Pode dar amoxicilina para cachorro?

A amoxicilina é um antibiótico. Pode dar o remédio para cachorro, com supervisão médica.

A amoxicilina é um antibiótico básico, que pertence ao mesmo grupo da penicilina, descoberta por Alexander Fleming em 1928. É indicada para tratar diversas infecções bacterianas e pode ser dada para cachorros, mas apenas com orientação do veterinário.

O medicamento é rapidamente absorvido e distribuído pelos tecidos orgânicos. A ação consiste em evitar a reprodução das bactérias e eliminar os micro-organismos. Os excedentes da amoxicilina são metabolizados pelos rins e eliminados na urina.

A dosagem do medicamento varia de cachorro para cachorro, de acordo com a idade, sexo, porte, peso e histórico de saúde. A amoxicilina é um antibiótico de largo espectro, indicada para combater bactérias de diversos gêneros, tais como:

  • Streptococcus, que podem causar pneumonias, faringites e outras afecções respiratórias;
  • Listeria, responsáveis pela listeriose, que causa vômitos, diarreia, perda de apetite, febre alta, entre outros sintomas;
  • Enterococcus, que podem causar transtornos gastrointestinais e urinários;
  • Haemophilus, que prejudicam o sistema respiratório;
  • Clostridium, que altera o intestino e causa diarreias em diferentes graus;
  • Salmonella, responsável pela salmonelose, que pode ser fatal e cuja manifestação mais comum é a diarreia, acompanhada por desconforto abdominal;
  • Corynebacterium, que afeta os linfonodos;
  • Shigella, rara em cachorros, responsável pela disenteria.

Vale lembrar que alguns desses micro-organismos, como os Streptococcus e os Enterococcus, são comensais dos cachorros (isto é, colonizam normalmente no organismo canino) e só se tornam nocivos quando o equilíbrio orgânico é alterado.

Pode dar amoxicilina para cachorro?

As infecções requerem cuidados dos tutores, mesmo quando os sinais iniciais são simples. A Haemophilus influenziae, por exemplo, se manifesta inicialmente com tosse e espirros, mas pode se espalhar pelos ouvidos, pulmões, articulações e mesmo pelo sistema nervoso central, causando meningite que pode ser fatal.

O veterinário pode indicar amoxicilina também para tratar dermatites e otites, de acordo com os resultados obtidos nos exames laboratoriais. Outro uso comum é nos casos de leptospirose, infecção grave que causa febre, perda de apetite (e de peso), fraqueza, vômitos, diarreia, urina escura e cor amarela nas mucosas. A leptospirose é potencialmente fatal.

Os antibióticos

Todos os medicamentos antibióticos atuam de forma semelhante: o princípio ativo é distribuído pela corrente sanguínea aos órgãos e tecidos afetados, onde a droga inibe a proliferação e destrói os micro-organismos.

É importante considerar que, apesar de a amoxicilina para humanos também poder ser usada para cachorros (com exceção dos pequenos, que precisam de doses muito pequenas, não encontradas nas fórmulas encontradas nas farmácias.

Para os cães de pequeno porte, o ideal é a amoxicilina veterinária. A dose recomendada é em torno de dez a vinte miligramas por peso corporal e os medicamentos para uso humano apresentam dosagem mínima de 200 miligramas.

É fundamental seguir as orientações do veterinário. A amoxicilina para cachorros, em alguns casos, é revestida por substâncias mais atraentes para os pets, com aromas, texturas e sabores especiais. Isso facilita bastante na hora de dar o remédio.

Caso o médico prescreva amoxicilina em gotas (a forma mais comum), pode-se pingar o remédio em um petisco, como um biscoito ou um bifinho, mas o tutor precisa se certificar de que o peludo coma o “prêmio” inteirinho.

O uso da amoxicilina para cachorros

Apesar de parecer redundante, é preciso dizer que a amoxicilina deve ser usada como um medicamento. O princípio ativo das marcas usadas para humanos e cachorros é o mesmo, mudam apenas a dosagem e o excipiente (o material inerte que facilita a ingestão).

