Cachorro com sede anda com um balde pedindo água

Anos atrás, uma forte seca ocorreu no Peru. Para matar a sede, este cachorro usava um balde para pedir água.

Este vídeo viralizou nas redes sociais, emocionando milhares de internautas. Ele mostra um cachorro sedento, percorrendo as ruas de Lima, a capital do Peru, implorando por um pouco de água. O peludo carrega um balde com a boca.

Quatro anos atrás, uma seca prolongada castigou o país andino. Os peruanos chegaram a reabilitar antigas técnicas incas de extração e transporte de água, porque o sistema local não estava dando conta de abastecer a população.

A seca

Na natureza, os animais estão habituados a lidar com períodos de seca. Por exemplo, centenas de turistas (humanos) visitam a fronteira da Uganda com a Tanzânia, em junho e dezembro de cada ano, para acompanhar a Grande Migração: milhões de seres de diversas espécies cruzam a linha do Equador, em busca de chuvas e de água: quando é verão em um país, é inverno no outro, e vice-versa.

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Cães e gatos, no entanto, trazidos há milhares de anos ao convívio humano, não têm os mesmos recursos – eles nem sequer sabem que direção tomar para encontrar água, quando ela escasseia nas fontes.

Os animais domésticos abandonados quase sempre procuram fontes artificiais (em parques e praças), esgotos e até vazamentos, que são extremamente comuns nas pequenas e grandes cidades. Mas, quando as estiagens se prolongam por muito tempo, até mesmo estas opções se tornam raras.

O cachorro e o balde

O cachorro que carregava o balde na esperança de encontrar água não tem nome nem família. É mais um peludo abandonado que tenta encontrar alimento e abrigo para sobreviver nas ruas. A situação de Lima, no entanto, estava catastrófica.

No período, 75 humanos morreram em decorrência da escassez. Um milhão de peruanos tiveram de ser deslocados para regiões mais bem servidas, depois que a companhia de água local suspendeu o fornecimento. Cães e gatos de rua, naturalmente, sofreram um pouco mais.

A suspensão do fornecimento foi determinada por um motivo irônico: as chuvas cessaram no lado leste dos Andes, enquanto áreas a oeste estavam sofrendo com inundações causadas pelos aguaceiros. Muitas fontes de água foram contaminadas com lama carreada por esses alagamentos.

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A prefeitura local providenciou alguns pontos de distribuição, obrigando os moradores a se deslocar para obter um pouco de água. O cachorro, no entanto, evidentemente não tinha acesso aos caminhões pipa.

A vítima canina da seca decidiu improvisar, comprovando a inteligência da espécie. O cachorro passou a percorrer as ruas da capital peruana com um balde, carregado pela alça plástica com a boca. Além de inteligente e criativo, o peludo revelou ser um grande estrategista.

Muitos moradores se comoveram com a situação de penúria do cachorro. Aqui e ali, ele ganhou alguns mililitros de água, nas casas e estabelecimentos comerciais que visitou. Ele também ganhou alimento e um pouco de carinho.

No vídeo, é possível ver um peruano, entre tantos que acompanharam a cena, parando para observar o cachorro. Ele verificou os movimentos e aproximou-se para ajudar. O cachorro aceitou o carinho, mas quando o homem tentou tirar o balde da sua boca, ele resistiu e afastou-se rapidamente.

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A história é triste e revela a fragilidade humana em relação à natureza. Mesmo assim, é muito interessante observar que o cachorro criou um método para matar a sede, que certamente estava se tornando uma situação aflitiva.

Mais que isso, ele parece querer encher o balde com água. O cachorro vai caminhando e recebendo um pouco de líquido de algumas pessoas, mas parece ter consciência de que é preciso poupar a substância – e provavelmente guardar a água em lugar seguro, longe da cobiça de outros animais também sedentos.

Os cachorros e a água

Assim como os humanos, os cachorros precisam da água, como substância primordial para a manutenção da vida. A partir da terceira semana de vida, quando começam a ser desmamados, os peludos precisam ter água à disposição.

a água é imprescindível para a vida e a saúde. A privação por três dias ou mais pode matar até mesmo os cães de grande porte, enquanto a oferta insuficiente prejudica o fígado e os rins, por exemplo, causando doenças graves no médio prazo.

Existe um cálculo simples para determinar a quantidade de água: os cachorros devem ingerir de 15 a 30 mililitros de água a cada 0,5 kg de peso. Assim, um pequeno chihuahua de 1,5 kg precisa de 45 a 90 mililitros de água todos os dias, enquanto a dose para um dogue alemão de 80 kg fica entre 2,4 e 4,8 litros. A variação é determinada pela intensidade de exercícios de cada animal.

Alguns cachorros não gostam, mas devem ser incentivados a beber água. Brincadeiras com garrafas que escondem brinquedos e petiscos (e água, naturalmente) ou mangueiras obrigam os peludos a se hidratarem sem perceber.

Outra opção, excelente para os dias quentes – quase todos, no Brasil – é oferecer picolés para os cachorros, que podem ser feitos com ração, pedaços de carne ou de legumes congelados em água. Curiosos, os peludos não pararão de lamber até encontrar o que tem “lá dentro”.

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