12 erros que encurtam o tempo de vida dos cachorros

Os tutores sempre querem o melhor, mas alguns erros comuns encurtam a vida dos cachorros.

Em média, os cachorros vivem bem menos do que os humanos e muitos tutores já se perguntaram o motivo para isso. Alguém com alma de poeta explicou que “eles vivem menos porque já nascem sabendo amar, enquanto nós precisamos aprender”. Mas, alguns erros podem encurtar o tempo de vida dos pets.

Com certeza, nenhum tutor quer conscientemente reduzir o tempo de vida e a convivência com os cachorros. Algumas desatenções, no entanto, acabam tirando alguns dias e semanas de vida dos peludos. Somadas, elas fazem uma grande diferença.

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São pequenos “escorregões” nos cuidados com os animais de estimação. Alguns deles podem levar a problemas de saúde, outros à exposição desnecessária a acidentes e traumas que, mesmo não sendo fatais, encurtam o tempo de vida.

Os 12 principais erros

A seguir, listamos algumas condições que contribuem para encurtar o tempo de vida dos cachorros. Na verdade, são pequenos “nadas”, mas, acumulados, prejudicam a saúde, a qualidade e o bem-estar dos nossos melhores amigos.

01. Escolher qualquer ração

Muitos tutores escolhem a ração em função do preço, sem atentar para as necessidades nutricionais dos cachorros. Este erro pode causar uma série de deficiências, especialmente de sais minerais e vitaminas.

Certamente, nem sempre é possível comprar as rações “super premium”, as mais caras disponíveis no mercado. Adotar um cachorro é comprometer-se no longo prazo, e é preciso ter em mente que os peludos dão trabalho e exigem gastos com comida, brinquedos, cuidados médicos, etc.

Mas não é necessário optar pelos produtos com preços exageradamente altos. Assim como ocorre com outros artigos de consumo, muitas vezes se paga mais caro em função do prestígio os produtos – é o caso, por exemplo, de algumas rações “de grife”.

Os tutores devem ler os rótulos e verificar que os alimentos são capazes de suprir as necessidades nutricionais do cachorro, de acordo com a idade, sexo, porte, nível de atividade física e, eventualmente, com alguns problemas de saúde.

Por exemplo, rações para filhotes devem ser ricas em minerais como cálcio, potássio e fósforo, que fortalecem ossos e músculos, garantindo o desenvolvimento físico adequado. Para os idosos, no entanto, o fósforo em excesso pode causar problemas nos mesmos tecidos, prejudicando a saúde.

Na dúvida, os tutores devem verificar as melhores opções com o veterinário que atende os cachorros. Estes profissionais podem indicar as melhores rações, levando em consideração a disponibilidade financeira da família.

Outra questão importante: cores e formatos podem ser muito atraentes para os humanos, mas quase nunca fazem diferença para os cachorros. Além disso, algumas cores nas rações são obtidas através de corantes sintéticos, que podem ser prejudiciais.

De acordo com o estilo de vida dos tutores, os cachorros podem até receber uma dieta vegetariana. Apesar de serem animais preferencialmente carnívoros (na natureza, eles caçam as presas, mas complementam a alimentação com raízes, folhas e frutas), eles podem se adaptar a rações e comidas caseiras preparadas apenas com vegetais.

Neste caso, atingir o equilíbrio nutricional fica um pouco mais difícil. Existem veterinários especializados em alimentação natural para cachorros. Vale lembrar que eles nunca serão veganos, porque o veganismo é um estilo de vida humano, mas podem se desenvolver normalmente, caso este seja o desejo dos tutores.

Com relação à alimentação caseira, os tutores precisam ter em mente que o processo é trabalhoso e demanda vários processos. A comida deve ser fresca, para não perder os nutrientes – e isso significa passar um tempinho na cozinha diariamente, para preparar as refeições dos peludos.

Na internet, é possível encontrar receitas de alimentos caseiros para cães, que quase sempre incluem alguma fonte de proteína animal e a adição de vegetais, para fornecer os micronutrientes necessários. Antes de adotá-las, no entanto, é importante consultar a opinião de um especialista.

02. Dar comida feita para humanos

Ainda em alimentação, muitos tutores costumam oferecer comida feita para humanos aos cães. É importante ter em mente que as necessidades alimentares são diferentes – somos de espécies diferentes! – e, mesmo quando um peludo parece suplicar por um quitute humano, ele terá melhor qualidade de vida se receber apenas rações e petiscos específicos.

