Cuidado: você pode estar machucando o seu cachorro sem perceber

De muitas maneiras, os tutores podem machucar ou magoar os cachorros. É preciso cuidado.

Muitas vezes, alguns hábitos e gestos dos tutores podem machucar ou magoar os cachorros. Mesmo sem perceber, os humanos podem acabar incentivando características indesejadas (como a agressividade exagerada).

Além disso, algumas atitudes, como oferecer petiscos “proibidos”, podem comprometer a saúde dos cachorros no médio ou longo prazo, inclusive reduzindo a expectativa de vida – o que certamente nenhum tutor quer.

Felizmente, os cachorros não guardam mágoas nem rancores por muito tempo. A menos que algumas atitudes erradas dos tutores sejam reiteradas, os peludos esquecem com facilidade as experiências ruins e em pouco tempo se mostram prontos para aprender coisas novas.

Cuidado: você pode estar machucando o seu cachorro sem perceber

Não deixar o cachorro farejar

Os tutores precisam refletir sobre o significado da frase “levar o cachorro para passear”. Cães não podem (nem devem) sair de casa sozinhos e, se os tutores saem para levá-los, é porque os humanos são os auxiliares nesta tarefa.

Isto não impede que a caminhada diária seja uma diversão para tutor e cachorro. Corridas, superações de obstáculos, saltos ou apenas observar tranquilamente o movimento em um banco de jardim são atividades muito prazerosas.

Os tutores precisam escolher um cachorro que “dê match”, que tenha afinidades e interesses semelhantes. Um husky siberiano é ágil, rápido e muito ativo, enquanto um buldogue inglês é pacato e pouco interessado em atividades físicas.

Mas há uma coisa que todos os cães têm em comum: o faro, que é extremamente apurado na espécie. Mesmo os animais de focinho achatado possuem mais de dez vezes o total de terminais olfativos que os humanos.

Durante os passeios, os cachorros naturalmente tendem a cheirar tudo que encontram pela frente, especialmente se lhes parecer diferente. Puxar a guia para continuar a caminhada impede que eles identifiquem quem passou por ali (sexo, porte, idade aproximada, etc.), o que estava fazendo, se é motivo para preocupação e vigilância.

Portanto, durante a caminhada, os tutores devem permitir que os cachorros parem quantas vezes forem necessárias para que eles consigam inclusive se orientar espacialmente. É o tutor quem decide o trajeto, a velocidade dos passos e o momento também pode ser aproveitado para reforçar o adestramento positivo.

Mesmo assim, o cachorro precisa de um tempinho para identificar a presença de outros cães no local, analisar distâncias percorridas e orientar-se. Isto significa inclusive cheirar as fezes de outros peludos. Apesar de não parecer uma boa ideia para nós, o cocô pode oferecer informações importantes.

Por exemplo, as fezes indicam se outro animal está no cio e pode eventualmente tornar-se um parceiro sexual. Também informam se o animal é dócil (e pode se tornar um grande amigo) ou agressivo (e, nestes casos, o melhor a fazer é manter a devida distância).

Em tempo: antes de dar início aos passeios diários, os tutores precisam fornecer as vacinas e vermífugos, seguindo as orientações do veterinário (ou da pet shop). Nas ruas, os animais podem se contaminar com várias doenças (e também transmiti-las, caso estejam infectados).

Usar muitas palavras ao dar os comandos

Há algumas dezenas de milhares de anos, os humanos desenvolveram a linguagem articulada e progressivamente foram tornando a comunicação mais complexa e eficaz. Os cachorros acompanharam boa parte desta conquista.

Isto não significa que eles compreendam a linguagem humana, que, como o próprio nome diz, serve para a comunicação entre indivíduos do Homo sapiens (os únicos do gênero que restaram no planeta).

Os cachorros conseguem aprender diversas palavras, mas ainda não se sabe se eles atribuem significado à palavra em si ou se, mais provavelmente, usam os sons articulados com os gestos (a linguagem corporal) e a tonalidade escolhida pelo tutor.

Desta forma, se o tutor usa o “não”, mas pronuncia de forma tênue e em baixo volume, os peludos não associam o som ao comando determinado. Os cachorros se comunicam principalmente através de gestos, mas conseguem apreender o significado de alguns termos.

