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    Lhasa Apso – Características da raça, fotos e vídeos

    Acredita-se que a raça Lhasa Apso tenha surgido há mais de 500 anos no Tibete e em seu país de origem os exemplares da mesma eram considerados sagrados, não podendo nunca ser vendidos, apenas dados de presente.  Quanto à origem do nome da raça ainda há controvérsias com relação à palavra “apso”, que para alguns poderia significar ovelha, em função do pelo áspero dos cães, ou ainda sentinela que late, tendo em vista o papel ocupado pelos exemplares da raça nos palácios onde ficavam instalados. Quanto à palavra “lhasa” não há dúvidas, ela remete ao nome da cidade sagrada do país asiático.

    Características – Padrões da raça Lhasa Apso

    Em função desta característica sagrada atribuída aos Lhasa Apsos demorou muito para que a raça se expandisse. Foi somente por volta de 1930 que ela chegou aos Estados Unidos e só em 1960 que surgiu no Brasil.

    A pelagem dos cachorros de raça Lhasa Apso deve ser longa e áspera, sem ser sedosa. Diversas tonalidades são aceitas, como branco, bege, preto, dourado, cinza escuro, entre outras. A altura dos cães machos deve ser de 25 cm a partir da cernelha, enquanto que as fêmeas deverão ser um pouco menores.

    Em função da vasta pelagem é bastante comum que os Lhasa Apsos apresentem problemas de pele como dermatites, e também conjuntivite, por causa dos pelos que caem sobre os olhos.

    Temperamento da raça Lhasa Apso

    Como acontece com a grande maioria das raças de origem oriental, os Lhasa Apsos são cães de um dono só e o escolhem ainda quando filhotes. Uma vez escolhida, será esta pessoa que receberá a maior parte do carinho e atenção do cão.

    Os cachorros Lhasa Apsos são ideais para pessoas que moram sozinhas e em apartamento, pois são bastante tranquilos, convivem bem com a solidão e não necessitam de muita atividade física. Por mais que sejam calmos e dóceis eles não são indicados para crianças, pois preferem ficar deitados em seus cantos a brincar. Além disso, não gostam muito de ficar no colo.

    Os cachorros de raça Lhasa Apso costumam ser bem reservados e desconfiados com pessoas estranhas, mas nem por isso tendem a se mostrar agressivos. Os exemplares da raça aprendem rápido o que lhes é ensinado, contanto que o dono seja firme, uma vez que os Lhasa Apsos são caracterizados pela personalidade forte. Os cachorros aprendem rápido principalmente sobre o local em que devem fazer suas necessidades.

    Por mais que os Lhasas sejam considerados excelentes cachorros de companhia eles também podem muito bem servir como cães de guarda, em função de sua audição extremamente aguçada e de seu perfil alerta.

    Dicas e cuidados com a raça Lhasa Apso

    É extremamente importante que o pelo do cão seja escovado diariamente, de preferência com uma escova metálica, evitando assim a formação de nós. Os banhos devem ser dados uma vez por semana, ou pelo menos quinzenalmente, e deve-se sempre tomar muito cuidado com a secagem dos pelos, visto que se o animal não for bem seco poderão surgir problemas de pele.

    Fotos da raça Lhasa Apso

    Vídeos da raça Lhasa Apso

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    Cães de pequeno porte

    Os “pequenos notáveis” são a preferência de muitos criadores. Veja as características de alguns cães de pequeno porte.

    Gosto não se discute, diz o ditado. Enquanto alguns criadores torcem o nariz para os cães de pequeno porte e sempre exaltam as qualidades dos cães grandes, muitas pessoas preferem adotar os pequenos, seja por falta de espaço (são várias as raças que se adaptam facilmente a quitinetes, por exemplo), seja por encará-los como bebês, seja por admirar as raças.

    É importante dizer: cães de pequeno porte não são bebês, nem devem ser tratados como tal. A maioria das raças pequenas foi desenvolvida porque fazendeiros e mineiros europeus e asiáticos precisavam de “cães de toca” e “cães de roça”.

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    Os motivos de existir cães de pequeno porte

    Um dos mais conhecidos “cachorros de madame”, o yorkshire terrier, teve papel importante na Revolução Industrial, perseguindo roedores nas galerias das minas e facilitando a extração do carvão necessário para movimentar máquinas industriais, navios e trens a vapor, algumas das inacreditáveis inovações do século XIX.

    Cães de toca já eram utilizados há séculos na Europa e Ásia (posteriormente, também na América, especialmente EUA e Canadá), para localizar e desentocar coelhos, lebres e texugos escondidos, por exemplo. Os cães de roça, ágeis e capazes de entrar em praticamente qualquer lugar, eram úteis para afastar pragas dos cultivos, especialmente de hortaliças e outras plantas rasteiras.

    Hoje em dia, algumas raças ainda desenvolvem atividades de guarda e alerta. É o caso, por exemplo, do chihuahua, pinscher miniatura, spitz e terrier tibetano. O corgi (cardigan e pembroke) até hoje desempenham atividades de boiadeiros. Como animais de companhia, os corgi pembroke são mais populares.

    Com este “histórico profissional”, antes de adotar cães de pequeno porte, é preciso ter em vista que, mesmo que eles não necessitem de um quintal, são animais que gostam de se exercitar – algumas raças, de forma bastante intensa.

    O beagle

    É uma raça popular no mundo inteiro. O beagle, o menor dos sabujos britânicos (e o preferido da rainha Elizabeth I), foi um dos cães mais empregados na caça à raposa, esporte popular na Grã-Bretanha, atualmente proibido por lei.

    O temperamento de um beagle é bastante equilibrado. Em geral, ele não é agressivo, tímido, nem covarde. É um cão que gosta de explorar ambientes e, por isto, sempre que possível, é necessário levá-lo a um parque ou campo onde possa caminhar livremente.

    O ambiente preferido dos beagles: a mata.
    O ambiente preferido dos beagles: a mata.

    Os beagles são ágeis, sociáveis e brincalhões. Gostam muito de saltar e latir – era com latidos que eles indicavam a localização da presa. Por isto, talvez não sejam cães para apartamentos, uma vez que podem perturbar a tranquilidade dos vizinhos.

    A raça está entre o porte pequeno e médio (alguns cães atingem 40 centímetros na altura da cernelha). Antes de adquirir um beagle, visite o canil e observe os pais, não apenas na estatura, mas também em relação ao comportamento.

    O jack russell

    Esta é outra raça bastante empregada na caça à raposa. O jack russell terrier também caçou lebres e coelhos, mas hoje está adaptado às características de cão de companhia. Estes cães são extremamente agitados e necessitam de muita atividade física, para “queimar as energias”.

    Apesar de não passar de 25 centímetros na altura da cernelha, engana-se quem imagina que um jack russell terrier possa se adaptar com facilidade a ambientes pequenos e à inatividade. Extremamente ágil, ele percorre grandes distâncias em poucos minutos e parece ser incansável. Humanos mais “mansos” precisam pensar duas vezes antes de adotar um cão da raça.

    Jack russell terrier, uma verdadeira explosão de energia.
    Jack russell terrier, uma verdadeira explosão de energia.

    Outra característica importante: um jack russell pode se mostrar muito teimoso e, por isto, não é indicado para pessoas de personalidade dócil: o dono precisa de pulso firme para educar este companheiro. Vencido este primeiro obstáculo, porém, “jack” se mostra extremamente devotado à família toda.

    O ideal é criar um jack russell terrier em casas térreas, para que ele possa divertir-se no quintal. Outro ponto fundamental é que os cães da raça não gostam de ficar sozinhos. A família ideal, para eles, é composta de diversas pessoas (e também outros animais de estimação), para que ele possa fazer um “rodízio” de brincadeiras.

    O bichon frisé

    A raça vem cada vez mais conquistando a simpatia dos brasileiros. Muito confundido com o poodle, o bichon frisé é mais indicado para quem quer um cão para adestrar, já que os poodles se especializaram tanto que ainda não parecem interessados em conquistar novas habilidades.

    São cães que se adaptam facilmente a diversos climas, podendo ser adotados por moradores de regiões quentes ou frias. De qualquer forma, os bichon frisé devem ser mantidos em ambientes internos – eles não se prestam a nenhuma atividade de guarda.

