15 erros comuns na criação de cães

Sem perceber, nós tutores, no dia a dia, cometemos muitos erros que confundem nossos cães.

Existem regras básicas para o treinamento dos cães, que todos os tutores precisam conhecer e respeitar. Mesmo assim, é importante ter em mente que cada cachorro é único e exibirá detalhes de personalidade que não poderão ser encontrados em nenhum outro animal.

Com tanto tempo de convivência, os cães se tornaram fundamentais para os humanos, mas os tutores continuam cometendo alguns erros que prejudicam o relacionamento, tornam os peludos malcriados, insatisfeitos e infelizes.

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Os cachorros não precisam de muita coisa para continuarem sendo os nossos melhores amigos: alimento, agasalho, atenção, carinho, exercícios, higiene e cuidados médicos (eles não gostam muito, mas trata-se de uma necessidade básica).

Os nossos peludos são extremamente inteligentes. Eles também são seres sencientes, isto é, são capazes de sentir tristeza e alegria, medo, raiva, ansiedade, prazer e excitação. Eles agem como crianças, mas é preciso ter em mente que eles não são humanos.

Isto quer dizer que eles não reagem nem sentem como nós. Tentar humanizá-los é a principal causa das falhas e insucessos na educação e na comunicação. Eles vivem em um “mundo cão” e isto não é melhor nem pior, apenas diferente.

Outro ponto fundamental na relação entre humanos e caninos é a constância no dia a dia. Os cachorros gostam de coisas previsíveis. Uma rotina é tudo que eles querem da vida. Sem perceber, no entanto, nós alteramos esta rotina muitas vezes e acabamos prejudicando o equilíbrio físico e mental dos peludos.

Relacionamos a seguir os erros mais comuns no adestramento e na convivência com os cachorros. Em alguns casos, as situações apresentadas refletem extremos, mas é possível identificar as falhas, ainda que muito tênues, que atrapalham os peludos e a nós mesmos.

01. Agressões e brigas

Ao pensar nos prós e contras de adotar um cãozinho, os candidatos a tutores precisam primeiramente se armar com boas doses de paciência. O relacionamento é extremamente prazeroso, mas cães não “nascem prontos”: eles precisam de tempo para aprender e esse tempo é recheado de tentativas e erros.

Agressões verbais e físicas precisam ficar distantes do adestramento. Castigos como tapas e isolamento servem apenas para gerar medo, ansiedade e frustração. Os cachorros até conseguem aprender com o método, mas passam a sentir raiva e, se pudessem, manteriam distância desse tipo de tutor.

02. Ordens e contraordens

Todos nós temos altos e baixos, momentos de alegria e tristeza, excitação e esgotamento. Os cachorros são inclusive capazes de compreender o nosso estado de espírito e quase sempre oferecem o melhor de que são capazes para melhorar o nosso astral – seja brincando, oferecendo um brinquedo para nos alegrar ou apenas ficando ao lado, dando apoio moral.

Mas eles não conseguem entender quando as regras da casa mudam de acordo com o ânimo dos tutores. Em um dia, é possível deitar e rolar na cama; no dia seguinte, nem mesmo a passagem da cozinha para a sala é permitida.

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Fica evidente que eles não conseguem compreender o que se espera deles. Os cães ficam ansiosos, inseguros e acovardados. O “próximo episódio” depende da personalidade de cada peludo: eles podem se tornar apáticos, indiferentes, agressivos, desenvolver comportamentos obsessivos, etc.

A constância nas normas do dia a dia é fundamental para o equilíbrio emocional dos cachorros. não há nada errado em limitar os locais onde os peludos podem transitar: o erro está em mudar o regulamento no meio do jogo.

03. Palavras em excesso

Esta não deixa de ser uma forma de humanizar os cachorros. Muitos tutores passam horas tentando conversar com os peludos, mas eles não fazem ideia do que está sendo dito. Os cães desenvolveram uma linguagem verbal limitada a latidos, uivos, ganidos e rosnados.