Os cachorros conseguem entender uma série de comandos básicos, como “fica”, “vai”, “junto”, “não”, “sobe”, “desce”, “entra”, “sai”, etc.

Cada ordem precisa ser apresentada ao filhote com a entonação correta e, obviamente, na situação em que ela faz sentido. O “não” é rapidamente aprendido pelos cachorros e os demais comandos dependem da paciência e perseverança do tutor.

Portanto, não adianta fazer um discurso para o cachorro, tentando ensinar alguma coisa para ele, como fazer as necessidades no local certo, entrar e sair de ambientes, etc. As palavras devem ser curtas e pronunciadas de forma parecida.

Com o tempo, os tutores podem ensinar diversos outros comandos, inclusive treinando os cães para provas e competições oficiais. Sempre usando poucas palavras e lembrando que os peludos não entendem gramática: em alguns casos, eles podem entender um comando muito longo, como “não faça isso”, apenas como “faça isso”.

Algumas raças apresentam melhor desempenho no adestramento, como o border collie, um campeão em atividades como agility e tração. A maioria dos peludos, no entanto, aprende apenas o suficiente para não fazer sujeira no lugar errado, nem muita bagunça, etc.

Esfregar o nariz no xixi e cocô

Esta é uma “técnica de adestramento” que foi muito popular há uns 50 anos, mas continua sendo usada por alguns tutores, especialmente os de primeira viagem. Muitas vezes, o desespero por ver um tapete arruinado leva o humano a pensar se fez bem adotando um cachorro.

A técnica, obviamente, não produz nenhum efeito, a menos que ela esteja associada a outras práticas de coerção. Em outras palavras, quem esfrega o focinho do cachorro no xixi (há quem faça isso até com gatos) costuma ser violento em outros momentos.

Mas, nestes casos, não existe nenhum aprendizado. Os cachorros apenas evitam algumas ações naturais (e, convenhamos, fazer xixi e cocô é absolutamente natural) por puro medo: eles não querem ser castigados pelos tutores.

Os cachorros (filhotes ou mesmo adotados já adultos) precisam apenas entender que as necessidade fisiológicas devem ser feitas em locais específicos. Eles conseguem entender rapidamente que não podem fazer xixi e cocô perto da cama e da tigela de ração e água, mas o treinamento precisa ser mais sofisticado.

O primeiro comando a ser ensinado é o “não” e, normalmente, os cães aprendem que não devem sujar a sala ou a cozinha apenas ouvindo esta palavra mágica. A maioria não consegue entender o motivo, mas, felizmente, eles gostam muito de nos agradar e, se o líder da matilha não quer alguma coisa, o melhor é não fazê-la.

De qualquer forma, os cachorros precisam de constância e regularidade. Eles não conseguem aprender quando alguma coisa não pode ser feita no jardim da casa, mas, naquele dia frio e chuvoso, se o tutor “liberar”, para eles será um “liberou geral”.

Lembre-se: ao ensinar qualquer comando ou truque para o cachorro, o melhor método é o adestramento positivo, feito inicialmente com recompensas. Progressivamente, os petiscos saem das aulas, ficando apenas as palavras de incentivo e os carinhos. A maioria dos cachorros faz qualquer coisa por um cafuné.

Alimentar o cachorro de forma errada

Um cachorro alimentado de forma adequada não precisa de nenhum suplemento, a menos que seja uma recomendação médica, que certamente não será a ofertas de frituras, doces, pratos condimentados, etc.

De acordo com a idade, sexo e porte do pet, os tutores podem encontrar todos os nutrientes necessários em rações disponíveis no mercado por preços diversos. Os tutores também podem optar por comida caseira, mas dá mais trabalho e é preciso orientação profissional, para garantir que os peludos recebam todos os nutrientes de que necessitam.

Ao contrário dos humanos, os cães apresentam poucas papilas gustativas e não se importam muito com o sabor. Em outras palavras, eles comem para viver, e não o contrário. Mas muitos cães adoecem porque os tutores não conseguem resistir aos pedidos insistentes.

Se o sabor não é importante, o cheiro da comida é fundamental e a alimentação humana exala alguns aromas irresistíveis. Seja como for, os tutores precisam resistir e nunca oferecer alguns alimentos que podem ser prejudiciais à saúde e à boa aparência.

