10 coisas que os cachorros odeiam

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Convivência gera atritos. Descubra dez coisas que os cachorros odeiam.

Vida em família não é nada fácil. Cada membro tem os seus gostos e vontades e chegar a um acordo é uma tarefa complicada. Com os pets, que convivem conosco há milhares de anos, não é diferente: existem coisas que os cachorros odeiam (e outras que eles adoram).

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Alguns hábitos são devidos à idade. Os filhotes, por exemplo, são extremamente curiosos e odeiam ficar confinados em lugares pequenos. Outros têm a ver com a raça: os buldogues odeiam ser interrompidos na tarefa mais importante do ano: tirar uma soneca.

Algumas coisas, no entanto, são comuns a todos os peludos. Todos eles odeiam, por exemplo, ficar sozinhos. Por outro lados, os cachorros adoram a companhia da família humana — não a trocariam por nada neste mundo.

O que mais os cachorros odeiam? Continue lendo para descobrir. Isto é útil inclusive naqueles momentos em que cruzamos com um cão bravos e não sabemos exatamente como agir.

Coisas que os cachorros odeiam

1) Os cachorros odeiam ser encarados.

O olhar fixo frente a frente é considerado um desafio no mundo animal. Principalmente entre os territorialistas, quando dois animais se cruzam na mesma região, a briga ė certa. Mas, antes de brigar, eles se encaram por alguns instantes. É como se o “dono do pedaço” estivesse dizendo: “você está invadindo minhas terras”, enquanto o desafiante responde: “sou mais forte e vou ficar por aqui”.

Entre os cachorros, o olhar fixo tem outras conotações. Os caes são animais gregários e o bando possui uma hierarquia sofisticada. O olhar do líder do grupo pode significar:

– fora daqui!
– ainda não chegou a sua vez de comer;
– você não tem autorização para namorar;
– volte para o seu posto de vigia.

Na mata, toda uma linguagem corporal é empregada para acatar as ordens: o rabo entre as pernas, o quadril encurvado, orelhas baixas e desvio dos olhos indicam que o animal entendeu a ordem é pretende se submeter a ela.

Em casa, o tutor é entendido como o chefe da matilha e, na maioria das famílias, os membros humanos são superiores hierarquicamente aos pets.

Por isto, ser encarado com insistência é sinal de que alguma coisa está muito errada. Provavelmente, é uma bronca e, mesmo que o pet não se lembre do que fez, ele sabe que foi pego “em flagrante delito”.

O desvio do olhar significa que ele entendeu a mensagem, mas não que ele esteja confortável com a situação. Ninguém gosta de ser advertido.

Mas, se você estiver caminhando na rua e deparar-se com um cão de grande porte, é melhor não encará-lo. O cachorrão pode até ser dócil, mas dificilmente aceitará que um estranho o encare. Apenas desvie o olhar e saia de perto.

2) Castigos e broncas

Imagine que uma criança de dois anos rasgou uma pipa cuidadosamente confeccionada pelos pais. Qual seria o melhor procedimento a ser tomado?

Em primeiro lugar, não dar pipas a crianças de dois anos. Elas não fazem ideia do que possa ser o objeto. Caso elas tenham estragado o brinquedo do irmãozinho, podem receber uma bronca simples – basicamente, um “não”, “não pode”, ao alcance do vocabulário da criança.

Os cachorros fazem coisas erradas e quase sempre sabem disso. Se o pet roubou uma roupa do varal, deu o bote em um petisco deixado ao alcance ou até mesmo latiu para um vizinho que estava passando pelo corredor, ele pode e deve receber uma bronca mas não altere o tom de voz nem fique remoendo q travessura.

Mas, se a roupa do varal foi arrancada horas antes e se o petisco não foi deixado fora da vista, não adianta chorar sobre o leite derramado. Na hora da bronca, o cachorro não se lembrará do malfeito, mas ficará angustiado por perceber o descontentamento do tutor.

Castigos são desnecessários. Atos físicos (maus tratos) de nada adiantam e podem ser classificados como crimes. Prender, isolar em um cômodo, impedir a entrada na sala ou na cozinha, são atitudes contraproducentes. Eles não entenderão, apenas ficarão com muita raiva.

