Um cachorro pode ser lindo, meigo a companheiro, mas ele sempre exala odores que precisam ser neutralizados.

É difícil encontrar um dono de cães que consiga cumprir a decisão de mantê-los no quintal ou na área de serviço. Os cachorros são animais naturalmente cativantes, apegam-se aos membros da família e gostam muito de companhia. Alguns cheiros, no entanto, não devem participar desta convivência. Felizmente, com algumas dicas simples, é possível neutralizar os odores.

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Os cães são animais metódicos: eles se acostumam a descansar sempre na mesma almofada ou canto de tapete, praticamente apropriando-se destes acessórios. Isto, porém, gera focos de cheirinhos desagradáveis e, cada não seja tomada nenhuma providência, os odores “perfumarão” todo o ambiente.

 Os motivos dos odores

Os cachorros exalam odores naturais, que servem para demarcar o território, reconhecer amigos e inimigos e, no caso das fêmeas, atrair parceiros sexuais no período do cio. Seja como for, eles podem ser neutralizados, mas este é um dos principais motivos para muitas pessoas evitarem adotar um cão.

Algumas raças caninas exalam odores extremamente suaves, quase imperceptíveis. É o caso do Boston terrier, do schnauzer anão (que também não solta pelos), do whippet, do dálmata e do dinamarquês. O shih itzu não tem “cheiro de cachorro”, mas exala um odor característico. O odor do husky siberiano é leve, diferente dos demais cães.

Seja como for, assim como nós, os cachorros possuem um cheiro característico, mais ou menos acentuado. Alguns fatores podem intensificar os odores, como a alimentação deficiente (sal e gordura aumentam o mau cheiro), o uso de medicamentos e algumas doenças. Nestes casos, o veterinário pode indicar as melhores opções.

 O xixi

Todo filhote deve ser acostumado a fazer as suas necessidades fisiológicas durante o passeio diário, no quintal ou na área de serviço, para os que residem em apartamentos. Entretanto, como em todo aprendizado, existem falhas no processo, que resultam em pequenas poças malcheirosas.

A dica para eliminar este problema é simples. Basta preparar uma solução com partes iguais de água, sumo de limão e bicarbonato de sódio. Retire o excesso de urina com um papel absorvente e aplique a mistura, que pode ser usada em tapetes, carpetes e sofás, porque não desbota os tecidos.

Outra receita leva partes iguais de vinagre branco e álcool. A aplicação é feita com o uso de um borrifador, em seguida, é só deixar secar.

Uma solução de vinagre branco e amido de milho neutraliza os odores. Ela demora de três a quatro horas para secar, mas tem a vantagem de garantir que o tecido fique impregnado, o que faria o cãozinho voltar a urinar no mesmo local, por reconhecer o seu cheiro.

Caso a mancha já esteja seca, a “arma” para eliminar o mau cheiro é o removedor (existem alguns produtos perfumados disponíveis no mercado). Aplique uma boa quantidade por cima da mancha; com a evaporação, o removedor eliminará todas as moléculas dos odores.

Os cães aparentemente não gostam do cheiro dos lustradores de móveis. Limpar estantes, mesas, aparadores regularmente evita que os animais permaneçam no ambiente. Eles certamente irão procurar outro canto para ficar.

 Suor e saliva

Muitos cachorros são bastante “babões”. Ao dormir sobre o tapete, eles acabam deixando lembranças malcheirosas, que podem inclusive danificar a trama, se não forem removidas prontamente. Uma boa dica é pulverizar o tapete (já seco) com bicarbonato de sódio, deixar agir por 30 minutos, aspirar a peça e terminar a limpeza com um limpa-carpetes. O tapete fica novinho em folha.

Se o problema tiver acontecido no piso (de tacos ou frio), a solução está na aplicação de água, álcool e desinfetante (em partes iguais). Aplique com um pano e arremate a faxina com a aplicação de removedor diluído em álcool. Alguns produtos têm um cheiro muito forte, mas são imprescindíveis em casas que têm cachorros.

 O banho

Muitos cães fogem do banho como o Diabo foge da cruz, mas a higiene é fundamental, não apenas por questões estéticas, mas também para a manutenção da saúde. Os animais de pelo curto podem ser banhados de 15 em 15 dias; os de pelagem média e longa, todas as semanas.

Caso o animal tenha subpelo e sobrepelo, o ideal é deixar a tarefa para uma pet shop especializada. A secagem de cães que apresentam este tipo de pelagem é mais complicada – e o animal pode contrair um resfriado ou gripe, se permanecer por muito tempo com o pelo úmido.

Nos meses de inverno, dê preferência às horas mais quentes do dia, as mesmas em que aconselhável levar os cães para passear. Quando a temperatura estiver muito baixa, porém, o banho pode ser adiado por alguns dias.

Passar talco infantil (depois que o pelo estiver totalmente seco) ajuda a neutralizar os odores, mas ele deve ser retirado em seguida, ficando só o cheirinho gostoso. Observe o animal, que pode apresentar reações alérgicas aos produtos de higiene.

O excesso de banhos, no entanto, é um grande potencializador do mau cheiro dos cães. A água e a esfregam retiram parte da camada protetora da pele. A alta temperatura também é contraindicada pelo mesmo motivo. A água do banho deve ser, no máximo, morna.

Além dos banhos regulares, é necessário tomar alguns cuidados especiais com as orelhas (que acumulam grande quantidade de cera), com as patas (que precisam ser higienizadas a cada retorno de passeio), com os dentes (que precisam ser escovados semanalmente com creme especial, para evitar o desenvolvimento de cáries e do tártaro) e com os olhos (já que algumas raças tendem a produzi muita remela).

Um cuidado fundamental é limpar a caminha dos cachorros; não adianta nada eles estarrecem limpos e cheirosos, se a cama estiver desleixada. Alguns produtos podem ser lavados na lavadora de roupas. Uma forma mais simples é polvilhar bicarbonato de sódio, deixar agir por 15 minutos e aspirar o pó. Uma dica para quem tem gatos em casa: o bicarbonato também é excelente para retirar o mau cheiro da caixinha de areia.

Finalizando…

Não importa a estação do ano, os ambientes da casa precisam ser ventilados e receber iluminação solar. Esta é uma providência diária, que não pode ser negligenciada. A atividade ajuda a combater os ácaros (microrganismos responsáveis pelo desenvolvimento de diversas alergias nos cães e nos humanos) e retira odores desagradáveis.

Outra dica é abusar das velas aromáticas, incensos e aromatizadores de ambientes (alguns deles podem ser programados para trabalhar de forma automática). É importante lembrar, contudo, que esta tática apenas mascara os odores, sem eliminá-los.

Caso você perceba que o seu cachorro está liberando aromas incomuns e acentuados, consulte o veterinário imediatamente. Algumas doenças de pele e do sistema gastrointestinal podem ser as responsáveis pelo sintoma, que deve ser avaliado.


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