Entre a lista dos alimentos proibidos, destacam-se o açúcar, chocolate, alho e cebola, pimenta, abacate e outras frutas com semente (basta retirá-las, se a ideia for fazer um agrado ao peludo e oferecer uma coisa diferente), entre outros.

Alguns cães padecem de doenças associadas ao sedentarismo: eles não se exercitam o suficiente, ganham peso e podem desenvolver problemas metabólicos, como a obesidade e o diabetes tipo II.

É importante acostumar os cachorros a ingerirem eventualmente alguns petiscos saudáveis, como frutas (sem sementes), cenoura, beterraba, etc. Os tutores podem experimentar até encontrar algo que seja palatável para os peludos.

Desta forma, é possível premiá-los em situações especiais (por exemplo, quando eles ficam sozinhos em casa e não fazem bagunça) e também nas festas, caso eles tenham licença para circular entre os convidados.

Caso eles engulam alguma coisa não indicada (a lista inclui também as bebidas alcoólicas, apesar de alguns tutores acharem “divertido” ver os peludos tomando cerveja e até destilados), é preciso ficar atento a eventuais sintomas e correr para o médico se os peludos mostrarem sinais como enjoos, vômitos, diarreias, dor abdominal, desorientação, vertigens, etc.

Mudar a rotina muitas vezes

Os cachorros são animais extremamente organizados. Eles vivem em grupos complexos, nos quais cada membro exerce uma função e todos se complementam. Para os peludos, o tutor é o líder da matilha, os demais humanos vêm logo em seguida e, por fim, posicionam-se os pets.

Nas casas com mais de um cachorro (ou com gatos), não é incomum que os dois ou mais peludos também se organizem hierarquicamente, normalmente em função da antiguidade: os que chegaram primeiro têm mais direitos (por exemplo, comer na frente ou dar o primeiro sinal quando alguma coisa parece estar errada).

Os cães se sentem muito confortáveis nesta espécie de pirâmide familiar: é difícil que um peludo entre em uma disputa para conquistar o chefia da matilha (a menos que a líder seja muito frágil e, neste caso, esta é uma emergência).

Por isso, os cães gostam muito da rotina. Eles costumam despertar no mesmo horário, receber as refeições, brincar, passear, executar as tarefas cotidianas, etc. Naturalmente, eles também gostam de surpresas, como um petisco ou um passeio em um lugar diferente, mas estas são exceções à regra.

Sair da rotina significa entrar no modo emergência: alguma coisa não vai bem – pelo menos, é assim que os cães pensam. Os tutores devem garantir a estabilidade das regras e dos movimentos, que funcionam como sinais de que o “covil” está seguro, confortável e com boas reservas.

Descuidar da higiene

Às vezes, para poupar os peludos dos banhos nos dias frios, os tutores adiam a higiene corporal. Nas regiões em que o inverno é muito rigoroso, é possível “pular” os meses de julho e agosto, por exemplo, mas os precisam ter os pelos, olhos, orelhas, focinho, genitais e dedos limpos com regularidade, para evitar doenças.

As mais comuns são as dermatites (em diversos graus). A sujeira também incomoda e provoca as inevitáveis coçadelas, que machucam a pele e podem se tornar porta de entrada para infecções por fungos e bactérias.

Algumas pet shops oferecem o “banho seco”, mas é preciso conferir o serviço antes de submeter o peludo a ele. Em muitos casos, os animais são apenas escovados e recebem algum tipo de talco para aliviar as irritações – e isto não é suficiente.

Os cães de pelagem longa precisam ser escovados com regularidade – pelo menos uma vez por semana, mas o ideal é a cada dois dias. Isto evita a formação de nós, elimina a poeira e ajuda a identificar a presença de parasitas, como pulgas e carrapatos, que precisam ser eliminados com produtos especiais.

Outra consideração importante é o cuidado com os dentes. Com a dentição completa, um cachorro exibe um sorriso de 42 dentes (animais menores, especialmente os de focinho achatado, podem apresentar apenas 30). Eles precisam ser cuidados de forma adequada.

Os tutores podem optar por escovas para cães ou simplesmente usar um dedal, para massagear os dentes, as gengivas e a língua. Isso pode ser feito a cada dois dias e é preciso acostumar os peludos, mas, depois de um tempinho, a tarefa se transforma em diversão.

