15 raças de cães menos agressivas

Todos os cães podem avançar e morder, mas algumas raças caninas são menos agressivas.

Quem se decide a adotar um cachorro tem uma série de opções pela frente. Mesmo entre os cães sem raça definida, há diferentes portes, pelagens e temperamentos. São muitas as raças caninas: algumas foram desenvolvidas para o ataque e são mais agressivas, enquanto outras são tranquilas e equilibradas.

Especialmente para quem tem crianças em casa – mas também para os que têm medo de cachorro, uma condição relativamente comum –, optar por um animal calmo e obediente é um bom ponto de partida.

Se a escolha for por adotar um filhote, o candidato a tutor pode observar o comportamento dos cãezinhos ainda no ninho. Os animais mais agressivos, com tendências dominantes e territorialistas, costumam revelar estes traços “no berço”. Quem prefere um cachorro manso deve optar pelos mais tímidos, medrosos ou dorminhocos.

Raças de cachorros pacíficas

Em geral, os cães de pequeno porte inspiram menos medo nos humanos. Mesmo os que se mostram mais perigosos dificilmente apresentam riscos reais. Os “nanicos” podem viver em qualquer lugar, mas é preciso cuidado para não estimular o ciúme, que também é uma forma de dominância.

As raças caninas descritas a seguir são conhecidas pelo temperamento dócil e amigável. Em uma convivência saudável, com adestramento adequado, estes cães se tornam companheiros adoráveis, leais e divertidos.

1) Boxer

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A cara de mau é mero disfarce: o boxer é um excelente companheiro para crianças e adultos. Extremamente paciente e muito inteligente, é um cão perfeito para quem quer brincar e exercitar-se, com seu porte atlético e poderoso.

A raça descende do antigo bullenbeisser (mordedor de touros, em alemão), mas os criadores logo perceberam que o boxer era melhor na defesa do que na caça. Desde o século 19, ele passou a ser adotado como cão de guarda – inclusive das famílias e das crianças.

O boxer mantém as características de guarda: ele late para alertar, está sempre ativo na defesa da família, mas o que sabe fazer melhor é brincar e divertir a todos. Ele é um pouco desconfiado com estranhos, mas um grande amigo na intimidade.

2) Buldogue inglês

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É mais um cão que intimida por causa da cabeça grande e do focinho achatado, cheio de rugas. O buldogue inglês impressiona pela aparência e a raça foi desenvolvida para a luta com animais maiores, como o próprio nome indica (“bull” significa touro, em inglês).

Os chamados “esportes sangrentos” foram proibidos ainda no século 19, na Inglaterra, e o buldogue inglês acabou perdendo as funções. Ele permaneceu durante algumas décadas como caçador, mas, por ser relativamente vagaroso e pesado, foi suplantado por cães de outras raças – inclusive o yorkshire terrier, que mostrou ser um caçador de ratos mais eficiente.

Atualmente, o buldogue inglês é adotado apenas para companhia. Trata-se de um cachorro tranquilo, bonachão, sempre envolvido em sonecas e afagos. Ele não gosta muito de exercícios físicos, mas deve ser estimulado, para fortalecer a capacidade cardiorrespiratória e para evitar o sobrepeso e a obesidade, problemas comuns na raça. Os cães da raça vivem relativamente pouco, em comparação a outras raças: um buldogue inglês atinge entre oito e dez anos de idade.

3) Buldogue francês

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Apesar de também mostrar a casa amassada, a cabeça é menor e um buldogue francês é incapaz de intimidar alguém. De qualquer forma, ele não faz o menor esforço para isso. O truque deste cãozinho é mostrar-se indefeso e dependente.

Com essa aparência frágil, o buldogue francês acaba conquistando todos à volta. Ele descende diretamente do primo inglês: os cães menores, que não podiam ser usados nos combates, eram simplesmente abandonados. Alguns comerciantes do continente resolveram levar alguns exemplares para a França, onde a raça faz muito sucesso.

O buldogue francês é excelente tanto para crianças pequenas, quanto para adultos e idosos. É muito difícil que um cão da raça se destaque nos esportes: eles preferem o colo, as brincadeiras tranquilas, muitas sonecas e cafunés.