    Amigo da família inteira, um bichon frisé é ideal para pequenos ambientes.
    Amigo da família inteira, um bichon frisé é ideal para pequenos ambientes.

    Os ancestrais do bichon frisé são nativos de Tenerife, uma das ilhas Canárias (Espanha). No século XIV, marinheiros italianos trouxeram alguns indivíduos para o continente, onde logo se tornaram os prediletos da nobreza. Algumas décadas depois, invasores franceses “sequestraram” alguns cães. Na França, a raça adquiriu as características atuais.

    Alegre, brincalhão e muito festeiro, o bichon frisé logo caiu nas graças de criadores do mundo todo. Ele é amigo da família toda, relaciona-se bem com outros pets e não se incomoda com a presença de estranhos, desde que seja acostumado desde filhote. Apesar de toda a agitação, o bichon frisé late pouco e requer apenas passeios curtos para manter a forma física.

    O lhasa apso

    É raro que um cão da raça ultrapasse os nove quilos. O lhasa apso é, efetivamente, um legítimo representante dos cães de pequeno porte. as principais características destes cães são: o apego ao dono (eles costumam eleger um membro da família para dedicar maior atenção) e a tolerância ao frio. Os lhasa também são indicados para quem já tem outros cães de estimação.

    A raça é nativa do Tibete, onde desempenhou papel importante nas crenças budistas. Acreditava-se que o espírito dos lamas penetrava os cachorrinhos depois da morte e, por isto, os cãezinhos sempre foram muito bem tratados nos mosteiros.

    Surgido no Himalaia, o lhasa apso conquistou o mundo com o seu temperamento.
    Surgido no Himalaia, o lhasa apso conquistou o mundo com o seu temperamento.

    Outra característica: estes cães assumiram funções de guarda, na proteção de aldeias e pagodes. Isto lhes garantiu um pseudônimo: “cão-leão sentinela que late”. Os lhasa apso informavam os monges sobre a presença de visitantes com muitos latidos, características que carregam até hoje.

    Apesar de pequenos, os lhasa apso podem dar bastante trabalho: a pelagem longa e fina exige cuidados diários de escovação, para que não se formem nós, que prejudicam o aspecto estético dos cães. Retirar estes nós é ainda mais difícil quando os pelos estão úmidos; portanto, antes dos banhos, é necessário desembaraçar toda a pelagem.

    O spitz anão

    Também conhecido como lulu da Pomerânia, este é essencialmente um cão de companhia, mas pode atuar como um verdadeiro sistema de alarme, especialmente em residências coabitadas por cães de maior porte. A audição do spitz anão é extremamente apurada e, em uma “matilha doméstica”, ele é sempre o primeiro a identificar sons estranhos.

    O spitz anão, natural da Alemanha, pertence a uma das menores raças de cães de pequeno porte.
    O spitz anão, natural da Alemanha, pertence a uma das menores raças de cães de pequeno porte.

    Mesmo pesando no máximo três quilos, os spitz anões podem revelar comportamento agressivo, especialmente quando são criados sem companhia (humana ou animal). Especialistas acreditam, no entanto, que mais do que o isolamento, a ferocidade da raça está diretamente associada ao tratamento dedicado aos espécimes.

    Pequeno, peludo e fofo, um spitz anão tem tudo para seduzir – e tornar-se um tirano doméstico. É preciso definir limites logo que o filhote chega à nova casa, para que o relacionamento familiar seja proveitoso para todos. Como qualquer outro cão, o lulu da Pomerânia precisa de exercícios físicos, mas uma caminhada de dez minutos é mais que suficiente para mantê-lo em forma.

    O maltês

    Ele tem jeito de bibelô, mas é um cão bastante ativo, com muita energia para gastar. O maltês convive bem com todos os membros da família, sendo ideal para a convivência com crianças. Ele adora brincar e passear, mas também apresenta um forte instinto de proteção (o maltês é apelidado de “cão-leão”): por isto, é preciso tomar alguns cuidados com a chegada de visitantes, prestadores de serviços, etc.

    Não se engane: apesar da aparência, o maltês é um cão extremamente ativo.
    Não se engane: apesar da aparência, o maltês é um cão extremamente ativo.

    É uma das raças mais antigas do mundo: quando os fenícios (um povo do Oriente Médio que estabeleceu entrepostos comerciais em diversos pontos do mar Mediterrâneo) aportaram em Malta, no século IV a.C., já encontraram cães semelhantes. Mesmo assim, o maltês se manteve relativamente isolado, com poucos cruzamentos com outras raças.

    Este, sim, é um verdadeiro cão de colo. Apesar de gostar de correr e brincar, um maltês pode passar horas junto aos donos. A maioria dos cães da raça gosta de “dividir a cama” com algum membro da família, mas isto não representa um impeditivo para a adoção: quem prefere menor proximidade só precisa ensinar o maltês, desde pequeno, a respeitar as regras da casa.

    O pug

    Apesar de mostrar alguma semelhança, o pug não tem nenhum parentesco com os buldogues: enquanto estes são nativos da Europa, o pug possui ancestrais chineses. Os cães da raça são ideais para companhia: além de apegados aos donos, eles se divertem em brincadeiras com cães, gatos, visitantes e até mesmo pessoas estranhas.

    Os pugs são bons companheiros. O principal problema talvez seja a baixa tolerância ao calor.
    Os pugs são bons companheiros. O principal problema talvez seja a baixa tolerância ao calor.

    Apesar de poderem aprender pequenos truques, o ponto forte dos pugs é a devoção aos donos: eles literalmente amam toda a família – e isto pode se estender para os vizinhos, visitas frequentes, etc. Os cães da raça são extremamente sociáveis.

    A pelagem curta não exige grandes cuidados, mas as dobras da cara precisam ser higienizadas diariamente. Os pugs têm fôlego curto e, por isto, as brincadeiras e caminhadas não podem ser muito demoradas. Os cães da raça latem pouco, o que os torna especialmente indicados para apartamentos. No entanto, eles conseguem se adaptar a qualquer ambiente.

     

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    Os grupos de raças de cães

    Apesar de não ser necessário ter pedigree para que os cães se tornem “os melhores amigos dos homens”, muitas pessoas se apaixonam por determinadas raças. Um simpático vira-lata pode ser inclusive mais robusto, já que a sua carga genética é mais variada – e, portanto, os animais podem se tornar mais resistentes a determinadas doenças.

    A escolha do pet da família, no entanto, passa por critérios subjetivos. Para quem quer ter um cão “puro-sangue”, é importante saber que as federações cinológicas dividem as raças de cães em grupos e estabelecem padrões rígidos para a concessão do registro oficial, necessário, por exemplo, para participar de competições oficiais e obter ninhadas certificadas.

    Existem outras associações, mas, no Brasil, a representante oficial da Federação Cinológica Internacional (FCI) é a Confederação Brasil Brasileira de Cinofilia (CKBC). Fundada em 1911, a FCI, congregam 84 membros, responsáveis pela expedição de pedigrees e pela formação dos juízes das competições. Cada país pode ter apenas um representante na federação.

    Os grupos

    A FCI divide as raças de cães em dez grupos, de acordo com as qualidades e aptidões dos animais. A maioria destes animais não exerce as atividades para as quais foram desenvolvidos, mas mantêm características muito semelhantes às dos primeiros tataravós.

    Cães pastores

    O grupo 1 das raças de cães engloba todas as raças desenvolvidas originalmente para pastorear animais, tais como carneiros, touros e bodes. A origem é bastante antiga, praticamente concomitante ao início da pecuária entre os humanos, antes da invenção da escrita.

    Um cão pastor alemão capa preta, um dos mais conhecidos cães de pastoreio no Brasil.
    Um cão pastor alemão capa preta, um dos mais conhecidos cães de pastoreio no Brasil.

    Diversas raças de cães pastores mantêm características semelhantes às dos seus ancestrais, os lobos. É o caso, por exemplo, do pastor alemão e do fila brasileiro. A exceção é o cão boiadeiro suíço: animais de grande porte, além de conduzir o gado, eles também foram utilizados para puxar carroças leiteiras faz fazendas para os centros urbanos.