Há algumas décadas, muitos cachorros eram alimentados com restos das nossas refeições. No curto prazo, os resultados eram dermatites, alergias e perda de pelos. Além disso, as irritações de pele obrigavam os cachorros a lamber e morder patas, cauda e orelha, causando pequenos ferimentos, que funcionam como porta de entrada para micro-organismos patogênicos.

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A compra da ração deve ser incluída no orçamento doméstico. Diversos temperos e condimentos muito comuns na nossa culinária são prejudiciais aos cachorros. É o caso, por exemplo, de sal, cebola e alho.

Nenhum desses três ingredientes deve ser usado para cães, mesmo aqueles que recebem comida caseira. O sal de cozinha é absolutamente desnecessário para os peludos e prejudica a circulação sanguínea e as funções renais e hepáticas.

Já o alho e a cebola, ambos ricos em alicina (os dois bulbos pertencem à mesma família vegetal, Allium) e tiossulfatos, são altamente tóxicos para os cães. Eles destroem os glóbulos vermelhos do sangue e causam anemia em curto prazo.

Outros alimentos humanos vetados para os cães são: o chocolate, as frutas com sementes, as frutas gordurosas (como abacate e coco), uvas de qualquer espécie (inclusive passas), café, frituras, leite e derivados.

Entre os problemas, eles causam diarreias, vômitos, flatulência e até mesmo intoxicações mais graves, que podem levar à descoordenação motora, desorientação, vertigens, convulsões, desmaios e a morte. Tudo depende da quantidade e da frequência.

03. Não passear

Na correria do dia a dia, muitos tutores não têm tempo para passear com os cachorros. Naturalmente, “pular” um dia ou outro, por causa dos compromissos ou mesmo das condições climáticas, não prejudica os animais, mas, como regra, a caminhada diária é uma necessidade básica.

Os cachorros devem começar a passear diariamente duas semanas depois de receber as doses de reforço das primeiras vacinas (antirrábica, múltipla, etc.). nesse momento, o sistema imunológico já está fortalecido para combater eventuais infecções virais ou bacterianas.

As caminhadas são necessárias para fortalecer ossos, músculos e articulações. A atividade também é importante para fortalecer e condicionar o sistema cardiorrespiratório e vascular dos peludos.

O ritmo e a duração dos passeios está condicionado às condições gerais dos cachorros. Adultos saudáveis podem caminhar, correr, saltar obstáculos, etc. por 40 minutos diários. A atividade física pode ser ainda mais intensa para cães atletas, que treinam natação, agility e tração, por exemplo.

A carga de exercícios físicos deve aumentar gradualmente, para que o organismo canino se acostume ao esforço. Os filhotes, idosos, grávidas, convalescentes de doenças cirurgias e traumas, portadores de doenças crônicas e grávidas devem ter os exercícios atenuados, mas não interrompidos.

Além dos aspectos relacionados à saúde física, as caminhadas diárias são importantes também para o equilíbrio emocional dos cachorros. É no contato com outros humanos e cachorros, nas ruas, que eles aprendem a superar os medos, descobrem que nem todo estranho é um inimigo, compreendem as relações cotidianas com vizinhos, etc.

Explorar o mundo é uma atividade comum aos cachorros. Eles gostam de descobrir coisas, entender como funcionam. Os tutores devem ficar atentos apenas a algumas condições: não passear nas horas mais quentes (no verão) ou frias (no inverno) , não exigir esforços para animais pequenos, doentes ou convalescentes, verificar a temperatura do piso, etc.

Além das caminhadas diárias, os tutores também precisam reservar algum tempo para as brincadeiras e o adestramento. Todo cachorro deve aprender pelo menos os comandos básicos (“sim”, “não”, “fica”, “junto”, etc.) e, em alguns momentos do dia, brincar com uma bolinha, um graveto ou mesmo uma mangueira d’água são importantes para o equilíbrio físico e mental.

Passeios e brincadeiras também são importantes para fortalecer os elos entre os tutores e os cachorros. As atividades fortalecem os vínculos e, para os peludos, se tornam fatores para o aprendizado (além de eventuais ajustes e correções). Para os tutores, é um bom momento para aliviar as tensões e relaxar.

04. Negligenciar abrigo e agasalho

Não há nenhum problema em manter um cachorro no quintal. Cada família define as regras de convivência e, em muitos lares, os animais de estimação não são autorizados a entrar – ou, quando o fazem, devem estar na companhia dos tutores.

