07 tipos de doenças metabólicas em cães

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Nossos pets podem desenvolver diversas doenças metabólicas. Conheça as mais comuns entre os cães. 

O metabolismo é o conjunto de transformações observadas em todos os seres vivos. São reações de síntese e de desassimilação cujo resultado final é a geração de energia. Eventualmente, surgem alterações no metabolismo, inclusive dos cães, que determinam disfunções, transtornos e doenças. 

Uma síndrome contemporânea 

A chamada síndrome metabólica é um conceito relativamente novo na medicina veterinária. Ela é determinada por hábitos inadequados e está associada à ocorrência simultânea de diversos transtornos orgânicos: 

  • excesso de gordura na corrente sanguínea; 
  • produção excessiva de insulina e glucagon; 
  • hipertensão arterial; 
  • obesidade. 

O excesso de gordura pode ser examinado em exames laboratoriais de sangue, que constatam o aumento do HDL (o colesterol ruim) e dos triglicérides (gorduras armazenadas pelo organismo que funcionam como um estoque estratégico de energia). 

Doenças metabólicas

O pâncreas é o órgão responsável pela produção da insulina, hormônio responsável por promover a entrada da glicose nas células (consequentemente, da redução da glicemia, ou taxa de açúcar no sangue), e pelo glucagon, hormônio que age no fígado, estimulando este órgão a “quebrar” o glicogênio e fornecer energia para o organismo. 

Nos pets, a síndrome metabólica aumenta significativamente o risco de surgimento de algumas doenças (não existem estatísticas sobre os cachorros, mas, nos seres humanos, o risco de morte em decorrência de infarto do miocárdio é sextuplicado). 

Nos cães (e também nos gatos), a síndrome aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes, pancreatite, embolia (obstrução de um vaso sanguíneo, quase sempre uma artéria), isquemia (redução ou cessação do suprimento de sangue em uma parte do corpo), acidente vascular cerebral (AVC) e esteatose hepática

Os sintomas 

Não existem sinais específicos da síndrome metabólica em cães. Trata-se de uma doença silenciosa, que avança lenta e gradualmente, até comprometer órgãos e sistemas fundamentais. Por isso, é importante levar os cães ao veterinário para realizar exames anuais (os filhotes e os idosos podem precisar ir mais vezes ao consultório). 

As cadelas são mais suscetíveis à síndrome metabólica, provavelmente em função das alterações hormonais determinadas pelo ciclo menstrual. Nos animais castrados (machos e fêmeas), a incidência é significativamente menor, especialmente quando a esterilização é realizada antes de completado o primeiro ano de vida. 

Os cães sem raça definida (SRD) são os que menor risco apresentam, porque a maioria deles não possui propensão genética para doenças cardíacas, vasculares e neurológicas. 

O risco aumenta um pouco para os terriers brasileiros(fox paulistinha), lhasa apsos, shih tzus e malteses. São especialmente suscetíveis os cães das raças: beagle, cocker spaniel, dachshund (teckel), golden retriever, poodle, retriever do Labrador, schnauzer e yorkshire terrier. 

Alguns sinais, apesar de inespecíficos, servem de alerta para a síndrome metabólica: 

  • peso em excesso; 
  • cansaço fácil, respiração ofegante durante as brincadeiras, dificuldade de transpor obstáculos; 
  • ingestão excessiva de água, com o consequente aumento do volume de urina; 

É importante lembrar que os cachorros também ficam barrigudinhos – e o motivo não é a famosa (e mentirosa) barriga de chope. O aumento do volume abdominal é característico da esteatose hepática (gordura em excesso no fígado), doença potencialmente fatal. 

A alimentação e a atividade física estão diretamente relacionadas à síndrome metabólica em cães. O oferecimento de petiscos nas horas erradas, de alimentação humana (gordurosa e condimentada) é totalmente contraindicado. 

Além disso, os cães precisam de exercícios físicos diariamente. Eles devem brincar (pular, correr, buscar objetos, etc.), caminhar pelo menos 20 minutos, para fortalecer os ossos, articulações e músculos, regularizar a frequência cardiorrespiratória e estimular o funcionamento do aparelho digestório, além de garantir o equilíbrio emocional. 