    Outros exemplos de raças de pastores: kuvasz, komondor, collie, pastor de shetland, border collie, lobo eslovaco, old english sheepdog (traduzindo: “o velho cão pastor inglês”), pastor australiano, pastor belga, pastor bergamasco, etc.

    Cães de guarda e utilidade

    O grupo 2 da FCI é subdividido em duas seções. Reúne um grande número de raças de cães, todas elas caracterizadas pelo territorialismo – por isto mesmo, estes animais sempre foram utilizados para guarda de residências, estabelecimentos comerciais e quartéis militares.

    Um cão são bernardo, até hoje especializado em salvamentos nas montanhas suíças.
    Um cão são bernardo, até hoje especializado em salvamentos nas montanhas suíças.

    Na primeira, estão incluídos os pinschers e schnauzers (lembrando que o dobermann também é classificado por pinscher, e não apenas o “miniatura”.), cujos portes menores foram desenvolvidos apenas com o avanço das aldeias. Conhecidos como cães de terreno, inicialmente estes animais protegiam casas, celeiros e estábulos contra invasões de pragas e ameaças, como ratazanas.

    A segunda seção engloba os cães molossoides, que já eram conhecidos pelos gregos e romanos da Antiguidade, inclusive participando de batalhas. Como o nome indica, trata-se de animais grandes (alguns são imensos). Algumas raças bastante conhecidas: buldogue inglês, boiadeiro suíço, boxer, rottweiler, os mastins e o mais conhecido cão de resgate: o são bernardo.

    Os terriers

    Terrier é uma palavra derivada de “terra”. Os cães do grupo 3 se especializaram em perseguir presas em elemento seco, especialmente em todas e galerias de minas de carvão. Provavelmente, eles surgiram nas Ilhas Britânicas.

    Um yorkshire terrier, adotado nos dias de hoje basicamente com cão de companhia.
    Um yorkshire terrier, adotado nos dias de hoje basicamente com cão de companhia.

    Por serem pequenos e resistentes (isto, no século XVIII, significa alto rendimento no combate a roedores e “baixo custo de manutenção”), os primeiros terriers foram criados por pessoas de baixa renda. Os animais atuais – terrier escocês, fox terrier, terrier brasileiro (também conhecido como fox paulistinha) e o yorkshire, por exemplo, são muito diferentes de seus antepassados, bastante acostumados ao trabalho nas fazendas ou nas minas de carvão, onde os terriers foram introduzidos durante a Revolução Industrial para acabar com os ratos que infestavam as galerias.

    Teckels

    Também conhecidos com dachsunds – e no Brasil, como bassê Cofap –, os cães deste grupo são resultados de tratamentos entre diversas raças europeias (especialmente alemãs). Apesar disto, muitos pesquisadores entendem ter encontrado a origem no Egito antigo, onde há representações de cães com patas curtas datados de mais de quatro mil anos.

     A variedade de teckel mais comum (de pelo curto). Existem animais de pelo duro e de pelo longo.
    A variedade de teckel mais comum (de pelo curto). Existem animais de pelo duro e de pelo longo.

    Os dachsunds também foram utilizados para a caça, mas, ao contrário dos terriers, a especialidade da raça é a perseguição em campo aberto (a palavra que designa a raça significa “cão de texugo”, em alemão). Os salsichas já foram muito úteis na captura de coelhos, lebres e, claro, texugos.

    Estes animais se especializaram na construção de tocas para defesa e organização do território, mas os dachsunds sempre os encontravam. Os cães da raça são muito valentes: em matilhas, foram empregados na caça de veados e até de javalis.

    Tipos primitivos

    Também chamados de cães nórdicos, os animais do grupo 5 apresentam muitas semelhanças, além da origem geográfica. Estes cães são dotados com densa pelagem dupla, orelhas triangulares e cauda pontuda, em geral levada sobre o dorso.

    O husky siberiano, um pouco teimoso, mas muito fiel.
    O husky siberiano, um pouco teimoso, mas muito fiel.

    Fazem parte do grupo: spitz, akita, husky siberiano e malamute do Alasca. Independentemente do porte, são animais dedicados à tração (inclusive em matilhas, para percorrer as estepes da Sibéria e do norte do Canadá), pela facilidade com que se movimentam na neve. Muitos indivíduos também se prestam ao pastoreio.

    Os farejadores

    Todos os cães são dotados com excelente faro, mas os hounds (sabujos) são os campeões neste aspecto. Este fato, aliado à excelente resistência e boa capacidade de perseguição, tornaram os animais destas raças companheiros inseparáveis dos caçadores. São animais essencialmente gregários.

     O bassê hound, cujas marcas registradas são as grandes orelhas e os olhos de “pidão”.
    O bassê hound, cujas marcas registradas são as grandes orelhas e os olhos de “pidão”.

    Fazem parte do grupo: bloodhound, atualmente também empregado para o desenvolvimento de atividades policiais, o beagle – o cão da cruel caça à raposa, proibida inclusive na Grã-Bretanha – e o bassê. As duas últimas raças são adotadas especialmente para companhia, já que todos os hounds são gregários e, desta forma, indicados para conviver em família.

    Os apontadores

    Estas raças começaram a surgir depois do advento das armas de fogo. Os cães apontadores desenvolveram a capacidade de indicar a presença de presas terrestres, arborícolas e voadoras. Estes animais vasculham atentamente a área de caça até identificar o alvo.

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    Legenda: Filhotes de weimaraner. Em países tropicais, é preciso proteger as ninhadas das temperaturas altas.

    Neste momento, os cães ficam imóveis, com os músculos tensionados, indicando com a ponta do focinho a direção da movimentação do animal a ser caçado. Entre as raças, estão o pointer, setter, braco alemão, spaniel (inglês e francês) e weimaraner, também conhecido como “fantasma cinza”, por permanecer quase invisível em um campo nevado, entre árvores desfolhadas pelo frio.

    Os mergulhadores

    Estes animais também se especializaram na caça, mas os cães foram além: eles mergulham em rios e lagos para recuperar (retrieve, em inglês) aves abatidas pelos tiros. Entre as raças, figuram: cão d’água português, retriever do labrador, retriever da terra nova, Springer spaniel e poodle.

    Um poodle preto pronto para se apresentar em uma competição cinológica.
    Um poodle preto pronto para se apresentar em uma competição cinológica.

    Uma curiosidade sobre o poodle (basicamente, um cão de companhia): a tosa clássica foi desenvolvida para que o animal se mantivesse aquecido em áreas vitais (cabeça, cauda, tórax e articulações). As fitas usadas para enfeitar estes cães originalmente tinham a função de permitir que o dono identificasse o seu mascote, mesmo mergulhado na água.

    Fazendo companhia

    Muitas raças aqui apresentadas perderam as suas funções originais e atualmente são empregadas para fazer companhia a crianças, idosos e famílias. Hoje em dia, ninguém cogita de utilizar um cocker spaniel para caçar aves ou um yorkshire para exterminar ratos.

    Os cães do grupo 9 conquistaram as almofadas – e, em muitos casos, também as camas dos donos. As variedades “toy” e “miniatura” dos poodles, pinschers e schnauzers pertencem a este grupo. Outras raças: cães pelados, pequinês, chihuahua, bichon frisé, maltês, lhasa apso, shih itzu e outras de pequeno e médio porte.

    Alta velocidade

    Os lebréis (também conhecidos como galgos) são excelentes velocistas. A caça à lebre (animal também muito rápido, de onde se derivou a designação) fez sucesso na Europa no século XIX, sendo posteriormente substituída pela corridas (apenas) de cães, atividade hoje em decadência.

    Um sempre atento whippet. Os animais da raça são tranquilos, mas demandam muito exercício.
    Um sempre atento whippet. Os animais da raça são tranquilos, mas demandam muito exercício.

    Não se sabe ainda se todos os lebréis possuem uma origem comum, mas eles apresentam características semelhantes: longos e afilados focinhos, peito estreito, abdômen esgalgado, membros longos, musculatura forte e excelente audição. Estão no grupo, entre outras raças: whippet, saluki, afghan hound, grey hound e borzói.