Alguns cães inclusive são adotados para funções de guarda e vigilância – atividades em que os peludos são mestres. Eles se adaptam rapidamente à vida no quintal, desde que haja tempo e espaço para a interação com os humanos: brincadeiras, caminhadas e adestramento.

De qualquer forma, os tutores precisam ficar atentos às condições do ambiente. O espaço em que o animal transita (durante o dia ou à noite) deve ser seguro, sem locais perigosos (propícios a quedas, por exemplo).

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A casinha do cachorro deve ser instalada com a porta voltada para o norte, para o interior receber luz solar durante a maior parte do dia. Ela não deve ter aberturas que permitam a passagem de correntes de ar frio, nem goteiras.

Nos dias frios, a casinha precisa ser forrada. Os tutores podem optar por papelão, papel jornal ou cobertores e mantas. Este espaço não deve servir, no entanto, apenas como abrigo para o frio e a chuva. O cachorro deve ser ensinado a ficar na casinha, como um local seguro e agasalhado.

Evidentemente, cães que passam a maior parte do tempo no quintal não podem ficar isolados. Sem a convivência humana, eles podem desenvolver comportamentos inadequados, como agressividade excessiva, inclusive na relação com a família. Os peludos podem exercer funções de vigilância, mas os tutores não podem esquecer que eles fazem parte da família.

Os prejuízos são óbvios: cães expostos a más condições climáticas desenvolvem problemas respiratórios com muito mais facilidade. A falta de higiene no quintal e na casinha favorece a instalação de irritações e inflamações (na pele, ouvidos, etc.). tudo isso encurta sem necessidade o tempo de vida dos peludos.

05. Ignorar as visitas ao veterinário

No Brasil, são poucos os serviços veterinários gratuitos disponíveis para a população. Algumas grandes cidades do país oferecem hospitais públicos, o que também ocorre na maioria das faculdades de Medicina Veterinária.

De qualquer maneira, a saúde dos cachorros não pode ser negligenciada. É sempre possível encontrar clínicas populares (que geralmente funcionam em pet shops e salões de banho e tosa). Outra opção é contratar um plano de saúde.

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No caso dos convênios médicos, os tutores devem conferir os contratos cláusula por cláusula. É importante que, entre os serviços disponibilizados, os cães possam receber:

  • vacinação regular;
  • vermifugação;
  • consultas;
  • exames de laboratório e por imagens;
  • procedimentos cirúrgicos;
  • atendimento de emergência em caso de acidentes.

Alguns planos de saúde também fornecem medicamentos (gratuitamente ou a preços subsidiados), além de descontos em outros serviços, como banho e tosa, hospedagem, adestramento, passeadores, etc.

Os brasileiros têm o costume de procurar o médico apenas quando sentem sintomas evidentes de algum mal; com relação aos cachorros, a falta de preocupação com a prevenção é ainda mais comum.

No entanto, os cachorros são animais muito resistentes. Quando eles apresentam sinais, algumas doenças já podem ter atingido estágios avançados. Além disso, muitos sintomas são difusos, o que não facilita o diagnóstico.

É o caso da apatia, prostração, falta de apetite, desinteresse por brincadeiras, etc. Estes sinais podem surgir apenas porque o cachorro está vivendo um “dia ruim” ou podem revelar problemas graves.

Os cachorros devem visitar o veterinário regularmente. Animais adultos e saudáveis precisam se consultar pelo menos uma vez por ano, prazo que se reduz para os filhotes e os idosos. Alguns procedimentos precisam ser realizados de tempos em tempos, como a vacinação, vermifugação, desparasitação, etc. O veterinário também consegue diagnosticar alguns problemas com mais rapidez, como irritações de pele, sobrepeso, etc.

Ao contrário dos gatos, que geralmente precisam de uma dose única de vermífugos, os cachorros precisam de ajuda para eliminar vermes uma vez por ano, por causa das caminhadas diárias, em que eles entram em contato com excrementos de outros animais, que podem estar contaminados.

Os check-ups constantes garantem a saúde dos cachorros e, por extensão, a qualidade de vida e o bem-estar no dia a dia. Ignorar as consultas prejudica a vida de qualquer peludo e facilita o desenvolvimento de doenças que, diagnosticadas precocemente, poderiam ser facilmente combatidas.

06. Dar livre acesso

Um estudo da Faculdade de Medicina Veterinária da USP, de 2012, mostra que 70% dos cães paulistanos são semidomiciliados, enquanto 10% são totalmente abandonados. Isto significa que um em cada dez cachorros da cidade não têm tutores e outros sete, apesar de terem uma casa de referência, passam parte do dia perambulando nas ruas.

