10 benefícios comprovados de viver com um cachorro

Todo tutor sabe que cachorro é tudo de bom. A ciência comprova alguns benefícios da parceria.

Extremamente leal, um grande companheiro, um parceiro disposto para tudo, o tempo todo. Estas são algumas qualidades que a maioria dos tutores usa para descrever os cachorros com quem partilham a casa e a vida. Amor e amizade não podem ser mensurados, mas a ciência comprova diversos benefícios de viver com um cachorro.

A seguir, citamos apenas alguns exemplos de pesquisas e levantamentos que comprovam os benefícios que todos os tutores de cães conhecem por experiência própria. Muitos outros poderiam ilustrar as vantagens da parceria, mas elas podem ser identificadas no dia a dia com os peludos.

benefícios comprovados de viver com um cachorro

01. Os cachorros atenuam a solidão

Os nossos filhos de quatro patas são bons companheiros. O isolamento social gera transtornos físicos e emocionais; os cachorros alteram a rotina, exigem atenção, ocupam tempo e espaço, obrigam os tutores a organizarem a casa e oferecem amor incondicional em doses bastante generosas.

Os cachorros não devem ser encarados como substitutos do contato humano, mas eles modificam o dia a dia e apresentam pequenas surpresas – não necessariamente agradáveis, mas que preenchem parte a solidão.

O isolamento contribui para uma série de males: dependências de drogas lícitas e ilícitas, doenças crônicas, obesidade, ansiedade e depressão são alguns deles. Ao preencher o espaço deixado pela falta de amigos e parentes, os cachorros previnem boa parte desses transtornos.

Um estudo conduzido nos EUA, em 2020, pela Cigna Corporation, uma empresa privada de cuidados com a saúde sediada em Bloomfield, Connecticut, que envolveu mais de 20 mil americanos, descobriu que:

  • 46% deles se sentem sozinhos de vez em quando;
  • 47% apresentam sentimentos de não pertencimento;
  • 27% raramente ou nunca têm a sensação de poder contar com pessoas que os entendam;
  • 43% alegam que os seus relacionamentos não são significativos;
  • 43% têm a sensação de estarem isolados de outras pessoas.

De acordo com o último censo realizado nos EUA, mais de 25% dos adultos vivem sozinhos. Menos da metade (11% da população total) divide a casa com um animal de estimação. Neste grupo, os sentimentos de isolamento, inadequação e solidão caem drasticamente, atingindo apenas de 5% a 8% dos entrevistados.

02. Os cachorros contribuem para a boa saúde do coração

Brincar e passear com os cachorros melhora o condicionamento físico e contribui para o equilíbrio emocional. Mas não é só isso: a presença de um cão, desde que ele seja querido e bem cuidado, fortalece o coração e o sistema circulatório.

Uma pesquisa de longo prazo realizada pelo Hospital Mount Sinai, de Nova York (EUA), publicou uma revisão dos dados obtidos. O estudo envolveu mais de quatro milhões de voluntários, cidadãos dos EUA, Canadá, Noruega, Suécia, Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia.

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De acordo com os dados tabulados, viver com um cachorro está associado a uma redução de 24% de todas as mortes precoces. No que diz respeito à incidência de doenças cardiovasculares, a redução atingiu 31%.

Entre os voluntários pesquisados, foi destacado um grupo de 336 mil suecos que haviam sofrido acidentes vasculares cerebrais (AVC, o popular derrame) ou infartos do miocárdio. Nesta amostra, o tempo de recuperação entre os que vivem com cães foi reduzido sensivelmente. Quase metade dos entrevistados voltou às atividades profissionais em menos de seis semanas.

O estudo do Mount Sinai é observacional. Isto significa que os pesquisadores não podem comprovar que a posse de cães foi a causa direta da melhora da saúde e do aumento da expectativa de vida. Não é possível identificar, nos questionários, os motivos exatos, mas, entre eles, estão a necessidade de atividade física, a preocupação com o cuidado dos pets e a sensação de tranquilidade e relaxamento que os cachorros transmitem aos tutores.

03. Os cachorros ajudam a reduzir o estresse

Este estudo foi conduzido na Universidade de Colúmbia Britânica (Canadá), em 2018. A autora, Emma Ward Griffin, publicou as conclusões na revista científica “Stress and Health”, depois de ter analisado os resultados obtidos com 246 universitários que foram submetidos a sessões de terapia com cães.

Os voluntários foram entrevistados antes e depois das sessões e também tiveram de responder a um questionário dez horas depois do contato com os cachorros. Durante a interação, os estudantes tiveram a oportunidade de acariciar, brincar e conversar com sete a dez animais.