Com o avanço da idade, os cachorros são muito suscetíveis à formação de placas bacterianas sobre os dentes e, em casos muito graves, para retirá-la, é necessário submeter o cão a um procedimento cirúrgico, com anestesia geral – o que nem sempre é recomendado, especialmente para os velhinhos.

Expor o cachorro a odores fortes

Isto vale também para as faxinas em casa. Não há nenhum problema em usar desinfetantes mais potentes (ou, pelo menos, com odores mais penetrantes), desde que os cães sejam retirados previamente do ambiente.

A maioria dos peludos não gosta de perfumes. O motivo é mais uma vez a fantástica capacidade olfativa dos peludos. Os tutores talvez tenham de renunciar a alguns perfumes e desodorantes ou não usá-los quando os cachorros estiverem por perto.

Este é um pequeno tributo que deve ser pago pelos tutores. Em troca, recebem doses diárias e infinitas de carinho, atenção e cuidado. Em qualquer relacionamento, os envolvidos sempre precisam ceder em algum momento.

Deixar o cachorro sozinho no carro

Todos sabem o motivo: a temperatura interna dos carros aumenta rapidamente, mesmo em dias nublados, e o desconforto pode inclusive custar a vida dos cachorros. A maioria dos tutores usa a justificativa de que foi “só por um minutinho”, mas os peludos sofrem com esses minutos que parecem eternos.

Em um dia quente, se o carro estiver exposto ao Sol (mesmo que protegido parcialmente pela copa de uma árvore), a temperatura interna pode subir até 4°C em menos de dez minutos – e não adianta deixar as janelas parcialmente abertas.

O calor excessivo pode causar insolação, desidratação e disritmias cardíacas, especialmente nos animais propensos. Vale lembrar que os cachorros de focinho achatado sofrem mais com o calor e, como quase todos são de pequeno porte, os efeitos surgem mesmo em alguns instantes.

Deixar o cachorro com a cabeça para fora da janela

Ainda no capítulo “carros”. Muitos cães adoram passear com a cabeça para fora da janela – alguns mais atrevidos chegam a colocar parte do peito para fora. Com exceção dos carros que enjoam no trânsito, a grande maioria gosta deste tipo de aventura.

Mas, por mais atlética que seja a dupla, os riscos da iniciativa são óbvios. Os cachorros podem se assustar por qualquer motivo e até mesmo se desequilibrar. Dependendo do porte e da velocidade, um tombo pode ser fatal.

Além disso, alguns cães mais dominantes podem aproveitar para intimidar motoristas e passageiros de outros carros (como regra geral, os estranhos não são confiáveis, a menos que sejam devidamente introduzidos e apresentados).

O jeito certo de conduzir um cachorro no carro é no banco de trás, com a guia presa a um dos cintos de segurança. Os animais de pequeno porte devem viajar em gaiolas de transporte, inclusive para não distrair a atenção do motorista.

Os tutores precisam se certificar de que nenhum peludo, não importa o tamanho, esteja livre no interior do carro. Eles podem decidir inspecionar o ambiente(ou fazer festa para os humanos) e mesmo um cãozinho saltando no colo é suficiente para provocar um acidente.

Além disso, em casos de colisão e derrapagens, os cães podem ser projetados contra os bancos ou os vidros, colocando em risco, desta forma, todos os ocupantes do carro, além de também se machucarem seriamente.

Não dar estímulos suficientes

Os cachorros gostam de rotina, mas esta rotina precisa estar repleta de estímulos: brincadeiras, explorações, descobertas, passeios e exercícios. Os filhotes e os cães atléticos são os mais exigentes neste quesito.

Os peludos não podem passar muitas horas sozinhos, sem nada para fazer. Os tutores, felizmente, precisam apenas usar a criatividade: uma garrafa pet com petiscos (ou ração) para que eles descubram como abrir, um brinquedo novo (os objetos podem ser revezados, para ficarem com “cara de novidade” quando reaparecem depois de uma semana ou dez dias), uma fresta da janela que permita a observação do movimento na rua (ou mesmo o de passarinhos, para os cães que moram em apartamentos) e muito mais.

Uma TV programada para ligar por alguns instantes (depois de minutos, eles perdem o interesse) durante o dia é suficiente para atrair a atenção dos peludos: sons e imagens despertam os instintos de guarda e proteção, que estão presentes em todos os cachorros.

