Raças caninas mais propensas a ter câncer

Não é uma exclusividade humana; cães também podem ter câncer. Veja as raças mais propensas.

Apesar dos avanços da Medicina, o câncer continua sendo responsável por milhares de mortes. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) calcula em 580 mil o número de casos humanos novos em 2015. Não há estatísticas sobre a incidência em cachorros, mas estima-se que seja bastante alto – e está aumentando. E algumas raças são mais propensas a desenvolverem tumores malignos.

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O câncer é mais comum em cães de raça: a miscigenação observada nos vira-latas reduz os casos de tumores e diversas outras doenças. Ao adquirir um cão de raça, é importante informar-se, no canil, sobre as condições de saúde dos pais e avós, para levar um animal saudável para casa.

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A maior parte dos criadores responsáveis submete seus plantéis a testes veterinários, para certificar-se das boas condições de saúde de padreadores, matrizes e filhotes. Em geral, animais de linhagens que apresentam doenças graves, como câncer e displasia coxofemoral, deixam de ser aproveitados para a obtenção de crias.

Curiosamente, o número de casos aumenta em função das melhores condições em que os cachorros são tratados: boa alimentação, carinho, passeios e cuidados veterinários preventivos estão aumentando a longevidade dos animais – e, com a idade, as doenças se tornam mais comuns.

Os tipos mais comuns de canceres em cães

Assim como os humanos, os cães podem desenvolver tumores malignos em todos os órgãos e tecidos. Não se sabe por que motivo (ainda não existem estudos concludentes), mas a incidência de alguns tipos é maior, mas o grau de agressividade da doença não é idêntico em todos os casos.

A partir dos seis anos de idade, a incidência aumenta progressivamente, o desenvolvimento dos tumores é acelerado e o socorro veterinário se torna ainda mais urgente.

Os tipos mais comuns são:

  • câncer de pele;
  • câncer de mama;
  • câncer nos ossos;
  • câncer na cabeça e no pescoço;
  • câncer no(s) testículos;
  • linfoma (câncer nos vasos linfáticos).

O câncer de pele afeta principalmente os cães de pelagem curta e clara, mais comum em animais a partir dos oito anos. O câncer de mama (assim como os tumores nos ovários e no útero) parece não ter relação com o fato de a cadela ter tido ou não filhotes.

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Cães de pelagem curta tem mais riscos de ter câncer de pele.

Vale o mesmo para o problema nos testículos: machos virgens ou que já tenham coberto fêmeas sofrem com o problema com a mesma intensidade. No entanto, a castração reduz drasticamente o número de casos de tumores nas mamas, ovários, útero e testículos.

Tumores nos ossos são mais comuns nos animais de grande porte, como o pastor alemão (e todas as variedades da raça), rottweiler, retriever do labrador, retriever dourado, malamute, dogue alemão, bloodhound, fila brasileiro, etc.

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O Rottweiler é um cão mais propenso a ter câncer nos ossos.

Estudos indicam que entre 15% e 20% dos tumores em cães são linfomas. A doença pode ser agressiva ou não, possibilitando tratamento (quimioterapia). As raças mais propensas são: retriever dourado, bull mastiff, bassê, são bernardo e terrier escocês. Este câncer é mais comum em animais de meia idade ou idosos.

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Os linfomas podem surgir com mais frequência em cães da raça são bernardo.

Menos de 10% dos animais diagnosticados apresentam sintomas; portanto, as consultas de rotina são extremamente necessárias, principalmente considerando que a taxa de cura é alta, quando o linfoma é descoberto precocemente.

Os tumores no trato gastrointestinal são mais raros, especialmente em função da ofertas de rações balanceadas, específicas para a idade e as condições de saúde. Cães acostumados a comer alimentos indicados para humanos, porém, também podem desenvolver cânceres no estômago ou no intestino, por exemplo.

Outros tumores em cães

Os cachorros também têm menos problemas respiratórios; são suscetíveis a muitos deles – de resfriados a câncer no pulmão ou na traqueia –, mas isto não significa que não possam ocorrer. O motivo é que, em geral, os pets ficam menos tempo expostos a agentes poluentes e a variações da temperatura de da umidade.

A exceção fica por conta dos pugs, buldogues ingleses e franceses, boxers e boston terriers, que, durante o desenvolvimento das raças, tiveram a cana nasal encurtada, fazendo com que o ar chegue mais frio aos pulmões, o que pode provocar infecções e inflamações, que podem facilitar o desenvolvimento de tumores malignos.

Cães da raça boxer apresentam com frequência tumores subcutâneos e também nas mamas. Estes tipos de câncer se apresentam na forma de nódulos, claramente perceptíveis sob a pelagem, mesmo no início do desenvolvimento. Os proprietários devem ficar atentos.

Cães da raça boxer apresentam com frequência tumores subcutâneos e também nas mamas.
Cães da raça boxer apresentam com frequência tumores subcutâneos e também nas mamas.

As fêmeas das raças relacionadas também podem apresentar problema na vulva – e, consequentemente, nos ovários, útero e bexiga. Durante o cio, estas cadelas não têm capacidade para se limpar, porque o corpo muito curto impede que elas alcancem os genitais. É preciso que os donos higienizem as pets com frequência durante todo o período.

 Alguns sintomas comuns

Todas as doenças se manifestam através de diferentes sinais. No caso do câncer canino, no entanto, é preciso que os donos estejam alertas a algumas condições que podem indicar o desenvolvimento de tumores malignos:

  • inflamações nas articulações – geralmente, estes males estão relacionados problemas musculares ou ósseos, mas podem indicar a presença de um câncer;
  • hemorragias – é um sinal claro de que algo não anda bem com o pet. As perdas de sangue podem ocorrer em machos e fêmeas, através dos genitais, narinas, boca, orelhas e até através da pele;
  • perda de apetite – é um sintoma comum a diferentes enfermidades, e pode ser provocado inclusive por saudade de um membro da família. Quando um cachorro não aceita alimento por três dias, porém, algo está errado e o veterinário deve ser consultado.

No caso de tumores na região torácica ou abdominal, os sintomas geralmente surgem apenas quando o câncer está em estágio avançado, ocupando parte considerável do órgão afetado. Animais com problemas deste tipo demonstram algum tipo de desconforto, como dificuldade respiratória, tosse com sangue, distensão abdominal e acúmulo de líquido na cavidade abdominal.

Além disto, o mau cheiro persistente em qualquer parte do corpo, apatia, feridas de difícil cicatrização, perda de pelos intensa e súbita, perda de peso e dificuldade para caminhar, engolir, permanecer em determinada posição habitual ou fazer as necessidades fisiológicas são sinais de deficiências físicas, que podem ou não estar relacionadas a um tumor maligno.

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