Eles conseguem compreender o significado de algumas palavras (o vocabulário de alguns chega a ser um verdadeiro prodígio), mas, como regra geral, eles entendem apenas palavras simples e, principalmente, o tom em que elas são ditas.

A principal forma de comunicação dos cães é a linguagem corporal – que precisa ser aprendida pelos tutores: afinal, os lobos estavam tranquilos nos bosques e florestas, e fomos nós quem os tiramos de lá. Falar demais é um desperdício de energia.

04. Falta de exercícios

A correria do dia a dia muitas vezes impede que os cachorros se exercitem de maneira adequada. Muitas vezes, os tutores chegam em casa exaustos e ignoram as necessidades de atividade física dos peludos.

Os cachorros precisam de caminhadas diárias, de jogos e brincadeiras com os tutores. A “malhação” canina pode ocupar entre 30 minutos e uma hora do dia dos tutores – sem contar os afagos e momentos de relaxamento, quando, por exemplo, os tutores assistem TV e os peludos ficam ao lado, sem fazer nada, apenas curtindo a companhia.

Além do condicionamento físico – os exercícios fortalecem ossos, músculos, tendões, articulações, etc., além de fortalecer a capacidade cardiorrespiratória – os exercícios são importantes para o equilíbrio emocional: nos passeios, os cães aprender a conviver com outros humanos e cachorros, aguçam os sentidos, desenvolvem a capacidade de observar e explorar, etc.

Excepcionalmente, os cães podem ficar um dia sem passear, mas precisam ser compensados. Os tutores podem improvisar algumas brincadeiras no quintal e até mesmo na sala de estar ou na cozinha. O importante é gastar energia e manter o pique: como diziam os romanos, “mens sana in corpore sano”.

05. Incentivar mordidas e avanços

Muitos tutores se divertem estimulando os comportamentos agressivos dos cães. Os cães são naturalmente predadores e, por isso, o instinto de caça está presente em todos eles – do chihuahua ao dogue alemão.

Mas é um erro incentivar as mordidas e avanços. Pode ser divertido observar um filhote brincando de lutar com a nossa mão, mas o excesso poderá torná-lo um lutador compulsivo. Isto não é adequado para um pinscher miniatura, que pode cravar os dentes em um dedo e causar pequenos ferimentos dolorosos.

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Não é preciso descrever o que acontece quando um cão de grande porte, como um old english sheepdog ou um mastim napolitano, é estimulado a morder e avançar. Na natureza, os lobos preferem fugir a envolver-se em uma briga – na maior parte do tempo, eles usam os dotes físicos para caçar e defender o grupo familiar. Incentivar a agressividade torna os cães ainda mais defensores e guardiães. Caso eles apresentem tendências dominantes e territorialistas, o estrago pode tomar dimensões incontroláveis.

06. Meu cãozinho, meu bebê

Se um cachorro bravo é um problema sério, um cãozinho tratado como se fosse um bebê humano também pode desenvolver transtornos graves. Não há nada errado em mimar e paparicar os peludos da família. O erro está em confundi-los com humanos.

É importante deixar claro: cachorros são cachorros – e estão muito felizes sendo assim. O excesso de zelo pode inclusive prejudicar o desenvolvimento físico. Um cãozinho transportado sempre no colo pode ter problemas cardíacos, respiratórios e articulares, apenas por não exercitar o corpo.

As roupas e enfeites também não são um erro, mas o excesso é prejudicial. Basta observar como o cachorro se observa. Alguns tentam desesperadamente retirar os laços, gravatinhas e outros adornos. Outros não conseguem se movimentar de forma adequada com as mangas, punhos, bonés e outros acessórios.

Os cachorros não dão a menor importância para objetos que têm apenas “valor de troca”, mas não “valor de uso”. Para eles, ouro e latão são inúteis, assim como grifes sofisticadas. Um “paninho fedido”, que aquece e conforta, é muito mais valioso para eles do que uma incômoda jaqueta que está na moda.

07. Estímulos na hora errada

Os cachorros precisam gastar energia, uma vez que eles evoluíram para desenvolver atividades físicas intensas. Na natureza, por exemplo, um lobo caminha quilômetros diariamente, seja para caçar, seja para fazer a defesa da alcateia.