Os tutores responsáveis devem impedir que os cachorros tenham acesso à rua sem a supervisão de um humano. Eles precisam passear todos os dias, mas sempre na companhia de um responsável – preferencialmente, um adolescente ou adulto.

O acesso indiscriminado à rua favorece uma série de acidentes. Os cães podem ser atropelados, envolver-se em brigas com outros animais, expor-se com mais facilidade a agentes patogênicos, etc.

Eles também podem simplesmente sair para o passeio habitual, afastar-se demais e não encontrar o caminho de volta. Os cachorros sozinhos nas ruas também ficam expostos a maus tratos (existem muitas pessoas que agridem cães e gatos por simples prazer perverso).

Nas ruas, os animais também podem se contaminar com doenças transmitidas por pulgas, carrapatos e piolhos. É o caso da leishmaniose, erliquiose e dipilidiose, além das dermatites causadas por alergias.

07. Não castrar

Alguns tutores consideram a castração como uma “maldade”. Outros entendem que os cachorros precisam acasalar pelo menos uma vez na vida. Nada disso faz sentido, no entanto. A menos que se pretenda dar início a uma criação, os cachorros, tanto machos como fêmeas, devem ser esterilizados quando ainda são filhotes.

Ao contrário do que ocorre com os humanos, a atividade sexual entre os cães está relacionada apenas à reprodução. Não existe nenhum tipo de satisfação psicológica no ato. Evidentemente, eles sentem prazer, mas, caso não haja estímulos, eles não sentem falta da interação sexual.

No caso de animais adotados já adultos, a castração deve ser providenciada logo nos primeiros dias, junto com a vacinação, vermifugação e controle de parasitas externos. Os procedimentos cirúrgicos são simples e os animais se recuperam em poucos dias.

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Os animais íntegros (não castrados) podem desenvolver uma série de doenças, especialmente quando entram na velhice. Entre as fêmeas, a piometra é uma doença extremamente comum. O tratamento mais comumente adotado é a retirada do útero e dos ovários.

A cirurgia, no entanto, requer anestesia geral e muitas cachorras idosas não apresentam as condições físicas necessárias para o procedimento. Nesses casos, o tratamento é apenas paliativo, aliviando os sintomas até que a morte chegue.

Entre os machos, o câncer nos testículos e no pênis é relativamente frequente. Mais comum é o tumor venéreo transmissível (TVT), que acomete as mucosas genitais dos cachorros. O tratamento consiste na retirada dos órgãos sexuais e pode envolver quimioterapia.

Mas, além dos problemas de médio e longo prazo, os cachorros sexualmente ativos podem sofrer com outros problemas. As cadelas no cio podem fugir de casa, na tentativa de encontrar parceiros sexuais, o que fatalmente culmina em uma gravidez não planejada (nem desejada).

Os machos, por sua vez, tendem a procurar as fêmeas disponíveis. Os feromônios (substâncias liberadas pelas fêmeas sexualmente receptivas) podem ser captados a até 2 km de distância. Para conquistar o direito ao acasalamento, os machos costumam brigar com os rivais.

Além dos ferimentos nas brigas, machos e fêmeas também podem se envolver em uma série de acidentes – de quedas até atropelamentos. Eles também podem se perder ou sofrer infestações de parasitas internos e externos.

O acasalamento deve ser planejado e ocorrer em condições assistidas. Preferencialmente, o macho deve ser levado ao ambiente da fêmea, que precisa passar por avaliação médica anterior. Durante a gravidez, os tutores precisam estar disponíveis para atender às necessidades da futura mãe.

O parto pode ser realizado em casa, se a gravidez estiver ocorrendo com naturalidade, sem intercorrências. Os filhotes precisam passar os primeiros dois meses na companhia da mãe, período em que devem receber atendimento médico, vacinas e vermífugos.

O nascimento de uma ninhada é emocionante; acompanhar os filhotes em suas primeiras experiências de vida é um privilégio. Tudo isso, no entanto, deve ser feito com muita responsabilidade, para evitar problemas no curto prazo (brigas, extravios, abandono, etc.) e no médio prazo (doenças no trato urinário e genital, nas mamas, etc.).

08. Não escovar os dentes

A escovação diária dos dentes dos cachorros previne o mau hálito, a formação do tártaro (e da placa bacteriana) e problemas nas gengivas, entre outras ocorrências. Mesmo assim, a negligência da saúde bucal é uma das mais comuns entre os tutores.

