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Cachorro albino faz sucesso depois de ter sido rejeitado

Um dachshund albino, rejeitado pela ausência de cores, faz sucesso e está vivendo uma boa vida. 

Duke é um adorável dachshund – o popular cachorro salsicha – que lutou muito tempo para encontrar um lar. Tudo porque Duke é albino, uma condição genética rara na qual o organismo não produz melanina (ou produz pouco). Em função da pele e dos pelos totalmente brancos, Duke foi rejeitado, mas agora ele tem uma boa vida e faz muito sucesso. 

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A página de Duke no Instagram é seguida por milhares de pessoas e coleciona dezenas de postagens. Nas páginas das redes sociais, Duke se apresenta como “apenas um salsicha albino espalhando amor por toda a parte. Amo minha família, amigos, brinquedos, arranhar coisas e comer cenouras”. 

Duke, o albino 

O albinismo é uma condição rara e hereditária, que pode ocorrer em diversas espécies animais, de insetos a mamíferos. Ela é provocada por uma mutação genética que afeta a produção de melanina e compromete a pigmentação (e também a proteção contra a radiação solar). 

Independente da raça, os cães albinos se caracterizam pela pele branca ou levemente rosada, focinho, pálpebras e lábios despigmentados, olhos muito claros e pelagem branca. Os animais podem ser total ou apenas parcialmente despigmentados. 

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Duke pode ser descrito assim. O seu pelo é totalmente branco e as cores aparecem apenas nas unhas e no focinho rosados e nos olhos azul-claros. Ele é parcialmente surdo e cego e extremamente sensível à luz do Sol – ele precisa usar bloqueador solar mesmo em ambientes fechados. 

Este dachshund albino tem oito anos e foi abandonado ao nascer. Cães albinos não devem ser empregados em acasalamentos e, em caso de comercialização, o preço cai bastante, em função das necessidades especiais. Nada que justifique o abandono e a negligência, mas o tutor original não pensava assim. 

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Depois de um começo ruim, logo nos primeiros meses de vida, Duke foi adotado por Mercedes Andrade, uma contadora americana que mora em San Antonio, Texas. A tutora afirmou ao The Dodo, site especializado em histórias sobre animais de estimação, que “foi um caso de amor à primeira vista”. 

A contadora disse que, ao visitar o canil em que Duke foi abrigado, ela não pretendia adotar um cachorro. Ela pretendia apenas passar um dia com “animais fofinhos”. Mas o dachshund mexeu nos sentimentos de Mercedes. Quando ela foi informada de que pouca gente se interessava por Duke, por causa das limitações, ela tomou a decisão de levá-lo para casa imediatamente. 

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Mercedes sempre foi admiradora da raça, mas confessou à reportagem nunca ter visto um dachshund albino. Ela já conhecia cães negros, black and tan, bronze, azuis, de pelo longo e curto, liso e de arame, mas um animal totalmente branco a impressionou. 

A tutora conta que, por causa da aparência, Duke é parado por muitas pessoas quando sai para passear em praças e parques. A parafernália necessária para as caminhadas – Mercedes, ao sair de casa, precisa carregar protetor solar, viseira, capa e botas – também atrai a atenção. 

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Duke impressiona também pela sua capacidade de adaptação. O cachorro não ouve nem enxerga bem e, por isso, desenvolveu o olfato em grau elevado. Todos os cães são excelentes farejadores, mas o dachshund consegue identificar cheiros a longas distâncias. Nos passeios, ele encontra rastros de pessoas e animais com muita facilidade – é a brincadeira predileta. 

O peludo é totalmente cego do olho direito: com o esquerdo, consegue identificar apenas contornos, de acordo com avaliações médicas. Com relação à audição, ele não capta sons graves, mas identifica os agudos, como um assobio. Tudo isso dificultou o aprendizado, mas tornou o adestramento ainda mais fascinante. 

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Duke também sofre de cardiomiopatia dilatada, uma doença cardíaca crônica que ocorre quando o músculo do coração se enfraquece, prejudicando o processo de contração. A enfermidade causa fraqueza, pouca resistência física e fôlego curto. Curiosamente, a cardiomiopatia dilatada é mais frequente em cães de grande porte, como dobermans e boxers. 

O cachorro é muito amoroso, gosta de brincar de esconde-esconde e de se fantasiar – pelo menos, é o que garante a tutora (talvez ele apenas tenha se acostumado a usar acessórios para enfrentar a luz solar). Duke é muito apegado à irmã mais velha, Dior, uma dachshund black and tan. Ele segue a cachorrinha por toda a parte. 

Mercedes finaliza: “Você não pode deixar de notar que Duke é deslumbrante. Além disso, ele nos escolheu para ser a sua família – e não o contrário. Ele sabia que estaria em um lar seguro e feliz aqui”. 

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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