Quer um companheiro fiel? Conheça as vantagens de adotar um cachorro para chamar de seu.

Pretende adotar um cachorro? Parabéns! A adoção é um gesto nobre. Não há nada de errado em adquirir um cachorro de raça, com pedigree. Afinal, todos nós temos sonhos. Mas adotar significa dar uma chance para um animalzinho que nunca fez nada de errado, apenas nasceu no lugar errado.

Muitas pessoas dizem que a principal vantagem da adoção é que ela é grátis, mas isto não é uma verdade completa. Certamente, os abrigos públicos e particulares de cães não cobram nada pela adoção – no máximo, pedem uma contribuição ou estipulam uma taxa mínima, para a manutenção dos serviços –, mas um novo membro na família representa uma despesa e tanto.

Você precisará vaciná-lo, vermifugá-lo, tratar algumas doenças que ele tenha adquirido e levá-lo regularmente ao veterinário. Também precisará comprar uma cama (que pode ser improvisada com uma almofada e um lençol), tigelas para água e ração, brinquedos, coleiras, xampus. Antes de tudo, certifique-se de que a adoção de um cachorro cabe no seu orçamento.

Vantagens de adotar um cachorro

As vantagens de adotar um cachorro

Mas, se é necessário um investimento emocional, o novo pet retribuirá em dobro, na forma de carinho, companheirismo e lealdade total. Os cachorros são os melhores amigos dos homens (e das mulheres também) e é sempre uma alegria voltar para casa e ter um rabinho chacoalhando de felicidade, pronto para recebê-lo de patas abertas.

Mesmo considerando as justificativas de quem compra um cão de raça, é preciso pensar um pouco fora da caixa. No Brasil, estima-se que existam mais de 30 milhões de cães e gatos “sem teto”, vivendo nas ruas ou em abrigos. Outro ponto importante é que, quando você adota um pet, está se tornando um agente multiplicador da atitude. Muitos amigos e conhecidos refletirão: “por que eu nunca pensei nisso antes?”.

1 – Menos Despesas

Além das primeiras compras, você também precisará adaptar a sua rotina. Cães precisam passear diariamente, não apenas para fazer as necessidades fisiológicas, mas também para se acostumarem com outros cães e humanos: é o momento da sociabilização.

O custo inicial é relativamente baixo: alguns filhotes com pedigree, filhos de campeões, chegam a custar mais de R$ 10 mil. Os mestiços também costumam ser mais fortes fisicamente. Eles aliam os melhoramentos genéticos feitos pelos criadores humanos e a maior resistência, por não concentrarem anomalias no DNA.

Por exemplo, old english sheepdogs costumam desenvolver problemas ópticos, enquanto os cães de grande porte têm propensão a doenças osteomusculares. Os vira-latas têm chances bem menores de sofrer com doenças hereditárias.

Alguns criadores inescrupulosos costumam realizar cruzamentos consanguíneos, fato que aumenta exponencialmente o risco de doenças relacionadas ao DNA. Além disso, as fêmeas matrizes ficam esgotadas: muitas delas morrem antes dos sete anos de idade. Ao adotar um cachorro, você reduz este tipo de comércio perverso.

Eles também precisam de brincadeiras e carinho. Há momentos em que é necessário brincar, conversar, ensinar, dar bronca, ou apenas ficar ao lado. Ao adotar um cachorro, tenha certeza de que você está se comprometendo no longo prazo – talvez 12 ou 15 anos. É uma empreitada que requer muito planejamento.

Animais resgatados em ONGs e centros de controles de zoonoses geralmente já deixam os abrigos castrados, vermifugados e com as primeiras doses das vacinas: é mais uma economia para o futuro pai ou mãe de um peludo.

2 – Muito amor

Os cachorros e os humanos já estão juntos há milênios. É uma história de conquistas, defesas, controle de gado, travessia de planícies geladas na Sibéria e em regiões árticas, caça, pesca, mergulho, vigilância, guia, etc. Neste tempo todo, naturalmente estabeleceu-se um relacionamento afetuoso entre as duas espécies.

Pode-se dizer que o Homo sapiens moderno é, em parte, uma contribuição do Canis lupus familiaris, o nome científico dos nossos cachorros. Entre nós, surgiram muitas histórias de devotamento, entrega, até mesmo de amor.

