As 12 raças de cães que nunca crescem

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Estas são as raças de cães que crescem pouco e cabem em qualquer espaço.

Quem vive em ambientes pequenos, como quitinetes ou casas sem quintal, não precisa se privar da companhia de um cachorro. Ao contrário dos cães SRD, cujo porte, quando adultos, nunca pode ser definido com precisão, algumas raças de cães nunca crescem: eles conseguem de adaptar em qualquer lugar.

Outra vantagem das raças de cães de pequeno porte é que, em média, eles vivem mais do que os seus colegas grandões. O motivo é que os cães de grande porte, especialmente os molossoides, como o São Bernardo, o mastim napolitano e o dogue alemão, se desenvolvem muito rápido fisicamente e, por isso, quando atingem a idade adulta, apresentam uma quantidade maior de radicais livres no organismo – os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce.

Algumas raças caninas que crescem pouco são pouco conhecidas no Brasil, como o affenpinscher, cavalier king charles, griffon de Bruxelas, papillon e spaniel anão. As raças que relacionamos a seguir são muito populares por aqui: estes nanicos fazem a festa de tutores de todos os tamanhos!

Raça de cachorros pequenos

É importante lembrar que, independente do porte, todas as raças caninas têm um ancestral comum: o lobo. Por isso, todos o cachorros precisam de exercícios físicos diários, adestramento, socialização e companhia: eles são animais gregários, isto é, vivem em grupos. os nossos peludos substituíram a alcateia pela nossa casa, mas mantêm as mesmas características e necessidades dos parentes que ficaram na floresta.

• Bichon frisé

Bichon frisé

Ele é considerado francês, mas as origens da raça ainda são incertas. O bichon frisé é bastante parecido com o poodle e é quase certo que o maltês e o barret estejam envolvidos no desenvolvimento da raça.

A raça é considerada uma das mais dóceis. O bichon frisé se dá bem com crianças, idosos e até pessoas desconhecidas, é muito ativo e precisa da presença constante e do carinho dos tutores. Mesmo com toda essa energia, os cães da raça também gostam de curtir uma soneca no colo dos humanos da família.

A pelagem encaracolada é totalmente branca (o padrão não permite outra cor), fina e sedosa. A tosa mais comum deixa os cães com a cabeça arredondada e os olhos bem evidentes. Muitos tutores, no entanto, preferem deixar os pelos naturais, mais longos e cacheados por todo o corpo.

• Buldogue francês

 Buldogue francês

A raça nasceu com alguns buldogues ingleses considerados frágeis demais para serem usados em rinhas de cães. Eles seriam “descartados”, mas foram “salvos” por criadores franceses e levados para o continente. O buldogue francês é tranquilo, afetuoso e muito apegado com a família, especialmente com as crianças.

Os cães da raça não fazem o tipo atlético. Eles gostam de passear e brincar, mas o focinho achatado limita a capacidade cardiorrespiratória; por isso, exercícios físicos intensos não são recomendados para o buldogue francês. De qualquer forma, as caminhadas diárias são fundamentais, inclusive para evitar o sobrepeso. Estes cãezinhos são especialmente gulosos.

O pelo curto dispensa grandes cuidados. Basta escovar o pet uma vez por semana, para eliminar os fios mortos, e dar banhos a cada dois meses. A maioria dos buldogues franceses não gosta de calor intenso, nem da exposição direta ao sol, especialmente nos dias quentes. Na verdade, eles preferem sombra e água fresca. Mantenha o cãozinho sempre hidratado e ele permanecerá saudável.

• Chihuahua

Chihuahua

Estes mexicanos são os menores cachorros do mundo. A raça é bastante antiga: há desenhos de cães semelhantes em ruínas toltecas do século 9º EC. Há dois subtipos: de pelo longo e curto (o mais comum no Brasil). Na verdade, o chihuahua de pelo longo é apenas um cão com um longo topete, um colar espesso e patas bem guarnecidas de pelos.

Os chihuahuas pesam no máximo 2,7 kg, mas os mais procurados não passam de 1,8 kg. Todas as cores são aceitas: preto, castanho, abricó, amarelo, creme e bicolor (combinando qualquer tonalidade). Os cães da raça se caracterizam pelas orelhas grandes e o focinho saliente.

Estes cães são muito saudáveis e ativos. Alguns exemplares atingem os 18 anos de vida. Eles estão sempre alerta (não se engane com o porte: chihuahuas são cães de guarda) e podem avançar contra estranhos. É preciso treinar obediência desde filhotes, para que eles cresçam equilibrados e relacionando-se bem com toda a família.

