Menino constrói cadeira de rodas para cachorra deficiente

Com peças de Lego, um menino conseguiu construir uma cadeira de rodas para cachorra deficiente.

Gracie é uma cachorra adorável, que foi abandonada ao nascer. Ela foi jogada fora logo que os antigos tutores perceberam que ela era deficiente: Gracie tinha nascido sem as patas dianteiras, mas um menino de 12 anos conseguiu contornar a situação, construindo uma cadeira de rodas com peças de Lego.

Lego é um brinquedo com peças de encaixar, criado na Dinamarca de 1934 e popular em todo o mundo. Os famosos tijolinhos de plástico permitem a construção dos mais diversos objetos e de muitas histórias com eles, estimulando a criatividade e o raciocínio.

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Com esses elementos, inteligência e muita engenhosidade, Dylan, um menino residente em Kennesaw, na Geórgia (sul dos EUA) conseguiu dar mobilidade para a cachorra Gracie, proporcionando uma segunda oportunidade para a cachorra.

A história de Gracie

Gracie é uma cachorra de pequeno porte sem raça definida, que foi jogada no lixo com poucas horas de vida. A peludinha foi encontrada em uma lata de lixo, coberta de larvas. Ela nem sequer tinha sido limpa depois do parto.

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O motivo de tanta crueldade é que Gracie nasceu deficiente. Ela não desenvolveu as pernas dianteiras durante a gestação e os antigos tutores simplesmente decidiram que ela não tinha direito à vida. Felizmente, ela foi encontrada a tempo.

A cachorrinha foi resgatada e abrigada em um abrigo de Kennesaw. Na avaliação veterinária, constatou-se que ela estava desnutrida e exaurida. As larvas haviam roído o cordão umbilical e a pet tinha perdido toda a pelagem do rosto, especialmente em torno dos olhos.

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A família Turley, proprietária do Mostly Mutts Animal Rescue and Adoption (“mostly mutts”, em português, significa “principalmente vira-latas”), compreendeu rapidamente a situação. A probabilidade de Gracie encontrar uma família era mínima, em função da dificuldade de locomoção.

Candidatos à adoção de cães e gatos sempre dão preferência a animais jovens, saudáveis, de raça. Gracie, apesar de ser um filhote, é vira-lata e portadora de deficiência física. Por isso, os Turleys resolveram recebê-la definitivamente como membro da família.

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Os tutores já tinham experiência com animais com mobilidade reduzida. Eles viviam com um cachorro que sofria de paralisia e outro que tinha sofrido a amputação de uma das pernas. Por sorte, Gracie acabou ficando em boas mãos: os Turleys eram não apenas amorosos, mas sabiam contornar as dificuldades.

A preocupação inicial da família foi melhorar a mobilidade de Gracie. A cachorrinha andava se arrastando com as patas traseiras, mas isso causava dores e desconfortos. Então, Dylan entrou na história, para fazer a diferença.

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Mas Gracie não queria desistir da vida. Alimentada e medicada, ela rapidamente apresentou os primeiros sinais de que iria conseguir superar esse começo de vida difícil. Depois de alguns dias internada, ela recebeu alta e foi admitida no abrigo.

Algumas entidades americanas são especializadas na confecção e doação de cadeiras de rodas para animais deficientes. Contudo, Gracie ainda estava em desenvolvimento físico e precisava de um equipamento que fosse sendo adaptado à medida que fosse crescendo.

Dylan é vizinho do Mostly Mutts – ele mora há poucas quadras do abrigo e sempre visita os animais abrigados. Ele sabe o valor dos peludos. Nas palavras do menino de 12 anos: “Eu gosto de muitas coisas sobre cachorros: a companhia, como eles são quase como os meus próprios amigos”.

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O menino decidiu improvisar. Em casa, ele procurou ferramentas e equipamentos para tentar desenvolver pelo menos uma prótese provisória. Ao ver o jogo de Lego, Dylan teve uma ideia brilhante: fazer uma cadeira de rodas com os tijolinhos, que poderia ser alargada e elevada à medida que a cachorra fosse se desenvolvendo.

A ideia de Dylan era muito boa. Ele se dispôs a doar o brinquedo para Gracie – o que mais interessava ao menino era construir a cadeira de rodas e ver como ela poderia funcionar. Depois de algumas tentativas e erros, Dylan finalmente chegou a um protótipo plenamente aceitável.

A cadeira de rodas de Lego era incrivelmente perfeita e Dylan e os Turleys perceberam isso rapidamente. Com material de baixo custo – uma estrutura de tijolos de plástico e quatro rodinhas, a cadeira podia se adaptar a qualquer situação.

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O próprio encaixe de pinos facilitou a inclusão de almofadas para garantir o conforto de Gracie. E, caso ela crescesse demais, bastaria incluir mais alguns tijolinhos e reforçar a estrutura. A cadeira de rodas criada por Dylan era barata, segura, confortável e progressiva.

A cachorrinha demorou algumas semanas para aprender a andar apoiada na cadeira de rodas. Depois de um período inicial de treinamento, ela começou a dominar o equipamento e a forma como ela usava o “brinquedo” permitia novas facilidades.

Todos ficaram felizes. Gracie podia andar para onde quisesse, brincar com os cachorros da casa e da família, que se emocionou ao observar a cachorra passeando, correndo e até pulando sem dificuldades.

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O mais empolgado de todos, no entanto, é Dylan. Ele está sempre corrigindo a cadeira de rodas e reforçando os pontos mais delicados e já criou outros modelos, para substituir pernas traseiras ou apenas parte dos membros não desenvolvidos ou amputados.

Gracie tem páginas próprias nas redes sociais. Ela é seguida por milhares de pessoas no Tik Tok e no Facebook, no perfil Amazing Gracie, uma brincadeira com um filme religioso de sucesso nos EUA.

A cachorrinha pode ir e vir, fazer o que quiser, está livre para explorar o mundo. Tudo graças a uma família amorosa e responsável e a um menino de só 12 anos que, com “engenho e arte”, criou a cadeira de rodas mais perfeita de todas.

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