4) Pug

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O focinho achatado parece ser uma característica que cativa os humanos. Ao que tudo indica, os cães de cara amassada não transmitem sinais de agressividade e diversas raças foram desenvolvidas em locais diferentes. O pug, por exemplo, foi criado na China, onde, há mais de mil anos, era acompanhante da nobreza.

O pug é muito manso e conquista fãs em qualquer lugar. O porte e o temperamento mostram que ele deve ser adotado para companhia: os cães da raça não se adaptam a tarefas de guarda, resgate, controle de outros animais, etc. Ele é um cãozinho de colo.

Estes cães são muito frágeis – é uma das raças caninas com o maior número potencial de problemas de saúde. Eles não são indicados para crianças pequenas, mas apenas porque qualquer aperto ou puxão mais forte pode causar lesões e ferimentos.

5) Shih tzu

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Ele late muito, mas apenas para chamar a atenção dos tutores. Entre os cães de pequeno porte, o shih tzu é considerado o mais independente: ele gosta de brincar, interagir e dormir com os tutores, mas, no dia a dia, precisa de alguns momentos sozinho.

Conta a lenda que o shih tzu é resultado do cruzamento de pequineses e lhasa apsos. Não é possível dizer ao certo, porque a raça está entre as 15 mais antigas do mundo e a história se perde em muitas narrativas.

O shih tzu é um companheiro leal, esperto (ele adora aprender) e divertido. Os cães da raça se adaptam em qualquer ambiente, com famílias numerosas ou com apenas um humano para partilhar a vida. Ele pode ser um pouco teimoso e, por isso, os tutores devem ser pacientes e consistentes no treinamento.

6) Retriever do labrador

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Inteligente, resistente, rústico, trabalhador e muito brincalhão. Apesar do porte nobre e impressionante, o retriever do labrador é muito dócil, brincalhão, paciente e companheiro. A raça é uma das mais empregadas para a guia de portadores de deficiências físicas e emocionais.

O retriever do labrador precisa de exercícios físicos constantes e intensos. Ele descende de cães d’água e ganhou popularidade por ajudar os pescadores não apenas no momento de recolher os peixes, mas também em diversas outras atividades.

O porte e o temperamento do retriever do labrador indicam os cães da raça para ambientes mais espaçosos, em que eles possam gastar energia. Mesmo assim, eles são elegantes e conseguem conviver em espaços menores.

7) Golden retriever

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Esta é uma das raças caninas mais dóceis e inteligentes da atualidade. É quase impossível encontrar um golden retriever violento, agressivo ou destrutivo. Este é um cachorro boa praça, inteligente, extremamente brincalhão.

O único problema em adotar um golden retriever é que ele precisa da presença constante da família humana, interagindo, brincando, aprendendo coisas novas. Ele é indicado para famílias numerosas e é um bom companheiro para todos, dos bebês aos bisavós.

Também empregado como guia e terapeuta, o golden retriever é um cachorro elegante e altivo. Ele precisa ter os pelos escovados diariamente, para manter a aparência. Os cães da raça não são nada territorialistas (são amigos inclusive de pessoas estranhas), latem pouco e são bons companheiros para crianças e para outros pets.

8) Beagle

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Pequeno, ágil e curioso, o beagle revela rapidamente a sua origem: ele é um cão de caça. Ao contrário de outras raças, no entanto, este caçador sempre “trabalhou em equipe”: matilhas numerosas eram empregadas na caça esportiva, atividade que felizmente é cada vez menos popular.

Mas um beagle pode ser bravo na medida certa. Ele apresenta fortes instintos de proteção e não permite a aproximação de estranhos, especialmente quando percebe que a família está sendo ameaçada. Os cães da raça são especialmente protetores em relação a crianças pequenas.

O beagle é amável, fofo, inteligente e muito bonito. Por outro lado, ele é muito ativo e precisa ser exercitado com certa intensidade, para não se tornar ansioso ou estressado. Ele é também muito barulhento, o que pode incomodar alguns tutores.

9) Whippet

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A raça está cada vez mais popular no Brasil. O whippet é um cão de corrida, mas esta atividade é pouco desenvolvida no país. Mesmo assim, ele é um sério candidatos a prêmios e conquistas em competições atléticas.