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    Dicas para escolher o seu novo pet

    Um pet faz companhia, protege, diverte e distrai. Mas é preciso checar algumas dicas antes de escolher.

    Em primeiro lugar: pessoas que passam o dia fora de casa e, ao retornar, têm à frente uma série de tarefas domésticas, devem renunciar ao prazer de ter um cão ou gato. Por mais independentes que pareçam, animais destas espécies precisam da companhia humana, precisam de interação.

    Para quem não tem tempo de fazer uma caminhada diária de 15 minutos com o seu cãozinho, o ideal é considerar a adoção de um pássaro, um ferret, um porquinho-da-índia ou mesmo de um gato. Os passeios são fundamentais não apenas para os cães fazerem as suas necessidades, mas também para que eles se socializem com outros humanos e animais.

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    Cães e gatos são sociáveis e apreciam fazer companhia aos seus tutores. Os bichanos, mesmo com a fama de autossuficientes, adoram colo, brincadeiras e mesmo dormir ao lado da família. A diferença é que os gatos estabelecem a própria rotina: os cães, por outro lado, não fazem a menor cerimônia: fazem festa, latem, chegam a morder a barra da calça na hora do passeio.

    Adotar um animal de estimação implica uma série de responsabilidades, que precisam ser adequadas à realidade dos humanos: espaço, disponibilidade para brincar, passear e adestrar, gastos com rações, banhos, tosas e consultas veterinárias. Antes de escolher o seu novo pet, é preciso levar tudo isto em conta: o número de cães e gatos abandonados cresce a cada dia.

    Um fato a ser considerado: cães e gatos vivem entre dez e 15 anos (alguns são campeões de longevidade, ultrapassando os 20 anos). Neste longo período, eles não tiram férias e dão muito trabalho: além de brincar, comer, tomar vacinas, passear, etc., eles envelhecem e, como qualquer ser idoso, passam a demandar cuidados mais frequentes.

    Que pet escolher?

    Não é difícil. Existem dezenas de raças de cães e gatos, cada qual com as suas características, além dos simpáticos vira-latas (animais SRD – sem raça definida), que se caracterizam pela extrema capacidade de adaptação aos mais diversos ambientes.

    Na hora de escolher, alguns itens são óbvios: de nada adianta se apaixonar pelo filhote de dogue alemão, por exemplo. Adulto, ele atinge proporções consideráveis. Zeus, o cão mais alto do mundo (certificado pelo “Livro Guiness dos Recordes”), atingiu incríveis 1,12 cm na cernelha (o espaço entre os ombros). Certamente, a raça não é indicada para apartamentos.

    Com relação aos gatos, o porte não é tão importante na hora da escolha. Mesmo as raças gigantes, como o maine coon e o ragdoll, conseguem adaptar-se a espaços pequenos. Contudo, entra aí outro ponto importante: os pelos.

    A hora da escolha

    A afirmação segundo a qual o pet é o reflexo do dono é mais do que verdadeira. Isto não significa que os animais se adaptem totalmente à família, mas a escolha indica as características, desejos e necessidades dos humanos.

    Um gato é sempre mais independente e encara os donos como iguais. Em um bando de gatos, apesar de haver um indivíduo dominante, as regras hierárquicas não são rígidas – e um gato doméstico tende a reproduzir este comportamento quando é introduzido em uma residência.

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    Os cachorros, ao contrário, são extremamente hierarquizados. Como regra geral, eles identificam um chefe entre os membros da família (um substituto do macho alfa, mesmo que a chefia seja concedida a uma mulher). Mesmo assim, estabelecem relações de submissão com todos os demais humanos, desde que sejam bem educados.

    Ao escolher um novo pet que não seja destinado à reprodução – e ao início de um novo negócio comercial, como um canil ou gatil – o ideal é que o animal seja castrado antes de ser levado para casa. É uma providência que deve ser tomada juntamente com a vacinação e a vermifugação. Cães e gatos não se ressentem por ter de renunciar à vida sexual.

    Cães e gatos são bons companheiros para crianças, mas algumas raças caninas são contraindicadas para menores de seis anos: são os animais de grande porte, que, mesmo sem demonstrar traços de agressividade, podem derrubar os pequenos, ocasionando traumas.

    Da mesma forma, em uma casa de idosos, animais muito “intensos” não são a melhor opção. Um husky siberiano, por exemplo, pode decidir dar uma corrida durante o passeio, para “investigar” uma borboleta do outro lado da rua.

    Na hora de escolher, informe-se sobre as características da raça, visite canis e confira o temperamento (docilidade, agitação, obediência, etc.). Desde filhotes, cães e gatos revelam a personalidade, que precisa ser compatível com a dos donos. Outra questão importante é verificar se o novo animal de estimação aceita bem a presença de outros cães e gatos. Algumas raças são muito territorialistas e podem causar problemas quando precisam dividir o espaço com outros pets.

    Bolinhas de pelos

    Antes de tudo, é preciso lembrar que todos os cães e gatos soltam pelos e, muitas vezes, estes “rejeitos” vêm acompanhados de líquidos que podem empestear qualquer ambiente. Por isto, ao escolher um novo pet, tenha em mente que os cômodos por onde o animal poderá transitar também deverão ser alvo de limpezas e higienizações com mais frequência: traduzindo, você terá mais trabalho.

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    As raças de cães que soltam mais pelos são as seguintes: retriever dourado, pastor alemão, collie, pastor de shetland, husky siberiano, são bernardo e malamute do Alasca são os campeões. Além disto, alguns medicamentos e a própria idade do animal favorecem a “decoração” de tapetes e estofados.

    Contudo, não basta escolher um animal de pelo curto para evitar (ou minimizar) o problema: pug, dálmata, beagle, retriever do labrador, dobermann, rottweiler, dachsund (teckel) e os buldogues (inglês e francês) trocam de pelos uma vez por ano.

    Motivos errados

    Todos nós queremos companhia. Os seres humanos não foram criados para viver sozinhos – e um cão ou gato pode ser um bom companheiro para todas as horas. No entanto, escolher um novo pet apenas para substituir um membro da família perdido (humano ou não) não é um bom motivo para adotar um animal de estimação.

    O ideal é curtir o luto, deixar que a tristeza se transforme em saudade e só então decidir-se pela introdução de um novo animalzinho em casa. Cada cão ou gato é uma personalidade única: tem seu próprio temperamento, seus interesses e medos. Eles não podem ser encarados como substitutos.

    Muitas pessoas preferem as raças grandes, mas, quem mora em apartamentos precisa considerar outras opções, como um maltês, yorkshire, lhasa apso e teckel. Dálmatas e retrievers do labrador podem se adaptar a apartamentos, desde que haja terraços e lavanderias bastante espaçosos.

    Mesmo algumas raças de porte médio, como o whippet e o cocker spaniel, precisam de um jardim e um quintal: são ágeis, vivem em movimento e podem inclusive desenvolver problemas de saúde em pequenos ambientes.

    Benefícios de ter um cão ou gato

    Talvez seja desnecessário relacionar motivos para ter um cão ou gato, já que eles são bastante explícitos. Porém, alguns destes motivos podem passar despercebidos. Confira:

    • crianças que convivem desde bem pequenas com cães e gatos têm o desenvolvimento do sistema imunológico garantido, e isto previne contra o aparecimento de alergias; ainda neste quesito, os gatos são os “vilões” dos processos alérgicos, mas alguns estudos sugerem que cães de pelo longo potencializam as reações alérgicas. Em caso de dúvida, procure a orientação de um veterinário;
    • ainda com relação às crianças, ter um cão ou gato ajuda a desenvolver o senso de responsabilidade, melhora a autoestima e favorece os processos de socialização;
    • os cães precisam de passeios frequentes e, por isto, são um estímulo para vencer o sedentarismo. Mesmo uma pequena caminhada diária é útil para combater algumas doenças modernas, como obesidade, problemas cardíacos, respiratório, ósseos, articulares, etc.;
    • conviver com um cão ou gato é um fator de prazer e bem estar. Brincar com um animal de estimação estimula a produção de algumas substâncias associadas à felicidade, como a dopamina e a endorfina.
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    Como saber a idade dos cães

    Os dentes são os principais indicadores da idade dos cães. Saiba mais.

