Um pet faz companhia, protege, diverte e distrai. Mas é preciso checar algumas dicas antes de escolher.

Em primeiro lugar: pessoas que passam o dia fora de casa e, ao retornar, têm à frente uma série de tarefas domésticas, devem renunciar ao prazer de ter um cão ou gato. Por mais independentes que pareçam, animais destas espécies precisam da companhia humana, precisam de interação.

Para quem não tem tempo de fazer uma caminhada diária de 15 minutos com o seu cãozinho, o ideal é considerar a adoção de um pássaro, um ferret, um porquinho-da-índia ou mesmo de um gato. Os passeios são fundamentais não apenas para os cães fazerem as suas necessidades, mas também para que eles se socializem com outros humanos e animais.

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Cães e gatos são sociáveis e apreciam fazer companhia aos seus tutores. Os bichanos, mesmo com a fama de autossuficientes, adoram colo, brincadeiras e mesmo dormir ao lado da família. A diferença é que os gatos estabelecem a própria rotina: os cães, por outro lado, não fazem a menor cerimônia: fazem festa, latem, chegam a morder a barra da calça na hora do passeio.

Adotar um animal de estimação implica uma série de responsabilidades, que precisam ser adequadas à realidade dos humanos: espaço, disponibilidade para brincar, passear e adestrar, gastos com rações, banhos, tosas e consultas veterinárias. Antes de escolher o seu novo pet, é preciso levar tudo isto em conta: o número de cães e gatos abandonados cresce a cada dia.

Um fato a ser considerado: cães e gatos vivem entre dez e 15 anos (alguns são campeões de longevidade, ultrapassando os 20 anos). Neste longo período, eles não tiram férias e dão muito trabalho: além de brincar, comer, tomar vacinas, passear, etc., eles envelhecem e, como qualquer ser idoso, passam a demandar cuidados mais frequentes.

Que pet escolher?

Não é difícil. Existem dezenas de raças de cães e gatos, cada qual com as suas características, além dos simpáticos vira-latas (animais SRD – sem raça definida), que se caracterizam pela extrema capacidade de adaptação aos mais diversos ambientes.

Na hora de escolher, alguns itens são óbvios: de nada adianta se apaixonar pelo filhote de dogue alemão, por exemplo. Adulto, ele atinge proporções consideráveis. Zeus, o cão mais alto do mundo (certificado pelo “Livro Guiness dos Recordes”), atingiu incríveis 1,12 cm na cernelha (o espaço entre os ombros). Certamente, a raça não é indicada para apartamentos.

Com relação aos gatos, o porte não é tão importante na hora da escolha. Mesmo as raças gigantes, como o maine coon e o ragdoll, conseguem adaptar-se a espaços pequenos. Contudo, entra aí outro ponto importante: os pelos.

A hora da escolha

A afirmação segundo a qual o pet é o reflexo do dono é mais do que verdadeira. Isto não significa que os animais se adaptem totalmente à família, mas a escolha indica as características, desejos e necessidades dos humanos.

Um gato é sempre mais independente e encara os donos como iguais. Em um bando de gatos, apesar de haver um indivíduo dominante, as regras hierárquicas não são rígidas – e um gato doméstico tende a reproduzir este comportamento quando é introduzido em uma residência.

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Os cachorros, ao contrário, são extremamente hierarquizados. Como regra geral, eles identificam um chefe entre os membros da família (um substituto do macho alfa, mesmo que a chefia seja concedida a uma mulher). Mesmo assim, estabelecem relações de submissão com todos os demais humanos, desde que sejam bem educados.

Ao escolher um novo pet que não seja destinado à reprodução – e ao início de um novo negócio comercial, como um canil ou gatil – o ideal é que o animal seja castrado antes de ser levado para casa. É uma providência que deve ser tomada juntamente com a vacinação e a vermifugação. Cães e gatos não se ressentem por ter de renunciar à vida sexual.

Cães e gatos são bons companheiros para crianças, mas algumas raças caninas são contraindicadas para menores de seis anos: são os animais de grande porte, que, mesmo sem demonstrar traços de agressividade, podem derrubar os pequenos, ocasionando traumas.

