06 dicas de como deixar a ração do cachorro mais saborosa

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A ração é o alimento ideal para os cães. Veja como deixar a ração do cachorro mais saborosa.

A boa nutrição dos cachorros é uma das preocupações dos tutores responsáveis. Garantir que os pets recebam todos os nutrientes para se desenvolver e manter a saúde é fundamental. Mas alguns peludos enjoam da ração, ou parecem dar preferência aos alimentos humanos. O que fazer para deixar a ração mais saborosa?

Alguns cachorros mais “enjoados” chegam a recusar a ração diária e podem passar dois ou três dias sem se alimentar. Em alguns casos, basta trocar o sabor – de carne bovina para frango, por exemplo – para garantir o retorno da saúde.

Três dias, aliás, é o prazo máximo para um cachorro ficar sem se alimentar (desde que seja um adulto saudável). Nos primeiros dias da recusa, ela provavelmente é devida à menor intensidade de exercícios (se o pet não gastou energia, ele não precisa repô-la) ou às eventuais chantagens que os cachorros sabem fazer com os tutores.

Com três dias de jejum, portanto, chega o momento de levar o cachorro para a clínica veterinária. Este prazo pode ser reduzido, se surgirem outros sinais, além da inapetência. Se o cão estiver apático, irritadiço ou com sintomas de desconforto abdominal, é preciso avaliar a condição imediatamente.

Como deixar a ração do cachorro mais saborosa?

Mas, mesmo assim, alguns pequenos truques podem deixar a ração mais saborosa, sem os inconvenientes da troca de produtos – parte dos pets apresenta distúrbios gastrointestinais quando os tutores mudam a marca.

As dicas para deixar a ração mais saborosa

Em primeiro lugar, sempre que for necessário trocar a marca da ração, é importante oferecer o novo alimento gradualmente. No primeiro dia, devem ser oferecidas quatro partes da ração antiga para uma parte da nova, reduzindo a proporção do “alimento velho” dia a dia, para evitar enjoos e diarreias.

Dar ração seca é a forma mais prática de alimentar os cachorros. O produto é mais barato, mais fácil de acondicionar e tem um prazo de validade mais dilatado. Além disso, a ração seca ajuda na higiene bucal dos peludos, desalojando sujeira e restos de alimentos.

01. Ração úmida

Apenas para variar o cardápio, pode ser oferecida ração úmida uma ou duas vezes por semana: uma ocasião especial para variar a rotina. As rações úmidas apresentam sabor e aroma mais intensos, o que estimula o apetite dos peludos.

A desvantagem é que a ração úmida é um pouco mais cara e as eventuais sobras precisam ser descartadas: o que o cachorro não comer em duas horas deve ir para o lixo, especialmente nos dias quentes, quando o alimento se estraga mais rapidamente.

Verifique no rótulo se o sachê de ração úmida é um alimento ou apenas um suplemento alimentar. Nestes casos, os produtos apenas fornecem uma quantidade maior de algum nutriente (como proteínas ou carboidratos) e não substituem uma refeição, mas podem ser usados para “temperar” a ração seca.

Os suplementos alimentares devem ser adotados apenas em situações específicas. Por exemplo, se um cachorro é atleta – isto significa que ele participa de treinos diários intensos, e não apenas que ele gosta de correr durante o passeio –, ele pode necessitar de mais proteínas, uma vez que o desgaste muscular é mais rápido e acentuado.

Filhotes, idosos e portadores de doenças crônicas também podem demandar alguns suplementos. Cães de grande porte, que apresentam desenvolvimento físico muito rápido, podem precisar de cálcio e fósforo na infância e adolescência.

Fora isso, rações úmidas de suplemento (a formulação é indicada nas embalagens) devem ser oferecidas apenas quando acrescentadas à ração (ou à alimentação caseira). De qualquer forma, eventualmente, misturar a ração úmida ao “prato feito” do dia a dia torna a refeição diferente e mais palatável para os peludos.

02. Água

Um truque bastante fácil para deixar a ração dos cachorros mais saborosa é usar o elemento vital: a água. Basta ferver e derramar a água quente sobre o alimento – que, evidentemente, precisa ser composto por grãos mais duros e firmes.