Ensine os comandos básicos para os filhotes e exija obediência às regras da casa em todos os momentos. Os cachorros apreendem normas rapidamente, quase sem esforço. Se quiser ensinar truques e manobras mais sofisticadas, consulte um site especializado ou contrate um adestrador.

Não queira que eles ajam de acordo com o seu humor (às vezes pode, noutras vezes não). Cachorros não têm sensibilidade para entender ironias, expressões de duplo sentido, mudanças súbitas de regra.

Por isso, se o seu pet sempre subiu no sofá, ele continuará subindo. É provável que incorpore uma nova situação, mas dificilmente entenderá que o móvel acaba de ser limpo ou que um hóspede dormirá nele.

Lembre-se: cães não fazem birra, nem se vingam por terem sido deixados de lado. Isto não faz parte da natureza deles (crianças pequenas também não fazem birra, mas podem entender que têm direito a determinada coisa se “essa coisa” for oferecida sempre, sem demora.

Os cães simplesmente buscam satisfazer as suas necessidades e desejos (sim, eles também têm desejos) e, caso elas não sejam atendidas, buscarão formas de obter o que querem.

3) Beijos

Este é um ato comum entre humanos, que significa referência, amizade ou amor. Entre nós, os beijos já eram populares entre os gregos antigos e os soldados romanos costumavam de beijar quando voltavam de uma campanha vitoriosa, como uma forma de reconhecimento da bravura dos guerreiros.

Os cachorros, por outro lado, odeiam beijos. Existem vários motivos: o rosto dos pets é uma área extremamente sensível e um beijo pode causar desconforto. Além disso, o gesto mistura odores e, para os peludos, o faro é essencial, precisa ser preservado.

Outra razão é atávica: beijar significa aproximar a boca da face e, para os cachorros, é o mesmo gesto feito para abocanhar um petisco ou uma deliciosa iguaria encontrada dentro da lixeira.

Convenhamos que, para os pequenos, a aproximação de uma boca ao focinho deve trazer uma sensação desagradável: seria o prenúncio de uma mordida (não há como saber exatamente, porque eles não conseguem explicar a sensação; apenas demonstram descontentamento.

É difícil, por outro lado, que os tutores deixem de beijar os seus pets. Para nós, trata-se de uma demonstração de afeto pura e simples. Eles podem se acostumar; afinal, cachorros fazem de tudo para nos agradar. Mas, fique bem claro: eles odeiam.

Tente aproximar as bochechas inicialmente e permita que o cachorro vire a cabeça para cheirar o seu rosto. Caso ele demonstre interesse, o mais provável é que o aroma esteja agradável e, neste caso, você pode ganhar uma lambida — ou lambeijo.

4) Forçar a barra

Alguns amigos e parentes têm certeza de que os cachorros os adoram. Em qualquer situação. E eles chegam pegando no colo, agarrando as patas, fazendo carinhos desengonçados no pescoço ou nas orelhas.

Pode ter certeza de que os cachorros odeiam este tipo de intimidade. Em primeiro lugar, porque a pessoa em questão, para eles, é uma estranha, e estranhos devem ser mantidos a distância — nunca se sabe se eles não assaltarão o pacote de ração ou roubarão alguma coisa, um brinquedo, por exemplo.

Os cachorros mantêm o instinto de guarda e proteção. Do menor ao maior pet, eles entendem que precisam proteger a família — e uma visita espalhafatosa certamente é um risco em potencial.

Nunca force o cachorro a interagir com um estranho, criança ou adulto. Sabe aquelas mães que insistem para que o filho cante, declame ou dance? Pois é. O seu pet iria se sentir igual à criança exposta (muitas vezes, ao ridículo).

O mais provável é que eles deixarem o estranho circular pela casa. Afinal, você o deixou entrar. Mas não se sentirão confortáveis ao ver alguém mexendo nos objetos de decoração, afofando almofadas ou pegando o bebê da família no colo. “Para servir e proteger”, este é o lema.

5) Abraços demais

Abraços são sinais afetuosos, que indicam carinho e alegria por estar junto com alguém. Isto, no entanto, se restringe aos primatas, especialmente os antropóides (gorilas, chimpanzés & cia.). O ato remete aos cuidados com um bebê.