    A dentição canina sofre alterações ao longo do tempo. Nos cães adultos, é possível fazer uma previsão aproximada sobre a idade, enquanto, nos filhotes, o resultado é mais preciso, uma vez que eles trocam os dentes em idade predeterminada. Seja como for, a avaliação dos dentes é um bom ponto de partida para saber a idade de um cachorro.

    Este dado é importante especialmente quando o animal, ao ser adotado, já concluiu o seu desenvolvimento físico. Isto ajuda a definir a alimentação adequada, a carga de exercícios físicos diários, etc. Mesmo assim, um cão de qualquer porte, ao chegar a uma nova casa, precisa receber avaliação veterinária, já que pode ser portador de doenças ou deficiências que podem ser curadas ou amenizadas com uma rotina correta.

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    O formato da dentição

    Com relação à dentição, os cães apresentam diversas qualidades de mordedura: tesoura, torquês, prognatismo superior ou inferior. O número e o tipo dos dentes (são quatro), no entanto, é invariável, independente da raça:

    • incisivos: são os dentes pequenos e finos (os laterais são um pouco maiores), localizados na frente da boca. Os cães adultos possuem 12 incisivos, seis em cada arcada;
    • caninos: ficam atrás dos incisivos, um de cada lado, nas duas arcadas. São dentes grandes e pontiagudos;
    • pré-molares: ficam atrás dos caninos. São quatro em cada lado das arcadas e o quarto pré-molar superior é bem maior que os demais;
    • molares: são os dentes responsáveis por triturar o alimento, pouco usados pelos cães (em relação aos humanos). Ao todo, são dez: dois de cada lado na arcada superior e três na inferior.

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    Dentição infantil

    Este é o formato da dentição de um cão adulto, completada em torno dos sete meses de vida. Os filhotes, como já foi dito, facilitam a tarefa de determinação da idade, em função de:

    • assim como nós, todos os cachorros nascem banguelas;
    • os dentes de leite começam a despontar na terceira de vida, mas, em muitos casos, são sensíveis apenas ao toque (não são visíveis a olho nu). Com oito semanas, todos os 28 dentes decíduos (de leite) já estão desenvolvidos e nos três meses seguintes, não ocorre nenhuma mudança significativa;
    • em geral, a partir dos cinco meses, como a surgir os dentes permanentes e, em alguns animais, é comum a identificação da dentição dupla, mas os dentes de leite acabam perdendo estabilidade e caindo. Apenas em poucos casos, é necessário recorrer a um dentista veterinário para a extração;
    • aos sete meses, os 42 dentes permanentes já estão implantados.

    Desta forma, é possível concluir que:

    • se o cãozinho ainda é banguela, ele tem menos de 18 dias de vida, provavelmente foi abandonado e dificilmente conseguirá resistir sem intervenção de profissionais;
    • se os 28 dentes de leite já são visíveis, o filhote tem entre dois e cinco meses;
    • quando começam a surgir os dentes permanentes, mas alguns decíduos continuam presentes, o animal tem entre cinco e sete meses;
    • com a dentição completa, mesmo que ainda tenha aparência de garotão, o cachorro tem mais de sete meses.

    Idade: adultos e idosos

    Uma vez completada a dentição permanente, a idade dos cães pode ser determinada pelo desgaste e aparência dos dentes.

    O tártaro não aflige apenas animais de rua, mas é um bom indicativo da idade. Uma vez que estamos considerando a necessidade de saber a idade de cães abandonados ou moradores de abrigos, é possível afirmar que:

    • até os 18 meses, os dentes são brancos e limpos. Na maioria dos casos, não são verificadas ausências de dentes;
    • a partir do segundo ano de vida, é possível identificar o desenvolvimento das placas bacterianas nas duas arcadas. Quando o cão está se aproximando dos três anos, é facilmente identificável a presença do tártaro e os dentes estão mais chatos, com redução do “corte” (gradualmente, os incisivos vão ficando menos afiados). Os dentes traseiros (molares e pré-molares) começam a ficar amarelados;
    • a partir dos três anos, o tártaro pode ser responsável pela perda de alguns dentes e o amarelado avança para os incisivos. Um cão de cinco anos revela todos os dentes escurecidos e com desgaste bem mais marcante;
    • cães idosos (a partir dos oito anos) que passaram um longo período “sem teto” apresentam perda significativa de dentes (mais de dez), fraturas e apodrecimento. É importante lembrar que os cães de temperamento mais violento, por se envolverem em mais brigas, também podem apresentar os mesmos sinais.
    Este retriever do labrador revela a idade nos pelos brancos que enfeitam a sua cara.
    Este retriever do labrador revela a idade nos pelos brancos que enfeitam a sua cara.

    Ainda sobre os cães idosos: a partir dos oito anos, é comum o surgimento de doenças oculares, como a catarata. Os cachorros também ficam grisalhos: pelos acinzentados ou brancos aparecem no focinho, mandíbula, entre os olhos e na inserção das orelhas.

    Por fim, a produção de colágeno também é reduzida com o avanço da idade (ainda que em menor proporção do que ocorre entre humanos). Desta forma, os cães também começam a perder a elasticidade da pele.

    É desnecessário dizer, mas, em geral, os filhotes são mais ágeis e menos obedientes do que os cães adultos. Os cachorros idosos apresentam pouca propensão para brincadeiras e podem se ressentir de exercícios muito intensos (isto, no entanto, também pode indicar a presença de doenças esqueléticas, musculares e articulares).

    Problemas de saúde

    Os cuidados com os pets têm aumentado nas últimas décadas. Atualmente, poucos cães são relegados aos fundos de quintais, poucos gatos vivem nos telhados, as duas espécies se alimentando de restos de comida e sem nenhum cuidado de saúde.

    A conscientização, no entanto, ainda não chegou à saúde bucal. A maioria dos donos não valoriza a higiene dos dentes – e, no caso de cães de rua ou de abrigo, este cuidado é praticamente nulo.

    Por isto, estima-se que, ao atingirem três anos de idade, 80% dos cães apresentam sinais de algum problema na boca: amarelamento (ou escurecimento) dos dentes, avanço da placa bacteriana, desenvolvimento/ expansão do tártaro, mau hálito e gengivite.

    Estes problemas são mais comuns nos animais de pequeno porte, especialmente os de raças que atingem o amadurecimento mais cedo, como o lhasa apso, shih tzu, chihuahua, maltês e yorkshire, e os que mantêm parte dos dentes expostos permanentemente.

    Observações

    As idades aqui apresentadas são apenas aproximações, já que tudo depende dos cuidados que o animal recebeu até que foi abandonado. Além disto, outras condições podem determinar o desgaste mais pronunciado dos dentes, como os hábitos alimentares e alguns problemas de saúde. Um veterinário pode realizar um estudo mais aprofundado para saber a idade dos cães.

    É importante lembrar que o desgaste dos dentes é normal e ocorre mesmo no caso de donos responsáveis, que realizam a higiene bucal regularmente e não negligenciam as consultas veterinárias. Os cães adoram morder e roer objetos duros e isto não é negativo, uma vez que o hábito ajuda retirar sujidades e a quebrar as placas bacterianas.

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    As 10 raças caninas mais populares do mundo

    Apresentamos a relação das dez raças mais caninas mais vendidas no mundo inteiro. Confira.

    Relacionar as dez raças caninas mais populares do mundo não é uma tarefa fácil. Muitas pessoas irão discordar, uma vez que as preferências variam de acordo com o porte, a utilidade do cão, a inteligência (que pode ser traduzida por facilidade de adestramento), as recordações de infância, etc.

    Cada indivíduo conhece os seus prediletos e pode torcer o nariz para algumas das raças caninas aqui apresentadas. Seja como for, a lista foi elaborada a partir dos registros mantidos pela Federação Cinológica Internacional, entidade fundada em 1911, sediada em Paris, que congrega os principais representantes nacionais da cinofilia.

    dez racas caninas mais populares do mundo

    Infelizmente, ficam fora do ranking os chamados animais sem raça definida (SRD), os simpáticos vira-latas, assim conhecidos mesmo quando são criados à base de filé mignon. De longe, os cães SRD constituem a maioria dos animais de estimação, mas, como não há registro de guarda, não é possível mensurar quantos deles vivem entre os humanos.