Alguns cães desenvolvem, ainda filhotes, algumas doenças congênitas, que potencializam os riscos da síndrome metabólica. É o caso, por exemplo, de distúrbios da tireoide, diabetes tipo 1 (a forma mais comum da doença nos pets), epilepsia e insuficiência cardíaca e/ou respiratória. 

Os medicamentos de uso contínuo também predispõem para a síndrome metabólica, uma vez que alteram funções vitais. Anticonvulsivantes, controladores de pressão e corticoides são as drogas que mais afetam o metabolismo, apesar de serem necessárias em muitos tratamentos. 

A dificuldade de respirar, especialmente quando o cão está excitado, é comum entre os animais braquicefálicos (de cara amassada). Os indicadores de problemas são a língua azulada, tosse e engasgos constantes durante as atividades físicas. 

As principais doenças metabólicas em cães

A síndrome metabólica é um conjunto de distúrbios que prejudica a qualidade de vida dos cães, mas eles também sofrem com algumas enfermidades específicas, que podem não ser relacionadas aos hábitos cotidianos. 

A seguir, relacionamos as doenças metabólicas mais comuns em cães. É importante salientar que nenhuma destas doenças é contagiosa, não representando riscos para humanos e outros animais de estimação. São basicamente falhas do organismo. 

01. Diabetes mellitus

  • O que é: um distúrbio hormonal em que o pâncreas deixa de produzir insulina, ou produz em quantidade insuficiente ou de má qualidade. Nos cachorros, a maioria dos casos é do tipo 1, com origem genética, mas os maus hábitos alimentares e o sedentarismo têm sido responsáveis por um grande número de casos do tipo 2 – o diabetes adquirido. 
  • O que provoca: o organismo não consegue transferir glicose para o interior das células, em que o nutriente, reagindo com gás oxigênio, libera energia (ATP, trifosfato de adenosina) para as diversas funções (nutrição, respiração, excreção, multiplicação, etc.). Sem energia, o pet tem aumento do apetite, mas perde peso. Cansa-se e perde o fôlego com facilidade e passa o tempo todo com sede, o que aumenta o volume de urina. 
  • Complicações: cegueira, dificuldade de cicatrização de ferimentos (com o desenvolvimento de infecções oportunistas), insuficiência renal e cardíaca. 
  • Os sintomas: perda de peso, sede excessiva, cansaço e apatia, aumento do volume de urina. Em animais que vivem em quintais, um sinal do diabetes é a presença de muitas formigas nos locais em que ele faz xixi. 
  • O tratamento: injeções diárias de insulina sintética, mudanças radicais na alimentação e intensificação dos exercícios físicos. Entre as fêmeas, recomenda-se a castração, para que os hormônios sexuais não interfiram na absorção da insulina. 

Outros medicamentos podem ser necessários para tratar os sintomas secundários. O acompanhamento veterinário é necessário a cada três meses depois do diagnóstico. Seguindo o tratamento à risca, o pet com diabetes pode viver por muitos anos, com qualidade de vida. 

  • Raças mais afetadas: beagle, dachshund, golden retriever, poodle, retriever do Labrador, samoieda e spitz são os mais afetados, mas, com maus hábitos, todos os cães correm o risco de desenvolver o diabetes, inclusive os pets sem raça definida (SRD). 

02. Distúrbios da tireoide

  • O que é: a tireoide é uma glândula situada na parte anterior do pescoço, abaixo do pomo-de-adão, responsável pela produção de dois hormônios: tri e tetraiodotironina (T3 e T4). Estas substâncias estimulam diversas funções orgânicas, dos batimentos cardíacos aos movimentos intestinais. 

A tireoide é responsável pela manutenção da temperatura corporal e também interfere no humor, na memória e em outras funções cognitivas. Entre os cães, o principal distúrbio é o hipotireoidismo – a diminuição da produção dos hormônios T3 e T4. 

  • O que provoca: o hipotireoidismo quase sempre é uma doença autoimune: o próprio organismo passa a entender a glândula como nociva ou invasora e o sistema imunológico começa a atacá-la. A falta de iodo também compromete o funcionamento da tireoide. 

O distúrbio causa queda de pelos, aumento do peso corporal, cansaço, intolerância ao frio, aumento dos índices de HDL (o colesterol ruim) na corrente sanguínea. Também é responsável por casos de depressão e ansiedade. O hipotireoidismo agrava problemas cardíacos e vasculares. 