O whippet é extremamente comportado, muito devotado aos tutores. Ele também é bastante gentil com crianças e pessoas com algum tipo de deficiência. Os cães da raça surpreendem porque parecem se transformar: dentro de casa, são elegantes e meigos: ao ar livre, parecem estar ligados nos 220 volts.

Por isso, e também por não ser indicado para a guarda, o whippet pode ser criado em apartamentos, desde que a família humana não se esqueça das caminhadas diárias, que precisam ser longas e com algum nível de dificuldade: os cães da raça gostam de escalar, saltar e, claro, correr.

10) Border collie

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Ele é considerado o cachorro mais inteligente, quando se trata de aprender comandos e jogos de interação. Extremamente fiel, ele é um animal cheio de energia, dotado de forte instinto protetor – originalmente, ele foi desenvolvido para a guarda de rebanhos de ovelhas.

O border collie é inteligente e muito curioso. Por isso, é indicado para adestramentos especiais, como agility, corrida e obediência. Ele adora crianças e costuma se dar bem com outros cachorros e gatos.

Extremamente sociável e amigável, o border collie também se destaca como cão de guarda. Para ele, todos os membros da família precisam ser protegidos e ele nunca hesita em atacar uma provável ameaça. Entre amigos, ele é brincalhão, companheiro e muito divertido, sem traços de dominância ou agressividade.

11) Poodle

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É uma das raças caninas mais inteligentes e, por décadas, os poodles foram grandes atrações em circos e teatros. Infelizmente, as condições de trabalho não eram adequadas e muitos animais sofreram nessa fase de “estrelato”.

A raça se apresenta em diversas variedades em relação ao tamanho: toy, miniatura, standard e gigante. Ele é animado, companheiro, agitado e alerta, exigindo espaço para brincar e correr, de acordo com o porte (para um toy, um sofá pode ser uma excelente pista de corrida).

O poodle é um cão atlético. A raça foi desenvolvida para resgatar aves abatidas por caçadores em pleno voo. Os primeiros exemplares mergulhavam em lagoas da Alsácia-Lorena e só retornavam à margem com a caça na boca.

Portanto, é um erro pensar que o poodle é um cão de colo – ele pode inclusive desenvolver alguns transtornos emocionais se for tratado como um bibelô. O poodle é um excelente companheiro para brincadeiras, sempre ativo e atento.

12) Cavalier king charles spaniel

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Amável, tolerante, muito paciente: assim pode ser descrito o king charles. Apesar do nome imponente – ele foi indicado como cavaleiro de reis britânicos (Charles I e II, que reinaram no século 17) –, ele é apenas um cãozinho perfeito para famílias.

Os cães da raça se adaptam à personalidade dos tutores. Eles tanto podem ser vistos em brincadeiras intensas com crianças agitadas, como no colo de vovôs e vovós que não têm mais interesse pela vida intensa. Acima de tudo, o cavalier king charles spaniel quer ver a família feliz.

Ele pode viver em pequenos apartamentos ou em casas com quintais grandes. O ideal é que o king charles tenha alguns momentos diários para passear, explorar o ambiente e correr atrás de uma bolinha. Ele é capaz de despertar de uma longa soneca diretamente para uma correria com as crianças da praça.

13) Dálmata

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Apesar de ser originário dos Bálcãs, uma região especialmente explosiva do planeta, o dálmata é um cão elegante, tranquilo, educado e bastante diplomático, capaz de conviver com adultos e crianças, das pessoas agitadas às mais sedentárias.

A raça foi desenvolvida como “cão de carruagem”, cuja função, no século 19, era acompanhar os coches (e seus ocupantes) nos trajetos entre palacetes e festas ou casas de espetáculo. Imponente e esbelto, o dálmata também é um animal atlético e incansável.

Estes cães não demonstram nenhum traço de territorialidade. Eles são extremamente tolerantes com outros cães, com gatos, até mesmo com crianças irrequietas. O dálmata não é indicado para guarda, mas é um dos melhores companheiros que se pode imaginar. Ele precisa de exercícios diários, mas também é conhecido por passar horas ao lado dos tutores, sem fazer nada especial.