A alteração da consistência transforma a “ração nossa de cada dia” em um prato diferente. E, como a água demora para umedecer o alimento, os grãos passam a apresentar consistências diferentes: alguns ficam mais duros, “al dente”, enquanto outros amolecem mais rapidamente.

Deve-se usar apenas água pura, sem necessidade de adição de temperos, e ter cuidado para não oferecer o alimento muito quente. A desvantagem é que toda a ração amolece depois de algumas horas e pode ficar desagradável para os cachorros. As sobras devem ser jogadas no lixo – não há possibilidade de reaproveitamento.

Nos dias quentes, experimente oferecer legumes e frutas em cubos de gelo. Isto aumenta a hidratação dos cachorros e é uma tarefa divertida: eles passam alguns minutos entretidos em derreter o gelo e encontrar a recompensa, que pode tomar a forma de cubos de maçã, cenoura ou pera.

03. Ovo

É difícil encontrar um cachorro que não goste de ovos. Isto é muito bom, porque este é um dos alimentos mais completos que podemos oferecer para os peludos. Os ovos devem ser cozidos (cães não devem receber frituras).

Não é necessário acrescentar sal. Alguns cachorros podem desprezar a clara, devorando apenas a gema (que pode ser mole, mas não crua). Caso isso aconteça, provavelmente eles rejeitarão também a ração misturada à clara.

Para evitar o desperdício, pode-se triturar o ovo e misturar tudo com a ração seca. Os cães de médio e grande porte podem comer um ovo por dia, enquanto os pequenos podem receber a novidade a cada dois ou três dias – um chihuahua deve ganhar um quarto de ovo em dias alternados.

A casca dos ovos também pode ser aproveitada. Ela não altera o sabor, mas fornece uma dose extra de cálcio e potássio. É preciso, no entanto, verificar as condições de saúde, especialmente dos animais idosos, que podem ter problemas de calcificação.

04. Iogurte

É mais uma unanimidade entre os cães. O produto deve ser escolhido de acordo com as condições de saúde dos pets. Enquanto alguns se beneficiam com a dose extra de gordura, açúcar (lactose) e cálcio, outros podem exigir o iogurte desnatado, menos gorduroso e, portanto, sem afetar o peso dos cachorros.

Os tutores devem escolher iogurtes naturais, sem sabor nem adição de frutas (as frutas não são um problema, mas estes produtos costumam ser ricos em açúcar refinado, que é contraindicado para os cachorros). O iogurte pode ser integral, desnatado ou semidesnatado. Basta misturá-lo à ração e está pronta uma refeição diferente e saborosa.

Os grandões, como o dogue alemão e o São Bernardo, podem comer três colheres (sopa) de iogurte a cada refeição. A quantidade deve ser reduzida de acordo com o porte do cão – um pinscher miniatura precisa se contentar com uma colher de chá.

Misture bem o iogurte a ração, para evitar que o cachorro apenas lamba a parte líquida e despreze o restante do prato. O iogurte ajuda a regularizar o intestino, mas é contraindicado para cães que têm problemas de diarreias frequentes.

05. Ervas

Algumas ervas melhoram o sabor da ração e, apesar da pequena quantidade, fornecem alguns nutrientes importantes. Basta salpicar a tigela de ração com orégano (rico em antioxidantes), hortelã e erva-doce (dois excelentes digestivos) ou alecrim (fonte de ferro e fibras).

A maneira mais fácil é usar ervas secas, compradas em supermercados. Se preferir usar folhas frescas, não se esqueça de lavá-las em água corrente e secá-las antes de triturar e misturar à ração. Meia colher de café é suficiente – caso o prato fique muito aromático, ele será rejeitado pelos peludos.

Evite oferecer alho ou cebola picada. Os dois bulbos são ricos em alicina, substância associada a alguns tipos de anemia canos cães. Poejo, losna, casca de salgueiro-branco, confrei e éfedra, apesar de estarem entre as novidades culinárias, aceleram o trânsito intestinal e podem causar diarreia.