Da mesma forma, em uma casa de idosos, animais muito “intensos” não são a melhor opção. Um husky siberiano, por exemplo, pode decidir dar uma corrida durante o passeio, para “investigar” uma borboleta do outro lado da rua.

Na hora de escolher, informe-se sobre as características da raça, visite canis e confira o temperamento (docilidade, agitação, obediência, etc.). Desde filhotes, cães e gatos revelam a personalidade, que precisa ser compatível com a dos donos. Outra questão importante é verificar se o novo animal de estimação aceita bem a presença de outros cães e gatos. Algumas raças são muito territorialistas e podem causar problemas quando precisam dividir o espaço com outros pets.

Bolinhas de pelos

Antes de tudo, é preciso lembrar que todos os cães e gatos soltam pelos e, muitas vezes, estes “rejeitos” vêm acompanhados de líquidos que podem empestear qualquer ambiente. Por isto, ao escolher um novo pet, tenha em mente que os cômodos por onde o animal poderá transitar também deverão ser alvo de limpezas e higienizações com mais frequência: traduzindo, você terá mais trabalho.

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As raças de cães que soltam mais pelos são as seguintes: retriever dourado, pastor alemão, collie, pastor de shetland, husky siberiano, são bernardo e malamute do Alasca são os campeões. Além disto, alguns medicamentos e a própria idade do animal favorecem a “decoração” de tapetes e estofados.

Contudo, não basta escolher um animal de pelo curto para evitar (ou minimizar) o problema: pug, dálmata, beagle, retriever do labrador, dobermann, rottweiler, dachsund (teckel) e os buldogues (inglês e francês) trocam de pelos uma vez por ano.

Motivos errados

Todos nós queremos companhia. Os seres humanos não foram criados para viver sozinhos – e um cão ou gato pode ser um bom companheiro para todas as horas. No entanto, escolher um novo pet apenas para substituir um membro da família perdido (humano ou não) não é um bom motivo para adotar um animal de estimação.

O ideal é curtir o luto, deixar que a tristeza se transforme em saudade e só então decidir-se pela introdução de um novo animalzinho em casa. Cada cão ou gato é uma personalidade única: tem seu próprio temperamento, seus interesses e medos. Eles não podem ser encarados como substitutos.

Muitas pessoas preferem as raças grandes, mas, quem mora em apartamentos precisa considerar outras opções, como um maltês, yorkshire, lhasa apso e teckel. Dálmatas e retrievers do labrador podem se adaptar a apartamentos, desde que haja terraços e lavanderias bastante espaçosos.

Mesmo algumas raças de porte médio, como o whippet e o cocker spaniel, precisam de um jardim e um quintal: são ágeis, vivem em movimento e podem inclusive desenvolver problemas de saúde em pequenos ambientes.

Benefícios de ter um cão ou gato

Talvez seja desnecessário relacionar motivos para ter um cão ou gato, já que eles são bastante explícitos. Porém, alguns destes motivos podem passar despercebidos. Confira:

  • crianças que convivem desde bem pequenas com cães e gatos têm o desenvolvimento do sistema imunológico garantido, e isto previne contra o aparecimento de alergias; ainda neste quesito, os gatos são os “vilões” dos processos alérgicos, mas alguns estudos sugerem que cães de pelo longo potencializam as reações alérgicas. Em caso de dúvida, procure a orientação de um veterinário;
  • ainda com relação às crianças, ter um cão ou gato ajuda a desenvolver o senso de responsabilidade, melhora a autoestima e favorece os processos de socialização;
  • os cães precisam de passeios frequentes e, por isto, são um estímulo para vencer o sedentarismo. Mesmo uma pequena caminhada diária é útil para combater algumas doenças modernas, como obesidade, problemas cardíacos, respiratório, ósseos, articulares, etc.;
  • conviver com um cão ou gato é um fator de prazer e bem estar. Brincar com um animal de estimação estimula a produção de algumas substâncias associadas à felicidade, como a dopamina e a endorfina.

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