  • Complicações: sem tratamento, o hipotireoidismo causa insuficiência cardíaca congestiva, que aumenta progressivamente a frequência dos batimentos do coração. O hipotireoidismo também prejudica a saúde dos ossos dos pets, podendo levar à osteopenia e agravando os sinais de displasia. 
  • Os sintomas: os sintomas são inespecíficos. O cachorro afetado apresenta-se apático, demonstra cansaço excessivo, tem dificuldade para evacuar, perde pelos em profusão, sofre com dermatites frequentes, parece desaprender truques e regras assimilados, dá sinais de que sente dores pelo corpo e dorme por mais tempo. Os batimentos cardíacos se desaceleram. 
  • O tratamento: um simples exame de sangue pode identificar a deficiência de T3 e T4 (além do TSH, hormônio precursor da tri e tetraiodotironina). As taxas destes hormônios são muito baixas nos cães, o que pode mascarar os resultados dos exames de laboratório. 

O tratamento do hipotireoidismo é feito com a reposição dos hormônios que o organismo deixou de produzir. São necessários medicamentos orais (especialmente a levotiroxina)  em intervalos de três a sete dias. 

O prognóstico é positivo e os resultados do tratamento começam a surgir em duas semanas. A partir daí, é necessário combater os sinais secundários da doença, com produtos dermatológicos específicos e avaliação constante do desempenho do coração. Não existe nenhuma forma de prevenção do hipotireoidismo. 

  • Raças mais afetadas: os cães mais afetados são os beagles, cocker spaniels e retrievers do Labrador, mas praticamente cachorros de todas as raças podem ter distúrbios da tireoide. Os pastores alemães e os pets SRD apresentam risco consideravelmente menor. Alguns estudos indicam que os animais castrados são mais suscetíveis à doença. 

03. Doença de Cushing

  • O que é: também conhecida como hiperadrenocorticismo, a doença afeta humanos e cães. Nos pets sadios, a hipófise produz o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que estimula as glândulas adrenais a, por sua vez, produzirem glicocorticoides, hormônios responsáveis pelo metabolismo intermediário, entre o anabolismo e o catabolismo (construção e quebra de moléculas, que gera energia para o organismo). 

Na síndrome de Cushing, que pode ser causada por um tumor na hipófise, por uso prolongado de medicamentos corticoides ou por predisposição genética, a produção dos glicocorticoides, como o cortisol, é excessiva. Isto provoca um aumento do consumo energético e a consequente sobrecarga de todos os sistemas orgânicos. 

  • O que provoca: aumento de peso, acúmulo de gordura nas bochechas e na região abdominal, formação de estrias na pele (especialmente no dorso e na junção das pernas) e aumento de espinhas. Menos frequentemente, a síndrome pode ser causada por disfunções das glândulas suprarrenais, comprometendo o funcionamento do sistema excretor. 
  • Complicações: obesidade centrípeta (aumento do abdômen e das faces e atrofias das pernas e patas), astenia muscular, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. Os casos de doença de Cushing causados por tumores na hipófise requerem cirurgias, que são bastante delicadas e nem sempre bem-sucedidas. 
  • Os sintomas: excesso de urina e aumento da sede (para repor os líquidos perdidos), queda de pelos simétrica, alterações na pigmentação e na espessura da pele, presença de vasos aparentes, gordura localizada no abdômen, faces e cernelha (o ponto mais alto da coluna vertebral, normalmente pobre em gordura). 

Os pets se mostram mais irritados e agitados, mas também se cansam com mais facilidade. Nos animais em desenvolvimento, pode ocorrer atrofia das patas e nos idosos, atrofia muscular. As fêmeas apresentam alterações no ciclo menstrual. 

  • O tratamento: o diagnóstico é obtido com exames laboratoriais e de imagem. Caso sejam detectados tumores, a solução é cirúrgica, com aplicação de quimioterapia (quase sempre paliativa). As disfunções da hipófise e das glândulas adrenais são tratadas com medicação oral, para o restante da vida do pet, na maioria dos casos. Exames veterinários periódicos são a melhor forma de detectar precocemente a doença de Cushing. 
  • Raças mais afetadas: dachshund, poodle e yorkshire terrier. No entanto, todos os cães podem desenvolver a doença, mesmo os SRD. A síndrome de Cushing é mais comum entre os cinco e dez anos de idade. 

