Cachorra se recusa a ser adotado sem o melhor amigo

Ela se recusou a deixar o melhor amigo para trás. Ao ser adotada, a cachorra quis manter o parceiro.

Uma moradora de Lexington, no Estado do Kentucky (sudeste dos EUA), depois de muito refletir, decidiu adotar uma cachorra. Ela viu fotos de Lucy, um animal já adulto, no site da Kentucky Humane Society, apaixonou-se pela peluda e resolveu uni-la à família. Mas a tutora não sabia que Lucy tinha um companheiro especial e não pretendia deixar o melhor amigo para trás.

Alaina Brinton viajou mais de 120 km, de Lexington a Louisville, para conhecer Lucy, depois de conversar com os responsáveis pelo abrigo de cães. Ela sabia que a cachorra seria perfeita para a família, mas acabou descobrindo que a cachorra também tinha uma família e não pretendia se afastar.

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ALAINA BRINTON

Lucy e Sully

Os dois cachorros foram recolhidos e abrigados no canil da Kentucky Humane Society praticamente ao mesmo tempo. Lucy já era uma cachorra adulta, com três ou quatro anos de idade, enquanto Sully era apenas um filhote. O instinto materno aflorou e a cachorra passou a cuidar de Sully como se fosse seu filho.

Sully estava em sua segunda passagem pelo abrigo quando conheceu a mãe postiça. Ele havia sido adotado anteriormente, mas foi devolvido por ter um porte maior do que os candidatos haviam imaginado.

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ALAINA BRINTON

Lucy foi recolhida nas ruas, mas Sully passou pela tristeza e o desapontamento de ter conhecido o aconchego de um lar, para depois ser mais uma vez abandonado. Os dois peludos formaram elos especiais e uma grande amizade surgiu com a convivência.

A adoção

Alaina entrou na história dos dois melhores amigos depois de perder o seu companheiro de quatro patas. Passado um período de superação do luto, a tutora decidiu que havia chegado o momento de voltar a viver com um cachorro – e escolheu Lucy através de fotos.

A equipe da Humane Society, no entanto, já havia informado a candidata de que Lucy era uma cachorra destinada à adoção conjunta. Alaina conheceu a história de Lucy e Sully, mas mesmo assim quis conhecer a dupla pessoalmente, mesmo sem a pretensão de levar dois cachorros para casa.

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ALAINA BRINTON

Ao chegar ao canil, no entanto, a tutora entendeu que os dois cães eram realmente inseparáveis. Mais velha e responsável, Lucy tinha cuidados de mãe em relação a Sully, que seguia a amiga por todos os espaços do abrigo.

Alaina viu-se repentinamente envolvida em um forte dilema: ela tinha à sua frente dois cães adoráveis disponíveis para adoção, mas receber dois animais de grande porte em casa não estava nos planos iniciais.

Lucy deixou bem claro que não iria a lugar algum sem o melhor amigo; ela não deixaria Sully para trás. Enquanto ela estava junto ao “filho”, mostrava-se dócil e brincalhona, mas quando o peludo era levado para outras dependências, ela ficava arisca e agitada.

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ALAINA BRINTON

Desta forma, o planejamento da tutora foi por água abaixo. Os arranjos domésticos para receber um novo cachorro teriam de ser refeitos. Felizmente, Alaina se apaixonou também por Sully, que nem desconfiava da possibilidade de ser afastado da mãe postiça.

A decisão pela adoção conjunta, no final, não foi difícil. Alaina apenas calculou rapidamente os gastos extras e telefonou para casa, para comunicar que voltaria com dois cachorros no lugar de apenas um.

À reportagem do site The Dodo, especializado em histórias sobre animais de estimação, Alaina afirmou que “Eu me apaixonei imediatamente. Além disso, estava claro para todos que Sully estava ansioso e olhava para Lucy como se quisesse avisar que alguma coisa estava dando errado”.

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ALAINA BRINTON

A nova tutora percebeu que não tinha o direito de separar os dois peludos e, como tinha condições para arcar com as despesas, modificou o planejamento e recebeu Lucy e Sully em sua casa, como novos membros da família.

Ao chegar em casa, Alaina percebeu o quanto os cães eram importantes um para o outro. Lucy resolveu explorar no novo ambiente e Sully a seguia onde quer que fosse. Ele ainda estava um pouco amedrontado com as mudanças, mas sentia-se seguro ao lado da melhor amiga.

Alaina providenciou camas para os dois, mas Lucy e Sully preferiram dividir o mesmo espaço para descansar e dormir, pelo menos nos primeiros dias de adaptação. Os dois cachorros estavam amedrontados com o lugar desconhecido, mas conseguiam transmitir forças para superar o novo desafio.

Já se passaram alguns anos desde a adoção. Mesmo assim, Lucy e Sully continuam sendo melhores amigos – além de fiéis companheiros da mãe humana. Eles comem, cochilam, brincam e exploram as novidades sempre juntos. Eles são amigos para sempre.

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