Por que os cachorros vivem tão pouco tempo?

Comparados a nós, os cães vivem muito pouco tempo. Mas esta vida pode ser divertida e saudável.

Por que os cachorros vivem tão pouco tempo? Talvez esta dúvida seja criada pelos nossos temores de perdermos os nossos companheiros mais fiéis. Não é uma realidade fácil de ser aceita, mas a explicação para uma vida tão curta é relativamente fácil.

Cada espécie animal tem o seu tempo próprio de vida. Os jabutis, por exemplo, podem alcançar os 200 anos de idade, enquanto alguns moluscos do Atlântico norte atingem os 500. Já as águas-vivas que nadam no mar Mediterrâneo, próximo à costa italiana, têm o dom de voltar à idade infantil depois de atingir a maturidade sexual. Elas são chamadas de águas-vivas imortais.

Tempo de vida dos cachorros

Os cães vivem de dez a 13 anos, o que é muito pouco se compararmos com a expectativa de vida dos brasileiros, em torno dos 75 anos. Perder um animal de estimação pode ser doloroso, mas é uma situação inevitável. Seja como for, a doença e a morte podem ser um aprendizado sobre o ciclo vital, especialmente para as crianças e adolescentes.

Cães das raças de pequeno porte vivem mais do que os grandalhões. Os cães sem raça definida (SRD) também são mais longevos.

De acordo com o Livro Guinness dos Recordes, o cão mais velho do mundo viveu 30 anos e era uma mistura de dachshund e beagle, com algumas características dos terriers. Já foram conhecidos casos de animais que viveram mais tempo, mas não foi possível homologar o recorde por falta de documentos.

Os motivos para a vida mais longa são diferentes: enquanto os cães vira-latas adquirem as qualidades físicas de diversas raças, tornando-se assim mais resistentes, os pequenos apresentam menos radicais livres de oxigênio no organismo quando são filhotes.

Os “nanicos” também apresentam desenvolvimento físico mais lento do que os de grande porte. Este é o motivo por que estes últimos apresentam mais radicais livres durante a infância. O crescimento acelerado é o responsável pelas diferenças de idade.

Além disto, os cães pequenos normalmente passam boa parte do tempo dentro de casa, descansando e divertindo-se, enquanto os maiores recebem atribuições como animais de trabalho (segurança, vigilância, guia, etc.). Também por isto, estes últimos estão expostos a maiores riscos.

Os cachorros com maior expectativa de vida (atingem até 18 anos) pertencem às seguintes raças: pug, schnauzer miniatura, boston terrier, dachshund, lhasa apso, lulu da Pomerânia, beagle, maltês, poodle toy e chihuahua. Todos estes pets, no entanto, podem sofrer com algumas doenças peculiares à raça, que pode encurtar o tempo de vida.

O metabolismo dos cães

Mas porque os cachorros vivem tão pouco? O segredo está no metabolismo, que, no caso dos cães, é bastante acelerado. Basta pensar na rapidez com que os filhotes se tornam adultos – em geral, aos 18 meses, mas muitos animais SRD já estão prontos para reproduzir com apenas seis ou sete meses de vida.

Uma cadela pode engravidar com poucos meses e a gestação dura pouco mais de dois meses. Depois do nascimento, os filhotes permanecem dois ou três meses com a mãe e em seguida são vendidos ou doados. Este é apenas um exemplo de como é diferente o ciclo biológico de humanos e caninos.

Nós, humanos, atingimos a maturidade sexual por volta dos 12 anos, mas aí começa a adolescência, um longo período de desenvolvimento físico e emocional em que ainda precisamos ser tutelados pelos pais. Na vida selvagem, os cães começam a procurar os seus parceiros com apenas um ano e já sabem caçar e se defender dos agressores.

Metabolismo é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos seres vivos. Estas transformações são responsáveis pela síntese e degradação dos nutrientes no interior das células. Uma sequoia, por exemplo, apresenta metabolismo bastante lento e, por isto, vive milhares de anos: uma sequoia gigante pode ser vista na Califórnia (EUA) e tem a idade estimada em 4.650 anos.

O envelhecimento está ligado a fatores genéticos, mas é sempre determinado pela diminuição dos telômeros, estruturas responsáveis por retardar a destruição do DNA, que é inevitável, mas ocorre de formas diferentes em cada espécie de organismos vivos.

Mais qualidade

Se os cachorros vivem tão pouco, eles certamente têm (em maioria), uma qualidade de vida muito melhor do que a maioria dos seres humanos – e também da observada em animais selvagens. Adotados por tutores responsáveis, os cães têm garantida uma vida intensa, saudável e equilibrada, em função da boa alimentação, cuidados médicos, passeios e exercícios físicos.

A Medicina Veterinária tem feito grandes progressos nas últimas décadas e os cuidados médicos vêm se popularizando. Com mais cuidados e com o calendário de vacinas em dia, é natural que os cães vivam mais e melhor. Mesmo assim, eles continuarão vivendo bem menos do que nós. A mãe natureza quis assim.

Os cães estão sempre disponíveis para agradar a família. Não importa a hora, nem a temperatura: ao chegarmos, eles correm para nos receber e o fazem com muita alegria. As caminhadas diárias também são importantes: eles gostam de correr, brincar, explorar e, sendo animais gregários, de sociabilizar com outros humanos e cachorros.

Nossos melhores amigos tiram cochilos curtos várias vezes por dia e, quando acordam, alongam o corpo antes de partir para as atividades. Além da fidelidade, a persistência é uma característica básica dos cães: se eles querem encontrar alguma coisa enterrada, eles cavam até achar.

Os cachorros nao têm vergonha de demonstrar amor incondicional: eles saltam, lambem, abanam a cauda, movimentam-se sem parar quando os tutores de aproximam. Estão sempre atentos às novidades, gostam de ser tocados e não se acanham de se deitar à sombra, a qualquer momento.

Mas os nossos pets também têm seus maus momentos. Nestas ocasiões, no entanto, eles simplesmente se retiram para um cantinho, ficam quietinhos e não descontam as suas frustrações em ninguém. Talvez nós devêssemos aprender a viver com os nossos animais.

Uma explicação infantil

Um veterinário americano, chamado a avaliar Belker, um cachorro irlandês de 13 anos, constatou que o animal estava com um câncer em estágio avançado: Belker estava morrendo. Efetivamente, logo no dia seguinte, o pet morreu cercado pela família.

O médico, no entanto, surpreendeu-se com a explicação de Shane, o caçula da família. O garotinho parecia estar calmo e acariciou Belker até o último suspiro. As pessoas presentes passaram a discutir por que os cães vivem tão pouco tempo. Shane imediatamente disse saber por quê. Ele disse:

“A gente vem ao mundo para aprender a ter uma boa vida, como amar os outros o tempo todo e sermos boas pessoas, não é? Bem, como os cães já nascem sabendo como fazer tudo isto, eles não precisam ficar aqui tanto tempo como nós”.

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