04. Doença de Addison

  • O que é: trata-se do hipoadrenocorticismo, o inverso da doença de Cushing. É um distúrbio raro entre cães e, por isso, os animais doentes demoram bastante até que o diagnóstico seja firmado. A doença de Addison é a dificuldade orgânica de liberação de alguns hormônios, particularmente do ACTH. 
  • O que provoca: a doença de Addison compromete a glicemia (taxa de açúcar no sangue) e o equilíbrio entre sódio e potássio (responsáveis pelo equilíbrio hídrico do organismo). O ACTH está envolvido nas funções cardíacas e imunológicas; sua carência compromete o coração e o sistema imune. 
  • Complicações: caso a doença não seja diagnosticada e tratada adequadamente, ela pode causar crises adrenais, com dores abdominais fortes, além de fraqueza extrema e pressão arterial muito baixa. As crises adrenais são agudas e podem ser fatais. O pet pode também sofrer com insuficiência renal. 
  • Os sintomas: dor abdominal, sede intensa e desidratação, diarreias e vômitos, urina excessiva, perda de apetite e de peso, queda de pelos, aumento da sensibilidade da pele, cansaço e apatia. São sinais inespecíficos, que podem estar relacionados a diversas outras condições – inclusive o estresse e a ansiedade.  
  • O tratamento: o diagnóstico é obtido através de exames de sangue e urina e de radiografias do abdômen. O teste de estimulação com ACTH permite ao veterinário determinar se o organismo do pet não produz o hormônio ou se as glândulas adrenais não respondem adequadamente a ele. 

O tratamento é simples. Identificada a deficiência hormonal, o cachorro terá de tomar comprimidos de reposição diariamente pelo resto da vida. Inicialmente, pode ser necessária a aplicação de corticoides, para estimular a absorção do ACTH sintético. Este medicamento é eliminado em poucas semanas. 

  • Raças mais afetadas: bearded collie e rough collie (além dos mestiços destas raças) são os que mais sofrem com a doença de Addison, que é mais comum entre os cachorros filhotes e jovens. Os pets SRD são praticamente imunes à doença. 

05. Obesidade

  • O que é: não é apenas uma condição que prejudica o bem-estar e pode comprometer a saúde. A obesidade, em si já é considerada uma doença. Considera-se que um cachorro está obeso quando ele excede, em 20% ou mais, o peso esperado para animais do mesmo porte, sexo e idade. 

A obesidade está associada ao excesso de oferta de alimentos, à oferta frequente de petiscos gordurosos e ao sedentarismo, que reduz o consumo energético. A castração favorece o transtorno, uma vez que também reduz as necessidades de energia. 

  • O que provoca: mesmo em cães moderadamente obesos, a doença aumenta a taxa de morbidade (reduz a expectativa de vida). O tecido adiposo (a gordura), que já foi considerado inerte, é responsável pela produção de citocinas, que, em excesso, contribuem para os processos inflamatórios e tornam-se fatores de estresse oxidativo, que comprometem todos os sistemas orgânicos. 
  • Complicações: a obesidade prejudica os cães de maneira integral. Além de reduzir a expectativa de vida, também prejudica o bem-estar. Muitas doenças metabólicas surgem a partir do ganho excessivo de peso. 

O problema está associado inicialmente a transtornos osteomusculares. Gradualmente, surgem disfunções hepáticas, renais, respiratórias, cardíacas, vasculares. Todo o sistema digestório é prejudicado. 

  • Os sintomas: o sinal mais visível é o aumento do volume abdominal. Os cães obesos se cansam com facilidade, bebem mais água, apresentam transtornos gastrointestinais com regularidade, perdem o brilho da pelagem (que também pode cair em função do acúmulo de gordura) e têm a locomoção comprometida. 
  • O tratamento: talvez o problema mais frequente enfrentado pelos especialistas é que os tutores não reconhecem a obesidade em seus pets: insistem que eles são apenas “fofinhos”, mascaram a realidade e atrasam a resolução do problema. 

