os cães d’água – retrievers do Labrador, golden retrievers e poodles, entre outras raças menos populares no Brasil – conseguem brincar horas em “atividades úmidas”.

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Os cachorros, como todos os mamíferos e aves, regulam a temperatura corporal através do suor. Mas, ao contrário dos humanos, que são dotados de glândulas por praticamente toda a superfície da pele, os cães suam através da língua e das plantas das patas: as glândulas sudoríparas se concentram ao redor da língua e dos coxins plantares (as almofadinhas dos dedos).

Quando o cachorro se mostrar ofegante, ou quando deixar um rastro de marcas de pata pelo chão, é sinal de que ele está sentindo muito calor. Nestes casos, a intensidade das atividades deve ser reduzida: eles precisam de um descanso.

Outra opção é oferecer picolés: basta congelar caldo de carne, sucos de frutas ou água de coco, que podem conter “surpresas”, como pedaços de frutas, bolinhos, talos de legumes, etc. a estratégia é útil também para garantir a hidratação.

O calor e a sede não são apenas desconfortos passageiros. Eles podem ser sinais de sobrecarga física, que exige um aumento da frequência cardíaca, vascular e respiratória. Os animais idosos, bem como os cães braquicefálicos (de focinho achatado, como pugs, lhasa apsos, shih tzus, boxers, cavalier king charles, dogues de Bordéus, boston terriers e buldogues), podem desenvolver sérios problemas de saúde se forem submetidos a muitos esforços.

03. Sede excessiva

Os cachorros devem beber água regularmente e, para os mais resistentes, é importante estabelecer algumas estratégias para motivá-los à hidratação. Contudo, a sede excessiva também pode indicar problemas de saúde.

Todos os fatores precisam ser levados em conta. Se o cachorro é sedentário, mas, num dia qualquer, recebe a visita de crianças que o fazem brincar durante horas seguidas, naturalmente ele irá beber uma quantidade maior de água.

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Esta regra vale igualmente para os dias mais quentes, apesar de muitos cachorros não apresentarem nenhuma mudança de comportamento em relação à ingestão de água durante o calor mais forte.

Porém, se nada diferente da rotina está acontecendo e o cachorro começa a beber muita água, é preciso prestar atenção e observar se a situação se repete por vários dias consecutivos. Um dos sintomas do diabetes do tipo II, que tem afetado um número cada vez maior de peludos, é justamente a sede excessiva.

04. Os parasitas externos

Além dos vermes que podem infestar o intestino dos cachorros, outro tipo de parasitas é bastante prejudicial ao bem-estar dos peludos: os insetos hematófagos (sugadores de sangue), como piolhos, carrapatos e pulgas.

Estes animais, além de gerar incômodo e desconforto, também podem ser vetores de diversas doenças, como a erliquiose e a babebiose canina – em alguns casos, elas podem ser fatais. As picadas constantes também obrigam os cães a se coçar constantemente, prejudicando a pele e a pelagem.

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Atenção: os cachorros também podem se coçar excessivamente por estarem entediados. Animais mantidos isolados por longos períodos, sem brincadeiras nem atividades para envolvê-los, desenvolvem comportamentos obsessivos – e as coçadelas fazem parte.

Eles também podem lamber e morder as patas excessivamente (alguns chegam a morder as orelhas) não apenas porque estão desconfortáveis, mas porque não têm nada mais interessante para fazer.

Além das irritações na pele e das falhas na pelagem, estes gestos podem formar portas de entrada para patógenos, que penetram a corrente sanguínea e podem comprometer diversos órgãos internos.

05. Olhos nos olhos

O brilho no olhar é um sinônimo de saúde e de vontade de viver também para os cachorros. Os olhos dos peludos devem estar sempre brilhantes e límpidos, sem secreções nem aspecto ressecado ou opaco.

Os cachorros podem apresentar lacrimejamento caso haja algum elemento irritando os olhos. Por exemplo, poeira excessiva ou pólen, cuja quantidade pode aumentar depois dos meses mais frios. Eles também podem ter entrado em contato com algum material intoxicante, como produtos de limpeza e higiene.

Em alguns casos, uma simples lavagem dos olhos é suficiente para restabelecer a normalidade. Contudo, quando a irritação está acompanhada de outros sintomas, como secreção amarelada ou esverdeada, quando os olhos parecem embaçados ou apresentam manchas, alguma coisa mais séria pode estar acontecendo.

A catarata e o glaucoma são doenças oculares comuns entre os cachorros mais velhos, mas elas também podem afetar adultos e até mesmo jovens e filhotes. Se os sintomas não desaparecerem com a higienização, o veterinário precisa ser consultado.

06. As orelhas

As extremidades dos canais auditivos dizem muito a respeito dos cachorros – da linguagem corporal à expressão de dor e desconforto. Em média, as orelhas caninas apresentam 18 músculos e, apesar de contribuírem para tornar os peludos ainda mais adoráveis, elas desempenham funções nobres.