Todos os participantes relataram uma redução significativa dos sinais de estresse. Além disso, mais de 70% descreveram ter vivenciado momentos de felicidade e energia imediatamente depois das sessões.

Os resultados foram comparados aos obtidos com um grupo que não interagiu com os cachorros, mas teve liberdade para descansar, ler, observar a paisagem pela janela ou mesmo não fazer nada, nos mesmos ambientes em que ocorreram as sessões.

No questionário aplicado dez horas depois das sessões, 65% dos alunos relataram estar sentindo emoções ligeiramente menos negativas, enquanto 82% declararam sentir-se mais apoiados e menos estressados.

O estudo, conduzido também pelo especialista em comportamento animal Stanley Coren (professor emérito da UBC, uma das maiores autoridades em inteligência canina), mostra que os cachorros contribuem para reduzir o estresse não apenas dos tutores, mas até mesmo de pessoas desconhecidas.

04. Os cachorros são bons parceiros em momentos de crise

O estudo foi realizado nos EUA, em 2020, e envolveu veteranos de guerra. O objetivo era avaliar os efeitos terapêuticos dos cães de suporte psiquiátrico em militares diagnosticados com transtorno de estresse pós-traumático, um tipo de transtorno de ansiedade.

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A pesquisa foi coordenada por especialistas da Universidade Vanderbilt, de Nashville (Tennessee, EUA). Originalmente, o objetivo do estudo era avaliar as respostas infantis a tratamentos oncológicos.

Os responsáveis não notaram quedas nos níveis de ansiedade das crianças em tratamento contra o câncer: os resultados foram muito próximos aos obtidos com o grupo de controle. Todas as crianças se divertiram, mas a ansiedade se manteve.

No entanto, os resultados com um grupo de pais se destacou: todos eles eram veteranos de guerra, diagnosticados com estresse pós-traumático e com resultados insatisfatórios nas terapias convencionais.

Os veteranos passaram então a ser o objeto principal da pesquisa. Os sintomas de ansiedade e depressão foram sensivelmente reduzidos entre os pacientes que se associaram a cães de serviço psiquiátrico e também houve boas respostas entre os que apenas concordaram em passear ou brincar com os cães por alguns minutos diários.

A equipe concluiu que os cães terapeutas são a melhor estratégia para o tratamento do transtorno. A necessidade de atenção e cuidados, a capacidade de interagir em quaisquer situações e a segurança transmitida pelos cachorros permitiu aos pacientes encontrarem soluções mais eficazes para os momentos de crise.

05. Os cachorros estimulam a prática de exercícios físicos

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Toronto (Canadá), publicado em 2020 na revista “Cardiovascular Quality and Outcomes”, demonstrou que ter um cachorro reduz em 24% os riscos de morte precoce.

Os motivos identificados são os mais variados, mas três deles se destacam: os cachorros aliviam o estresse, reduzem a sensação de solidão e, o mais importante, eliminam o sedentarismo. Quem adota um cachorro não pode ficar parado, assistindo TV ou comendo o que não deve.

Os cachorros são animais gregários: eles vivem em grupos em que as atividades são muito bem definidas. Quando são adotados, eles esperam que essas funções sejam exercidas por toda a família – que pode se resumir apenas ao cão e ao tutor.

A adoção deve ser responsável. Isto significa que o novo tutor precisa se conscientizar das necessidades e vontades do cachorro. A partir da decisão, as atividades físicas são incluídas naturalmente na rotina diária, seja nos passeios, seja nas brincadeiras em casa.

A pesquisa canadense concluiu que os cachorros estão associados a diversos benefícios: eles melhoram o bem-estar pessoal, reduzem a incidência de doenças cardiovasculares, controlam a ansiedade e a depressão. Tudo porque eles querem brincar, explorar, caminhar – e os tutores precisam acompanhar os filhos de quatro patas.

06. Os cachorros tornam os tutores mais atraentes

Os nossos peludos também podem ajudar nos momentos de paquera. O psicólogo clínico Vitor Friary, mestre em Terapia Cognitiva pela Universidade Metropolitana de Londres (Inglaterra), publicou dois estudos em 2020 demonstrando que as pessoas consideram os condutores de cães mais atraentes.

No primeiro estudo, os voluntários foram orientados a ordenar dois grupos de fotos: no primeiro, as imagens mostravam uma pessoa sozinha, outra passeando com o cachorro e a terceira mostrava apenas a alameda de um parque. O segundo estudo consistiu em colher impressões sobre as mesmas imagens, a partir de associações livres.

De acordo com os 85% entrevistados, pessoas que caminham com cães pelas ruas demonstram mais felicidade e menos estresse. Nas declarações espontâneas, pouco mais da metade declarou também que os tutores são pessoas responsáveis e comprometidas.

