10 coisas que o seu cão gostaria que você soubesse

Seu cão é um grande amigo que quer ver você sempre feliz. Veja dez coisas que ele gostaria que você soubesse.

Os cães são os melhores amigos do homem (e das mulheres também). Isto pode parecer um clichê, mas, na verdade, é um fato real. Eles estão sempre à disposição para apoiar, ajudar ou apenas dar “apoio moral”. É como se eles nos conhecessem de longa data e conseguissem penetrar nos nossos segredos e mistérios mais íntimos.

Mas não pense que eles são seres submissos. Eles são leais e estão sempre disponíveis, mas também têm interesses próprios e ficariam mais felizes se você observasse estas vontades e necessidades. Se eles falassem é muito provável que eles diriam as dez coisas seguintes. Com certeza, eles gostariam que você soubesse destas verdades.

Apesar da parceria prazerosa e proveitosa, humanos e caninos falam línguas diferentes. Muita gente gosta de conversar com os seus pets – e não há nada de errado nisto: pelo contrário, é uma excelente forma de interação –, mas os ruídos na comunicação são inevitáveis. Por isto, nós traduzimos dez coisas que, acreditamos, o seu cão gostaria que você soubesse.

10 coisas que o seu cão gostaria que você soubesse

01. Eu sei como você se sente.

Os cães são parceiros excelentes para identificar alterações de humor. De alguma forma, eles percebem quando nós estamos tristes, ansiosos, desanimados. Nossos pets podem não saber exatamente os motivos, mas sabem que a nossa vibração está diferente.

“Eu sei como você se sente”, é o que eles parecem dizer das mais diferentes maneiras. Alguns se tornam mais agitados quando estamos amuados ou preocupados. Ouros partem para os agrados, que podem ser efusivos ou tranquilos. Outros simplesmente pulam no nosso colo e fazem companhia.

02. Eu tenho “claustrofobia”.

Alguns cães se tornam destrutivos ou hiperativos quando são deixados sozinhos por longos períodos, sem nada interessante para fazer. Mas, quem não ficaria? Principalmente se não fizesse a mínima ideia dos motivos que determinaram o isolamento, o abandono.

Os cachorros precisam aprender que os tutores vão e voltam. Isto faz parte do amadurecimento emocional. Mas deixá-los sozinhos durante um dia inteiro (ou um período, ou um par de horas) pode ser uma experiência traumatizante.

Quando você for sair, providencie alguns brinquedos para o seu cão se distrair (alguns brinquedos “inteligentes” escondem ração em compartimentos – e o pet tem de encontrá-la). Deixe água e comida em um local familiar e, se possível, bloqueie o acesso a locais problemáticos (janelas de onde ele pode ver a rua, por exemplo). E mostre que está feliz na volta.

03. Eu gosto de coisas novas.

Cães gostam de uma rotina estabelecida, para se sentirem seguros. Por outro lado, eles adoram surpresas. Por isto, eles se sentem satisfeitos quando os horários são respeitados, a água e a ração “surgem” sempre na hora certa, os passeios e brincadeiras acontecem como está previsto.

Mas rotina não significa agenda fechada. Sempre é possível alterar o planejamento do dia. Nós gostamos de ficar um pouco mais na cama em um dia frio, ou de ficar em casa em uma noite chuvosa, saboreando uma taça de vinho ou uma caneca de chocolate quente.

Nem sempre podemos, mas os cães podem: eles ainda não desenvolveram as nossas “obrigações diárias”. Eles gostam de passeios improvisados – não pense que, por causa da mudança de rota, eles podem ficar incomodados. Certamente, eles irão explorar o caminho novo – com os olhos, o nariz, as patas, mas eles são apaixonados por descobrir coisas novas.

Experimente um brinquedo novo, um exercício diferente de adestramento, a alteração da caminha ou da casinha (faça isto na presença do seu cão). Eles adoram descobrir coisas novas, mesmo que façam pequenas alterações na nossa organização. Lembre-se: mudanças na rotina previnem as demências. Por isto, mudar é bom para nós também.

04. Eu não tenho memória igual à sua.

Não adianta pensar em castigar o seu cão por algo que ele tenha feito algumas horas antes. Eles simplesmente não se lembram do momento em que cometeram uma malfeitoria. Se for preciso adverti-lo, é preciso que seja na hora do “delito”. Minutos depois, ele já esqueceu: está usando a memória para coisas novas e estranhas que possam estar surgindo.

Estas “coisas novas” podem ser uma borboleta voando, uma rajada de vento, a campainha tocando. Os cães estão sempre alerta – é o que diz o ditado. E, entre as muitas funções que desempenham – eles são multitarefa –, está a de vigiar a casa. Não importa o tamanho? De um pinscher a um bloodhound, todos fazem a segurança do patrimônio.

05. “Me no parla português”.

Como já foi dito, cães não falam português (nem inglês, nem japonês, nem qualquer outra língua humana). Eles conseguem entender algumas palavras e também aprendem diversos tipos de vocalização dos latidos, uma para cada situação específica.

O que os cães entendem mesmo é a nossa intenção quando falamos com eles. Desta forma, não adianta dar bronca com a voz em tom normal, nem propor uma brincadeira aos berros. Eles observam a nossa voz e a nossa expressão fisionômica; disto, eles concluem qual é a nossa disposição.