    10) Poodle

    A raça poodle, que pode ser encontrada em diversos tamanhos (o padrão permite o registro de poodles gigantes, standard, pequenos e toys, mas desaconselha a criação de animais microtoy), mas hoje é menos popular entre criadores e famílias interessadas em sua adoção.

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    Trata-se de mais uma raça mergulhadora. A tosa do poodle, aliás, está relacionada ao seu “ofício” original, mantendo a pelagem mais farta no crânio, orelhas, peito e articulações, sem impedir que os animais se lancem na água para recolher patos e gansos (atividade que muitos poucos deles desenvolvem nos dias atuais). Um poodle é tranquilo e carinhoso, mas pode se tornar bastante dengoso e manipulador, quando é mal educado.

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    Tapetes gelados para cães funcionam mesmo?

    Muitos cachorros sofrem com o calor – no Brasil, durante praticamente o ano todo. Felizmente, estão chegando novidades: os tapetes gelados para cães. Será que funcionam?

    Os tapetes gelados prometem um alívio para os cães e realmente funcionam. Eles possuem refrigeração a gel atóxico (o que evita vazamentos) e reduzem a temperatura, tornando-a bem mais agradável. Praticamente todos os amigos caninos sofrem com o verão (que, em algumas regiões do país, se estende por dez meses; nos dois restantes, a estação chuvosa reduz a sensação térmica em alguns graus centígrados, mas não chega a eliminar o desconforto).

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    No Brasil, e principal marca de tapetes gelados e refrescantes para cães é a Jambo Mat Cool, mas o Chill Out, da AFP (All for Paws, ou tudo para patas), já entrou na concorrência, apesar de oferecer produtos um pouco mais caros e não disponibilizar tapetes para cães grandes e extragrandes (molossoides).

     Estratégias caninas e humanas

    Os cães têm truques próprios para amenizar o calor. Nos dias mais quentes, eles procuram piso frio (como a cozinha ou a área de serviço) e deitam-se no chão para se refrescar. A estratégia, porém, não é muito eficaz: depois de alguns minutos, a superfície se aquece com a temperatura do animal, que é, como nós, um ser de sangue quente e ele precisa trocar o lugar de descanso.

    Veja também: Por que o calor excessivo é prejudicial para os cães?

    Vale lembrar que a temperatura corporal dos cães é superior à humana (entre 38°C e 39,5°C); por isto, eles se ressentem mais do calor, mesmo quando avaliamos que o dia está ameno (entre 25°C e 28°C). além disto, eles não suam através dos poros, o que impede o resfriamento do corpo.

    Para superar este incômodo, a tecnologia surge em benefício dos pets. Os tapetes gelados funcionam apenas com a pressão do peso do próprio cão. À medida que ele se mexe, durante a soneca da tarde. Não é necessário nenhum tipo de fonte de energia e o mat (derivado de “mattress”, colchão, em inglês) não precisa de água, nem de refrigeração.

    A circulação do gel, que funciona internamente nos tapetes gelados para cachorros, garante o refresco. Trata-se de um processo mecânico (o gel armazenado no fundo do mat circula em direção à superfície, dando lugar para o gel mais próximo do cão ficar mais fresco).

    Características dos tapetes gelados

    O tapete gelado da Jambo é oferecido em quatro tamanhos:

    • pequeno: 50 cm de comprimento e 40 cm de largura;
    • médio: 65 cm de comprimento e 50 cm de largura;
    • grande: 90 cm de comprimento e 50 cm de largura;
    • extragrande: 96 cm de comprimento e 81 cm de largura.

    Em todos os casos, a espessura é sempre de um centímetro. Os tapetes gelados são confeccionados em náilon (ou poliéster), espuma e gel, com estrutura de PVC. Até o momento, não foram registradas queixas de danos causados pelos gatos e suas garras afiadas, nem aqui, nem nos EUA, onde o produto foi desenvolvido.

    Portanto, a família toda fica feliz, apesar de os felinos, todos originários de regiões quentes (Egito, Oriente Médio, sudeste da Ásia) não reclamarem (muito) das altas temperaturas – nem mesmo as raças peludas, como os siameses e os himalaios.

    Os tapetes gelados para cães baixam a temperatura entre 6°C e 10°C. Depois de cinco ou seis horas, é conveniente dar um “descanso” para o acessório, para que eles recuperem as propriedades e garantam uma vida útil mais prolongada.

    Não há contraindicações: filhotes, adultos e idosos podem usar os tapetes gelados, a menos que haja histórico veterinário de artrites, artroses, atrofias musculares e condições específicas, como a displasia coxofemoral, relativamente comum em cães grandes. Mesmo assim, o médico pode ser consultado sobre a conveniência de adotar os tapetes gelados.

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    Outros cuidados para dias quentes

    Existem outros produtos desenvolvidos à base do mesmo gel embutido nos tapetes gelados. São bebedouros, comedouros (indicados apenas para cães que se alimentam com rações secas) e até brinquedos, como bolas e petecas. Os animais podem se refrescar enquanto estão se divertindo com os donos.

    Os cães que mais sofrem com o calor intenso são os peludos (especialmente os que têm subpelo e sobrepelo), os de pequeno porte e os oriundos de regiões temperadas ou glaciais (husky siberiano, akita, são bernardo, outros cães monteses e os mergulhadores: retriever do labrador, terra nova, labrador dourado, cão d’água português, etc.).

    Os cães de focinho curto (os de cara achatada, como o boxer, os buldogues e o pug) sofrem da chamada síndrome braquicefálica: o ar inspirado leva menos tempo para chegar aos pulmões, chega mais aquecido e eles acabam sofrendo com fadiga, respiração ofegante e diversos problemas nas vias respiratórias superiores.

    Animais de pelo escuro absorvem os raios solares com mais intensidade. Desta forma, sofrem muito mais com o calor. Por outro lado, nem eles, nem os animais de pelagem clara não podem sofrer uma tosa radical: a pele exposta ao Sol, quando eles ficam rosados (comum nos yorkshires, malteses e lhasas apsos), os raios UV se tornam mais ativos e podem determinar inclusive cânceres de pele.

    Passeios

    Os passeios diários não podem ser negligenciados. Ao contrário dos gatos, que se relacionam apenas com a família e alguns parentes próximos (quem vive com um bichano sabe como é difícil encontrá-lo quando surgem estranhos em casa), os cachorros são mais gregários e precisam se relacionar com outros caninos e humanos – entre outros motivos, para reduzir o tédio e reduzir a ferocidade natural da espécie.

    Eles são caçadores, defensores e companheiros. Por isto, estão “sempre alertas”. São territorialistas (especialmente os machos não castrados) e podem não suportar a chegada de um novo membro à família – como outro cachorro, um gato ou um bebê.

    Os passeios, portanto, devem ser mantidos. As brincadeiras, no entanto, precisam de alguns cuidados: além das bolas e frisbees gelados (na verdade, apenas refrescantes), água fresca deve estar disponível durante os exercícios.

    Os horários também precisam mudar: passeios depois das 10h (ou 11h, no horário de verão) ou antes das 16h (ou 17h, nos horários que seguem a hora oficial de Brasília) são ainda mais contraindicados. Tapetes gelados são uma ajuda e tanto, vieram para ficar, mas não fazem milagres.

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    Cachorro engasgado: O que fazer?

    É um grande susto para toda a família. Confira o que fazer quando um cachorro está engasgado.

    É uma situação comum, mas que pode gerar problemas sérios. Um cachorro pode ficar engasgado com um brinquedo ou um pedaço de osso (os piores são os das aves, por serem ocos e partirem-se com facilidade). Os mais gulosos e afoitos chegam a engasgar com a própria ração. É preciso manter o sangue frio e providenciar ajuda imediata: não há tempo hábil para levá-lo a uma clínica veterinária.

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    Quando um cachorro está engasgado, além do pânico que ele revela, surgem outros sinais: ele tosse, baba excessivamente, tenta limpar a boca com as patas, como se estivesse querendo retirar o objeto que o incomoda, apresenta dificuldades de respiração (pela oclusão ou compressão da traqueia).