Em casa, os peludos não precisam ficar atentos a tantas preocupações, mas continuam mantendo e exercitando os comportamentos de caça, defesa e proteção. São justamente estas características que os tornam vibrantes, agitados e divertidos.

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Mas eles precisam acompanhar o nosso ritmo. Os cachorros se adaptam rapidamente ao sono noturno e ao descanso depois das refeições, desde que eles não recebam estímulos conflitantes. Proporcionar atividades intensas antes ou depois do almoço pode causar náuseas e vômitos, por exemplo.

Excitar os cachorros com jogos e brincadeiras à noite, pouco antes da hora de dormir, prejudica igualmente a rotina: uma vez que estejam estimulados, eles permanecerão com o vigor e o pique em potência máxima.

Os cães podem correr, pular e brincar durante a manhã. Depois de um período de descanso, devem receber o alimento e algumas brincadeiras mais leves podem ocorrer durante o dia todo. À noite, eles precisam se acostumar com atividades mais tranquilas, sempre respeitando os horários dos humanos.

08. Estimular latidos na hora errada

Algumas raças caninas são mais barulhentas; outras, mais silenciosas. Mesmo assim, todos os cães latem. Eles o fazem para alertar sobre algum movimento, som ou cheiro estranho, para receber os tutores no final do dia, para se comunicar com os animais da vizinhança, para pedir alimento, carinho e atenção, porque estão entediados, etc.

Mesmo assim, os tutores podem modular a intensidade dos latidos. Um simples “não”, pronunciado em tom firme, quase sempre é suficiente para que os cachorros compreendam que devem ficar quietos.

Mas, quando se estimula os cães a “falarem na hora errada”, eles entenderão que aquele é o momento de fazer barulho. Uma vez que o hábito seja instalado, fica muito difícil (mas não impossível) corrigi-lo.

Mais uma vez, é preciso estabelecer uma rotina saudável para os cachorros. Eles podem latir quando os tutores chegam em casa, quando encontram amigos (ou desconhecidos) nos passeios, quando estão se exercitando, mas devem aprender a fazer silêncio nos momentos em que o barulho não é bem-vindo.

09. Saltos liberados

Chegar em casa e ser recebido por um cachorro excitado, que se aproxima saltando do tutor, pode ser uma experiência muito prazerosa. Os cachorros, no entanto, tendem a fazer associações simples e se, para eles, os saltos são sinônimos de alegria, eles os repetirão em todas as situações nas quais se sentirem contentes.

Isto pode acontecer na rua, durante os passeios, ou quando chegam visitas em casa – algumas não gostam de cachorros, outras sentem medo, e a alegria excessiva não faz parte do comportamento de um bom anfitrião.

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Desde filhote, os cachorros precisam ser desestimulados: eles não devem saltar sobre outras pessoas, cachorros ou gatos. Dependendo do porte, o gesto pode inclusive causar incidentes às vezes perigosos e sempre desnecessários.

Quando o filhote chega saltando de alegria, o tutor deve virar-se de lado ou colocar uma perna à frente (bloqueando o espaço que o cachorro ocuparia para armar o pulo). O objetivo é impedir o salto na direção dos humanos.

Depois que o cachorro estiver frustrado em sua meta – ele não conseguiu pular no colo –, o tutor pode apenas emitir o comando “senta”, seguido por alguns afagos e palavras de aprovação. Em poucos dias, o peludo aprende que não deve saltar sobre os outros, inclusive porque, quando não faz isso, ganha algumas recompensas prazerosas.

10. A vitória do olhar pidão

Os cães são mestres em fazer caras e bocas. Depois dos primatas, eles são os animais com o maior repertório de expressões fisionômicas. Ao contrário dos gatos, por exemplo, que usam apenas as orelhas, a boca e o focinho, além de alguns olhares fixos, para expressar as suas vontades e necessidades, os peludos falam com carinhas súplices, carentes e desprotegidas.