Outra opção, especialmente para os cães mais ansiosos e carentes, é deixar uma peça de roupa sobre um móvel. Não é preciso que esteja suja (mais uma vez, o faro dos nossos peludos consegue identificar cheiros mínimos). Os odores evocam a presença dos tutores e os peludos se sentem mais confiantes e seguros.

Relaxar nos treinos

Todos os tutores, especialmente os de primeira viagem, costumam ficar muito empolgados quando começam a treinar o novo membro da família. Para os cães, não importa a idade, o treinamento é sempre uma diversão, antes de ser um aprendizado.

No entanto, é preciso garantir a persistência e a paciência: os peludos não aprenderão nada na primeira vez que o tutor demonstrar um comando ou truque. Em alguns casos, eles podem esquecer coisas que já tinham aprendido.

É um processo: ninguém nasce sabendo e cada cachorro precisa aprender regras da casa, além dos comandos gerais, que devem ser ensinados a todos. os tutores precisam estar preparados para os erros, esquecimentos e também para a teimosia dos peludos, que podem decidir: “Isto não é nem um pouco importante para mim”.

Com as repetições, no entanto, eles acabam aprendendo. É provável que a maioria não consiga percorrer um percurso de agility cheio, mas o “sim” e o “não”, o “entra” e o “sai”, o “sobe” e o “desce” estão ao alcance de todos os peludos, assim como as regras sobre onde dormir, comer, fazer as necessidades, etc.

Não socializar o cachorro

O mundo está cada vez mais corrido e mal sobra tempo para o descanso. Muitas vezes, o tempo livre é suficiente apenas para comer e dormir. Com isso, os cachorros vão sendo progressivamente deixados de lado.

Todo tutor precisa entender que cães precisam de passeios, brincadeiras e treinos diários. Se não houver disponibilidade para estas atividades, é o caso de pensar melhor sobre a adoção. Os gatos são mais independentes, mas também precisam de companhia. Talvez o melhor, para os candidatos, seja montar um aquário ou terrário.

É nos passeios diários que os cachorros conhecem o mundo. Nós saímos para trabalhar, estudar, fazer compras e nos divertir, mas, para os peludos, o universo se resume à casa da família, com uma pequena janela aberta uma vez por dia, nas caminhadas.

Os passeios permitem que os cachorros interajam com humanos estranhos e também com outros cachorros. Esta socialização é importante para que eles compreendam melhor o mundo. Além disso, é possível trabalhar diversas habilidades cognitivas nas caminhadas, como ir e vir, orientar-se no tempo e principalmente no espaço.

Os cães que socializam com estranhos, que travam amizades com humanos e outros cachorros (eventualmente, também com pombas e passarinhos), são mais ajustados e felizes. Ansiedade, depressão e medo excessivo são alguns dos transtornos trabalhados na caminhada diária com os tutores.

Pegar no colo de maneira súbita

Este é o terror dos cães de pequeno porte. Imagine ser içado, de um momento para outro, a cinco ou seis vezes a sua própria altura! A sensação é apavorante, e é assim que se sentem os cachorros das raças yorkshire, chihuahua, pinscher miniatura e outras.

Por menores que sejam, estes cães não são bibelôs, nem bonecos de pelúcia. Apesar das muitas diferenças entre um poodle toy e um dogue alemão, ambos pertencem à mesma espécie, poderiam até mesmo acasalar e gerar filhotes férteis – mas é melhor não pensar muito neste tipo de experimento.

Os filhotes são sempre fofos. Eles parecem frágeis e indefesos, despertam os nossos sentimentos e instintos de proteção. Mas, para eles, que estão começando a descobrir o mundo, a experiência de ser pegado no colo de um momento para outro é ainda mais aterrorizante.

Os filhotes não conseguem entender nada, apenas que se envolveram em um voo súbito até o rosto de um ser que não parece ser da matilha, talvez um predador prestes a devorá-los.

Pegar os cachorros no colo, no entanto, pode ser muito gratificante para tutores e pets. Eles conseguem nos acalmar, melhoram a nossa circulação sanguínea e reduzem a ansiedade. Para as crianças, o fortalecimento dos vínculos ajuda no desenvolvimento emocional.

Por isso, é sempre possível pegar os cães no colo, sempre de maneira tranquila e segura, dando tempo para o animal perceber a intenção. Alguns momentos diários de colo fazem bem para tutores e peludos.

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