Cachorro com manchas vermelhas na pele – o que pode ser?

Alergias, picadas, infecções são várias as causas das manchas vermelhas na pele dos cachorros.

Manchas vermelhas na pele dos cachorros, o que seria? Os tutores se preocupam com a saúde dos cachorros com razão. Além de ser necessário garantir o bem-estar dos peludos, a proximidade também pode causar transtornos aos humanos. As manchas vermelhas na pele podem surgir por motivos diversos; às vezes, para identificá-los, são necessários vários exames e avaliações.

Cachorro com manchas vermelhas na pele - o que pode ser?

Geralmente, as doenças dermatológicas caninas provocam essas manchas vermelhas, resultantes de processos inflamatórios mais ou menos complexos. Mas as causas podem ser bem mais simples, como picadas de insetos, por exemplo, que, de qualquer forma, também exigem atenção.

O que pode ser as manchas vermelhas?

Muitas vezes, as manchas vermelhas na pele dos cachorros são resultantes de situações corriqueiras, como coçadelas um pouco mais vigorosas ou choques leves durante as brincadeiras. As causas sempre devem ser investigadas, especialmente quando são acompanhadas por outros sinais, como inchaço, presença de nódulos, febre local e sensação dolorosa ao toque.

A causa mais frequente é a infestação por insetos que chupam sangue, como pulgas e carrapatos. Existem diversas formas de eliminar estes parasitas, como xampus, talcos e produtos pour-on, além das coleiras repelentes. As escovações da pelagem também contribuem para manter os insetos afastados.

Nesses casos (e também nas picadas de pernilongos, relativamente comuns no Brasil e outras regiões de clima quente e úmido), as manchas na pele são quase sempre pequenas, mas elas podem se espalhar principalmente nos cães alérgicos.

As picadas sempre causam coceiras e os cães tentam se livrar do incômodo mordendo e arranhando a região lesionada. Proporcionar alívio rápido garante que eles não aumentem o problema. O ideal é usar produtos tópicos.

O ambiente

Poeira, pólen, odores e fragrâncias podem irritar a pele dos cachorros, provocando o surgimento de manchas vermelhas. Mesmo os animais sem alergias podem se ressentir, especialmente porque os peludos costumam “explorar o mundo” com o focinho e as patas; desta maneira, quase tudo acaba chegando à boca e à pele.

O ambiente deve ser higienizado e bem ventilado, inclusive nos dias frios. As roupas dos cachorros precisam ser lavadas com regularidade e é preciso cuidado com os bichos de pelúcia, excelentes repositórios de ácaros (que também se acumulam em travesseiros, almofadas, mantas, etc.).

Muitos cachorros têm o costume (ou a mania) de seguir os tutores por toda a casa. É comum vê-los até mesmo encostando a ponta do focinho nas pernas. Parafraseando o ditado antigo, “onde o humano vai, o canino vai atrás”.

Cachorro com manchas vermelhas na pele - o que pode ser?

Na hora da faxina, no entanto, o ideal é encontrar uma atividade para os cachorros se distraírem longe dos detergentes, desinfetantes, purificadores de ar, etc. Todos esses produtos podem provocar reações: as mais comuns são justamente as respiratórias (espirros, tosse, etc.) e dermatológicas (as manchas vermelhas e escuras).

Em um momento especial, o cachorro precisa ser convidado a se retirar: é a desinsetização. Em muitas regiões do país, é necessário exterminar insetos como moscas, mosquitos, baratas e pulgas, que se adaptaram muito bem ao clima quente e úmido. A prática, inclusive, beneficia a saúde dos peludos. Mesmo assim, sempre que possível, um humano da família precisa sair para passear com o cachorro, enquanto outro aplica o inseticida.

Reações alérgicas

Diversos produtos são capazes de causar reações alérgicas, inclusive alimentares. Um dos sinais mais comuns pelos quais elas se manifestam são justamente as manchas avermelhadas pelo corpo todo.

Alguns cães são especialmente predispostos a algumas alergias alimentares. As manchas, um dos primeiros sintomas, podem surgir depois do consumo de ovos, derivados do leite e alimentos com gérmen ou glúten de trigo (inclusive algumas rações).

Mais raramente, as alergias podem ser causadas pela ingestão de arroz, milho e batata, carne bovina e de frango. Os cachorros que apresentam múltiplas alergias alimentares devem ser alimentados com rações especiais, normalmente formuladas à base de carne de cordeiro ou coelho.

Alguns alimentos são contraindicados para todos os cães, independente de idade, sexo, porte e histórico de alergias e dermatites. É o caso, por exemplo, do chocolate. Todos os doces devem ser evitados, mas o consumo de chocolate causa, além das reações na pele, dificuldades de orientação e locomoção, desarranjos intestinais, vertigens, desmaios e até mesmo a morte.

Na lista dos proibidos, entram também as frutas gordurosas (como coco e abacate), as uvas (frescas ou passas, inclusive ramos, folhas e gavinhas), alho e cebola, espiga de milho, carne crua (inclusive ossos) e alimentos humanos, especialmente os condimentados e os ultraprocessados. O xilitol, adoçante presente em boa parte dos produtos rotulados como diet e light, causa reações alérgicas graves, que podem evoluir para a morte.

Muitos produtos de limpeza costumeiramente usados na maioria das casas devem ficar longe dos cachorros, para evitar as reações alérgicas. É o caso, por exemplo, do álcool e da água sanitária, que podem causar lesões profundas na pele.