O olhar pidão é uma das principais estratégias desenvolvidas pelos cachorros. Eles aprenderam isso na convivência com os humanos, um sinal de que a tática é comum e muito antiga: os peludos conseguem convencer os humanos e continuam repetindo o mesmo truque.

Os cachorros não precisam de nenhum outro alimento além da ração (que precisa ser de boa qualidade, para fornecer todos os nutrientes necessários). Eles não precisam de um “pedacinho” do nosso sanduíche e podem ter a saúde prejudicada severamente com doces, chocolates, petiscos com alho e cebola, etc.

O truque, no entanto, costuma prevalecer, mesmo entre tutores experientes. O olhar pidão é talvez a principal estratégia dos cachorros para “adestrar” os humanos da família. Por outro lado, quando uma experiência não dá certo, o resultado mais comum é que ela seja deixada de lado.

Os cachorros podem insistir, especialmente quando eles já vivenciaram situações em que o olhar pidão produziu os resultados esperados por eles. Quando os tutores resistem, no entanto, eles acabam desistindo depois de algumas tentativas frustradas.

O condicionamento passa exatamente por estas três etapas: “insistir”, “resistir” e “desistir”. Nem sempre é fácil ignorar o olhar pidão, mas os tutores precisam ser firmes, especialmente quando se trata de não oferecer alimentos inadequados (e às vezes tóxicos), ou quando os peludos tentam subverter as regras da casa.

11. Deixar roubar comida

Pode parecer inacreditável para algumas pessoas, mas certos tutores se divertem observando os cachorros “roubando” comida, que é colocada estrategicamente ao alcance, para que os peludos façam a “apropriação indébita”.

O principal motivo para inibir o comportamento é que quase todas as comidas roubadas são inadequadas para os cachorros, que podem ter reações imediatas ou acumular prejuízos que se manifestam apenas no médio e longo prazos.

Os cachorros são muito inteligentes e sabem que algumas coisas são interditadas para eles – e isto varia de família para família. Eles aprendem que os petiscos são reservados para alguns momentos, que subir no sofá ou na cama é errado, que não devem se enxugar nem limpar a boca no tapete ou na cortina, etc.

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De qualquer forma, eles podem tentar subverter as normas. Isto ocorre especialmente entre cães dominantes e territorialistas, que costumam desafiar as lideranças da família, ou independentes, que querem fazer tudo do jeito deles.

Os tutores precisam ser firmes. Em primeiro lugar, não se deve deixar comida “bobeando”, mas um pratinho sobre a mesa de centro não deve ser investigado pelos cachorros. Qualquer tentativa deve ser desestimulada em tom firme, mas sem necessidade de gritos.

Naturalmente, os cães não são santos. Alguns chegam a assimilar que o prato esquecido não deve ser tocado, mas a maioria “entende” que se ele está lá, disponível e sem vigilância, não há nada errado em apropriar-se dele.

Portanto, os tutores não devem deixar nenhuma comida “dando sopa”: é muito tentador para um peludo ver um alimento qualquer à disposição, sem atacá-lo – mesmo quando está na lixeira. Petiscos devem ser mantidos à distância e cestos de lixo, bem tampados.

12. Caixa de transporte como canto de castigo

Este é um erro muito comum. O cachorro faz alguma coisa errada – late demais, suja a sala, faz xixi fora do lugar certo, entre outras situações cotidianas – e os tutores o colocam de castigo por alguns minutos.

O cantinho da reflexão é muito útil para educar crianças a partir dos três ou quatro anos, mas não é eficiente para os cachorros. Quando eles fazem alguma coisa errada, podem receber uma bronca e ser retirados do ambiente, por exemplo.

Usar a gaiola de transporte como local de castigo é uma maneira excelente para fazer o cão associar a caixa a uma situação desagradável. Quando for necessário usá-la – para levar o cachorro em uma viagem ou visita ao veterinário – ele entenderá que está sendo punido, sem entender por quê.

A caixa de transporte, ao contrário, precisa ser identificada como um local de prazer. Ela pode ficar aberta para permitir algumas sonecas, por exemplo. Os tutores também podem deixar alguns biscoitos, para o cachorro encontrá-los em uma brincadeira.