Imagine a situação: um chihuahua vê a aproximação de um gigante, com braços imensos que o arrebatam no ar e o apertam contra o peito. Definitivamente, está não é uma situação agradável.

Um abraço, aliás, é uma atitude desenhada para seres bípedes (ainda que imperfeitos, como os orangotangos). E não é um hábito das aves, uma vez que elas não possuem braços.

Lembre-se: na natureza, os raros abraços, entendidos como envolve os braços no pescoço do outro, acontece em em momentos tensos, nas brigas ou no bote final sobre a presa. E os cachorros — ou melhor, os lobos, seus ancestrais selvagens —, além de serem exímios predadores, são presas também (de leões e leopardos, por exemplo).

Um cachorro pode aceitar um abraço com o tempo, mas, inicialmente, eles odeiam isso. Se você quiser abraçar o seu pet, agache-se (ou sente-se em uma cadeira), para que ele perceba que não se trata de uma ameaça.

Com o tempo, os cachorros se acostumam com o gesto, mas isto não significa que eles gostam dele. É algo que eles fazem em prol da harmonia da família. Seja como for, nunca tente abraçar um cão desconhecido: mesmo as mordidas de pinschers e yorkshires podem ser bem doloridas.

6) Transformar-se em um bebê

É preciso que fique claro: cachorros não são bebês e odeiam ser tratados como pequenos seres humanos. Cães são cães, gente é gente, e cada um está no apogeu do seu desenvolvimento individual — cada um sabe “a dor e a delícia de ser o que é”.

Isto não significa que eles não gostem de mimos e agrados. Cães de algumas raças grandes, como dálmatas e boxers, adoram colo — mesmo que isto signifique apenas repousar a cabeça no colo do tutor.

Os nossos pets nos amam incondicionalmente, mas isto não significa que eles queiram estar o tempo todo ao nosso lado. Alguns são verdadeiros chicletes, mas a maioria gosta de explorar, brincar na grama, olhar pela janela, apenas ficar deitado em algum canto por um tempinho.

Tentar humanizar os cachorros pode trazer problemas sérios. Poodles e yorkies parecem perfeitos para ficar no colo, mas as raças foram desenvolvidas respectivamente para resgatar aves abatidas quando voavam sobre uma lagoa e caçar ratos em galerias minúsculas de minas de carvão.

Imagine ter índole de caçador e ser tratado sempre no colo: é irritante e auxilia a desenvolver problemas emocionais, como depressão e ansiedade. Ou pelo menos um mau humor que pode ser constante.

Se você quer um cachorro de colo, escolha um shih tzu ou um lhasa apso, que foram desenvolvidos como cães de companhia. Mesmo assim, eles vão quer escavar, correr, saltar, ser cães – com todo o direito de sê-lo.

7) Coleiras inadequadas

Existem centenas de coleiras e guias para os passeios com os cachorros. A maioria dos produtos atende às normas regulatórias — portanto, nem vamos falar dos itens em que “la garantía soy yo”.

O problema é que alguns acessórios são inadequados para o porte do cachorro. Outros são confeccionado em materiais que podem causar alergias, ou são simplesmente espalhafatosos demais, com muitas cores e formas para confundir os pets.

É importante lembrar que os passeios diários são fundamentais para a boa saúde e também para a socialização dos peludos. Contudo, os cachorros podem transferir o “ódio da coleira” para o “ódio pelo passeio”.

Se, a cada vez que fôssemos sair de casa, tivéssemos de carregar o equivalente a um terço do nosso peso corporal, certamente nós não identificaríamos a saída com algo prazeroso.

Você conhece o seu pet melhor do que ninguém e conhece as preferências. Verifique o melhor modelo para o porte, idade, raça e temperamento. Não faz sentido agregar desconforto a uma atividade lúdica.

Coleiras muito apertadas provocam a limitação dos movimentos e até dores. As folgadas demais facilitam as fugas e eventuais acidentes. Nem você nem seu pet ficarão relaxados e não poderão aproveitar o passeio.

8) Barulhos muito altos

Para que servem sons muito altos? Para alertar sobre algum perigo. Os cães ainda não possuem a nossa “sofisticação” para apreciar um “pancadão com o som no talo”.