Os cães precisam ser acostumados desde filhotes a ter os dentes escovados – é mais fácil adaptar um cãozinho do que tentar convencer um adulto, especialmente se for um dos grandões. Os tutores podem optar por escovas especiais para cães ou luvas de dedo para aplicar o creme dental e massagear as gengivas.

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O creme dental também é específico. Alguns produtos têm aparência semelhante aos que usamos no dia a dia (inclusive com aromas e sabores de menta, tutti-frutti, etc.), mas é possível encontrar cremes “sabor carne”, por exemplo. A escolha fica por conta das preferências dos peludos.

Não escovar os dentes pode causar diversas doenças no médio prazo. A mais comum é a gengivite (inflamação bacteriana das gengivas), que pode evoluir para uma doença periodontal, inclusive com perda de dentes.

Os cachorros dificilmente desenvolvem cáries, em função de características da espécie e também da dieta específica. Além da escovação, é importante fornecer brinquedos e alguns alimentos duros, para os peludos roerem. A brincadeira fortalece o esmalte, mas deve ser proporcional ao porte e à força física do animal.

A doença periodontal está presente na maioria dos cachorros com seis anos ou mais, não acostumados à escovação diária dos dentes. Os sinais mais comuns são: sangramento e vermelhidão da gengiva, salivação excessiva, inchaço, mau hálito e dificuldade para comer.

A doença pode evoluir e facilitar a instalação de problemas mais sérios, que vão da desnutrição à maior propensão a infecções bacterianas e virais. Os problemas mais visíveis começam com o mau hálito e o escurecimento dos dentes.

09. Negligenciar a higiene

Além de uma boca saudável, os cachorros também precisam de cuidados básicos de higiene. Os banhos devem ser dados pelo menos uma vez por mês, sempre com produtos indicados para cachorros (sabonetes, xampus, talcos, etc.). alguns deles também apresentam ação antibacteriana, fungicida, etc.

Enquanto alguns animais adoram brincar com água, outros se escondem assim que veem “sinais do banho se aproximando”. Independentemente da vontade dos peludos, no entanto, eles precisam de água e sabão regularmente.

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É importante não usar produtos formulados para humanos. Esses sabonetes, xampus e condicionadores geralmente apresentam aromas que podem ser deliciosos para nós, mas são irritantes para os cães e podem causar alergias e irritações de pele, além de perda de pelos.

Os banhos podem ser mais espaçados nos meses frios, ou substituídos por “banhos secos”. Para os cachorros de grande porte – e também para quem não tem prática –, o ideal é levar os animai a um serviço de banho e tosa.

O intervalo máximo entre banhos é de três meses. No Brasil, no entanto, um trimestre é “tempo demais”. Os cachorros podem ser acostumados em brincadeiras com mangueiras e sprays. Aliando um aspecto lúdico à tarefa, tudo fica mais fácil.

O excesso de banhos, por outro lado, também pode ser prejudicial. Os cachorros também não podem ficar por muito tempo com a pelagem umedecida, que favorece o desenvolvimento de fungos e bactérias (e, por extensão, de alergias e irritações).

Os animais “orelhudos”, como os cocker spaniels e basset hounds, merecem um cuidado especial nas orelhas. Em alguns casos, elas podem inclusive ser presas (para trás) quando os cachorros se alimentam e bebem água.

A tosa, aliás, não é necessária para nenhuma raça canina. Ela é realizada por motivos estéticos – para deixar os cachorros mais bonitos – ou para aliviar o calor que os animais de pelo longo sentem. A tosa é especialmente para raças desenvolvidas em regiões frias e temperadas.

Os formatos ficam a critério dos tutores. Eles já foram úteis para os cães em situações específicas, mas atualmente respondem a critérios de beleza. O poodle, por exemplo, no corte clássico, mantém a pelagem longa nas articulações, peito e alto da cabeça: são áreas que precisavam ficar aquecidas quando os cães da raça mergulhavam em lagoas frias para resgatar aves abatidas pelos tutores.

Sujeira, acúmulo de poeira e umidade excessiva são fatores de uma série de doenças. Além dos problemas dermatológicos, os cães, ao se lamberem, podem ingerir agentes patogênicos fixados na pelagem. No médio prazo, o hábito pode prejudicar diversos órgãos internos.

10. Não dar atenção

Além dos cuidados com o corpo, os tutores também são responsáveis pelo bem-estar emocional dos cachorros. Eles precisam de muita atenção: passeios, brincadeiras, carinho, educação, etc.