Ao responderem ao questionário proposto, a maioria dos voluntários afirmou que é mais fácil estabelecer contato com pessoas acompanhadas por cães – elas parecem ser mais sociáveis e as conversas fluem com naturalidade.

07. Os cachorros melhoram as relações sociais

Alguns estudos indicam que, enquanto as pessoas extrovertidas escolhem cachorros como animais de estimação, os mais tímidos têm preferência pelos gatos. Seja como for, tutores de cachorros são vistos como autoconfiantes, focados e equilibrados.

Não se trata apenas da paquera. Os cachorros ajudam a melhorar todas as relações sociais. O psicólogo clínico Júlio Neves, graduado pela Universidade de São Paulo e especializado em terapia comportamental cognitiva, sugere que os tutores de cães transmitem a sensação de serem mais sociáveis e até mesmo confiáveis.

Todas as conversas precisam de um ponto de partida – e falar sobre o clima não ajuda muito nos desdobramentos do diálogo. Quando se fala de um cachorro, no entanto, as possibilidades são inúmeras: fica mais fácil estabelecer novos contatos.

08. Os cachorros melhoram os nossos sentimentos

Muitas pessoas encontram dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Seja por características próprias, seja por experiências mal sucedidas, nem sempre é fácil entender e expressar os próprios sentimentos.

Quem vive com um cachorro, no entanto, tem um professor particular à disposição. Os cachorros estão sempre mostrando os sentimentos que nutrem pelos tutores – e estes são sempre positivos. Latindo, saltando ou apenas olhando, os cachorros declaram o amor que sentem o tempo todo.

Ao experimentarmos a constância e solidez dos sentimentos despertados pela convivência com os peludos, nós passamos progressivamente a identificar o que sentimos – o processo é quase inconsciente, mas produz resultados bastante consistentes.

09. Os cachorros nos fazem mais felizes

Os estudos apresentados aqui mostram que os cachorros melhoram a saúde física e emocional de forma consistente. A presença de um peludo em casa também nos torna mais ativos (e também proativos), confiantes e assertivos.

Efetivamente, interagir com um cachorro é uma forma eficiente de liberar alguns neurotransmissores relacionados ao bem-estar, como a ocitocina (chamada de “hormônio do amor”) e a serotonina, associada ao conforto e relaxamento.

Ter um cachorro ao lado nos acalma. Quando é necessário recalcular o orçamento doméstico (para fazer caber a ração, os brinquedos, as idas ao veterinário, etc.); quando precisamos reorganizar o espaço caseiro; quando temos de arrumar a bagunça (voluntária ou não), estamos ocupando a mente com atividades concretas, que geram bem-estar e afastam os temores infundados.

Quem vive com um cachorro está sempre ocupado com uma série de pequenos “nadas”. Muitas vezes, ficamos fisicamente exaustos sem entender exatamente o que fizemos com o peludo para termos nos cansado tanto.

As ocupações saudáveis geram alegria, preenchem as lacunas e melhoram as nossas habilidades sociais. Pode-se dizer que viver com um cachorro nos obriga a encarar as obrigações com seriedade, mas com mais leveza. É muito difícil não ser feliz nessas circunstâncias.

10. Os cachorros são excelentes auxiliares para os idosos

Ser responsável por um cachorro gera reflexos imediatos na vida social de todas as pessoas, mas a presença de um peludo pode ser ainda mais especial na terceira idade. Os cães estimulam os idosos a cuidarem melhor da saúde, a praticarem exercícios físicos e a enfrentarem desafios, no dia a dia, necessários ao bem-estar e ao conforto do pet.

Viver com um cachorro regulariza a produção dos neurotransmissores responsáveis pelo bom humor, pelo sono e pelo apetite. Oferecer carinho a um pet reduz significativamente os níveis de ansiedade, promovendo sensações de bem-estar também aos idosos.

Os cachorros preenchem lacunas e reduzem os riscos da depressão, relativamente comum em pessoas que vivem sozinhas ou não são mais responsáveis pela administração da casa. Cachorros afastam as sensações de solidão, carência e ansiedade.

Ao cuidar de um cachorro – alimentar, limpar, levar para passear, etc. –, os idosos também se exercitam, melhorando a capacidade cardiorrespiratória e vascular. Os peludos também são fontes de prazer e distração, tornando a vida mais divertida e tranquila.

Os cachorros também melhoram a memória, ao obrigar os tutores a darem conta de diversas tarefas rotineiras. Eles também transmitem a sensação de segurança, inclusive porque são naturalmente guardiães, alertando contra qualquer problema.

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