Ivermectina para cachorro: para que serve e como usar?

O medicamento é usado para tratar verminoses. Conheça um pouco mais sobre a Ivermectina.

Invermectina para cachorro: A Ivermectina veterinária é um produto usado no tratamento da sarna (sarcóptica e demodécica) e no de verminoses intestinais e do verme do coração. O medicamento é eficaz na eliminação de vermes bastante frequentes nos cachorros, como Ancylostoma caninum, Trichuris vulpis e Toxocara canis.

O efeito básico da Ivermectina consiste na paralisia (e posterior morte) dos parasitas, cujos restos são eliminados naturalmente junto com as fezes. O medicamento também é indicado para o tratamento de verminoses que afetam os humanos.

Ivermectina para cachorro

A partir do diagnóstico, a Ivermectina para cachorro deve ser administrada de acordo com as determinações do veterinário. A posologia depende de uma série de fatores, que vão da intensidade da infecção até características dos animais, como peso, idade, porte, etc.

É muito importante que os tutores sigam as orientações médicas e não interrompam o tratamento. A população dos agentes etiológicos (causadores da doença) pode ser reduzida com as primeiras doses de Ivermectina, mas não totalmente exterminada. A medicação precisa ser ministrada até que os exames laboratoriais indiquem o fim da infestação.

As doenças

As verminoses intestinais são controladas através da vermifugação. Os parasitas podem ser transmitidos durante a gravidez, lactação e através do contato com fezes de outros animais contaminados, que ocorre comumente nas caminhadas diárias.

Os danos causados pelos vermes variam de acordo com o porte, idade, condições de saúde dos cachorros e intensidade das infestações. Os peludos podem experimentar desde um leve desconforto abdominal até casos severos de desnutrição, que podem inclusive levar à morte.

A primeira dose de vermífugo deve ser administrada entre os primeiros 15 a 30 dias de vida dos cachorros, reforçada por duas outras doses aplicadas com intervalos de 15 dias.

Ivermectina para cachorro

Estas três doses protegem os filhotes durante a fase da amamentação (caso a cadela esteja contaminada). Depois disso, os cãezinhos devem receber reforços a cada três meses, até completar um ano de idade.

A partir de então, os cachorros precisam ser vermifugados anualmente. Os tutores devem recorrer às orientações de um veterinário, já que os intervalos entre as doses de vermífugos podem ser mais espaçados ou aproximados de acordo com as condições: por exemplo, o ambiente em que os animais vivem.

Ancilostomose

O parasita Ancylostoma caninum se aloja no intestino delgado e se alimenta sugando o sangue dos cães. Ele pode infectar animais de todas as idades, sendo inclusive transmitido durante a gestação e parto, caso a mãe seja portadora.

Os cães muito jovens e os idosos são os que mais sofrem com os efeitos da ancilostomose, mas ela precisa ser combatida em qualquer condição. A transmissão ocorre através das fezes de animais contaminados.

Ao remexer no cocô alheio, os cachorros aspiram ou ingerem ovos do A. caninum, que podem permanecer viáveis por vários meses fora do intestino, especialmente em ambientes úmidos e quentes. Em alguns casos, formas larvares podem penetrar a pele dos cães.

Outras espécies do gênero podem parasitar também seres humanos, provocando ancilostomíase, popularmente conhecida como “amarelão”, mas o A. caninum especificamente é responsável por uma doença: o bicho geográfico.

Os sintomas mais comuns são:

  • cansaço frequente e desmotivado;
  • queda de pelos;
  • perda de apetite;
  • vômitos e diarreias;
  • tosse;
  • anemia.

O diagnóstico da ancilostomose é feito a partir da avaliação clínica, análise do histórico do cachorro e exames de fezes e de sangue. O tratamento é realizado com vermífugos específicos, como a Ivermectina, e deve ser seguido à risca pelos tutores.

Ivermectina para cachorro

Tricuríase

O agente etiológico da verminose é o Trichuris vulpis. A doença também pode acometer os gatos, mas provocada por outro verme do mesmo gênero: T. felis. Nos bichanos, a incidência é rara, mesmo porque eles raramente saem para a rua.