• Dachshund

Dachshund

O popular “salsicha” também é conhecido como teckel. Baixinho e alongado, é um cão de caça: apesar do porte, ele consegue caçar animais maiores, como texugos e lebres, porque é bastante ágil e veloz.

Na Europa, estes cães são classificados como standard e miniatura, mas os nanicos são os mais comuns no Brasil. Há dois subtipos: de pelo curto e longo, que pode ser liso, ondulado ou crespo (de arame). A pelagem pode ser preta, bronze ou bicolor (conhecida como “black and tan”).

A raça é originária da Alemanha, mas há imagens de cães parecidos com o dachshund de mais de cinco mil anos, encontrados em ruínas do Antigo Egito. São cães valentes e destemidos, bastante tenazes nas tarefas em que se envolvem – o que, para algumas pessoas, pode ser sinônimo de cães irritadiços e teimosos.

O dachshund em geral apresenta excelente saúde e não é raro que alguns exemplares da raça vivam mais de 20 anos. O único problema comum para os cães da raça é a dor e inflamação nas vértebras. Estes cães são fiéis, alegres e extremamente ágeis, mas a brincadeira pode se limitar a subir e descer do sofá.

• Lhasa apso

Lhasa apso

A raça foi desenvolvida no Tibete, onde estes cães eram considerados sagrados. Orelhas finas, pelos longos e um latido estridente são as principais características do lhasa apso, um excelente cão de guarda que, ao mesmo tempo, é um ótimo companheiro.

Os cães da raça não são muito ativos. Eles preferem as caminhadas curtas e as brincadeiras pouco intensas. O focinho achatado quase sempre compromete a capacidade cardiorrespiratória. Mesmo assim, eles permanecem em guarda o tempo todo e são extremamente apegados à família – talvez até um pouco ciumentos demais.

Apesar de ser um cão tranquilo, não é difícil que um lhasa apso “pegue fogo” na presença de crianças. Ele é capaz de interagir mesmo com os pequenos com quem cruza pelas ruas. Nestas brincadeiras, ele até se esquece da hora da soneca, o seu programa preferido, especialmente se for ao lado do tutor.

• Maltês

Maltês

Ele é europeu, mas está longe de ser cosmopolita. A raça se desenvolveu na ilha de Malta, em pleno Mediterrâneo. O isolamento geográfico contribuiu para fixar as características do maltês. Provavelmente, a raça descende de cães do Oriente Médio, levados pelos fenícios em suas aventuras pelo “Mare Nostrum”.

O maltês atinge no máximo 25 cm de altura (na cernelha) e pesa quatro quilos. A pele, especialmente, no dorso, é pigmentada de preto e vermelho, mas a pelagem é totalmente branca. Lisa, sedosa e brilhante, a pelagem dá um pouco de trabalho para ficar sempre bonita e atraente.

O maltês é criado, pelo menos desde o século 15, para ser um cão de colo. Apesar de precisar de exercícios constantes – duas ou três vezes ao dia – os cães da raça se adaptam facilmente à rotina dos tutores. Podem passar algumas horas sozinhas, desde que tenham algum brinquedo para se distrair. O maltês late pouco e é considerado hipoalergênico.

• Pinscher miniatura

Pinscher miniatura

Apesar da semelhança com o chihuahua, o pinscher miniatura se desenvolveu na Alemanha. É uma raça antiga, com registros oficiais desde 1836. Os cães da raça podem apresentar pelagem preto e castanho ou vermelho-corça, sem manchas brancas. O pelo é curto e denso.

Acredita-se que a raça seja resultado do cruzamento entre o pinscher alemão (bem maior) e o dachshund ou o manchester terrier. É um cão muito ativo, mas adapta-se em qualquer espaço. Pode ficar sozinho por várias horas e o pelo não dá trabalho para ficar bonito.

Até algumas décadas, era costume cortar a cauda e parte das orelhas do pinscher miniatura, prática atualmente proibida no Brasil. A cauda longa e as orelhas grandes e armadas aumentam o contraste, fazendo estes cães parecerem ainda menores. Os pinschers miniatura são simpáticos, fiéis e muito apegados, mas podem passar períodos consideráveis absorvidos com um brinquedo, sem dar muita atenção para a família.

• Poodle toy

 Poodle toy

Apesar de serem considerados “cachorros de madame”, poodles de todos os tamanhos são animais ágeis, vigorosos e muito ativos. Eles são pescadores e caçadores, com atividades semelhantes às desenvolvidas pelos golden retrievers e retrievers do Labrador originais.