Todos os cachorros parecem estar programados para amar os humanos. Agora, faça uma pausa e imagine um cãozinho (ou um canzarrão) abandonado, que passou por maus bocados pelas ruas da cidade, sentiu fome, sede e frio, foi capturado e levado para um abrigo.

Depois de algumas semanas ou meses, trancado ou vivendo em um ambiente limitado, sem atenção nem carinho, eis que surge na vida deste animalzinho um indivíduo – ou uma família – que tem a atenção atraída pelo peludo.

Começa aí, certamente, uma linda história de amor. Além de ser infinitamente grato pela oportunidade de um novo lar, do aconchego, das conversas, da atenção nos momentos de medo ou de dor. Um cachorro resgatado das ruas é um companheiro para toda a vida. É realmente uma pena que eles vivam tão pouco, em comparação a nós.

3 – Parceria previsível

Ao comprar um cão de raça, já sabemos as características gerais, o comportamento que ele provavelmente irá exibir em todas as fases da vida – filhote, adulto e idoso. Sabemos o quanto ele crescerá, se será um vigilante atento ou um excelente parceiro para o sofá da sala.

Adotar um cachorro adulto também previne algumas surpresas desagradáveis. Ele já sabe, por exemplo, fazer as necessidades no lugar certo – poderá ter de aprender a se deslocar para o quintal ou a área de serviço, mas já entende que não deve fazer xixi e cocô no tapete da sala. Um filhote precisa aprender isso.

Mas, adotar um vira-lata ainda pequeno é também uma caixinha de surpresas. Apesar de sabermos que ele quase com certeza será mais resistente e um “generalista” – terá dons naturais para a vigilância, companhia, saberá afugentar alguns intrusos (ratos, baratas, etc.).

Por outro lado, não é possível saber o porte que ele terá quando adulto. Mesmo conhecendo os pais, os mestiços possuem genes insuspeitos: dois cachorrinhos pequenos podem gerar um molossoide. Se o animal for resgatado das ruas, só saberemos o tamanho quando ele passar de um ano, um ano e meio de vida. Uma montanha-russa de adivinhações.

4 – A companhia

Adotar um cachorro é passar a conviver com um companheiro único. Sem menosprezar a beleza dos animais de raça (eles são realmente lindos), um vira-lata – ou melhor, um cão sem raça definida, já que, graças ao seu gesto, ele não precisa mais virar latas para sobreviver – é um espécime único.

Ele pode lembrar um poodle ou um pastor, branco, preto ou caramelo, ser muito peludo ou quase carequinha, focinhudo ou de cara amassada, mas olhar para ele será sempre a experiência de admirar um caleidoscópio canina: muitas características de diversas raças, mas um conjunto único.

A personalidade de um cão SRD também é exclusiva. Ele pode aliar as qualidades que procuramos ao desenvolver determinadas raças caninas, mas sempre terá um extra, além das características da espécie. Mesmo minúsculo, ele saberá se portar como um lobo, se a situação assim exigir.

Ter um cachorro – qualquer um, de qualquer raça, inclusive “multirracial” – é garantia de alegria, afeto e amor. Os cachorros sabem ler a nossa mente e antecipam os nossos gestos. Estão sempre prontos para brincar, correr, pular, mas também para ficar quietinhos ao nosso lado, naqueles dias frios ou quando nos sentimos tristes.

Lembre-se: um patudo na família é garantia de uma série de vantagens:

os cachorros fortalecem o nosso sistema imunológico – os pets transportam cargas virais mínimas, que desafiam as nossas defesas e quase sempre perdem para elas;

eles espantam a solidão – ninguém se sente sozinho na presença de um peludo. Silenciosos ou barulhentos, eles sabem demonstrar que estão ao lado, para o que der e vier;

eles eliminam a rotina e o tédio – mesmo naqueles dias em que não estamos minimamente inspirados, voltar para casa e rever o “melhor amigo”, pronto para conversar, é garantia de novidades diárias;

eles ajudam na paquera – basta sair para passear. Eles socializam com outros cães e os tutores, com outros tutores.

Na verdade, existem cachorros mais introvertidos, que não gostam muito de se relacionar com outros seres durante as caminhadas diárias. Mesmo assim, eles acabam nos ensinando: a sermos mais seletivos ou a descobrirmos, quem sabe, amizades insuspeitas a partir de interesses comuns. Quem gosta de animais de estimação certamente é boa gente.


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