Em muitos casos, a infecção é assintomática, mas alguns cães podem apresentar uma fase aguda com diarreias sanguinolentas e inflamações no intestino grosso. Nestes casos, os cachorros parecem reagir ao problema, mas passam gradativamente a apresentar sintomas:

  • náuseas e vômitos;
  • perda de apetite e de peso;
  • desidratação e desnutrição;
  • diarreias, que podem ser acompanhadas de muco ou sangue;
  • cansaço e indiferença.

Outro verme do mesmo gênero, T. trichiura, acomete seres humanos, mas há casos registrados de infestação também pelo T. vulpis, verme normalmente associados aos cachorros. Os sintomas são semelhantes em humanos, cães e gatos.

A doença acomete animais de todas as idades e o verme se distribui geograficamente por boa parte do planeta, especialmente nas regiões tropicais. A infestação geralmente ocorre pela ingestão de ovos ou larvas do verme.

O diagnóstico é feito da mesma forma que o da ancilostomose. Os exames laboratoriais são importantes para confirmar o tipo de verme invasor, mas a Ivermectina também é capaz de neutralizar o T. vulpis.

Toxocaríase

A doença afeta cães, gatos e humanos. O Toxocara canis e o T. cati apresentam distribuição geográfica global e são muito comuns no Brasil. O contágio ocorre pelo contato com as fezes de animais contaminados.

Os vermes do gênero são transmitidos com muita facilidade. A mera manipulação das fezes pode causar a infecção, uma vez que as larvas podem penetrar a pele e migrar até o intestino dos hospedeiros.

O T. canis se fixa logo no início do jejuno. Os vermes adultos passam a sugar o quimo – o alimento processado e transformado pelo estômago – diretamente a partir do piloro, válvula que controla a passagem para o intestino.

Os vermes reduzem o teor líquido do quimo. Com isso, fica dificultada a absorção dos nutrientes e os cães infestados rapidamente exibem os sinais:

  • perda de peso;
  • falhas na pelagem;
  • pelagem opaca;
  • apatia.

Os vermes podem migrar para outros órgãos, como fígado, pulmões, sistema nervoso central e olhos. Nesta condição, o diagnóstico é de Larva migrans: os parasitas não completam o ciclo de desenvolvimento no corpo dos cães, mas podem permanecer ativos (na forma de larvas) por muitos meses.

A Larva migrans pode ser visceral (quanto atinge órgãos abdominais e torácicos) ou ocular. Os sintomas variam de acordo com os órgãos e tecidos atingidos, bem como com a resposta do sistema imunológico a estas desordens.

Os sinais mais comuns da Larva Migrans ocular são olhos vermelhos e inchados, às vezes com lesões esbranquiçadas. No caso de invasão de órgãos vitais, o diagnóstico depende de biópsias: um exame de fezes não é capaz de determinar o alcance da doença.

O tratamento consiste na aplicação de vermífugos no início da doença. A Ivermectina é capaz de exterminar o T. canis quando ele está alojado no intestino delgado, mas são necessárias outras intervenções médicas quando o verme se aloja em outros órgãos e tecidos. Nos casos severos, a infestação leva os cães à morte, por causa das disfunções orgânicas.

Verme do coração

A dirofilariose, nome técnico do verme do coração, é uma doença relativamente comum entre os cães (e mais rara entre os gatos). Ela tem distribuição mundial, mas é mais frequente em regiões tropicais litorâneas.

A doença é causada pelo verme Dirofilaria immitis, que é transmitido através de mosquitos hospedeiros (o mosquito não provoca a dirofilariose, mas pode levar ovos e formas larvais de um cão doente para outro saudável).

O verme do coração precisa ser diagnosticado e combatido com rapidez, para evitar danos maiores à saúde dos cães infectados. A Ivermectina é empregada no tratamento inicial, quando os vermes estão na circulação sanguínea.