Depois de eliminadas disfunções orgânicas, como o hipertireoidismo (condição rara nos pets), o tratamento consiste em reduzir a oferta de alimentos e iniciar um programa de exercícios físicos, com aumento gradual da carga de atividades. Um aumento das proteínas e fibras nas refeições também poe ser considerado. 

A obesidade compromete diversos órgãos e sistemas. O veterinário precisará fazer um exame completo, subsidiado por exames de laboratório, para verificar o prejuízo. O tratamento poderá incluir medicações para fortalecer os pulmões, coração, rins, fígado, etc. 

  • Raças mais afetadas: os cães de pequeno porte são mais suscetíveis à obesidade, mas isto pode estar relacionado à forma como eles são tratados pelos tutores. Na verdade, qualquer animal que receba mais alimento do que precise e não se exercite adequadamente pode sofrer com sobrepeso e obesidade. 

06. Hiperlipidemia

  • O que é: aumento das concentrações de triglicérides e colesterol (principalmente o HDL, o colesterol ruim) na corrente sanguínea. As duas substâncias são vitais para o organismo. O colesterol é um componente das membranas celulares e das barras de mielina dos neurônios, enquanto os triglicérides ajudam a constituir o tecido adiposo – a reserva energética do organismo. 
  • O que provoca: o distúrbio primário é hereditário, enquanto o secundário pode ser derivado de transtornos hormonais. Ambos estão associados a diversas doenças vasculares, como hipertensão arterial e aterosclerose (apesar da resistência natural da espécie). A hiperlipidemia também favorece o surgimento de diabetes, doenças hepáticas e renais. 
  • Complicações: o excesso de triglicérides e de HDL aumenta os riscos de infarto do miocárdio, embolias, isquemias e AVC (alguns estudos sugerem que os riscos podem ser multiplicados por 50 vezes). As gorduras no sangue também comprometem vários órgãos, sendo corresponsáveis por insuficiências renais, hepáticas e respiratórias que podem levar à morte. 
  • Os sintomas: a hiperlipidemia é silenciosa e não apresenta nenhum sintoma característico. Como ela é mais comum entre os pets obesos (e, bem mais raramente, entre os portadores de transtornos glandulares), uma dieta balanceada e exercícios previnem o problema. Os cachorros precisam se submeter a exames veterinários todos os anos. 
  • O tratamento: a hiperlipidemia é diagnosticada com a avaliação de cães em jejum por pelo menos 12 horas, prazo em que os carboidratos já devem ter sido absorvidos. 
  • Raças mais afetadas: a hiperlipidemia primária é mais comum entre beagles, pastores de Shetland, pinschers, rottweilers e schnauzers miniatura. A secundária é comum a todos os cães. 

07. Dermatoses endócrinas

  • O que é: são alterações da pele provocadas por disfunções dos ovários e testículos (menos frequentemente), tireoide, glândulas adrenais e da chamada alopecia X. para identificá-las, é preciso que o cão tenha recebido diagnóstico de algum transtorno metabólico. 
  • O que provoca: descamações cutâneas, perda de pelos localizada, ferimentos e lesões de difícil cicatrização (quase sempre simétricos, ou seja, de ambos os lados do corpo), espinhas e furúnculos, aumento da oleosidade da pele. 
  • Complicações: as dermatoses endócrinas são manifestações secundárias. As doenças primárias podem prejudicar o bem-estar e a qualidade de vida, reduzir a expectativa de vida, provocar outras enfermidades e insuficiências e aumentar a morbidade. 
  • Os sintomas: os sinais evidentes são os prejuízos à pele e aos pelos (vermelhidão, coceira, inchaço, lesões com pus, etc.), podendo se associar a irritações oculares, nas orelhas e no focinho. Sintomas de dermatoses indicam transtornos hormonais que podem ser graves. 
  • O tratamento: é preciso identificar e tratar a doença primária antes de enfrentar os sinais das dermatoses endócrinas. Uma vez superada a condição patológica, a pele e os pelos são recuperados com tratamentos tópicos e algumas alterações na alimentação, como suplemento de vitaminas e de sais minerais. 
  • Raças mais afetadas: chow-chow, cocker spaniel, lhasa apso, poodle, schnauzer, shih tzu e yorkshire são os cães que mais sofrem, mas todos podem ser afetados. Em geral, os animais com pelagem longa ou formada por pelo e subpelo são mais suscetíveis às dermatoses endócrinas.