Cães com dificuldade para respirar: o que pode ser?

Esta é uma emergência. Saiba como socorrer cães com dificuldade para respirar.

Cães com dificuldade para respirar não é um fato normal. Certamente, depois de uma corrida pesada, qualquer cão (e nós também) pode perder o fôlego por alguns minutos, mas eles se recuperam com facilidade: em poucos minutos, estão prontos para outra brincadeira.

Outra ocorrência mais ou menos comum pode ser observada em algumas raças caninas. Os cães braquicefálicos (que têm o focinho achatado, como o pug, o Boston terrier e o buldogue) apresentam respiração mais ruidosa, porque têm naturalmente as aberturas nasais muito estreitas.

Se o cachorro sempre respirou normalmente e passou a apresentar dificuldades de um momento para outro, é preciso procurar ajuda especializada. Vale o mesmo nos casos de traumas, em que as vias aéreas podem estar obstruídas. Inspirações curtas e rápidas indicam que alguma coisa está errada.

No entanto, quando cães apresentam dificuldade para respirar, é um sinal de alerta: os pets podem estar em desconforto e até mesmo correndo perigo de vida. São muitas as causas, desde as mais simples, como alergias e resfriados, às mais graves, como bronquite, pneumonia, infecções, engasgos com objetos, tosse dos canis, hemotórax (presença de sangue nas vias respiratórias, geralmente causada por traumas), pleurisia e até mesmo tumores no tórax.

O frio é mais propício às infecções e inflamações respiratórias. Por isto, mantenha seus cães aquecidos. Não é necessário utilizar roupas (muitos pets não se acostumam a elas), mas correntes de ar devem ser evitadas. Os animais que vivem fora de casa precisam ser protegidos do vento e do frio. A casinha deve ter a porta apontando para o norte.

Parada respiratória em cachorros

Esta é uma situação que requer atendimento urgente e imediato. Entre em contato com o veterinário e, no trajeto, verifique o som dos batimentos cardíacos e a respiração (cães em repouso inspiram e expiram de dez a 30 vezes por minuto).

Caso não seja possível identificar os sons, deite o pet do lado direito, feche a boca inteiramente e sopre na direção do focinho, semelhante a uma respiração boca-a-boca.

Em seguida, deve ter início à massagem cardíaca. São compressões no lado esquerdo do tórax, na altura do cotovelo do animal. Devem ser feitas cinco compressões para cada sopro no focinho. O procedimento deve ser repetido até a chegada à clínica veterinária.

Fique atento(a)!

Outros sintomas podem surgir juntamente com a dificuldade de respirar. Confira:

  • secreção nasal;
  • tosse;
  • latidos roucos;
  • febre;
  • aumento do volume da caixa torácica;
  • cianose (mucosas azuladas ou arroxeadas);
  • dificuldade para se alimentar;
  • acessos de vômito (o esforço para respirar pode provocar refluxos).

Causas simples de dificuldades de respirar

As causas mais comuns da dificuldade de respirar são as gripes e resfriados. É comum que cães adultos fiquem gripados até duas vezes por ano, mas é preciso atenção e cuidado, uma vez que uma gripe pode evoluir para uma pneumonia, que é uma doença potencialmente fatal.

A gripe canina é transmitida pelo vírus H3N8, que não é transmitido aos seres humanos. O contato ocorre nas brincadeiras com cães doentes ou em passeios (os cães infectados podem permanecer até dez dias com o vírus antes de apresentar os sintomas). Existem vacinas antigripais, mas elas são indicadas principalmente para pets que se hospedam em hotéis para animais, participam de exposições e competições ou trabalham longas horas diárias ao ar livre, como os policiais e os cães-guia.

Se o seu cão passa o dia inteiro num quintal “exclusivo”, a vacinação pode ser desnecessária. Em qualquer caso, o veterinário deve ser consultado: animais idosos e portadores de doenças crônicas são mais suscetíveis a infecções por vírus.

Os dias secos e frios, comuns no inverno brasileiro (especialmente nas regiões Sul e Sudeste) favorecem o surgimento de danos nas mucosas nasais e bucais. Isto aumenta os riscos de doenças respiratórias. Os sintomas mais comuns das gripes e resfriados caninos são:

  • respiração rápida, superficial e ofegante;
  • desânimo e cansaço;
  • perda de apetite e dificuldade para engolir;
  • tosse seca;
  • corrimento nasal.

O tratamento para a dificuldade de respirar

O tratamento irá depender do fator que está determinando a dificuldade de respirar. O problema pode ser corrigido com medicamentos orais, inalações e até mesmo cirurgias. Apenas o veterinário tem condições de diagnosticar o mal que está afetando os nossos pets. Por isto, fique longe da medicação e, quando surgirem os sinais, leve-os para o consultório.

A pneumonia é uma doença relativamente comum entre os cães. Trata-se de uma infecção que pode ser transmitida por vírus, bactérias ou fungos. Geralmente, ela ocorre como uma complicação da gripe simples e requer atenção médica.

A tosse dos canis (traqueobronquite) é outra doença exclusivamente canina e geralmente ocorrer onde há aglomeração de cães, como em hotéis, canis e locais de adestramento. Quando ela é provocada por vírus, geralmente cessa espontaneamente em 20 dias. A tosse dos canis bacteriana, porém, demanda tratamento com antibióticos.

A asma (bronquite asmática) é uma inflamação mais ou menos severa das vias respiratórias. Nesta desordem, os brônquios ficam comprimidos, o que dificulta a passagem do ar e causa a dificuldade de respirar. Na maioria dos casos, a asma é causada por fatores externos (poluição atmosférica, fumaça de cigarros, ácaros, mofo e, em alguns casos, produtos de higiene e limpeza).

A asma causa crises mais ou menos frequentes. A maioria dos cães doentes apresenta sintomas leves, mas existem casos em que a doença leva à morte. Estes animais devem ter o esforço físico reduzido. O veterinário pode receitar broncodilatadores e corticoides, que podem ser aplicados em casa.

Providências necessárias

Algumas providências ajudam a manter a saúde dos cães. Uma delas é seguir o tratamento prescrito (medicação e exercícios), uma vez identificada a causa da dificuldade de respirar. Para prevenir o problema de dificuldade de respirar nos cachorros, tutores responsáveis devem:

• não negligenciar nas vacinas. O calendário deve ser seguido rigorosamente;

• submeter os cães adultos a check-ups anuais. Os filhotes e os animais idosos devem ser avaliados com mais frequência;

• não expor os animais ao frio e à chuva;

• manter a rotina dos banhos e higienizar os locais em que os animais brincam e descansam.

A alimentação também é importante. Deve-se oferecer a ração na quantidade indicada para a idade e porte e resistir aos “pedidos” de guloseimas. Óleos vegetais, sal e açúcar são extremamente tóxicos para cães e podem favorecer o desenvolvimento de uma série de doenças.

Os animais que não recebem uma alimentação rica em nutrientes (presentes nas rações caninas de qualidade) desenvolvem deficiências do sistema imunológico e, assim, tornam-se mais suscetíveis a infecções e inflamações, atraindo doenças com mais facilidade.

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