Fatos quase desconhecidos sobre as patas dos cachorros

O quinto dedo, conhecido como polegar canino, merece atenção. Confira algumas dicas.

O quinto dedo, ou ergot, presente nas patas dianteiras dos cachorros (e também da maioria dos mamíferos, aves e répteis) cresce normalmente na parte mais alta das patas dos digitígrados, animais que andam sem apoiar a planta do pé no solo (como gatos e cães). O órgão é considerado um vestígio dos polegares.

Muitos veterinários afirmam que os quintos dedos dos cachorros devem ser removidos e o melhor momento para isto é quando ainda são filhotes, ainda na primeira semana de vida.

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Existem debates acadêmicos, mas a principal defesa para a microcirurgia é que eles não apresentam nenhuma funcionalidade e podem causar problemas mais sérios, com o desenvolvimento do animal. De acordo com alguns estudiosos, os quintos dedos das patas dianteiras auxiliam os cães e segurar ossos e brinquedos. Mas eles não têm utilidade para a escavação (um ato instintivo dos cachorros).

 A retirada do quinto dedo

Quase todos os cães nascem com quintos dedos nas patas dianteiras (mais raramente, eles se desenvolvem também nas traseiras, mas a estrutura anatômica deste é menos aparente). Os dianteiros são semelhantes a um esporão dotado de unha. Eles não têm função, mas o cachorro pode se machucar em tapetes, cercas, etc., e isto pode levar a um sangramento.

Em alguns casos, uma das unhas pode crescer de forma anômala (para dentro), ferindo o animal e prejudicando o seu livre movimento. Como estas unhas não se desgastam no atrito com o solo, elas crescem indefinidamente. A cirurgia é simples (não dura mais de 30 minutos) e quase nunca exige internação por mais de três horas.

quinto dedo canino

Há poucos riscos na retirada do quinto dedo, mas, como todo procedimento cirúrgico, exige alguns cuidados. O veterinário deve se preocupar principalmente com sangramentos e infecções. Em casa, os curativos devem ser trocados de dois em dois dias. Diariamente, o proprietário do animal deve inspecionar o corte; em caso de inchaço, vermelhidão ou dor, é preciso consultar o médico.

 As exceções

Cães cujas raças foram desenvolvidas em regiões montanhosas não devem ter os quintos dedos extraídos. É o caso, por exemplo, do são bernardo, do cão dos Pireneus, do bernês boiadeiro, do mastiff espanhol, do briard, do beauceron, do pastor da Ásia Central e outros menos conhecidos no Brasil.

Estes animais trabalham em áreas irregulares (alguns deles ainda são empregados em buscas e resgates de acidentados) e os ergots (algumas vezes duplos) são utilizados em montanhas nevadas, par facilitar a escalada. De acordo com a Federação Cinológica Brasileira, a remoção ou ausência dos quintos dedos, nestas raças, é uma falta desqualificante em exposições oficiais.

Esta regra não se aplica aos cães de trabalho da Rússia, Escandinávia, Canadá e Ártico, como os huskies siberianos, malamutes e terras novas. Estas raças desenvolveram patas bastante robustas, cuja função é ajudá-los a caminhar na neve.

Mais curiosidades sobre patas

O esqueleto de um cachorro é formado por 319 ossos, sete deles localizados nas pernas e patas dianteiras e oito nas traseiras, que também são dotadas de ligamentos, tecido conjuntivo, pele, pelos, tendões e irrigação sanguínea.

As patas são formadas por almofadas digitais (que ajudam a proteger os ossos e as articulações e funcionam como “amortecedores” nos saltos e brincadeiras), almofadas do carpo (que impedem o animal de escorregar em ladeiras muito íngremes) e almofadas do metacarpo (que garantem o equilíbrio dos animais em passeios e corridas).

Todas estas estruturas são forradas por grossas camadas de gordura, que protegem os cães do frio intenso. Elas funcionam como uma espécie de botas. Cientistas acreditam, por este motivo, que os cachorros foram domesticados em regiões frias, para só mais tarde serem levados a climas tropicais e áridos. Eles estão adaptados, no entanto, a viver em todas as latitudes.

As almofadas são mais finas nos cães de apartamento, que dificilmente deixam a casa. Nos animais que vivem ou brincam em quintais, elas se tornam mais grossas, para proteger as patas de acidentes em pisos ásperos. Em qualquer caso, no entanto, elas também apresentam sensores táteis, que permitem aos cachorros literalmente “saberem onde estão pisando”.

Nos dias quentes, por outro lado, as glândulas sudoríparas, que se situam na pele entre as almofadas, entram em ação, ajudando a refrigerar o corpo. É comum encontrar cachorros com mãos suadas. Mas o suor também pode ser provocado por estresse, maus tratos e alguns problemas de saúde.

Os ossos das pernas e patas dos cachorros são muito importantes para a saúde geral dos animais. Quando estão andando, os caninos apoiam todo o peso do corpo sobre as extremidades das patas, sem tocar os calcanhares no chão.

Os terras novas são a raça que apresenta os maiores dedos entre os caninos (os retrievers do Labrador estão em segundo lugar). As duas raças têm os pés palmados, que ajuda bastante na hora de nadar. Outras raças palmípedes são o cão d’água de Portugal, spaniel do campo, Chesapeake bay e pelo de arame alemão.

Pés de gato, pés de lebre

Akitas, dobermanns, schnauzer gigante, terra nova, bull terrier, sheepdogs ingleses e pinschers desenvolveram os chamados pés de gato. Nestes cachorros, o terceiro conjunto digital foi encurtado, dando a aparência de uma pata felina. Eles usam menos energia para se levantar e isto aumenta a resistência dos animais.

Mas existem também pés mais alongados. samoieda, borzói e galgo quem os dedos internos mais compridos que os demais – isto constitui o pé de lebre, que explica em parte a rapidez destes cachorros (o restante deve ser creditado ao treinamento).

Por fim, existe o chamado “pé frito”. Repare o odor das patas de seu cão: é possível sentir o cheiro de pipoca (ou, para alguns, de salgadinho de milho). Ele á causado por bactérias e fungos recolhidos pelo animal em suas andanças. O fato, porém, quase nunca provoca complicações de saúde.

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