A lista também é longa. Muitas vezes, as reações ocorrem apenas por inalação ou contato breve. Por isso, os tutores, se possível, devem evitar o uso de qualquer produto que contenha as seguintes substâncias em sua formulação:

  • ácidos bórico, fosfórico, clorídrico, oxálico e sulfúrico;
  • amônia;
  • bissulfeto de sódio;
  • cloro;
  • hidróxidos de sódio e de potássio;
  • hipoclorito de sódio;
  • óxido de cálcio;
  • peróxido de hidrogênio (água oxigenada);
  • peróxido de sódio;
  • silicato de sódio;
  • trietanolamina.

Nestes tempos em que é necessário desinfetar todos os produtos que entram em casa, vale lembrar que existem desinfetantes em gel e spray especiais para a higienização das patas dos cachorros, na volta dos passeios diários. Eles são formulados sem álcool, mas possuem ação viricida e bactericida igualmente eficaz.

Os olhos dos cães podem ser higienizados com produtos sem água boricada, que contém ácido bórico na formulação. Os tutores devem dar preferência ao soro fisiológico, igualmente útil para limpar as narinas.

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A sarna canina

A sarna canina é bastante comum entre os cães. Alguns tipos podem ser transmitidos para gatos e humanos. O principal sintoma é a coceira, mas casos negligenciados podem resultar em febre, manchas na pele, feridas e lesões mais profundas, que favorecem a ocorrência de infecções por bactérias e fungos oportunistas.

A enfermidade é sempre provocada por ácaros microscópicos. O agente etiológico da sarna demodécica é o Demodex canis, que faz parte da microbiota natural da pele dos cães e é transmitida geralmente pela mãe, durante a gestação ou o parto.

Ela ocorre quando o sistema imunológico sofre uma queda e os ácaros passam a se reproduzir de forma descontrolada. Isto pode ocorrer com filhotes que não receberam as vacinas e de algumas doenças sistêmicas, inclusive autoimunes.

Os outros dois tipos de sarna – a sarcóptica e a otodécica – são transmitidos de cachorro para cachorro e podem infectar seres humanos. Os agentes são, respectivamente, o Sarcoptes scabiei e o Otodectes cynotis.

Estas duas doenças são altamente contagiosas e provocam, já no início da manifestação, manchas vermelhas espalhadas na barriga e articulações e, no caso da otodécica, nas faces internas das orelhas.

A dermatite atópica

Esta doença de pele se manifesta através da vermelhidão, coceira generalizada, lambedura excessiva das patas, descamação e queda de pelos. Como todos esses são sintomas difusos, o diagnóstico requer avaliação clínica e exames de laboratório.

Esta é uma das doenças dermatológicas mais comuns nos cachorros. A dermatite atópica tem claramente origem genética, é mais frequente em fêmeas e os pacientes são, em maioria, altamente suscetíveis a irritações por agentes externos, como pó e pólen.

Ainda não existe cura para a dermatite atópica canina, mas o tratamento médico garante o alívio dos sintomas e contribui para garantir a qualidade de vida dos cães afetados. Os tutores também podem contribuir, mantendo a casa limpa, livre de bolores e ácaros.

Os casos de dermatite atópica vêm aumentando nas últimas décadas. Uma das hipóteses para explicar o fenômeno é a chamada “teoria da higiene”: cada vez com menor frequência os cães vêm sendo expostos às agressões do meio ambiente; a falta de exposição aos agentes estaria enfraquecendo o sistema imunológico canino, tornando-os mais propensos a alergias.

Ainda não se sabe se a doença pode ser transmitida de cachorro para cachorro. De qualquer maneira, o fator genético exerce papel preponderante. O controle da doença é feito com o uso de medicamentos anti-histamínicos e o tratamento das infecções oportunistas.

A piodermite

Trata-se de uma infecção bacteriana cujos principais sinais são as manchas vermelhas na pele, pequenas feridas parecidas com espinhas e muita coceira. A doença é classificada de acordo com a profundidade das lesões:

piodermite superficial – afeta apenas a epiderme (a camada superficial da pele) e uma das principais manifestações é a foliculite (inflamação dos folículos pilosos, a raiz dos pelos);

piodermite profunda – afeta a derme e, em casos muito graves, também a hipoderme (a camada mais interna). Geralmente ela é acompanhada por outras infecções bacterianas e fúngicas.

A doença é causada por uma espécie de bactéria naturalmente na pele dos cachorros (e apenas na deles: a piodermite não é transmissível para humanos, gatos, etc.): a Staphylococcus pseudintermedius. Normalmente, o micro-organismo é inofensivo.

Quando o sistema imunológico do cachorro é afetado de alguma maneira, as bactérias começam a proliferar descontroladamente e surgem os sintomas da doença, a começar quase sempre pela presença das manchas vermelhas.

Em geral, a S. pseudintermedius se manifesta junto com outros males, como infecções por fungos, crises de dermatite atópica, doenças transmitidas por parasitas (pulgas e carrapatos), transtornos metabólicos (diabetes e hipotireoidismo) e problemas recorrentes de pele (seborreia, etc.).

Além das pequenas manchas vermelhas ou escuras e da coceira, a piodermite infecciosa se caracteriza pelos seguintes sintomas:

  • queda de pelos;
  • descamação;
  • formação de crostas na pele;
  • pápulas (pequenas erupções);
  • pústulas (semelhantes a espinhas);
  • abscessos;
  • vermelhidão generalizada.                                                                                                                

O diagnóstico é obtido com a avaliação clínica e exames laboratoriais. O tratamento é feito com base em antibióticos, corticoides e produtos antissépticos. Além disso, pode ser necessário tratar outras infecções oportunistas e ministrar medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.

Aviso importante: O nosso conteúdo tem caráter apenas informativo e nunca deve ser usado para definir diagnósticos ou substituir a consulta com um veterinário. Recomendamos que você consulte um profissional de confiança.

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