Os músculos permitem que os cachorros consigam girar, inclinar e levantar as orelhas. Os humanos nunca chegaram a exibir tantas posições, mas as nossas orelhas também já foram mais flexíveis.

Os cachorros conseguem movimentar as orelhas de forma independente: enquanto uma está ereta, a outra está em posição de descanso. Isso ocorre porque eles conseguem identificar sons em todas as direções – e pode ser que algum predador esteja se aproximando à direita ou à esquerda e é para este lado que devem convergir as atenções.

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Longas ou curtas, eretas ou caídas, as orelhas dos cachorros sofrem com infecções em uma frequência maior do que nós imaginamos. Além das otites, muito comuns, os peludos podem sofrem com pólipos, tumores e acúmulo de sangue.

A coceira constante está entre os sintomas mais comuns. Os cachorros também passam a balançar a cabeça constantemente, podem exalar odor forte e secreção escurecida. As dores ficam evidentes quando os tutores tentam manipular as orelhas.

As inflamações nas orelhas podem se estender para problemas dermatológicos e olfativos. As secreções se espalham pela pelagem e a audição canina funciona em conjunto com o olfato. Qualquer sinal de incômodo ou desconforto acende o alerta amarelo.

07. A pelagem

Os pelos formam a principal proteção natural dos cachorros. A pelagem cumpre diversas funções, como ajudar a manter a temperatura corporal e a hidratação da pele, proteger contra o frio e o calor.

Todos os cachorros soltam pelos. Algumas raças, como o poodle e o bichon frisé, apresentam uma camada espessa de pelos externos (de cobertura) e, desta forma, a pelagem interna é retirada principalmente com a escovação.

Cada raça também exibe características específicas na pelagem. Os pelos podem ser curtos ou longos, finos ou grossos, lisos, crespos ou encaracolados, ásperos ou suaves ao toque. De qualquer maneira, qualquer alteração é motivo para a atenção dos tutores.

Nos países de clima temperado, é mais fácil perceber as alterações. Os cachorros trocam parte da pelagem no final do outono e da primavera, preparando-se para as mudanças climáticas. No Brasil, no entanto, eles perdem pelos o ano inteiro.

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De qualquer forma, como regra geral, a pelagem dos cachorros é sempre brilhante, sem “caspas”, sem odor forte, sem falhas nem alterações súbitas de textura ou tonalidade. Os cães mais velhos podem exibir pelos brancos (especialmente na cabeça), enquanto os filhotes mudam a cor com rapidez (os dálmatas, por exemplo, quase sempre nascem sem as manchas).

Os cachorros brasileiros tendem a manter estabilidade durante o ano todo, com leves oscilações nas fêmeas não castradas, que perdem mais pelos durante a fase imediatamente ao cio, no final da gravidez e no período de amamentação.

A queda de pelos, portanto, é normal e está presente em quase todos os mamíferos (os humanos perdem entre 60 e 100 fios de cabelos por dia). Obviamente, ela é mais notável nos cães e gatos.

Os tutores podem tomar algumas providências para melhorar a aparência: banhos regulares (os intervalos variam de 15 dias a dois meses), escovações semanais, tosas, etc. Os cuidados evitam a formação de nós, que tornam a aparência irregular.

A inspeção também facilita a identificação de eventuais parasitas, como pulgas e carrapatos, que podem ser exterminados com xampus, talcos, coleiras, etc., além da limpeza e desinfecção dos ambientes por onde os cachorros circulam.

Além dos insetos hematófagos, que provocam coceira intensa e prejudicam a pelagem, os cachorros também podem perder pelos por outros motivos. Os principais são as infecções de pele (causadas por fungos e bactérias), reações alérgicas, transtornos hormonais, doenças imunológicas e até mesmo queimaduras de pele.

O cachorros também podem perder pelos em acidentes domésticos, como o contato com substâncias cáusticas ou ácidas, traumas e distúrbios emocionais (o tédio, a ansiedade e o estresse levam a lambidas e mordidas excessivas) e algumas doenças do fígado, dos rins ou da tireoide. As neoplasias também podem prejudicar a pelagem.

08. O peso

Assim como os humanos, os cachorros precisam manter o pelo ideal. A magreza excessiva causa desnutrição, subnutrição, desidratação, disfunção dos órgãos torácicos e abdominais, cansaço extremo, apatia, etc.

Por outro lado, o sobrepeso e a obesidade são responsáveis por uma série de problemas, que vão das dores nas articulações ao depósito de gordura em órgãos vitais, como o fígado. Os cães não podem engordar nem emagrecer subitamente.

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Os problemas podem estar relacionados à alimentação, à falta de exercícios físicos, ao sedentarismo ou às más condições gerais de manutenção (exposição ao frio e à chuva, carência de abrigo e agasalho, etc.).

