Cidade se une para atender os últimos desejos de um cachorro com doença incurável

Ele tem uma doença incurável. A cidade se uniu para realizar os últimos desejos do cachorro.

Eddie é um pitbull que foi encontrado vagando nas ruas de Pasco, uma cidade no Estado de Washington (noroeste dos EUA). Ele foi resgatado pela ONG Mikey’s Chance Canine Rescue, onde foi diagnosticado com uma doença incurável. Para tornar os dias de Eddie mais confortáveis, toda a cidade se mobilizou e está tentando atender os últimos desejos do cachorro.

Depois do diagnóstico, o pitbull foi alojado em um lar adotivo, para viver os últimos dias da sua jornada. Os moradores de Pasco, ao saber da história de Eddie, ficaram comovidos e decidiram tornar a sua vida mais confortável. Todos estão fazendo o possível para realizar os últimos desejos do peludo.

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A nova rotina

Depois dos atendimentos iniciais, Eddie foi finalmente levado para a casa nova. Ele foi diagnosticado com um tumor maligno e não pode ser operado. Os médicos prognosticaram que ele conseguirá sobreviver por, no máximo, um ou dois anos.

Depois da adoção, Eddie passou um tempinho com alguns policiais de Pasco, participando das atividades. Por alguns dias, ele chegou a se tornar um K9 (um cão policial, na gíria americana) e até “prestou juramento” na delegacia da cidade, recebeu um uniforme e participou de rondas e patrulhas com os oficiais de segurança, passeando na viatura.

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Depois desses longos e esforçados dias de trabalho, Eddie ganhou o direito de desfrutar de algumas recompensas. A primeira delas foi um capuccino na Starbucks local, com os “colegas” da força policial.

A população de Pasco logo ficou sabendo e resolveu tornar a vida do cachorro mais confortável e prazerosa. Estes foram os primeiros itens da lista de desejos do peludo, atendidos por diversos moradores, mas o pitbull também ganhou outros mimos. Entre eles, destacam-se:

  • brincar em um trampolim;
  • mergulhar em uma piscina de bolinhas;
  • tomar cerveja no final do dia com o novo pai;
  • assistir aos programas favoritos na TV.

Na piscina de bolinhas, o pitbull foi surpreendido com vários presentes, trazidos pelos vizinhos da casa nova. Eddie ganhou bolas, ursinhos de pelúcia, brinquedos de morder, etc. Não se sabe como foi a vida pregressa do cachorro, mas os últimos dias têm sido intensos e muito felizes.

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Os últimos dias

Não é preciso mobilizar a cidade inteira para tornar mais agradáveis os últimos dias de um cachorro. Todos os tutores podem adotar algumas providências, quando se aproxima a hora de dizer adeus a um amigo que sempre foi leal e companheiro.

A dor costuma apavorar os cães, seja por trauma, doença ou desgaste decorrente da idade. Portanto, garantida a assistência veterinária, é importante poupar o peludo. Nada de desenvolver atividades muito intensas, como corridas e escaladas. A fase final da vida pede mais tranquilidade e também muito acolhimento, companheirismo e carinho. A simples presença do tutor ao lado ajuda muito o peludo a se sentir menos desconfortável.

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Mesmo assim, os cães são muito resistentes e não costumam dar sinais de que estão sofrendo. Muitas vezes, as dores de um cachorro velho são debitadas na conta do mau humor e da irritação. Mas ele está apenas se poupando, e a família precisa entender isso.

A casa deve ser confortável. Se ele não consegue mais subir no sofá, uma almofada no tapete oferece descanso e denota carinho, especialmente se for instalada num cantinho. Se ele sente frio – mais do que habitualmente –, um cobertor e janelas fechadas para impedir a entrada do vento frio proporcionam temperaturas mais agradáveis.

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Conversar com os peludos é uma ótima recomendação. Provavelmente, eles não conseguirão entender nenhuma palavra do que os tutores estarão dizendo, mas com certeza assimilarão o tom amoroso e continente.

Mantenha água fresca e ração sempre por perto. Muitas vezes, as caminhadas se tornam mesmo difíceis, mesmo que apenas poucos metros separem a caminha do local em que as tigelas costumavam ficar. Além disso, cães doentes precisam ser bem hidratados.

Cachorros idosos ou portadores de doenças terminais têm direito a alguns “excessos”. Todo tutor responsável deve evitar petiscos e guloseimas que prejudiquem a saúde e a boa forma, mas, nesses casos – que são verdadeiros momentos de despedida –, não há nada de errado em oferecer algumas guloseimas “proibidas”.

Por fim, é preciso aprender a se despedir. O veterinário pode aliviar as dores com analgésicos e calmantes, mas, em alguns casos, é preciso recorrer à eutanásia. Então, o que resta a ser feito é agradecer e deixá-lo ir. O período de luto nos ajuda a superar a ausência, quando o peludo se transfere para o céu dos cachorros.

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