    Também manifesta agonia excessiva, fica bastante ofegante e, em alguns casos, pode sofrer desmaios. Um cachorro demonstra falta de ar posicionando a cabeça e o pescoço abaixados, em linha reta. Em algumas situações, ele não consegue ficar de pé.

    Os primeiros passos

    Nos instantes iniciais, é necessário observar. O animal pode conseguir livrar-se do engasgamento sozinho.

    seja como for, mantenha-se próximo, a postos para auxiliar. Algumas pessoas da família podem se revelar bastante descontroladas. Peça para que elas se tranquilizem, ou, em último caso, para que deixem o ambiente. Já basta o nervosismo do acidentado.

    Em seguida, é necessário tentar acalmar, na medida do possível, o cachorro que está engasgado. Converse calmamente e faça alguns afagos, para ele sentir que está em um ambiente seguro, mesmo com toda a ansiedade. Mesmo assim, ele tentará morder e fugir.

    Muitos cães procuram se esconder debaixo de móveis quando estão sentindo algum desconforto físico. É preciso ser rápido (mas não brusco, para não assustá-lo ainda mais) e segurá-lo antes que ele encontre um esconderijo, de onde sempre é mais difícil retirá-lo. O importante é que ele fique menos agitado, para que a respiração se torne mais fácil.

    Encoraje o seu cachorro a engolir. Sopre e belisque as suas narinas, para estimular o movimento de deglutição, ou esfregue suavemente o pescoço. Se o objeto estiver bloqueando a maior parte da garganta, no entanto, ele não irá conseguir. Neste caso, abandone a providência imediatamente.

    O que fazer se seu cachorro engasgar?

    Ligue imediatamente para o veterinário, para que ele possa avaliar a situação e orientar sobre os procedimentos mais indicados. Se necessário, a clínica pode providenciar a remoção do paciente; os primeiros socorros devem ser ministrados enquanto o socorro médico está a caminho.

    Tente visualizar o objeto que está obstruindo as vias aéreas. Com bastante calma e delicadeza, abra a boca do cachorro, segurando a mandíbula firmemente. Coloque seus dedos entre os dentes e os lábios do animal, exercendo pressão suave.

    Ao abrir a boca do cachorro, se for possível identificar o objeto que está causando o engasgamento, tente retirá-lo com delicadeza. É preciso tomar muito cuidado com objetos pontiagudos, que podem provocar outros ferimentos. Vale lembrar que os ossos de galinha partem-se em cantos pontiagudos e são extremamente perigosos, podendo causar hemorragias na boca e na garganta.

    Se o objeto não estiver visível, for difícil de remover e o cachorro for de pequeno porte, existe outro método: pegue-os pelas patas traseiras, segure-o de cabeça para baixo e dê um chacoalhão (com cuidado para não ferir outras estruturas orgânicas). Se não der certo, pequenos tapas no dorso ajudam a expelir o objeto.

    Cães maiores devem ser deitados no chão, em posição lateral (os muitos grandes podem ser colocados deitados sobre as costas). Coloque a mão no tórax do animal, pressione ligeiramente para frente (o emprego de força depende do porte, estrutura e idade do animal). Repita a operação algumas vezes, até que o cachorro consiga cuspir o objeto.

    Em qualquer caso, é preciso consultar o médico veterinário, mesmo que o cachorro tenha conseguido expelir totalmente o fator que o deixou engasgado. Ele pode ter sofrido machucados internos. No caso de o animal apresentar cianose (boca e língua arroxeadas ou acinzentadas) ou desmaios, é o momento de correr para a clínica, em busca de ajuda especializada.

    Se o animal não conseguir respirar mesmo depois que estiver desengasgado, é possível proceder à respiração boca a boca. Coloque os dedos no centro do peito do cachorro, estique o pescoço para trás e assopre as narinas em intervalos de três segundos.

    Se for necessário, pode-se recorrer à massagem cardíaca: pressionar o tórax, manter contando até dois e soltar. Repita o movimento por no mínimo 60 vezes a cada minuto. A pressão deve ser firme, mas sempre tomando cuidado para não ferir as costelas do cão. Estas manobras de ressuscitamento só são possíveis depois de retirado o objeto que provocou o engasgamento. Do contrário, podem determinar a entrada pela faringe e até o esôfago.

    Fique atento!

    Muitos cães apresentam problemas de palato mole e língua grande demais para caber na boca. Isto acontece especialmente com os braquicéfalos (aqueles com o focinho curto demais), tais como pug, pequinês, buldogue inglês, lhasa apso e shih itzu, embora também possa afetar cães pequenos, tais como spitz, poodle toy, dachsund e pomeranian.

    Quando um cachorro que apresenta esta condição respira bruscamente, ele suga a extremidade do palato mole e tem a traqueia bloqueada. Isto restringe a capacidade respiratória, mas é uma condição temporária, que desaparece sem necessidade de nenhuma intervenção.

    A tosse do canil é uma infecção que torna as vias respiratórias doloridas, inflamadas e irritadas. Mesmo a aspiração de uma lufada de ar frio pode provocar longas crises de tosse, muitas vezes confundidas com engasgamento.

    As doenças cardíacas também podem prejudicar a respiração. Um coração inchado pressiona laringe, traqueia e pulmões, enquanto uma arritmia pode interferir na entrada e saída do ar. Nestas condições, um cachorro respira de forma angustiada, tosse bastante e pode apresentar sinais de cianose.

    Em qualquer um destes quadros, o veterinário deve avaliar boca, garganta e as vias respiratórias superiores em um exame de rotina, para eventualmente indicar algum tratamento. Em geral, porém, o desconforto cessa em poucos instantes.

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    Colapso da Traqueia: o que é?

    Tosse frequente e engasgo são sintomas comuns de Colapso da Traqueia, condição comum que atinge cães de raças de miniatura. Conheça!

    Você conhece ou já ouviu falar sobre colapso da traqueia? É um problema comum que se apresenta em cães com focinho achatado e também entre cachorros de raças miniatura, que tem mais de cinco anos de idade. Entre alguns sintomas destacam-se a tosse e engasgo frequente.

    O colapso da traqueia é condição que acomete cães de raças miniatura como lhasa apso, poodle, lulu da pomerânia, yorkshire, entre outras. Ainda não se sabe qual a causa certa do Colapso da Traqueia, mas existem vários fatores que podem desencadear como fatores genéticos, doenças infecciosas e o envelhecimento natural dos cães.

    Os sintomas mais comuns do Colapso da Traqueia são tosse, dificuldade de respirar, latidos roucos e até desmaio. Seu melhor amigo já teve algum destes sintomas? Que tal leva-lo para o veterinário?

    Além disso, muitos cães já podem nascer com o Colapso da Traqueia, e essa condição pode se manifestar muito tempo depois, por meio de uma crise que pode ser devido ao cheiro de algum produto de limpeza, traumas na região do pescoço, entre outros.

    Assim, é essencial que você fique sempre atento ao seu melhor amigo. Se notar que ele esta espirrando ou tossindo com frequência, ou mesmo engasgando, leve-o ao veterinário, para que o profissional possa avaliar o que esta afetando a saúde do seu amigo.

    O diagnóstico do Colapso da Traqueia é feito por meio da avaliação clínica do cão. Além disso, também, são realizados outros exames para excluir possíveis infecções. Um exame que é feito apara avaliar se o cão tem ou não essa condição é o raio X, porque deste modo o veterinário pode avaliar se teve ou não alguma alteração na traqueia.

    O colapso da traqueia tem cura? Infelizmente, essa condição não tem cura. Assim, os sintomas são controlados através do uso de medicamentos. Porém, também, podem acontecer crises avançadas, que podem provocar insuficiência respiratória, e neste caso, possivelmente, podem ser feito cirurgia, para aliviar os sintomas no cão.

    Cães que têm Colapso da Traqueia não devem usar coleiras no pescoço, sendo recomendado o uso de guias com coleiras de peitoral. Assim, é imprescindível que os cães sejam levados ao veterinário de forma periódica para fazer um check-up. Quanto mais cedo iniciar o tratamento de Colapso de Traqueia, por exemplo, melhor para o cão, porque evita o sofrimento dele.