O D. immitis, no entanto, pode migrar facilmente para os pulmões e o coração. A partir do momento em que ele chega aos órgãos torácicos, têm início prejuízos graves, que podem acarretar insuficiências cardiorrespiratórias fatais.

A doença leva cerca de seis meses antes que surjam as primeiras manifestações. Grande parte dos cães se revela assintomática até que o coração esteja seriamente comprometido e, nesses casos, o tratamento é apenas paliativo.

Os tutores devem ficar atentos para alguns sinais:

  • falta de apetite;
  • tosse;
  • apatia;
  • dificuldade para respirar;
  • alterações no ritmo cardíaco.

Em casos de verme do coração, a tosse é um indício de que os pulmões estão ficando comprometidos. Na maioria dos casos, ela é seguida pela dificuldade para respirar, como se os cães infestados estivessem perdendo o fôlego.

Os sintomas dependem também do número de vermes no organismo canino. Em autópsias, já foram encontrados 250 indivíduos no coração das vítimas. Nos casos graves, os cães podem perder a visão, apresentar distensão abdominal e lesões na pele.

A sarna

A Ivermectina também pode ser receitada pelo veterinário para o tratamento da sarna nos cachorros, em suas duas manifestações: demodécica e sarcóptica. Apenas esta última é transmissível para os humanos.

A sarna sarcóptica é transmitida pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que infesta as camadas superficiais da pele, provocando coceira intensa, descamação, formação de crostas e erupções avermelhadas. Ela também causa queda de pelos e muitas vezes é acompanhada por outras infecções: apenas o médico é capaz de fornecer um diagnóstico completo.

A sarna demodécica, também conhecida como sarna negra, é incurável e transmitida apenas verticalmente, das cadelas infectadas pelo ácaro Demodex canis para os filhotes. Ela pode se manifestar de duas formas:

• juvenil – ocorre apenas em filhotes com predisposição genética (herdada do pai ou da mãe). Ela se manifesta logo nos primeiros dias de vida;

• adulta – geralmente ocorre entre cães idosos ou negligenciados. A sarna de manifesta como resultado da queda da eficiência do sistema imunológico.

A sarna demodécica pode ser localizada ou generalizada. O primeiro caso é mais frequente entre os filhotes de até um ano de idade. A doença se manifesta através de pequenas lesões em áreas distintas do corpo – especialmente nas pálpebras, lábios e cantos da boca. Raramente são vistas lesões no tronco e nos membros.

A sarna demodécica generalizada é considerada um estágio avançado da doença. As lesões, pústulas e ulcerações se espalham pelo corpo inteiro. A perda de pelos é acentuada e ocorrem diversas infecções bacterianas secundárias. É frequente a formação de crostas e feridas, que, por sua vez, geram dor e coceira.

A Ivermectina é indicada para o tratamento da sarna nos estágios iniciais. Entre os filhotes, algumas doses são suficientes para debelar a doença. Nos casos mais avançados, a eficácia depende do sucesso na superação das infecções oportunistas.

A prevenção com Ivermectina para cachorros

O medicamento também pode ser usado para a prevenção, especialmente em relação às verminoses. Filhotes de cadelas com suspeita de dirofilariose, por exemplo, podem receber algumas doses nas primeiras semanas de vida. O tratamento é eficaz na imensa maioria dos casos.

Nos casos de sarna, a Ivermectina funciona como coadjuvante. Ela combate os ácaros – e isto evita o avanço da doença –, mas os animais infectados precisam receber a terapia indicada para os demais sinais e sintomas.

Para os tutores, é bem mais fácil vermifugar os filhotes de acordo com o calendário determinado pelos médicos, além de impedir o acasalamento de cadelas infestadas por vermes e ácaros resistentes.

Aviso importante: O nosso conteúdo tem caráter apenas informativo e nunca deve ser usado para definir diagnósticos ou substituir a consulta com um veterinário. Recomendamos que você consulte um profissional de confiança.

Receba notícias e histórias do Cães Online no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/caesonline.

Postagens Relacionadas