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Buldogue idoso ganha seu próprio elevador para que possa subir e descer as escadas

Com a idade, os degraus tornam-se um desafio. Mas este buldogue sobe as escadas com muito estilo.

Os britânicos são sempre elegantes. E este buldogue inglês é prova disso. Mesmo já sendo um cachorro sênior, ele não perde o ar de nobreza. Com dificuldade para subir as escadas de casa, ele ganhou um elevador de cadeira.

Os tutores de Hank – o buldogue inglês – construíram um elevador de escada para o peludo. Foi difícil encontrar um fornecedor que conseguisse atender às necessidades específicas do cachorro, mas agora ele se locomove pela casa – da sala ao quarto, principalmente – sem enfrentar grandes problemas.

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Os problemas de Hank

Além da idade avançada – Hank já completou sete anos e isto, especificamente para a raça, é uma vida muito longa – o buldogue inglês sofre com uma cardiopatia congênita e, mais recentemente, foi diagnosticado com hipoplasia traqueal, um estreitamento da traqueia, canal que leva o ar da laringe aos pulmões.

Os exercícios físicos muito cansativos podem comprometer ainda mais a saúde de cães como Hank, portadores de algumas doenças – subir e descer escadas, no caso, é uma tarefa extenuante. O esforço frequente pode inclusive colocá-los em risco de vida.

Além disso, os buldogues ingleses se caracterizam pelas pernas curtas – e os degraus são um desafio em qualquer idade. No caso de escadarias muito altas, o risco de sofrer uma queda é muito elevado – e isto pode causar fraturas ou luxações, por exemplo.

Os tutores do cachorro perceberam que ele estava sentindo dificuldades cada vez maiores para subir e descer escadas. Foi quando surgiu a ideia do elevador de cadeira, equipamento indicado para humanos idosos ou convalescentes de traumas.

Hank mora em Olmsted, uma pequena cidade no norte de Ohio (EUA). Holly DiBin, a tutora, na verdade, não tem certeza sobre a idade do buldogue inglês, mas ele foi resgatado em um abrigo há cinco anos, quando já era um animal adulto.

Um amigo da família, Brandon Raper, foi o responsável pela construção do elevador de cadeira. Ele afirmou à imprensa local que demorou algumas semanas para finalizar o projeto, que foi realizado com o método da tentativa e erro.

mas o resultado obtido é totalmente customizado. Hank se encaixa e maneira confortável na cadeira (na verdade, um caixote anatômico com uma porta automática que fica fechada durante o funcionamento), que desliza por uma esteira. O construtor Raper teve o cuidado de finalizar o elevador com a aplicação de alguns motivos infantis.

Mas, se o elevador levou um tempo considerável para ser produzido e instalado, não se pode dizer o mesmo sobre o usuário. Hank aprendeu rapidamente a subir na cadeira e galgar os degraus sem esforço.

Ele próprio chega a acionar os comandos (basicamente, uma alavanca com duas posições: para cima e para baixo). Mas a tutora afirma que ele só usa o elevador de cadeira com a supervisão dela. É importante que Hank não associe o elevador a um brinquedo.

Em poucos dias, o buldogue inglês se livrou do desconforto de ter de subir os degraus. Ele realmente chegava ao segundo andar do sobrado totalmente sem fôlego, mesmo com várias paradas durante a “escalada”. O peludo se sentia mal até para descer a escada.

O vídeo de ranking subindo e descendo a escada sem precisar fazer esforço físico foi postado nas redes sociais e rapidamente tornou-se um sucesso. No YouTube, as imagens já foram acessadas por quase 600 mil internautas.

Os problemas da raça

O buldogue inglês é um cachorro muito popular. Sinônimo de “cão bravo” nos desenhos animados, ele na verdade é um animal muito tranquilo e bonachão, que prefere longas sonecas no sofá aos exercícios físicos mais intensos.

A raça foi desenvolvida para os chamados “esportes sangrentos”. O buldogue inglês foi criado para lutar com animais muito maiores e mais fortes do que ele, como ursos e touros (“bull”, em inglês). Era uma distração comum na Inglaterra do século 19.

Os cães se caracterizam pela cabeça grande (em relação ao tronco), pelas patas curtas e pelo focinho amassado, que confere o “ar feroz” ao buldogue. Mas há alguns problemas. Os cachorros braquicefálicos (de focinho curto ou achatado) quase sempre apresentam problemas respiratórios e cardiovasculares.

O motivo é que eles precisam fazer um esforço maior para aspirar o ar atmosférico, que, além disso, percorre um espaço menor e chega mais “frio” aos pulmões”. A braquicefalia também é responsável por muitos casos de obesidade, já que os buldogues ingleses apresentam pouca resistência física.

Os exercícios físicos mais intensos também facilitam a hipotermia nesses cães. Com a respiração acelerada (para compensar a pouca captação de oxigênio a cada inalação), os buldogues ingleses sofrem com superaquecimento físico. No médio prazo, eles podem desenvolver hipertensão arterial.

O peso é um problema sério. Apesar do porte pequeno, um buldogue inglês pode chegar até 30 kg (o peso normal fica 5 kg abaixo disso para os machos). O excesso de peso sobrecarrega as articulações e os músculos, causando lesões e danos.

Amaury Almeida Costa
Amaury de Almeida Costa ([email protected]) é redator publicitário há mais de 30 anos. Escreve para diversos blogs desde 2008. Presente nas redes sociais desde a época do Orkut, foi editor da revista Animanews, sucesso editorial do final dos anos 1990, que trazia informações sobre pets – além de cães, gatos e aves, trazia informações sobre répteis, anfíbios, peixes e invertebrados de estimação.
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