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A cachorra está tão feliz depois de libertada das correntes pesadas que mantinham ela presa

Esta cachorra demonstrou muita alegria quando foi libertada de uma corrente pesada.

Quando uma equipe de resgate Stray Rescue of Saint Louis (Missouri, EUA) encontraram esta cachorra, eles não conseguiram acreditar no que viam. Ela estava presa a uma corrente de mais ou menos 5 kg – algo como a metade do próprio peso do animal.

Os resgatadores haviam sido informados sobre um cachorro preso em um terreno particular, aparentemente sem água, comida ou abrigo. Quando chegaram ao local, verificaram que a cachorra mal podia se mover, por causa do peso da corrente que ela era obrigada a arrastar pelo quintal.

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O resgate

A cachorra parecia estar consciente das suas atribuições. Quando a equipe do Stray Rescue (resgate de animais vadios, em tradução literal), ela correu em direção à caminhonete de serviço, pronta para impedir uma invasão.

O animal, no entanto, mal podia se mover. A cachorra arrastava uma corrente metálica grossa pelo chão, que tolhia os seus movimentos. Ficou evidente, para a equipe, que a peluda era vítima de um longo histórico de negligência e maus tratos, mas, apesar disso, permanecia fiel à sua função de guardiã.

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Os resgatadores atiraram alguns petiscos para atrair a cachorra, que recebeu o nome de Fallon Marie. Ela estava faminta e olhou muito agradecida para a equipe, mas a maior demonstração de alegria aconteceu quando foi retirada a corrente que a prendia.

Não foi possível retirar a corrente no local de resgate. Fallon Marie ainda teve de suportar alguns momentos de dor e desconforto até chegar ao abrigo, onde um voluntário conseguiu cortar os elos que a prendiam. No trajeto, os resgatadores contaram que podiam ouvir o barulho metálico da corrente chocando-se contra o piso do carro.

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A sensação de alívio e liberdade foi praticamente instantânea. Os resgatadores conseguiram convencer Fallon Marie a embarcar na caminhonete e levaram-na para o abrigo. O tutor foi autuado de acordo com as leis do Estado do Missouri.

Não se sabe por quanto tempo a cachorra ficou acorrentada no quintal, até que alguns vizinhos denunciaram o abuso, de forma anônima. Mas a alegria e o sorriso de Fallon Marie, finalmente livre, ajudam a recompor uma longa história de sofrimento e negligência.

Fallon Maria foi acolhida, avaliada pelos veterinários do Stray Rescue, vacinada e esterilizada. Felizmente, não foi diagnosticado nenhum problema de saúde mais grave. Ela já está disponível para adoção.

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As correntes

Os cachorros são animais gregários, que precisam da companhia (humana e de outros peludos) para manter a saúde física e emocional. Manter um animal acorrentado é uma atitude cruel que inclusive ameaça a segurança dos pets.

Animais mantidos acorrentados por semanas, meses e até anos sofrem imensos danos psicológicos. Dependendo do temperamento individual, estes traumas podem ser até mesmo irreversíveis. Agressividade, destrutividade, automutilação e risco para a saúde pública são apenas alguns dos males causados.

Mesmo no caso de cachorros dóceis e amistosos, a contenção com correntes traz sérios prejuízos. Os peludos podem se tornar rapidamente agressivos, neuróticos e ansiosos. Eles igualmente podem desenvolver uma depressão severa. Além disso, o contato constante do metal com a pele provoca ferimentos que, além de dolorosos, são portas de entrada para inflamações e infecções.

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Voluntários e funcionários de serviços de resgate apontam outros danos colaterais. Assim como Fallon Marie, os cachorros acorrentados quase sempre também são mantidos sem acesso à comida e à água, além de serem expostos ao frio, à chuva e ao calor por períodos muito prolongados. Tudo isso prejudica ainda mais a saúde e a qualidade de vida dos peludos.

Outra questão a ser considerada é que cachorros acorrentados são alvos fáceis: eles permanecem expostos à ação de outros animais e de humanos insensíveis. Apesar de transmitirem uma segurança presumida, é fácil avaliar o raio de ação de um cão amarrado e escolher o melhor ponto para invadir a propriedade ou atacar o animal.

Os peludos também podem ser vítimas de roubos, especialmente quando se trata de animais de raça ou de grande porte, que podem ser usados em tinhas de cães – proibidas no mundo inteiro, mas facilmente encontradas.

Por fim, um animal acorrentado pode sofrer acidentes facilmente. Ele provavelmente não tem nenhuma interação com humanos e, por isso, tenta evitá-los ou avançar sobre esses perigos. Desta forma, eles podem sofrer uma asfixia e morrer em poucos minutos.

É importante aceitar que os cachorros não são objetos. Eles podem ser empregados para a vigilância e a guarda, entre inúmeras outras funções, mas os tutores devem admitir que os peludos são seres que sentem e sofrem, assim como nós.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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