Até mesmo o simples fato de ficar ao lado do tutor, sem fazer nada especial, é importante para o equilíbrio mental dos peludos. Os cachorros são animais gregários – eles sempre viveram em bandos – e o fato de se sentir pertencente a um grupo é fundamental para eles.

Evidentemente, todos os tutores precisam dar conta de inúmeras atividades no dia a dia: trabalhar, estudar, passear, namorar, etc. Isso ocupa tempo e afasta os cachorros, mas não há nada de errado nisso.

O importante é que os cachorros, quando deixados sozinhos, tenham alguma coisa para fazer – uma atividade qualquer, como observar o movimento pela janela, ou brincar com algum objeto de preferência.

De qualquer forma, todos os retornos precisam ser comemorados. Ao voltar para casa, os tutores devem dedicar um tempinho para permitir que os cachorros matem as saudades. Apenas cinco minutos de festas e brincadeiras são suficientes.

As caminhadas e brincadeiras são imprescindíveis para garantir saúde e vida longa para os peludos. Além dos aspectos físicos, estes são valiosos momentos de interação entre cães e tutores, que garantem o ajuste emocional perfeito.

11. Não checar os acessórios

Para os passeios diários, os cachorros precisam de coleiras e correntes (guias). Elas são importantes para evitar que, ao se assustarem, eles não saiam em disparada, expondo-se a riscos desnecessários, como acidentes e extravios.

Esses acessórios, no entanto, precisam estar ajustados ao corpo dos cães. Eles não podem ter folgas – muitos animais tentam escapar durante os passeios e, caso seja possível livrar-se da coleira, eles certamente o farão.

As coleiras também não podem apertar o pescoço, peito e dorso dos cachorros. Além do incômodo, as cintas podem provocar cortes ou, no mínimo, perda localizada de pelos. Os ferimentos são dolorosos e podem facilitar a proliferação de bactérias e fungos.

Enquanto os cachorros estão crescendo, alguns tutores adiam ao máximo o momento de trocar as coleiras. Em alguns casos, são feitos “buracos extras” para afivelar os acessórios no momento dos passeios. O ideal é não economizar nessas situações.

Outro acessório importante: os enfeites. Alguns tutores adoram ver os cachorros adornados com laços, gravatinhas, roupas com babados, fitas e rendas. Não há nada de errado nisso. Apesar de os cachorros não fazerem ideia do que sejam aqueles penduricalhos, trata-se de uma escolha pessoal dos tutores.

Vale o mesmo para joias e outros objetos de valor. Para os cachorros, têm valor apenas o que é útil imediatamente – quase sempre, comida, brinquedos e agasalhos. Para eles, não tem a menor importância se o adereço é de ouro ou de plástico.

“Embonecar” os cachorros é uma atitude que fala mais a respeito dos tutores. Os enfeites podem realmente melhorar o aspecto. O importante é que eles não prejudiquem (nem impeçam) os movimentos.

Alguns modelos de roupas atrapalham as brincadeiras e até mesmo a locomoção dos peludos. Em outros casos, um enfeite que é elegantemente portado por um cachorro se torna um estorvo em outro. É preciso estar atento às características de personalidade. Um cachorro entristecido pode desenvolver uma série de doenças e limitações.

12. Deixar o cachorro preso

Os cachorros, principalmente de médio e grande porte, podem viver no quintal, mas não podem se sentir isolados. Os tutores precisam dedicar alguns momentos para acompanhá-los, brincar e conversar. Provavelmente, eles não entenderão nada do que está sendo dito, mas sentirão um grande prazer com a companhia e a deferência.

Os cães mantidos isolados, sem a atenção da família humana, tornam-se irritadiços, teimosos e mal-humorados. Essas características podem se traduzir em alguns problemas de saúde física, alterando o equilíbrio global e comprometendo a qualidade de vida.

Manter o cachorro preso por longos períodos também pode estimular a agressividade e violência, especialmente entre animais dominantes e guardiães, como os pastores e boiadeiros. Para alguns tutores, é exatamente este o objetivo: transformar os pets em armas ou, pelo menos, em meios para assustar os outros.

Esses cães se tornam progressivamente desajustados emocionalmente, fato que se reflete com facilidade na estrutura física. Corrigir defeitos é muito mais difícil que desestimulá-los. Os pets precisam de interação com a família, alguma proximidade com estranhos e espaço para se expressar. Impedir isso é “encomendar” doenças.

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