A amoxicilina é um remédio antibiótico, vendido apenas sob prescrição médica e, em alguns casos, com retenção da receita na drogaria ou pet shop.

O medicamento já é empregado há décadas para combater infecções bacterianas. É considerado bastante seguro, desde que seja usado de forma apropriada, na dose certa e pelo período determinado pelo veterinário.

Isto significa levar o tratamento até o fim, por mais que o cachorro resista a tomar o remédio – e mesmo que os sintomas da infecção tenham desaparecido. Por outro lado, as doses não utilizadas devem ser descartadas (ou entregues em clínicas veterinárias), porque um medicamento com a embalagem aberta, mesmo dentro do prazo de validade indicado pelo fabricante, pode se tornar nocivo ou ineficaz.

Para se tornarem patogênicas, as bactérias precisam proliferar no organismo até atingir milhões de micro-organismos; o cachorro pode ter apenas reduzido a população de micro-organismos, sem ter superado a infecção, que ressurgirá em questão de dias.

Não adianta aumentar a dose de amoxicilina. Isto não acelera a cura, apenas sobrecarrega o fígado e os rins, que terão mais trabalho para eliminar o excesso. A superdosagem também pode ser responsável por casos de intoxicações, algumas delas bastante graves.

O emprego indiscriminado é igualmente prejudicial. A amoxicilina, como qualquer outro antibiótico, tende a eliminar primeiro as linhagens menos resistentes das bactérias. Os micro-organismos mais fortes podem se tornar resistentes, proliferar ainda mais e complicar o quadro de saúde.

Precauções

A amoxicilina só deve ser dada aos cachorros com orientação médica. Os antibióticos são medicamentos poderosos, que mudaram a história da medicina, mas eles são úteis apenas nos casos de infecções bacterianas.

No caso de uma infecção por vírus, por exemplo, a amoxicilina (e qualquer outro antibiótico) é totalmente ineficaz. É importante considerar que doenças caninas graves, como cinomose e parvovirose, são transmitidas por vírus e também afetam o intestino e as vias respiratórias.

Mesmo que o medicamento já tenha sido indicado anteriormente pelo veterinário, é importante levar o cachorro para uma nova consulta, já que os sinais iniciais das doenças caninas são difusos – e, evidentemente, eles não podem explicar o que estão sentindo.

Uma superdosagem pode ser fatal e o uso continuado de medicamentos pode tornar o organismo do cachorro resistente à amoxicilina (e à maioria das drogas medicamentosas). Desta forma, o abuso do antibiótico em qualquer infecção, que poderia ser controlada de outras maneiras, pode prejudicar a saúde do animal e comprometer tratamentos médicos no futuro.

A amoxicilina não é um medicamento analgésico (não combate a dor), nem antitérmico (não reduz a febre). Dores e febres são sinais comuns nas infecções e efetivamente podem ser combatidos com o antibiótico – uma vez que as bactérias tenham sido eliminadas, os sinais da infecção cessarão.

Na maioria dos tratamentos, contudo, o veterinário combina a amoxicilina com outros medicamentos, para aliviar os sinais secundários e proporcionar conforto ao cachorro doente. A duração da terapia também depende de exames clínicos e laboratoriais.

Uma atenção especial: o remédio que foi “uma maravilha” para o cachorro do vizinho pode ser fatal para outro cachorro. A automedicação pode ter três conclusões indesejadas: ser ineficaz, mascarar uma infecção mais grave e até causar a morte do animal.

Além disso, no caso de cães adultos saudáveis, muitas vezes, o organismo dá conta de combater a infecção, desde que seja leve, sem necessidade de medicação. Mas apenas os profissionais de saúde podem diagnosticar o problema e indicar o tratamento mais adequado para cada caso.

Aviso importante: O nosso conteúdo tem caráter apenas informativo e nunca deve ser usado para definir diagnósticos ou substituir a consulta com um veterinário. Recomendamos que você consulte um profissional de confiança.

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