Fique atento, porque alguns cães podem apresentar reações alérgicas a ervas (normalmente leves). Olhos e nariz com secreções, espirros, coceira (principalmente no focinho) e inchaços abdominais são sinais de que as ervas não são indicadas para o peludo.

06. Vegetais

Mas existem maneiras mais simples de tornar a ração mais saborosa e atraente. A simples oferta de alguns vegetais triturados sobre o alimento já desperta o apetite dos cães. É possível oferecer batata, cenoura, beterraba ou abobrinha ralada para dar um ar diferente às refeições.

Vale lembrar que os vegetais indicados são ricos em carboidratos (no caso da batata, cenoura e beterraba, aumenta-se consideravelmente a oferta de açúcares). Portanto, é preciso reduzir a quantidade de ração proporcionalmente, para não haver problemas com ganho de peso.

Por outro lado, é importante considerar que o açúcar presente nos vegetais (folhas, frutas, raízes, etc.) é mais complexo do que o produto que usamos nas nossas receitas. Ele é absorvido lentamente pelo organismo canino, transformando-se em uma fonte mais duradoira de energia: os pets ficam ativos e brincalhões por mais tempo entre uma refeição e outra.

Além de ficar mais saborosa, a ração também se torna mais nutritiva. Os tutores podem identificar os legumes e frutas de que o cachorro mais gosta: quanto mais variedade, maior a adição de vitaminas e minerais nas refeições.

As texturas também fazem uma brincadeira divertida. Os vegetais podem ser cozidos até desmancharem na água ou oferecidos em cubos mais duros, de acordo com a preferência dos cães – alguns gostam de roer e morder.

Os legumes menos cozidos são boas fontes de fibras e isto ajuda aumentando o volume e a consistência das fezes. Os cachorros normalmente apresentam fezes secas, mas uma consistência mais pastosa facilita o trânsito intestinal. É preciso, contudo, verificar que os vegetais não estão provocando diarreias.

07. Novos aromas

Outra opção é alterar o cheiro da ração. O mesmo produto ganha uma “cara nova” com um simples odor diferente. Pode-se conseguir isso deixando um pedaço pequeno de carne seca no pote do alimento. O truque não altera a composição da ração e pode ser usado o pedaço mais gorduroso.

O sabor não será alterado, mas o cheiro ficará mais convidativo. Cães investigam o ambiente principalmente através do olfato. Por isso, eles ficarão curiosos com os novos “rastros” que se desprendem da tigela.

A carne seca pode ser substituída por bacon ou embutidos (inclusive as películas que não usamos em nossos sanduíches), garantindo um cheiro de novidade. Lembre-se de substituir o sachê a cada três dias.

Lembre-se de que, em alguns casos, a ração pode perder o sabor, o aroma e a textura, tornando-se desagradável para os cachorros. Mantenha o alimento em potes limpos e hermeticamente fechados, guardados em local seco, escuro e em temperatura ambiente.

08. Molhos especiais

A ração de transforma em um prato de festa com a simples adoção de um molho. A receita é simples e garante uma ração hidratada, aromática e com novos sabores. Os molhos podem ser feitos com legumes e carnes, de acordo com as preferências dos pets.

Não é preciso comprar produtos especiais para os cachorros. Os molhos podem ser preparados com cascas, retalhos de carnes não aproveitados, ossos, etc. Basta fervê-los até que se dissolvam. Experimente fazer os molhos em diversas texturas e observe quais são as que os cães apreciam.

No preparo, não use sal, temperos nem óleos vegetais. Basta ferver em água e despejar o molho sobre a ração. Assim como nós, os cães precisam do sódio presente no sal de cozinha, mas o excesso provoca retenção de líquidos e prejudica a saúde.

Alho e cebola são prejudiciais ao organismo canino e os condimentos, como especiarias e pimentas, podem exercer o efeito inverso ao pretendido: os peludos ficarão longe da ração. Os sabores picantes agem como repelentes para os cachorros.