13. Cães comandando os passeios

Esta atitude é frequente especialmente entre tutores de primeira viagem, principalmente os que adotam cães de médio ou grande porte. Os peludos seguem pelas ruas determinando o ritmo das passadas, os momentos das paradas, o trajeto que será percorrido.

Os passeios são fundamentais para os cachorros, não apenas para garantir o desenvolvimento físico e manutenção da saúde orgânica, mas também para os peludos socializarem com outros cachorros e humanos, explorarem os arredores, conferirem a paisagem, etc. Tudo isso favorece o equilíbrio emocional.

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Por outro lado, quem tem a tarefa de conduzir é sempre o tutor, não só porque ele conhece as ruas e praças, mas porque ele é o líder da matilha – e assim deve ser encarado pelo peludo. Quando o cachorro começa a tentar definir roteiros e paradas, ele na verdade está questionando a liderança do tutor.

Não há nada errado em permitir que o cachorro pare alguns segundos para farejar ou dê uma acelerada para identificar alguma coisa diferente – que pode ser uma borboleta, um passarinho ou mesmo o cocô de outro cachorro.

Mas é preciso deixar claro, para os cachorros, quem é o “alfa da matilha”, o chefe do grupo. As características dominantes devem ser mantidas sob controle, inclusive porque os cachorros são mais felizes e equilibrados quando acatam a subordinação aos tutores.

14. Utilizar enforcadores

Eles são parte de uma lista que inclui coleiras pontiagudas, coleiras de choque, borrifadores, etc. É importante considerar que nenhum desses acessórios é adequado ao adestramento e aprendizado e quase nunca proporcionam os resultados esperados.

Os cachorros precisam assimilar os comandos básicos para os passeios: “Fica”, “Junto”, “Senta”, “Espera”, etc. Eles devem obedecer aos comandos dos tutores, sem necessidade de castigos físicos.

Vamos repetir: os castigos físicos podem levar à submissão e subordinação, mas estas condutas sempre vêm associadas ao medo e à raiva, que não são bons elementos para nenhum tipo de aprendizado.

Os enforcadores e acessórios semelhantes muitas vezes são empregados também para mostrar, aos demais transeuntes, que o cachorro é bravo, agressivo, uma verdadeira “máquina de matar”.

Mas eles não são nada disso: os comportamentos inadequados são sempre gerados por tutores negligentes, incompetentes ou que pretendem usar os peludos para demonstrar características próprias de beligerância e agressividade.

Vale lembrar que, nos desenhos animados, as coleiras pontiagudas (que podem inclusive causar acidentes) sempre são usadas por animais violentos – e o escolhido quase sempre é um buldogue inglês, que já foi muito violento, mas hoje é conhecido por ser tranquilo, pacato e bonachão.

15. Esfregar o nariz do cachorro

Esta é uma forma de aprendizado transmitida de geração em geração: quando o cachorro (quase sempre filhote) faz xixi e cocô no lugar errado, deve-se esfregar o focinho na sujeira e arrastá-lo para o lugar “certo”.

O ato é bastante comum, mas basta parar um momento para refletir que se chega facilmente à conclusão de que esta é uma forma de tortura. Os cães aprendem quando são incentivados com prêmios, afagos e palavras de incentivo. Do contrário, por medo, eles apenas reprimem determinados comportamentos.

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Alguns cachorros que tiveram o focinho esfregado nas necessidades fisiológicas algumas vezes chegam a engolir os próprios dejetos, para “eliminar as provas do crime”. Eles não entendem exatamente o que está errado e, por isso, passam a acreditar que o xixi e o cocô são ruins – não o local em que foram depositados.

No processo de aprendizado, os tutores precisam ter sempre em mente que há espaço para erros e acertos. Os filhotes podem ainda não ter controle total sobre os esfíncteres, enquanto os adultos podem ainda não saber o “lugar certo” – e, muitas vezes, não conseguem segurar o xixi por medo ou alegria.

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