Cachorro abandonado: o que fazer quando encontrar?

Ao encontrar um cachorro abandonado nas ruas, a melhor atitude a tomar, para quem tem disponibilidade financeira e de tempo, é castrar, vacinar e vermifugar o animal. Os centros de controle de zoonoses oferecem serviços gratuitos de castração e alguns hospitais veterinários vacinam ao menos contra a raiva. Em seguida, é preciso encontrar um lar adotivo.

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Mas, mesmo que não for possível tomar estar estas providências, sempre é possível beneficiar um cachorro abandonado. O que fazer quando encontrar um destes? Ao menos ofereça ração, água limpa e um pouco de carinho. Em quase todos os casos de animais abandonados nas ruas, eles estão sentindo medo e insegurança.

Informe-se na vizinhança se algum cachorro se perdeu ou fugiu de casa (alguns deles podem escapar apenas pela ansiedade ou pavor provocado por uma queima de fogos, por exemplo). Se houver evidências de maus tratos, no entanto, é necessária uma boa conversa com o dono antes de devolvê-lo.

Os animais perdidos apresentam alguns sinais que demonstram esta condição: eles portam coleira, corrente ou guia, aparentemente estão bem tratados (pelo tosquiado), bem nutridos e obedecem a comandos básicos. Outra característica importante é a desorientação e alguns também portam placas de identificação.

Estranho no ninho

Um cachorro abandonado, quando é acolhido (mesmo que provisoriamente), deve permanecer em um local de pouco uso da casa, como um banheiro externo ou depósito. O espaço precisa ser cercado e seguro, para que ele possa se aquietar. É muito provável que ele rejeite a aproximação de humanos.

Quando o cachorro se aquietar – aos poucos, ele entende que está recebendo bons tratos e torna-se mais receptivo ao contato –, é possível dar um banho, limpe as orelhas e procure eliminar pulgas e carrapatos. Ele não deve circular entre as pessoas da família, especialmente idosos e crianças, mais suscetíveis a sofrerem infecções.

Nunca deixe o animal junto com outros cães e gatos. Dependendo do tempo que ele passou na rua, pode ter contraído doenças ou está infestado por parasitas. Depois de uma “quarentena” de sete a dez dias, já é possível consultar o veterinário.

Adoção de um cachorro

Nem todas as pessoas podem adotar todos os cachorros encontrados nas ruas. Alguns não têm tempo ou espaço para mais um membro da família, outros já têm os seus próprios animais de estimação. Mesmo assim, é possível ajudar.

Providencie alguns cartazes com a foto do animal e espalhe por pet shops, clínicas veterinárias, feiras de adoção, supermercados e outros locais de grande circulação. O material deve conter as seguintes informações: idade aproximada do cachorro, raça, sexo, porte, cor, temperamento e estado de saúde. fotos ajudam a despertar o interesse pela adoção.

Verifique se alguém deixou mensagem com as descrições do animal na internet: ele pode ser um cachorro perdido, e não abandonado e, nestes casos, os donos ficam desesperados. Um dos sites mais acessados sobre cães perdidos é: Cachorro Perdido.

Aproveite as redes sociais para espalhar fotos do cachorro, aumentando desta forma as probabilidades de alguém se interessar em adotar o animal. Não deixe números de telefone, nem endereços na internet: muitos criminosos aproveitam estas ocasiões para estudar os hábitos e planejar crimes. Os interessados devem ser contatados inicialmente pelo chat e, preferencialmente, o cachorro deve ser entregue em um local público.

A maioria das pessoas que encontra um cachorro abandonado tende a encaminhá-lo a um abrigo ou ONG. Se possível, no entanto, esta providência precisa ser adiada. Estas instituições estão sobrecarregadas, e isto dificulta a boa manutenção de todos os animais. Havendo espaço e disponibilidade, é melhor levar o peludo (ou pelado) para casa.

A legislação

Recolher animais abandonados, prover assistência e abrigo são deveres do poder público. No entanto, muitas autoridades (CET, Bombeiros, Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana, etc.) limitam as suas ações em capturar os cachorros e encaminhá-los a centros de acolhimento.

A UIPA – União Internacional Protetora dos Animais –, por exemplo, mantém dezenas de cães e gatos abandonados, perdidos, atropelados ou vítimas de maus tratos, que, sem este serviço, estariam sob o risco de morrer nas vias públicas ou de sofrer eutanásia nos órgãos públicos de controle de doenças transmitidas por animais (a morte pode sobreviver em apenas cinco dias após o recolhimento).

As associações de proteção de cães e gatos são entidades civis particulares e, desta forma, não recebem nenhum tipo de subsídio governamental. Elas sobrevivem com as doações obtidas de pessoas físicas e empresas.

Os órgãos públicos devem se empenhar na construção de centros de acolhimento, tratamento e adoção de cães soltos nas ruas, na intensificação de campanhas educativas contra o abandono e nos programas de esterilização destes animais, para evitar que ninhadas nasçam sem qualquer amparo. Enquanto isto não acontece nas dimensões que o problema exige, no entanto, estes cuidados ficam a cargo da iniciativa privada.

Quem quiser adotar um animal acolhido pela UIPA pode visitá-lo de segunda-feira a sábado, das 10h às 16h. Os adotantes recebem o animal vermifugados, vacinado e esterilizado. A assistência veterinária é gratuita nos primeiros 30 dias depois da retirada do cão ou gato. A associação cobra uma taxa de R$ 80, para cobrir as despesas com a manutenção do abrigo (ração, medicamentos, assistência veterinária, material de higiene e limpeza, etc.). Para maiores informações, acesse o site da UIPA: www.uipa.org.br.

Lembre-se: a vida é sagrada é deve sempre ser preservada. Um animal não é um objeto que possa ser descartado de acordo com as conveniências dos proprietários. Ninguém – humanos, caninos ou felinos – quer ser abandonado e viver nas ruas, sujeito à violência, frio, fome, sede e solidão. Se for possível, ajude um cachorro abandonado que encontrar em seu caminho.



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