Por outro lado, os retalhos gordurosos, peles, talos e folhas desprezadas são muito nutritivos, saborosos e aromáticos. Eles podem ser usados inclusive na alimentação humana (um simples arroz se torna um prato especial quando cozido com talos de couve ou cascas de cenoura, por exemplo).

É importante lavar muito bem os restos vegetais. De preferência, eles devem ficar de molho por alguns minutos em uma solução de hipoclorito de sódio (duas colheres de sopa por litro de água) e enxaguados em água corrente, para eliminar traços de agrotóxicos e outros defensivos agrícolas.

Cachorro enjoa da ração?

Em alguns casos, isso pode acontecer. Quase sempre, porém, ele sabe que existem outras opções, como os petiscos e os pedaços de lanches oferecidos pelos tutores durante o dia. Se os cães se acostumarem a receber guloseimas ao longo do dia, eles poderão rejeitar a ração, por achá-la insípida e sem graça.

Enjoar da ração é uma situação rara, porque os cachorros apresentam menos papilas gustativas do que os humanos (até cinco vezes menos) e isto torna o paladar muito menos seletivo. Eles podem receber o mesmo tipo de alimento todos os dias, sem que isso se torne entediante.

Alguns cães, no entanto, são realmente mais exigentes quando o assunto é refeição. Eles podem rejeitar algumas formulações, mas esta reação está bem mais relacionada ao tato (a textura do alimento) e ao paladar (o aroma) do que ao sabor.

No dia a dia

Nenhum peludo gosta de comer grãos moles, ressecados ou umedecidos – muito menos, embolorados ou roídos por insetos. Além disso, a ração mal estocada se degrada e perde substâncias importantes, que ficam oxidadas.

Além do gosto ruim (ou apenas diferente), nestas condições, a ração deixa de cumprir a função principal, que é garantir a nutrição, o bom desenvolvimento físico e a preservação da saúde dos pets.

Escolha o recipiente adequado para servir a ração. Alguns cães podem se recusar a comer simplesmente porque a tigela é funda (ou rasa) demais, ou porque o local escolhido é muito movimentado, iluminado ou escuro.

Cães de grande porte podem se sentir desconfortáveis ao terem de se alimentar em tigelas muito baixas – neste caso, basta providenciar um suporte. Os pequenos podem concluir que o esforço para atingir o alimento é muito grande.

Por fim, os orelhudos, como basset hounds e cocker spaniels, podem se sujar demais ao “mergulharem” as orelhas no prato de comida. É possível prender as orelhas para trás na hora da refeição e, depois que o cão estiver alimentado, o tutor deve inspecionar a pelagem, em busca de sujeiras e restos de comida.

Nos dias mais quentes, os cachorros podem rejeitar a ração – e a recusa não está relacionada ao sabor nem ao aroma. Com as temperaturas elevadas, a atividade física é reduzida e a necessidade de alimento se torna menor. Algumas raças caninas são mais suscetíveis ao calor, como o husky siberiano e o weimaraner.

Não forneça outros alimentos além da ração para o seu cachorro. Produtos de qualidade são formulados com todos os nutrientes para os pets. Uma das principais razões para a recusa de comida são os “lanches” extras oferecidos durante o dia.

Não ofereça alimento humano e seja moderado com os petiscos, que devem ser reservados para o período de adestramento e para ocasiões especiais, que merecem um agrado. De preferência, ofereça quitutes naturais, como palitos de cenoura ou maçã em cubos.

Sempre converse com o veterinário sobre a nutrição canina. Nas consultas regulares, o especialista avalia as condições dos pets e pode sugerir alterações e suplementos, caso seja necessário para a manutenção da saúde.

O cachorro pode recusar o alimento não apenas por ser “enjoado”, mas por estar sentindo algum desconforto. Os cães são muito resistentes e demoram a exibir sintomas mais evidentes quando ficam doentes. Se o peludo não estiver se alimentando de forma adequada, verifique se não há nada errado com a saúde.

Se quiser substituir a ração por comida caseira, o médico também deve ser consultado. Os cães precisam receber refeições balanceadas e completas, assim como nós. O veterinário pode sugerir os ingredientes adequados e as trocas que podem ser feitas para tornar os pratos mais atraentes para os peludos.