O ganho rápido de peso também pode estar relacionado a problemas hormonais, como hipotireoidismo e hipertireoidismo, diabetes do tipo II e doenças no trato genital (pênis e testículos nos machos, ovários, útero, vagina e vulva nas fêmeas). Os motivos só podem ser diagnosticados com precisão em exames laboratoriais e avaliações clínicas.

09. Xixi e cocô

A urina dos cachorros pode dizer muito sobre a saúde. O líquido deve ser amarelo-claro, transparente e com odor moderado. Qualquer alteração, inclusive a presença de traços  de sangue, é motivo para consultar o veterinário.

Problemas renais, infecções urinárias e diversas doenças endócrinas causam alterações na urina. Mudanças na frequência e na quantidade podem indicar diversas enfermidades – da leptospirose à síndrome de Cushing.

Quando um cachorro faz pouco xixi, a redução súbita precisa ser avaliada. Ele pode estar com problemas na uretra: cálculos renais e na bexiga, inflamações, desidratação e até mesmo tumores no aparelho excretor.

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As fezes também ajudam a saber se o cachorro está saudável. Nos adultos sem problemas de saúde, o cocô é seco, duro, amarronzado, com cheiro característico (sem ser fétido), sem traços de sangue, muco ou sinais de parasitas.

Um cocô cinza pode indicar problemas no pâncreas, fígado ou vesícula biliar. Quando as fezes estão esbranquiçadas, o cachorro pode estar recebendo uma dieta muito rica em cálcio (com a oferta de ossos, por exemplo) ou está comendo o que não deve: muitos peludos gostam de “saborear” papel higiênico usado, por exemplo.

Um cocô esverdeado indica a presença de vermes parasitas ou de giárdia, mas também é possível que o cachorro apenas tenha comido muita grama e capim (eles fazem isso quando sentem desconfortos abdominais).

Os tutores precisam ficar atentos às diarreias e às constipações. Os cachorros fazem cocô uma ou duas vezes por dia e as fezes devem ser sempre firmes. Se o sinal vier acompanhado de perda de peso, perda de apetite ou vômitos (mesmo ocasionais), o peludo precisa visitar o veterinário com urgência.

10. A disposição

Em geral, os cachorros estão sempre dispostos a brincar, passear, explorar ambientes ou apenas passar um tempinho ao lado dos tutores. Mesmo os cães idosos são curiosos e defensores, apesar da redução natural na agilidade e na força.

Evidentemente, tudo depende do temperamento individual dos cachorros, que os tutores reconhecem com facilidade. Alguns são mais tranquilos e contemplativos, enquanto outros parecem ser ligados permanentemente nos 220V.

A apatia e o desinteresse são os sinais mais frequentes de que alguma coisa está errada com a saúde dos cachorros. Em geral, eles sempre procuram a companhia da família humana e mantêm a disposição para brincar.

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Estes sinais podem apenas representar cansaço, depois de um esforço físico intenso ou uma refeição mais farta. No entanto, quando eles não cedem por alguns dias e são acompanhados de outros sintomas, como respiração ofegante, perda de fôlego e dificuldade para caminhar, a saúde pode estar comprometida de alguma maneira.

As mudanças repentinas de humor também podem revelar problemas. Os pastores e boiadeiros tendem a ser mais observadores (mesmo que a imensa maioria não exerça essas funções há muitas décadas).

Os caçadores podem permanecer tranquilos até que encontrem uma presa (é o caso dos pointers e setters) ou sempre ativos e barulhentos, como os beagles. Os cães mergulhadores (golden retrievers, poodles, etc.) estão sempre atentos, assim como os “profissionais”, treinados para guia, resgate, busca de drogas e armas, etc.

Os filhotes são sempre vivazes, curiosos e estabanados – motivo por que os tutores precisam dar mais atenção às brincadeiras e explorações, para evitar quedas e “descobertas” indesejáveis. Alguns adultos são mais atentos e brincalhões (é o caso dos dálmatas), enquanto os idosos são mais tranquilos, lentos e até desinteressados.

Conclusões

A melhor dica para avaliar a saúde dos cachorros é conhecê-los. Além das características gerais de cada raça, os indivíduos desenvolvem personalidades “sui generis”, que os tutores descobrem na convivência.

Alguns sinais indicam a necessidade de socorro urgente: vômitos repentinos, dificuldades de movimento, desorientação. Outros são mais sutis, como a recusa para brincar ou se alimentar. O melhor a ser feito é entender como os peludos interagem – e eles podem agir de formas diferentes com os diversos membros da família. Em caso de alterações, é importante observar e procurar ajuda o mais rápido possível.

Aviso importante: O nosso conteúdo tem caráter apenas informativo e nunca deve ser usado para definir diagnósticos ou substituir a consulta com um veterinário. Recomendamos que você consulte um profissional de confiança.

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