Alimentos para cães que podem prevenir câncer

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Casos de câncer em cães são cada vez mais comuns. Alguns alimentos podem ajudar a prevenir.

Oferecer alguns alimentos pode prevenir o desenvolvimento de alguns tipos de câncer em cães. E importante evitar o sedentarismo, o excesso de banhos de sol, a exposição a agentes químicos (produtos de higiene e limpeza, inseticidas, etc.) e à poluição (inclusive do cigarro). Alguns alimentos podem suplementar a ração e melhorar a saúde dos pets.

Com o aumento da expectativa de vida, é cada vez mais comum a ocorrência de vários tipos de câncer em cães. Os tumores mais comuns são diagnosticados no fígado e no baço. É relativamente alta a incidência de câncer também nos órgãos genitais e nas mamas. Mas é possível prevenir a doença com algumas providencias simples.

Cães machos e fêmeas, no entanto, apresentam um número muito mais baixo de tumores nos genitais. O risco cai a praticamente zero em casos de câncer nos testículos e é muito reduzido na próstata. Entre as cadelas, o risco de tumores nos ovários e no útero é quase nulo.

Alimentos para cães

A alimentação para prevenir câncer em cachorros

Lembrando sempre que os cães devem receber apenas boas rações e nenhuma guloseima contraindicada (como doces, chocolates, alho e cebola, uvas, abacate, frutas com sementes, etc.), alguns alimentos podem ajudar a prevenir o câncer nos peludos.

Eles podem ser oferecidos diariamente, como petiscos. Caso os tutores queiram introduzir uma fonte extra de proteínas, é importante calcular a redução proporcional da ração, para evitar ganho de peso.

Nenhum alimento deve ser oferecido com sal, temperos e condimentos. As bebidas alcoólicas, evidentemente, estão proibidas, uma vez que o organismo canino não em condições de metabolizar o álcool, que vai se depositando gradualmente nos órgãos abdominais (principalmente o fígado).

Os alimentos a seguir são boas fontes de nutrientes e estão associados à prevenção de alguns fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer, como o aumento dos radicais livres e o excesso de gorduras.

Amora – a fruta é rica em queracetina e vitamina C. O primeiro nutriente inibe o crescimento celular desorganizado (que é a gênese do câncer), especialmente quando combinado com a vitamina C. A antocianina presente na amora também reduz a proliferação anômala das células. Outras bagas menos comuns no Brasil, como os mirtilos e groselhas, atuam de maneira semelhante no organismo dos cachorros (e no nosso também).

Aspargo – o legume fornece mais glutationa do que qualquer outro vegetal. A glutationa é um antioxidante hidrossolúvel que também atua na regeneração celular e na eliminação de toxinas. A deficiência do nutriente está relacionada ao envelhecimento precoce e à redução da expectativa de vida.

Banana – é um alimento excelente para o combate dos radicais livres – íons que se formam em função das atividades orgânicas (digestão, respiração, excreção, etc.). a banana, rica em potássio e cálcio, também previne doenças cardíacas.

Brócolis (e outros vegetais verde-escuros) – estes vegetais, que podem ser oferecidos em dias alternados, são ricos em glucossinatos, substâncias que inibem a reprodução anormal das células. É o caso do espinafre, repolho, couve-de-bruxelas, couve, mostarda e couve-flor, também rica em sulforafanos, que entram na síntese de substâncias anticancerígenas (no fígado). Glucossinatos e sulforafanos também melhoram a saúde e o aspecto da pele. Os nutrientes estão presentes em maior concentração nos brotos do que nos floretes já desenvolvidos.

Cenoura (e outros vegetais entre amarelo e vermelho) – são fontes de licopeno, betacaroteno e xantofilas, nutrientes com propriedades anticarciogênicas e antioxidantes (combatem os radicais livres). Estes vegetais também fortalecem o sistema imunológico.