14) Pastor alemão

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Muita gente escolhe cães desta raça por serem “grandes e bravos”, mas esta não é uma boa descrição para o pastor alemão. Ele é realmente grande, extremamente inteligente e adaptável, mas não pode ser considerado um cachorro agressivo.

Empregado nas mais diversas atividades – o pastor alemão já cuidou de rebanhos, propriedades, já participou de guerras, atua em atividades policiais e de resgate, é um excelente guia e também atua como terapeuta –, este cachorro é mais conhecido pela versatilidade.

Dotado de inteligência incomum, o pastor alemão é muito fiel e devotado à família. Bem adestrado, pode ajudar a cuidar das crianças pequenas, a brincar com toda a família. Ele certamente é indicado para acabar com o sedentarismo dos tutores.

Certamente, o pastor alemão é um excelente cão de guarda, mas o ideal é que seja educado, desde filhote, para conviver com toda a família. Ele dificilmente permitirá que um entregador entre na propriedade, mas será o melhor amigo de todos os humanos.

15) Dachshund

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Também conhecido como teckel e “salsicha”, o dachshund é um excelente companheiro. Apesar do pequeno porte, ele também é um caçador e precisa de atividade física para manter o equilíbrio físico e emocional.

No entanto, ele não é tão manso quanto parece. Um estudo da Universidade da Pensilvânia (EUA) considerou o dachshund como o “cão mais agressivo do mundo”. O levantamento foi realizado com seis mil tutores e 30 raças caninas diferentes.

O dachshund é corajoso e, de acordo com a pesquisa, é o mais propenso a atacar estranhos (20,6% dos animais acompanhados), os próprios tutores (5,9%) e outros cachorros (17,6%). Em resumo, o popular salsicha é o cachorro que mais ataca pessoas, à frente do chihuahua e do jack russel terrier. Só depois destes três nanicos surgem os cães de grande porte.

O motivo da “força bruta” do dachshund pode ser explicado. Ele é extremamente apegado à família e sente-se no dever de proteger a todos. Por outro lado, é um animal independente, que gosta de fazer as coisas de um jeito próprio.

O dachshund entra nesta relação de cães mansos justamente porque o estudo acadêmico também demonstrou que os “maus modos” desses baixinhos estão diretamente relacionados à educação recebida.

Muitos tutores acham engraçado ver o pequeno salsicha avançando e mordendo. O mau comportamento acaba sendo estimulado e é difícil de ser superado. Mas, assim como qualquer outro cachorro, o dachshund pode ser um excelente companheiro: dócil, educado e obediente.

O treinamento

É importante lembrar que um cachorro será agressivo ou amigável principalmente em função do treinamento e da educação que forem proporcionados para ele. Um animal introspectivo e bonachão pode se tornar uma fera se for mantido isolado e tiver os instintos de caça e guarda hiperestimulados.

É o caso do uso (e abuso) de atividades e brincadeiras que despertam as características inatas de ataque, caça e controle. Exemplos desses jogos são as perseguições e até mesmo um inocente cabo-de-guerra.

Os cães boiadeiros e pastores são naturalmente dominantes: esta característica foi obtida através de cruzamentos seletivos, até que surgiram cães capazes de “convencer” vacas, cabras e carneiros a permanecerem unidos no pasto.

A dominância e a territorialidade, portanto, não são características negativas em um cachorro, mas podem ser indesejadas para quem quer ter apenas a companhia de um parceiro de jogos, brincadeiras, cafunés e sonecas. Portanto, não devem ser incentivadas durante o treinamento.

A boa notícia é que os cães gostam de viver com os humanos. Eles se acostumaram a partilhar experiências, atividades e, claro, os bons momentos conosco. Mesmo as raças violentas, depois de algum tempo, voltaram a revelar o comportamento ajustado dos primeiros lobos que se aproximaram de acampamentos humanos há alguns milênios. É o caso, por exemplo, do buldogue inglês e do doberman.

Outras condições, é preciso observar, podem realçar as características agressivas e violentas dos cachorros. Isolamento, falta ou insuficiência de atividades físicas e intelectuais, pouca interação (com os tutores e também com estranhos), maus tratos e negligência podem transformar o mais dócil dos cães em um animal perigoso.

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