O poodle toy só difere dos demais poodles no tamanho: os cães da raça não ultrapassam os 29 cm de altura (na cernelha). Ele pode ter a pelagem branca, preta, abricó (champagne), castanha ou cinza, sempre sólida. A tosa clássica, que agasalha a cabeça, o peito e as articulações, pode ser aplicada sem problema nestes nanicos – preferencialmente, a cada seis semanas. O pelo é crespo, elástico, cheio e fino.

Estes cãezinhos se adaptam bem em qualquer ambiente. Quase sempre gozam de boa saúde, são um pouco independentes, mas não dispensam passeios e brincadeiras com os tutores. Eles não gostam de ficar sozinhos e podem desenvolver alguns transtornos se não interagirem com a família.

• Pug

 Pug

Mais um cão de focinho achatado. O pug se desenvolveu na China, tendo sido levado para a Europa apenas no século 18. Em função das vias aéreas superiores ficarem comprimidas, os cães da raça não devem ser submetidos a exercícios físicos muito intensos. Eles são dóceis, calmos, latem pouco e gostam muito de ficar no colo.

Na verdade, eles preferem colo e almofada, mas devem ser exercitados diariamente. Os pugs atingem 13 kg e 25 cm de altura (na cernelha): eles são pesados para a estatura. São ideais para casas pequenas. O pelo curto não exige grandes cuidados.

Os cães da raça têm basicamente duas cores: fulvo ou abricó (em diversas tonalidades) e preto. Além do focinho achatado, a principal característica é a cauda bastante enrolada (em alguns espécimes, chega a dar duas voltas), implantada acima da garupa.

• Shih tzu

Shih tzu

Ele também veio do Tibete e também já foi considerado sagrado, um guardião dos templos budistas. De acordo com as lendas, a raça descende do cruzamento de pequineses (da China) e lhasa apsos (do Tibete) e representa a união das duas culturas.

Com olhos grandes e escuros, o shih tzu atinge 28 cm de altura (na cernelha) e pode pesar 9 kg: é um animal leve. Apesar de pequeno, ele não acompanha os colegas as brincadeiras e é considerado um cachorro pouco ativo. Imperioso e dominante (talvez teimoso), não é um cão muito fácil de ser adestrado.

A pelagem densa e longa exige cuidados constantes. Banho e tosa são necessários a cada seis semanas. Em apartamentos, os cuidados com os pelos podem ser mais espaçados. A tradução do nome significa “pequeno leão”, mas o shih tzu está longe de ser feroz. Em geral, os cães da raça são tímidos e muito amorosos. Eles são a companhia perfeita especialmente para idosos e crianças pequenas.

• Spitz miniatura

Spitz miniatura

O lulu da Pomerânia é outro exemplo de que os cachorros não sabem o tamanho que têm: estes cães são atrevidos, guardiães, extremamente responsáveis e atentos a qualquer movimento. Nenhum som diferente passa despercebido à audição do spitz.

Na Alemanha, onde a raça foi desenvolvida, estes cães recebem o nome de zwergspitz, que significa “spitz anão”, em contraposição ao primo spitz alemão, de porte bem mais avantajado. O lulu da Pomerânia apresenta pelagem externa leve, dura e longa, com um colar em torno do pescoço que se prolonga pelo tórax, que requer cuidados especiais.

Os cães da raça são amigáveis, brincalhões e divertidos. Eles não latem muito, a menos que percebem algum movimento incomum. Nas casas com outros cães, eles podem tentar se impor como líderes: os tutores precisam ficar atentos. São bons companheiros de crianças de todas as idades, mas adaptam-se facilmente a uma casa apenas com adultos.

• Yorkshire terrier

Yorkshire terrier

Outro exemplo de “baixinho invocado”. O yorkshire terrier foi desenvolvido no século 19, na Inglaterra, com a finalidade específica de caçar roedores nas galerias de carvão. Eles são ágeis, atentos e extremamente ativos. São cães de caça e não gostam de ser muito mimados.

O yorkie é muito pequeno: são de 2,5 kg a 3,5 kg distribuídos em uma altura (na cernelha) de apenas 24 cm. Estes animais são bem proporcionados e exibem pelagem fina, lisa e muito longa: sem tosa, os pelos podem se esparramar pelo chão.

Os cães da raça são muito inteligentes, ocupando o primeiro lugar entre os terriers quando o assunto é adestramento. São animais territorialistas (característica estimulada para que eles caçassem ratos nas minas), alertas e atentos: eles latem ao menor sinal de anormalidade no ambiente.

O yorkshire adora fazer atividades com os tutores, mas também pode ficar sozinho por algumas horas, desde que tenha alguma coisa para fazer. Ele é, ao mesmo tempo, independente e extremamente afetuoso. Adapta-se a qualquer ambiente, mas lembre-se: o yorkie não gosta de colo.