Além disto, os cães não dão a mesma importância para as coisas. Quebrar um copo de massa de tomate ou um vaso Ming são situações idênticas para eles. Evidentemente, eles precisam ser orientados quando fizerem qualquer coisa fora das regras da casa. Mas tenha em mente que boa parte destas regras é absolutamente ininteligível para eles, que obedecem apenas porque gostam de nos deixar satisfeitos.

06. Mas eu entendo o seu tom de voz.

O tom de voz é fundamental para o relacionamento entre humanos e caninos. Algumas pessoas afirmam que os cães são animais racionais e sem sentimentos, mas definitivamente não é assim. O próprio conceito de “animal irracional” já está sendo revisto pelos especialistas.

Os cães sabem diferenciar muito bem o que você está dizendo. Esta interpretação depende do tom de voz que você adota e também do sexto sentido (que eles parecem ter), que lhes permite “ler” o nosso estado de espírito. Experimente falar com eles sempre com um tom amoroso.

As exceções, é claro, ficam para os momentos das broncas. Nos exercícios de adestramento, nas caminhadas e sempre que você for dar ordens, lembre-se de que os cães são naturalmente travessos, estão sempre procurando oportunidades para se rebelar e assumir a liderança da matilha. Nestes momentos, a segurança e firmeza da voz são fundamentais para que eles possam aprender.

Lembre-se também de não traduzir as suas frustrações e raivas na comunicação com o seu pet. Elas podem ser fundamentadas – você pode estar coberto de razão – mas o cachorrinho não tem nada a ver com isto. Descontar o mau humor em uma bronca desnecessária só servirá para confundi-lo: ele não saberá como agir, e isto gera muita ansiedade.

07. Eu não sou bebê.

Muitas pessoas, especialmente as que preferem os cães de pequeno porte, adoram adotar um maltês, um pinscher ou um yorkshire, para transformá-lo em um bebê: carregam o pet no colo, dirigem-se a ele com tatibitate (sempre ceceando), permitem alguns pecadilhos.

Isto apenas confunde o cãozinho, que pode, por exemplo, transformar-se em um pequeno tirano. Se ele pode fazer algumas transgressões, naturalmente entenderá que pode fazer TODAS as transgressões. Corrigir maus hábitos é sempre mais difícil que preveni-los.

Você sabia que a raça yorkshire terrier (terriers são os cães desenvolvidos para a caça) foi criada para caçar ratos nas minas inglesas de carvão? Esta seleção obteve animais corajosos, persistentes e enérgicos. Eles também são territorialistas e teimosos. Imagine carregar um caçador no colo o tempo todo. Não faz sentido, não é? Pois é.

08. A minha vida é curta.

Quando você decide adotar um cão, grande ou pequeno, de raça ou vira-lata, tenha em mente que, muito provavelmente, ele irá morrer antes de você. Mesmo com todos os avanços da medicina veterinária, os cachorros vivem em média 14 anos, com alguns longevos atingindo os 19 ou 20 anos.

Não é por isto, no entanto, que você precisa sofrer antecipadamente. Transforme a vida do seu cãozinho em um conjunto de episódios de muita qualidade: brincadeiras, passeios, boa alimentação, acompanhamento veterinário, adestramento adequado. Ele pode viver menos, mas depende de você que ele viva bem.

09. Você gosta de passear e se divertir? Eu também!

Como já foi dito, os cães não gostam de ficar sozinhos por muito tempo. Ninguém gosta, aliás: ser esquecido ou abandonado gera sentimentos ruins, mesmo que haja bons motivos para isto. Eles podem se tornar destrutivos, hiperativos, agressivos, ou, por outro lado, preferir sempre o isolamento, recusando-se a socializar com humanos e outros cães.

Mesmo com a correria do dia a dia, é necessário encontrar momentos para partilhar com os nossos pets. Quem sai de casa às 7h e só volta depois das 23h, por mais que goste de cachorros, precisa repensar a ideia da adoção de um pet.

Os gatos ficam bem quando deixados sozinhos por longas horas (não tantas como no exemplo), mas, se você não tem tempo e as folgas são ocupadas pela faxina da casa, lavagem de roupas e outras tarefas domésticas, é melhor comprar um bicho de pelúcia. Cães são seres vivos e têm direitos, que devem ser respeitados sempre.

10. Você não é meu dono.

Por fim, talvez esta seja a regra que muitos tutores de cães não entendem. Repetindo: cães são seres vivos, não são objetos. Por isto, não podem ser visto como algo que pode ser trocado, abandonado, jogado no lixo quando perde a serventia.

No Brasil, existem 30 milhões de animais abandonados. A legislação sobre a posse responsável é frágil e omissa. Mas, além do abandono pelas ruas e estradas do país, muita gente abandona os seus cães dentro da própria casa: mantêm-nos presos em quintais, não cuidam, não brincam, não dão amor. A legislação do país pode ser fraca, mas as leis do universo estão atentas.

Pense nisto quando for adotar um cachorro. Com certeza, ele proporcionará centenas ou milhares de horas divertidas e prazerosas a você e à sua família, em troca apenas de alimento, cuidados e afeto. Este é um relacionamento de mão dupla.

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