Cúrcuma – em estudos em laboratório, a cúrcuma inibe o crescimento de células cancerígenas. O tempero, que pode ser salpicado na ração, fortalece as articulações e também reduz os efeitos colaterais dos tratamentos radioterápicos (em animais já diagnosticados com algum tipo de câncer).

Maçã – deve ser oferecida com moderação. Assim como a abóbora e a cereja, a fruta apresenta propriedade antiangiogênica: ela reduz o crescimento de vasos sanguíneos a partir dos já existentes. Substâncias que inibem a angiogênese reduzem a velocidade de desenvolvimento dos tumores malignos. Lembre-se de retirar as sementes, que são tóxicas para os cães.

Ômega 3 – os ácidos graxos são importantes porque inibem o processo de multiplicação celular que pode acarretar em tumores cancerígenos. A maioria das rações, no entanto, é pobre em ômega 3. Além disso, a maioria dos cachorros não gosta de peixes, a principal fonte desta gordura do bem. Seguindo a orientação do veterinário, pode-se misturar pequenas doses de cápsulas de ômega 3 na ração, que não altera o sabor nem a textura. Se o pet gostar de sardinha, pode-se oferecer um peixinho cozido uma ou duas vezes por semana.

Salsinha – também apresenta propriedade antiangiogênica, reduzindo as fontes de irrigação dos tumores em formação. Muitos cães gostam de mordiscar os talos da salsinha e, mesmo sem engolir, acabam ingerindo a substância. Além disso, os talos facilitam a limpeza dos dentes e gengivas.

Alimentação caseira

Alguns tutores acreditam ser mais saudável oferecer alimentos caseiros para os pets. Efetivamente, eles são livres de conservantes e outros aditivos, substâncias que aumentam o risco de câncer.

No entanto, fazer a comida em casa dá trabalho e é uma atividade que precisa ser muito bem planejada, com o suporte de um veterinário, para garantir a oferta dos nutrientes necessários para o metabolismo canino.

É possível oferecer um cardápio vegetariano para os cachorros, mas o controle da ingestão de vitaminas, sais minerais, proteínas, gorduras e açúcares se torna ainda mais complexo, uma vez que a carne é a principal fonte de alimento dos cães na natureza.

Vale lembrar que um pet pode receber alimentação sem nenhum tipo de proteína animal, mas ele nunca se tornará um vegano, já que esta é uma filosofia de vida criada por humanos. De qualquer forma, a alimentação caseira deve privilegiar a oferta de proteínas e a redução de gorduras.

As causas

Na verdade, é difícil determinar o que pode causar câncer. O problema ocorre em função de mutações celulares defeituosas, que acabam produzindo as neoplasias (tumores). Os motivos estão relacionados a:

  • predisposição genética;
  • sexo;
  • idade;
  • fatores de risco (sedentarismo, exposição ao fumo, alimentação rica em gorduras e pobre em proteínas, etc.).

Quanto mais velhos, maior a possibilidade de os cachorros desenvolverem algum tipo de câncer. A doença pode afetar animais de todas as raças, mas os mestiços são menos propensos. Os cães de grande porte são especialmente suscetíveis a neoplasias nas articulações e nos ossos.

O ideal é submeter os cães a avaliações veterinárias regulares, já que eles não são capazes de demonstrar as dores e desconfortos que possam estar sentindo. A frequência das consultas varia de acordo com a idade e o histórico de saúde.

Mas é possível garantir uma boa saúde e qualidade para os pets com alguns cuidados simples. Os cães, especialmente os de pelo curto e pelagem clara, não devem permanecer durante muito tempo sob o sol, para evitar tumores de pele.

Recomenda-se que os passeios diários sejam feitos antes das 10h ou depois das 16h, evitando-se as horas mais quentes do dia. Oferecer ração de qualidade e na quantidade indicada para a idade e nível de atividade física do pet também previne a maior parte das doenças.