InícioHistórias FelizesDoberman adota três gatinhos órfãos após perder seus próprios filhotes

Doberman adota três gatinhos órfãos após perder seus próprios filhotes

A adoção ocorreu depois que a cachorra perdeu os filhotes. Agora, ela cuida de três gatinhos.

Subramani, um fazendeiro residente em Gudiyatham, no Distrito de Vellore (Estado de Tamil Nadu, sul da Índia), tinha duas fêmeas grávidas em sua propriedade: uma cachorra e uma gata. Infelizmente, problemas acontecem às vezes e houve complicações.

A cachorra, da raça doberman, sofreu um aborto espontâneo na reta final da gestação, enquanto a gata morreu em decorrência de complicações no parto. A mãe sobrevivente, para superar o trauma, decidiu cuidar da ninhada da amiga e, desta forma, adotou três gatinhos órfãos.

A doberman e os gatos

A adoção dos três gatinhos órfãos foi totalmente natural: ninguém na fazenda havia pensado em reunir a mãe que havia perdido os filhos com os órfãos que perderam a mãe. A cadela doberman aproximou-se da ninhada e começou a lamber os recém-nascidos.

Instintivamente, os gatinhos se aninharam no colo da mãe adotiva e, depois de algum tempo, acabaram encontrando as tetas com o leite necessário para a sobrevivência. A cachorra assumiu todas as tarefas maternas: ela cuida, higieniza, recolhe e até mesmo separa as brigas.

Os animais podem ser vistos na fazenda, brincando e comendo juntos. A cachorra doberman nutriu os filhotes com o leite que havia produzido para a sua ninhada. Os gatos, por sua vez, exibem um “comportamento canino”.

A cadela é superprotetora, de acordo com Subramani. Ela não permite que ninguém se aproxime e está sempre atenta ao movimento em torno dos filhotes. Os gatinhos estão confortáveis e seguros – afinal, não é todo mundo que pode contar com a proteção de uma mãe doberman.

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O vídeo, postado nas redes sociais no final de outubro de 2021, mostra o momento da mamada. A cadela se posiciona tranquilamente, enquanto os três gatinhos se acomodam nas tetas da mãe. As imagens são emocionantes: um exemplo de dedicação.

É também um exemplo de como a natureza providencie para que a vida siga em frente, independente dos percalços. A cadela poderia ter sofrido problemas físicos e emocionais, enquanto os filhotes não teriam chance se não encontrassem uma “ama de leite” tão dedicada.

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Mães postiças

Cadelas amamentando gatinhos e gatos amamentando cachorrinhos não são uma exceção. Ao contrário do que ocorre na vida selvagem, em que os filhotes que perdem as mães têm poucas chances (a exceção é das espécies que vivem em bandos), os animais de estimação dos humanos tendem a apresentar forte instinto materno.

A cadela indiana aproveitou a oportunidade também para se refazer da perda da ninhada. Mas, mesmo as fêmeas que nunca acasalaram – cachorras e gatas – conseguem produzir leite para nutrir recém-nascidos, caso haja necessidade.

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Na natureza, as cachorras são as campeãs como mães substitutas. Nas alcateias, diversas lobas que não cruzam desenvolvem a chamada pseudociese (gravidez psicológica) quando outras fêmeas do grupo estão prestes a dar à luz.

Com isso, o organismo sofre alterações hormonais que determinam a produção de leite. Desta forma, os filhotes da mesma alcateia podem ser alimentados por diferentes lobas, o que aumenta as chances de sobrevivência.

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Na convivência com humanos, a gravidez psicológica afeta algumas fêmeas, especialmente as não castradas e, portanto, enfrentam o ciclo estral e convivem com as alterações na produção do estrogênio e da progesterona (este último é o responsável por estimular as glândulas mamárias a produzirem leite).

Na pseudociese, as cadelas apresentam todos os sinais de gravidez – inclusive a barriga flácida, que parece ter maior volume, e um ganho de peso decorrente do aumento do apetite. Elas também tendem a preparar um ninho para acolher a ninhada e costumam mostrar-se mais agressivas (em alguns casos, de acordo com o temperamento, elas podem ficar mais “manhosas”, mais dependentes dos tutores).

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No caso da cachorra indiana, que amamentou os filhotes da amiga gata que não resistiu ao parto, não houve riscos envolvidos na amamentação. Mas as cachorras domésticas podem ter alguns problemas de saúde.

O leite produzido e não consumido pode empedrar, tornando-se porta de entrada para diversas infecções, que também podem ser causadas pela inflamação das tetas. As cachorras também apresentam maior risco de endometriose e do desenvolvimento de tumores no útero, ovários e mamas.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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