    Você leva muito o seu melhor amigo ao veterinário para fazer check-up? Conte dele para a gente!

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    Raças de cães que vivem mais tempo

    Sabia que existem raças que vivem até 18 anos? Como a raça Lhasa Apso, por exemplo. Veja!

    Infelizmente, os cães vivem muito pouco, por isso, temos que aproveitar ao máximo a companhia deles ao nosso lado. Procure dar a melhor qualidade de vida que você puder ao seu melhor amigo, brinque com ele, passeie e divirta-se ao lado de quem vai estar sempre junto de você, em todos os momentos. O cachorro mais velho do mundo, por exemplo, viveu até quase 30 anos e se chamava Max. Ele era uma mistura dachshund, beagle e terrier. Que tal conhecer algumas raças que vivem mais tempo?

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    Chihuahua: Fofos e espetos, eles podem viver até 18 anos. Entre algumas doenças que são comuns nesta raça destacam-se luxação de patela, hipoglicemia e dentes desgastados. Por isso, se você tem ou conhece alguém que tem um cão desta raça tenha atenção a estes problemas.

    Lhasa Apso: inteligentes e lindos, os cães desta raça, também, podem viver 18 anos. Em 1939 foi registrado que um Lhasa Apso viveu por 29 anos. Lhasa Apso são calmos, tranquilos e fortes.

    Beagle: divertidos e espertos, eles podem viver até 15 anos. Um cachorro desta raça conhecido como Butch morreu com 27 anos em 2009. Na época, ele vivia na Virgínia.

    Maltês: belos e inteligentes, o maltês pode viver até 15 anos. Os cães desta raça têm pouca perturbação genética.

    Lulu da Pomerânia: impossível não se apaixonar e encantar com a beleza. Eles vivem, em média, 15 anos e a doença mais diagnosticada é a luxação da patela, que está relacionada com problemas com articulação da rótula.

    Boston Terrier: Os cães desta raça podem viver até 15 anos. Eles apresentam focinho achatado e por isso podem desenvolver problemas respiratóritos. Entre outras doenças comuns nesta raça destacam-se as cataratas e também o problema de córnea.

    Poodle: inteligentes e brincalhões, estes cachorros podem viver até 15 anos. São espertos e muito obedientes.

    Dachshund: estes cães podem viver até 14 anos. Já houve registros de um cão desta raça que viveu até os 21 anos e morreu em 2009.

    Schnauzer Miniatura: ele pode viver até 14 anos. São cães cheios de energia e vivacidade e que adoram brincar e estar ao lado do dono. São criativos e muito inteligentes.

    Pug: impossível não se apaixonar com o olhar. O pug pode viver até 13 anos, e problemas respiratórios são comuns. Além disso, ele tem pouca perturbação genética.

    Qual cachorro que você conhece que viveu mais tempo? Que raça era? Conte para a gente!

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    Atopia nos cães: o que é?

    Coceiras, lambidas em excesso e raspados podem ser indícios de uma doença de pele chada atopia. Saiba mais!

    Os cães atópicos costumam ter muita coceira, feridas na pele, entre outros tipos de sintomas. É fundamental que os donos estejam sempre atentos a cada sinal também aos sinais que os cães transmitem. Ou seja, é preciso observar sempre o comportamento, aspecto da pele e qualquer alteração é fundamental que o cachorro seja levado ao veterinário. Por exemplo, cães que têm coceira excessiva podem ser atópicos e a alergia precisa ser controlada, porque ela causa muito desconforto. Conheça mais sobre essa doença de pele comum!

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    O que é a atopia?

    A atopia é uma doença genética de pele, que não tem cura, mas tem controle. Ela também é conhecida como dermatite atópica. A doença é hereditária e os principais sintomas são caracterizados por coceira extrema, inflamações, entre outro sintomas. Os cães que possuem essa doença de pele, geralmente, apresentam alergias a diversas substâncias que estão presentes no ambiente como, por exemplo, poeira.

    Como controlar a atopia?

    A doença pode ser controlada de várias maneiras diferentes como reduzir o contato do cão com as substâncias que provocam a alergia.

    Assim, o seu melhor amigo deve ficar longe dos alérgenos, que são itens que provocam as alergias. Além disso, é preciso que o seu cachorro esteja sempre em dia com o controle de parasitas e também a higienização da pele e a hidratação são fundamentais, porque evitam o ressecamento.

    Os sinais da atopia são comuns e se caracterizam por coceira, lambedura, raspados, entre outros. Logo, se o seu melhor amigo estiver apresentando alguns destes sintomas, que tal leva-lo ao veterinário para verificar se é uma dermatite atópica?
    Quais são as raças mais comuns a desenvolver atopia?

    As raças mais comuns são: Shar Pei, Lhasa Apso, Dálmata, Pug, Boston Terrier, Golden Retriever, Boxer, Labrador, Shih Tzu, entre outras.

    Como diagnosticar a doença?

    A atopia pode ser diagnosticada por meio da história, sinais clínicos, entre outras formas. Assim, se os sinais de manifestação da dermatite atópica forem notados, o cão deve ser levado ao veterinário de confiança para que o tratamento possa ser iniciado o mais cedo possível. O tratamento muitas vezes é feito com xampus específicos e também com o uso de medicamentos que devem ser informados pelo veterinário. Assim, não tente tratar o seu melhor amigo por sua conta, certo? No geral, a alergia precisa ser tratada por toda a vida do cão.

    O seu melhor amigo já teve dermatite atópica? Conte para a gente no blog!

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    Dicas para cuidar de cachorro em apartamento

    Esta pensando em criar um cachorro em apartamento, mas tem dúvidas do assunto? Leia o artigo agora, então!

    Você quer cuidar de um cachorro, mas mora em apartamento? Não se preocupe! Isso é possível, mas demanda alguns cuidados. Por isso, não de ler este artigo para ficar por dentro de algumas dicas de como cuidar do seu melhor amigo morando em um apartamento. Vamos lá?

    Conhecendo a vizinhança

    Você já conhece seus vizinhos? Antes de criar um cachorro, é preciso verificar se no condomínio é permitido. Procure saber se os moradores têm cães, converse com o síndico sobre a possibilidade, ou seja, procure se informar se pode ou não criar cães no local em que você mora.

    A importância do treinamento

    Ao criar um cachorrinho em apartamento, lembre-se de que existem outros moradores ao seu lado e que eles podem achar ruim se o seu melhor amigo ficar latindo o tempo todo, por exemplo. Por isso, já pensou na ideia de treinar o seu melhor amigo? Procure um profissional na área de confiança para que possa treinar o seu cão e ensiná-lo a fazer as necessidades nos locais certo, dar pata, sentar, entre outros truques legais e interessantes.

    Que tipo de cachorro posso ter?

    Existem muitas raças que podem ser criadas em apartamentos e adaptam-se bem ao ambiente. Escolha por cães que tenham porte menor, porque cachorros grandes precisam de espaço para correr, brincar e se divertir.

    Entre algumas raças que podem ser criadas em apartamentos destacam-se: lhasa apso, poodle, fox terrier, pinscher, maltês, entre outras.

    Estude sobre o comportamento de cada uma, os cuidados que o cão precisa, entre outros.

    A importância do passeio

    Mesmo que o seu apartamento tenha área, é essencial que você leve o seu melhor amigo para passear diariamente. Procure sair em horários que o sol não está tão forte como no início da manhã ou no fim do dia.

    Dê a ele brinquedos para quebrar o tédio e a rotina diária, como ossinhos, por exemplo. No mercado você encontra várias opções legais, criativas e diferentes para brincar com o seu cachorro. Lembre-se de que o seu melhor amigo adora brincar e ficar na sua companhia, por isso, tenha tempo e dedicação para ele.

    Leve o seu cachorro para passear em parques ou praças próximos a sua casa. Mude o trajeto da caminhada. Lembre-se de que o seu cão precisa ter convivência social.

    Mesmo morando em apartamento você pode ter um cachorro, mas antes de criar um, tenha certeza que você vai conseguir proporcionar a ele uma excelente qualidade de vida, ok?

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