Por que os cães têm medo de trovoadas? Porque eles são inteligentes e sabem que o barulho é acompanhado dos raios, que causam grandes estragos. Claro que eles não conseguem entender que casas e prédios são equipados com para-raios e, por isso, são seguros.

Nós criamos muitos barulhos artificiais: o ronco de motores e escapamentos, os caminhões de gás, os carros dos ovos e das pamonhas,o som do vizinho no último volume, que parece estar querendo derrubar a parede, e os odiados fogos de artifício.

Além do volume, estes sons assustam por serem repentinos (depois de muito ouvir o som do vizinho — ou do próprio tutor —, os cachorros acabam se acostumando). Os cães também conseguem captar frequências que, para nós, são ultrassônicas. Mesmo os apitos para cães podem ser desconfortáveis.

Em tempo: apesar de não gostarem de heavy metal (má notícia para os rockeiros), a maioria dos cães curte new age, reggae e música clássica — desde que não seja Tchaikovsky.

9) Cheiros fortes

O olfato dos cães é um verdadeiro prodígio. Imagine-se sendo capaz de sentir o cheiro de um arbusto, do inseto que passou pelo jardim, do cocô do passarinho que passou voando, do escapamento da moto do entregador, do caminhão de lixo.

Um cão sente tudo isso. As narinas sempre úmidas captam os odores que o vento traz. Cada uma delas é capaz de identificar cheiros diferentes de forma simultânea. 40% do volume cerebral dos cães são destinados a captar e identificar aromas e, claro, decidir o que fazer.

Os cachorros se orientam principalmente através do faro. É por isso que eles param em todas as árvores e postes no trajeto do passeio (e, se necessário, marcam o território mais uma vez, deixando algumas gotas de urina).

Quando dois cães se encontram, como eles se reconhecem? Exato, cheirando o traseiro um do outro. Além de identificar amigos, também recolhem informações importantes sobre as últimas refeições.

Por isso, os cachorros  odeiam cheiros fortes. Eles provavelmente fugirão do desinfetante, do detergente, do removedor, da sala recém-pintada e até do cocô do bebê depois da primeira papinha.

Nós usamos produtos de limpeza e higiene insuportavelmente fedidos para os cães, que certamente não entendem a nossa obsessão por eliminar os aromas naturais (como o chulé e o cecê).

Nossos perfumes são excelentes para nós, mas os nossos cães com certeza os exterminariam, se pudessem.

10) Falta de atividades

Sabe aquele dia frio e chuvoso em que não dá nem vontade de sair da cama? Ele não existe para os cachorros. Com certeza, eles gostam de alguns minutos a mais no quarto, ainda mais junto com o(s) tutor(es), mas a vida continua!

São vários os motivos das atividades físicas caninas:

– em qualquer idade elas ajudam a desenvolver os músculos, ossos, tendões e articulações de forma adequada;

– exercícios físicos fortalecem a capacidade vascular e cardiorrespiratória;

– as brincadeiras estimulam a curiosidade e a vontade de investigar;

– nos passeios diários, faça chuva faça sol, os cachorros aprendem a socializar com humanos e outros pets;

– as atividades compartilhadas fortalecem os vínculos emocionais entre tutores e cachorros.

Os cães sempre viveram em bando. Eles sabem conviver com iguais e precisam desta convivência. Junto aos humanos, eles entendem que todos — inclusive gatos e outros pets — formam uma só família, e a família precisa ser defendida.

Com a correria do dia a dia, no entanto, sobra pouco tempo para brincar com os cachorros. O trabalho e os estudos ocupam boa parte do dia e o cansaço físico reduz as possibilidades de interação.

No entanto, os cachorros odeiam ficar inativos. Caso você passe boa parte do dia fora de casa, deixe brinquedos e outros objetos para eles explorarem. Reserve uma peça de roupa para que eles podem sentir o cheirinho do tutor — de novo o olfato — de vez em quando.

Dedique 30 minutos do dia para os passeios e brincadeiras. Um cachorro ajustado e feliz é um parceiro ainda mais espetacular. Deixe que ele siga trilhas, encontre cheiros, “converse” com outros pets. Ele irá adorar você. Ainda mais!

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